Este é um espaço onde poderei dar conta das minhas reflexões, alegrias, inquietações e também das minhas indignações. Deixo claro que não hipotequei a minha liberdade a nenhum partido político. Tal como escreveu o ilustre escritor Miguel Torga, meu comprovinciano, «Não posso ter outro partido senão o da liberdade»...
Com a votação dos projectos das várias forças políticas, foi aprovado o do PSD que deixou de falar em suspensão e adoptou o termo substituição, sendo viabilizado com a abstenção do PS. Os restantes diplomas da oposição foram chumbados.
O diploma do PSD recomenda ao Governo o fim da divisão da carreira em duas categorias e a criação de um novo modelo de avaliação no prazo de 30 dias, além de defender que no primeiro ciclo avaliativo, que está a terminar, não haja professores penalizados em termos de progressão na carreira devido a diferentes interpretações da lei.
Ministra da educação envia comunicado às escolas sobre o 1.º ciclo de avaliação do desempenho dos docentes
1. O 1.º ciclo de avaliação do desempenho docente prossegue e conclui-se, nos termos da lei, até 31 de Dezembro de 2009.
2. Todos os docentes serão avaliados no âmbito do 1.º ciclo de avaliação desde que se tenham apresentado a avaliação na primeira fase desse processo, tal como identificada na alínea a) do Artigo 15.º do Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro e como tal mantida no chamado procedimento de avaliação simplificado, nos termos da alínea a) do n.º 2 do Artigo 2.º do Decreto Regulamentar n..º 11/2008, de 23 de Maio.
3. Assim, a apresentação do avaliado à primeira fase do processo de avaliação concretiza-se através da entrega da ficha de auto-avaliação, que é legalmente obrigatória (conforme dispõe expressamente o n.º 2 do Artigo 16.º do Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro), ainda que não tenham apresentado previamente, no prazo previsto, a respectiva proposta de objectivos individuais.
4. Nos termos da alínea a) do n.º 1 do Artigo 8.º do Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro, a avaliação de desempenho tem sempre por referência os objectivos e metas fixados no projecto educativo e no plano anual de actividades para o agrupamento de escolas ou escola não agrupada.
5. Quando estejam fixados objectivos individuais, o grau de cumprimento desses objectivos constitui, nos termos do Artigo 10.º do Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro, referência essencial da classificação atribuída em relação aos parâmetros a que tais objectivos se reportem.
Isabel Alçada deixa cair divisão de professores em duas categorias
A ministra da Educação entrega hoje [18.11.2009] aos sindicatos a proposta de calendário negocial para a revisão do estatuto da carreira e da avaliação de desempenho docentes.
O Governo prepara-se para deixar cair a divisão da carreira docente entre professor titular e não titular, naquele que será um dos maiores passos dados pela nova ministra da Educação, Isabel Alçada, no sentido de chegar a um consenso quanto a um novo modelo de avaliação dos professores.
O Diário Económico apurou que esta decisão surge num contexto de aproximação entre a nova ministra e a Federação Nacional dos Sindicatos de Educação (FNE) e será a principal arma do Governo para pacificar um debate que já dura desde a anterior legislatura. A divisão da carreira tem sido, aliás, um dos principais cavalos de batalha dos sindicatos na sua contestação à revisão do Estatuto da Carreira Docente.
I follow the Moskva
Down to GorkyPark Listening to the wind of change
An August summer night
Soldiers passing by
Listening to the wind of change
The world is closing in
Did you ever think?
