Primeiros casos graves de gripe A
Mulher internada no S. João foi duas vezes ao centro de saúde antes de ser mandada para hospital
07.08.2009 ─ 16h55 Alexandra Campos, José Augusto Moreira
A mulher que está internada no Hospital de S. João com gripe A em estado grave foi por duas vezes ao Centro de Saúde de Celorico de Basto e enviada para casa, e só depois transferida para o Hospital de Guimarães, porque não apresentava sintomas típicos da doença, adiantou a adjunta do delegado de saúde pública local, Maria da Graça Mota.
A doente, com 30 anos e sem patologia prévia conhecida, foi enviada para o Hospital de Guimarães ao fim da tarde de quarta-feira já com pneumonia. Foi ali que uma médica internista que a assistiu suspeitou que poderia estar infectada com o vírus H1N1, até porque tinha estado dias antes numa festa com emigrantes. O hospital isolou a doente e pediu à unidade de referência para os casos de gripe A (o S. João, no Porto) que fizesse análises e as enviasse para confirmação no Instituto Ricardo Jorge (Lisboa), mas o resultado só chegou ao final da tarde de ontem, quinta-feira.
A delegação de saúde pública de Celorico de Basto está já a fazer um inquérito epidemiológico para tentar perceber o que aconteceu neste caso. Trata-se de uma mulher até à data saudável (não era pelo menos conhecida qualquer patologia prévia), confirma a adjunta do delegado de saúde.
A doente foi transferida para o Hospital de S. João ao fim da tarde de ontem e o seu estado evoluiu negativamente. Está nos cuidados intensivos do serviço de doenças infecto-contagiosas.
“Estável, mas grave e com o prognóstico reservado”, foi como a adjunta da direcção clínica e responsável pelo plano de contingência da gripe A no São João, Margarida Tavares, descreveu o seu estado clínico.
O outro caso grave é um homem de 63 anos que foi transferido ontem de manhã do Hospital de Famalicão e que, ao contrário da paciente transferida de Guimarães, tinha patologias crónicas subjacentes, nomeadamente do foro cardíaco, tendo sofrido “um evento cardiovascular agudo”. “Está em situação clínica estável”, e a evolução do seu estado depende sobretudo da doença crónica, acrescentou Margarida Tavares.
Fonte: PÚBLICO


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