That we could be so close, like brothers
The future's in the air
I can feel it everywhere
Blowing with the wind of change
[Chorus:]
Take me to the magic of the moment
On a glory night
Where the children of tomorrow dream away
In the wind of change
Walking down the street
Distant memories
Are buried in the past forever
I follow the Moskva
Down to GorkyPark Listening to the wind of change
Take me to the magic of the moment
On a glory night
Where the children of tomorrow share their dreams
With you and me
Take me to the magic of the moment
On a glory night
Where the children of tomorrow dream away
In the wind of change
The wind of change blows straight
Into the face of time
Like a stormwind that will ring
The freedom bell for peace of mind
Let your balalaika sing
What my guitar wants to say
Take me to the magic of the moment
On a glory night
Where the children of tomorrow share their dreams
With you and me
Take me to the magic of the moment
On a glory night
Where the children of tomorrow dream away
In the wind of change
Negociação. Ministra da Educação chamará amanhã os sindicatos para lhes propor um calendário negocial para rever o estatuto e a avaliação. Mas, apesar de a reunião ser antes do debate, não haverá tempo para chegar a acordo, lembram sindicatos
A ministra da Educação, Isabel Alçada, vai convocar os sindicatos de professores para uma reunião a realizar amanhã. O encontro decorrerá na véspera de o Parlamento começar a discutir as iniciativas legislativas da oposição que propõem a suspensão e a substituição do actual modelo de avaliação. Mas a reunião não será suficiente para Governo e professores chegarem a acordo antes da votação.
Ao que o DN apurou, esta reunião servirá para propor às estruturas sindicais um calendário negocial sobre o estatuto da carreira docente e o modelo de avaliação de desempenho. O que não quer dizer que o acordo entre Governo e sindicatos esteja prestes a firmar-se, ressalva Mário Nogueira, o secretário-geral da Fenprof. “O único acordo que há neste momento é de que haverá negociação”, afirmou ao DN, lembrando que a primeira reunião com a nova ministra, na semana passada, serviu apenas para apresentar reivindicações.
O responsável da maior estrutura sindical de professores garante que a Fenprof ainda não recebeu nenhuma convocatória para a reunião. E sublinha que, mesmo que haja um encontro com a tutela antes do debate parlamentar, não haverá tempo para chegar a acordo. “O assunto vai ser discutido no Parlamento sem haver acordo com os sindicatos”, assegurou. “Ainda não conheço as propostas do Governo. E mesmo que as conhecesse num dia, não poderia dizer que concordo com elas sem ouvir as outras direcções sindicais”, acrescentou, lembrando que a Fenprof representa vários sindicatos.
Também João Dias da Silva, da Federação Nacional de Educação, afirmou ontem ao DN que ainda não recebeu convocatória para nenhuma reunião. E considerou “pouco provável” que o assunto da avaliação e do estatuto sejam discutidos entre Governo e sindicatos de professores antes da Assembleia da República se pronunciar.
Na quinta-feira, em entrevista à RTP, Isabel Alçada sublinhou que a definição destas regras é uma missão que compete ao Governo, embora estejam a ser analisados os “contributos” dos outros partidos. E prometeu que esta semana iria apresentar já algumas “soluções e possibilidades” sobre os dois assuntos que mais polémica geraram na legislatura anterior. Mostrou-se ainda confiante de que esta seria uma decisão que “resultaria da negociação entre sindicatos e Governo”.
Declarações que para Mário Nogueira não fazem sentido. Apesar de os professores saudarem o tom e a disponibilidade do Governo para dialogar, o sindicalista lembra que há tempos negociais a respeitar. As convocatórias para as reuniões têm de chegar com cinco dias úteis de antecedência, além de que o Ministério tem de reunir com as várias estruturas sindicais. “Normalmente, as negociações envolvem sempre três ou quatro rondas negociais. Se esta durar um mês, já será um recorde.” Contudo, o dirigente sindical diz-se disponível para conversar com a tutela o mais depressa possível.
A Fenprof não acredita, por isso, que antes do início do ano esteja em funcionamento um novo modelo. Até porque as intenções do Governo teriam de ser aprovadas e promulgadas pelo Presidente da República e ainda publicadas. Por isso, acrescenta, urge suspender o modelo que está em vigor e “evitar que os professores e as escolas façam coisas que depois não venham a ter efeitos”.
O Bloco de Esquerda deixou cair o projecto de lei que estabelecia um modelo integrado de avaliação das escolas e dos professores, por considerar inoportuna a sua votação quando sindicatos e Governo estão em negociações.
“Não nos parecia que este fosse o momento da Assembleia da República fazer uma votação sobre um modelo que neste momento está a ser negociado pelos sindicatos”, disse à Agência Lusa a deputada Ana Drago.
Segundo a bloquista, o partido entendeu que deve ser dado “tempo de debate e diálogo” ao Governo e aos sindicatos, que na semana passada iniciaram contactos, mas espera que o projecto do Bloco possa servir de “contributo” para as “negociações”.
A Assembleia da República discute na quinta-feira um conjunto de diplomas sobre a avaliação de desempenho dos professores, entre os quais se mantém um projecto de lei do Bloco de Esquerda que determina a suspensão do actual modelo e a criação de uma unidade de missão responsável por criar, em 30 dias, um novo modelo.
Quanto ao diploma retirado da discussão e votação de quinta-feira, previa a avaliação dos docentes no momento em que transitam de escalão, mas também do estabelecimento de ensino.
Segundo a proposta, a avaliação deveria ser feita por uma comissão interna, não existindo quotas na atribuição das classificações.
Suponho finalmente que os ladrões de que falo não são aqueles miseráveis, a quem a pobreza e vileza de sua fortuna condenou a este género de vida, porque a mesma sua miséria, ou escusa, ou alivia o seu pecado, como diz Salomão: Non grandis est culpa, cum quis furatus fuerit: juratur enim ut esurientem impleat animam. O ladrão que furta para comer, não vai, nem leva ao Inferno; os que não só vão, mas levam, de que eu trato, são outros ladrões, de maior calibre e de mais alta esfera (...) Não são só ladrões, diz o santo, os que cortam bolsas ou espreitam os que se vão banhar, para lhes colher a roupa: os ladrões que mais própria e dignamente merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais já com manha, já com força, roubam e despojam os povos. - Os outros ladrões roubam um homem: estes roubam cidades e reinos; os outros furtam debaixo do seu risco: estes sem temor, nem perigo; os outros, se furtam, são enforcados: estes furtam e enforcam. Diógenes, que tudo via com mais aguda vista que os outros homens, viu que uma grande tropa de varas e ministros de justiça levavam a enforcar uns ladrões, e começou a bradar: - Lá vão os ladrões grandes a enforcar os pequenos. - Ditosa Grécia, que tinha tal pregador!
Dois livros foram entregues a uma biblioteca, 50 anos depois, numa escola no Arizona. Juntamente com as duas edições foi enviado um cheque de cerca de 700 euros para cobrir uma eventual multa.
A bibliotecária Georgette Bordine disse, no entanto, que a pessoa responsável pela devolução deseja permanecer anónima, avança a “BBC”.
Os livros foram requisitados em 1959 e, aparentemente, foram levados por engano quando o ex-estudante se mudou.
Bordine já garantiu que esse dinheiro será usado para comprar mais livros.
Professores. Se pudesse recuar, o PSD defendia a “suspensão”
Começa hoje uma semana decisiva para os 140 mil professores do ensino básico e secundário. A ministra da Educação, Isabel Alçada traz para a mesa de negociações com os sindicatos o acordo entre o PS e o PSD para um outro modelo de avaliação e um novo estatuto da carreira docente - um entendimento que só foi possível porque os sociais-democratas concordaram com os socialistas em trocar a palavra “suspensão” por “substituição” no seu projecto de resolução, apresentado sexta-feira no Parlamento. Mas, afinal, se pudesse recuar, o deputado Pedro Duarte deixaria cair o termo que, tanto para os sindicalistas como para a oposição, significa mais do que uma simples questão de semântica: “Não expressamos a palavra suspensão no nosso projecto, mas se voltássemos atrás deixávamos isso bem expresso”, admite o vice-presidente da bancada parlamentar do PSD.
“Substituição” ou “suspensão” do actual regime não é apenas um jogo de palavras, adverte Mário Nogueira, dirigente da Federação Nacional dos Professores (Fenprof). O termo utilizado na proposta de resolução dos sociais-democratas tem implicações no funcionamento das escolas, defende o sindicalista: “O PSD define 30 dias para um novo modelo entrar em vigor, mas dificilmente isso poderá acontecer.” O dirigente sindical esclarece que só o período negocial poderá prolongar-se por, pelo menos, quatro semanas: “Até à publicação em Diário da República, o novo diploma tem de passar pela aprovação de conselho de ministros e promulgação do Presidente da República, o que significa que a nova legislação só terá efeitos em Fevereiro, na melhor das hipóteses.”
Enquanto isso, alerta Mário Nogueira, as escolas terão de continuar a repetir os procedimentos que foram impostos pela ex-ministra Maria de Lurdes Rodrigues porque não tiveram indicação para suspender o processo: “Os directores dos estabelecimentos de ensino terão, por exemplo, de aprovar um novo calendário da avaliação, notificar os professores para entregar os objectivos individuais, fazer a lista para os docentes que querem ser avaliados através de aulas assistidas e destacar professores para essa tarefa”, critica Mário Nogueira, advertindo que todo esse trabalho resultará num desperdício de tempo e de meios humanos e materiais, uma vez que o novo modelo deverá introduzir novas regras na avaliação e inviabilizar todo o esforço que as escolas fizeram.
Alors que la réforme du lycée promet davantage d'autonomie aux établissements, l'IREA, institut de recherche du Sgen Cfdt, avait mis la question à l'ordre du jour de son colloque annuel. Mais l'autonomie des établissements, pour les profs, c'est plus ou moins de liberté ? Si la question n'a pas été posée en ces termes, elle a effleuré les débats du 13 novembre.
Ouvrant le 3ème colloque de l'IREA, l'Institut de recherche du Sgen-Cfdt, Jean-Luc Villeneuve a rappelé que l'autonomie des établissements est un serpent de mer qui replonge systématiquement tant il fait peur dans la vision traditionnelle de l'égalité républicaine.
Quelle idéologie sous-tend l'autonomie ?
Deux tables rondes ouvraient le débat en cette première journée. La première a permis de fixer des repères idéologiques sur l'autonomie des établissements. Pour Richard Cytermann (EHESS) l'idée est très brouillée sur le plan idéologique. Elle est revendiquée aussi bien par un courant progressiste que par des théoriciens libéraux proches du Nouveau management public. S'agissant de l'autonomie universitaire, Jean-Yves Mérindol (directeur de l'ENS Cachan) montre que l'idée a progressé sous influence étrangère. C'est d'abord le modèle des universités allemandes qui fait réfléchir les Français après 1870. Et puis il y a le modèle américain où les universités ont été créées par les communautés religieuses sans soutien et sans reconnaissance de l'Etat. D'emblée elles sont autonomes. En France à la fin du 19ème, elles apparaissent avec le soutien des communes (la Sorbonne à Paris par exemple appartient à la Ville de Paris). En 1968 la loi crée les universités qui sont des établissements publics. Mais le pouvoir pédagogique dans les facultés reste sous contrôle étatique. Jean-Luc Derouet (INRP) fait un saut en 2000 avec la Conférence de Lisbonne. C'est là où les états s'engagent en faveur de l'autonomie des établissements, dans l'esprit du Nouveau management public, avec l'idée qu'ils devront rendre des comptes et obtenir des résultats. Plus qu'un recul devant le marché, l'autonomie lui semble marquer une reformulation de l'Etat en état managerial, garant d'une obligation de résultat. On tente alors de changer aussi l'environnement cognitif des chefs d'établissement pour les centrer sur l'obligation de résultats.
O PSD apresentou na Assembleia da República um Projecto de Resolução, na tentativa de resolver a questão da avaliação dos docentes. O projecto de resolução do PSD, sobre o qual já foram tecidos vários comentários e intervenções públicas, motivou críticas e concordâncias e é aparentemente visto com bom olhos pelo PS.
Com ele, regressou alguma “intranquilidade” à classe docente. De facto, não é referida a “suspensão”, assim como também não aparece em parte nenhuma do texto o vocábulo “suspender”.
Na próxima semana se saberá o resultado da discussão daquele projecto social-democrata.
Está instalada a guerra entre o governo e a justiça. O primeiro-ministro, José Sócrates, comentou ontem o caso das escutas às conversas que manteve com Armando Vara, arguido no processo Face Oculta. E o tom das suas declarações sintetiza-se na frase: “Isto está a passar todas as marcas.” As declarações incendiaram os ânimos e motivaram a ira de magistrados, juristas, Polícia Judiciária e oposição, que acusam Sócrates de pôr em causa a investigação e lançar o descrédito. Para ajudar ao estado de sítio instalado, o ministro da Economia e membro do secretariado Nacional do PS, Vieira da Silva, veio dizer que o primeiro-ministro está a ser alvo de “espionagem política”.
José Sócrates começou por apoiar a investigação do Face Oculta, mas rapidamente passou para a posição de ataque, acusando a mesma investigação de o ter escutado ilegalmente. “O ponto, e importa não confundir as coisas, é saber se durante meses a fio eu fui escutado ─ porque isto está a passar todas as marcas, se essas escutas foram legais e se é possível fazê-las num Estado de Direito.” E espera agora que o Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, se apresse a esclarecê-lo. Mais uma vez, reforçou que, para ele, é a questão de todo este processo. “Desconheço as escutas, não estou a par de nada e sei apenas o que vem nos jornais. Espero que o senhor procurador, com o esclarecimento que prometeu, possa esclarecer-nos a todos. A questão mais importante para mim é saber se, durante meses a fio, fui escutado, com as conversas a serem transcritas e gravadas, e se isso é legal e possível num Estado de Direito.” Porque, acrescenta, “são conversas privadas”.
Aumento de mais de cinco por cento em relação ao ano passado
Dez mil interrupções da gravidez no primeiro semestre
No primeiro semestre de 2009 foram realizadas nos hospitais portugueses quase dez mil interrupções da gravidez, indicam dados da Direcção-Geral de Saúde (DGS) apresentados, ontem, numa reunião médica, em Lisboa.
Os números disponíveis, em comparação com igual período de 2008, revelam um aumento de 5,5 por cento de abortos.
Lisa Vicente, chefe da Divisão de Saúde Reprodutiva da Direcção Geral de Saúde, alertou, contudo, para o facto de, até 2007, existir apenas estimativas acerca desta realidade, o que não permite comparar valores com rigor. Lisa Vicente explicou que 97 por cento das 9972 interrupções foram realizadas por opção da mulher, com base na lei, em vigor desde 2007, que despenalizou o aborto até às dez semanas de gravidez. No número total incluem-se as malformações congénitas.
A grande maioria das mulheres que recorreu aos estabelecimentos de saúde para interromper a gravidez inclui-se na faixa etária dos 20 aos 30 anos. Em 40 por cento dos casos, as mulheres ainda não tinham filhos.
Os mesmos dados revelam que a maior parte dos abortos foram feitos em Lisboa, a grande maioria (70 por cento) nos hospitais públicos com recurso a medicamentos. Trinta por cento das interrupções foram realizadas em estabelecimentos privados por meios cirúrgicos e com anestesia geral.
No que respeita às complicações de abortos, verifica-se, nos últimos anos, uma “significativa diminuição”, particularmente dos casos mais graves, de acordo com os dados apresentados por Lisa Vicente. Entre essas complicações, foram consideradas as resultantes de interrupções admitidas no quadro legal e no quadro ilegal quando ultrapassam as dez semanas que a lei prevê. Os abortos incompletos, as infecções e as perfurações, constam entre os problemas que exigem internamento.
A médica obstetra Beatriz Calado, ex-quadro da DGS, com muito trabalho realizado no âmbito do planeamento familiar notou, na sua intervenção, que o aborto “não é a melhor solução”, mas “tem de estar disponível com qualidade”.
Beatriz Calado fez também referência às características das mulheres e dos casais que interrompem a gravidez, sublinhando a importância da sua situação sócio-económica. São “trabalhadoras não diferenciadas, desempregadas e estudantes”, explicou, adiantando que a maioria provém das periferias urbanas.
Dados divulgados pela Clínica dos Arcos, referentes aos primeiros oito meses deste ano, indicam um total de 4183 interrupções, mais 678 do que no ano passado.
Lisa Vicente notou ainda que o aumento do recurso aos serviços de saúde pelas mulheres que optam pela interrupção da gravidez, pode ser interpretado com o facto de se “sentirem agora mais confortáveis em aceder aos serviços” e chamou a atenção para o objectivo fundamental da despenalização do aborto que consistiu em tornar as interrupções “mais seguras”.
Os professores que optaram por não entregar os respectivos elementos vão ficar arredados do processo de avaliação em curso. Quem o afirma é a ministra da Educação, quando questionada sobre a possibilidade de evitar a penalização dos profissionais que se excluíram do actual modelo. Isabel Alçada resume a posição do Ministério: “A lei é assim.”
Diet, exercise and genes aren't the only factors responsible for body weight, say researchers, who are discovering evidence of another component: the bacteria in your gut
[A dieta, o exercício e os genes não são os únicos factores responsáveis pelo aumento de peso, dizem os investigadores, que estão a descobrir a evidência de outro componente: as bactérias nas vossas tripas]
Não, caro leitor, não leu mal... o título é mesmo assim!
O spot publicitário português com o nome “Cinco Razões para não usar preservativo” foi considerado o melhor anúncio governamental europeu de prevenção da sida.
Suspeito de que há por aí muita gente a precisar de ver este anúncio…
A Autoridade Nacional de Protecção Civil colocou hoje em alerta amarelo quase todos os distritos de Portugal, à excepção de Beja e Faro.
Segundo as previsões do Instituto de Meteorologia de Portugal, haverá chuva, ventos fortes e agravamento da agitação marítima até à próxima terça-feira em praticamente todo o país.
O comunicado da Protecção Civil aponta para períodos de chuva forte no Minho e Douro Litoral no final do dia, que se prolongam pela madrugada. Nas terras altas das regiões Norte e Centro é previsto vento muito forte, com rajadas na ordem dos 100 km/hora.
Segundo a ANPC, na Costa Ocidental as ondas poderão atingir os seis metros.
Apesar de para amanhã estar prevista uma melhoria do estado meteorológico, o mau tempo deverá regressar no domingo e na segunda-feira, inclusive nas regiões Norte e Centro do país.
A Autoridade Nacional de Protecção Civil recomenda uma especial atenção quanto aos eventuais perigos decorrentes deste agravamento do estado do tempo. As maiores precauções deverão ser tomadas pelos condutores e pelos que pratiquem actividades marítimas.
O plenário da Comissão da Carteira Profissional dos Jornalistas considerou “improcedentes” os recursos interpostos por Fernanda Câncio onde contestava o facto de ter sido designada como “namorada do primeiro-ministro” por alguns meios de comunicação social.
Em comunicado, o plenário, que tomou a decisão a 21 de Outubro, diz ter sido unânime a considerar que “a matéria em causa era do conhecimento público e de interesse jornalístico, dada a situação de conflito de interesses entretanto gerada”.
E acrescenta: “O conflito de interesses resulta de a autora do texto [Fernanda Câncio], à data dos factos e conforme é público e notório, ser namorada do primeiro-ministro – não se coibiu, todavia, de o defender, sem daquela relação ter dado conhecimento aos seus telespectadores”. Os factos reportam às opiniões que Câncio defendeu no programa “A Torto e a Direito”, transmitido na TVI24.
No relatório completo, que o semanário “Sol” cita, a Comissão da Carteira Profissional dos Jornalistas diz que não se pode falar em “infracção disciplinar” tendo em conta que a relação de Sócrates e Câncio foi “assumida” na biografia autorizada do primeiro-ministro, intitulada “O Menino de Ouro do PS”. Além disso, o plenário entendeu que a queixosa “não podia ignorar a repercussão e as apreciações” que seriam feitas às suas opiniões “coincidentes com as manifestadas pelo chefe de Governo”.
PSD apresenta diploma para novo modelo de avaliação dos professores, mas deixa cair “suspensão”
O PSD entregou hoje no Parlamento um diploma que prevê a criação de um novo modelo de avaliação dos professores, mas deixa cair a palavra “suspensão”, preferindo agora falar em “substituição”.
“Nós não prevemos a suspensão, prevemos a substituição, o que eu diria que ainda é mais e melhor do que aquilo que numa fase inicial chegámos a defender, quando o primeiro ciclo avaliativo ainda estava a meio do campeonato”, afirmou o vice-presidente da bancada social-democrata Pedro Duarte, em declarações aos jornalista no Parlamento.
No projecto de resolução que o PSD entregou hoje na mesa da Assembleia da República a palavra “suspensão” não aparece, com os sociais-democratas a recomendar ao Governo que “no prazo de 30 dias” estabeleça “um novo modelo de avaliação do desempenho docente”.
Um modelo que, segundo os sociais-democratas, deve ser “justo, exequível, que premeie o mérito e a excelência e que contenha uma componente de avaliação orientada para o desenvolvimento profissional e melhoria do desempenho dos docentes e que contribua para a autonomia das escolas”.
Por outro lado, lê-se ainda no diploma, devem também ser "”riadas condições para que no primeiro ciclo de avaliação não resultem penalizações aos professores, designadamente para efeitos de progressão na carreira, derivadas de interpretações contraditórias da sua aplicação”.
Questionado sobre se esta recomendação do PSD ─ que chegou a defender a suspensão do actual modelo de avaliação dos professores ─ não representa um recuo, Pedro Duarte rejeitou a ideia, sublinhando que o partido pretende “é que se esqueça o modelo de avaliação que vigorou até hoje e que foi muito mau em todos os aspectos para a dignidade dos professores e para o funcionamento das escolas”.
É jovem, não tem experiência. É velho, está superado. Não tem automóvel, é um pobre coitado. Tem automóvel, chora de "barriga cheia". Fala em voz alta, vive gritando. Fala em tom normal, ninguém escuta. Não falta, é um "Adesivo". Precisa faltar, é um "turista". Conversa com os outros professores, está "malhando" nos alunos. Não conversa, é um desligado. Dá muita matéria, não tem dó do aluno. Dá pouca matéria, não prepara os alunos. Brinca com a turma, é metido a engraçado. Não brinca com a turma, é um chato. Chama a atenção, é um grosso. Não chama a atenção, não se sabe impor. A prova é longa, não dá tempo. A prova é curta, tira as hipóteses do aluno. Escreve muito, não explica. Explica muito, o caderno não tem nada. Fala correctamente, ninguém entende. Fala a "língua" do aluno, não tem vocabulário. Exige, é rude. Elogia, é debochado. O aluno é retido, é perseguição. O aluno é aprovado, deitou "água-benta". É! O professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele.
O material escolar mais barato que existe na praça é
A ministra da Educação, Isabel Alçada, promete apresentar um esboço de um novo modelo de avaliação dos professores na próxima semana, revelou em entrevista à RTP. Isabel Alçada garantiu que os professores e os sindicatos serão os primeiros a tomar conhecimento das novas propostas do Executivo.