terça-feira, 30 de junho de 2009

Comunistas obrigam ministra a explicar-se no Parlamento

PCP vai obrigar ministra

a explicar no Parlamento

avaliação para 2009/2010

30.06.2009 - 22h06 Lusa

O PCP anunciou hoje que vai utilizar um pedido de agendamento potestativo para obrigar a ministra da Educação a ir ao Parlamento prestar esclarecimentos sobre a avaliação dos professores, as alterações à carreira docente e o concurso de recrutamento.

O anúncio foi feito hoje à tarde pelo deputado Miguel Tiago durante a reunião da Comissão de Educação e Ciência da Assembleia da República, depois de a maioria socialista ter rejeitado um requerimento do próprio PCP a solicitar a presença de Maria de Lurdes Rodrigues. Toda a oposição tinha votado favoravelmente o requerimento dos comunistas.

O presidente da Comissão, o socialista António José Seguro, lembrou que as comissões só podem funcionar depois de 10 de Julho para processo legislativo, um recado que o PCP remeteu para o Governo.

O Ministério da Educação anunciou na semana passada que foi pedido um parecer ao Conselho Científico para a Avaliação dos Professores sobre se no próximo ciclo avaliativo deve ser adoptado o modelo original de avaliação ou o regime simplificado aplicado este ano lectivo.

“Significa igualmente a persistência no erro, uma vez que a única solução correcta seria a imediata suspensão do modelo de avaliação e a sua imediata alteração. Esta obstinação do Governo em impor e manter uma solução comprovadamente fracassada acarreta efeitos inaceitáveis para a vida dos professores portugueses”, lê-se no requerimento do PCP entregue na semana passada.

No mesmo documento, os deputados Miguel Tiago e João Oliveira sublinham “a mesma postura de intransigência” do Governo apontando ainda “problemas” ao nível do recrutamento de professores, no que toca à contratação de docentes de espanhol, que este ano tiveram um regime excepcional.

“Apesar dos avisos feitos pela comunidade académica de Letras, pelas associações e sindicatos de professores, e também pelo PCP, o Governo não alterou as regras que permitem a contratação de professores de espanhol sem habilitação profissional de espanhol”, lembram os parlamentares comunistas.

Fonte: PÚBLICO

OPINIÃO > Francesco Alberoni: «A iniciativa e o êxito suscitam a inveja»

Um estudo que deleita a Ministra da Educação

Tendo em conta aquilo que a Deloitte inclui no seu estudo acerca da forma como o mesmo foi feito (ver imagem), alguém esperaria um resultado diferente daquele que é apontado neste?

O que eu gostaria de saber é quanto custou o dito estudo aos cofres do Estado!... Quem o pagou, já todos nós sabemos: o contribuinte português, como é costume!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Um estudo à medida dos desejos dos responsáveis do Ministério da Educação

Avaliação do Desempenho Docente

Modelo de avaliação docente

não põe em causa

o trabalho nas escolas

O estudo conclui que, em média, se despendeu apenas 70 por cento do tempo da redução de componente lectiva que é concedida aos avaliadores da componente cientifico-pedagógica (uma hora por semana por cada três avaliados, durante todo o ano lectivo).

Ou seja, não tem fundamento a noção de que o modelo de avaliação de desempenho docente implica uma carga burocrática e um volume de trabalho incompatíveis com um exercício de qualidade da profissão docente.

Além deste estudo, a Deloitte apresentou um outro onde compara as práticas resultantes da concretização do modelo de avaliação de desempenho docente com as práticas avaliativas em três realidades distintas:

  • O sector empresarial privado;
  • A administração pública (SIADAP);
  • A avaliação de professores adoptada em cinco países da União Europeia.

A Deloitte aponta as semelhanças dos modelos de avaliação da Administração Pública e dos professores, excepto no que respeita ao ciclo do processo, que é de um ano civil na Administração Pública e de dois anos lectivos no caso dos professores.

Comparativamente com a realidade dos outros países europeus considerados - Inglaterra, França, Holanda e Polónia -, ressalta que, na generalidade, o modelo português reúne práticas comuns aos dos outros.

Alguns exemplos desta partilha são: os princípios (a qualidade do ensino, a melhoria dos resultados escolares e o desenvolvimento pessoal e profissional dos professores), os critérios (é generalizada a adopção de objectivos e competências cientifico-pedagógicas como componentes da avaliação) e a integração com outros processos de recursos humanos.

Assim, o resultado da avaliação de desempenho tem consequências, designadamente na carreira, na formação e na remuneração.

O estudo constata ainda que a avaliação de professores é obrigatória em Portugal, em Inglaterra, na Holanda e na Polónia, estando a sua operacionalização a cargo dos órgãos de gestão, com excepção de França, em que compete à Inspecção de Educação.

Para mais informações, consultar:

  • O Estudo de Impacto do Modelo de Avaliação dos Docentes [PDF]
  • Benchmark de Avaliação de Desempenho [PDF]

Fonte: Portal da Educação

«O Gabinete de comunicação não mente»… Só falta à verdade!...

Ministério admite ter dado informação errada sobre negociações do calendário escolar

O assessor do Ministério da Educação, que a Fenprof acusou sábado de ter mentido, assumiu ontem ter dado uma informação “errada” sobre as negociações do calendário escolar, mas justificou o incidente como um “equívoco”.

“Houve um equívoco do gabinete de comunicação do Ministério da Educação no tratamento da informação recebida e que induziu a uma resposta errada, que naturalmente se lamenta”, admitiu o assessor Rui Nunes em declarações à agência Lusa.

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) acusou sábado o Ministério da Educação de mentir quando afirmou que tinha sido pedido à federação um parecer sobre o calendário escolar e que esta não tinha dado resposta.

Embora assumindo que tal pedido não tinha sido feito, e que a informação tinha sido dada em resultado de um equívoco, Rui Nunes recusa a acusação da Fenprof afirmando: “O gabinete de comunicação não mente”.

Na sexta-feira, um dia após o Conselho de Ministros ter aprovado o calendário escolar, o Ministério da Educação reagiu à contestação dos sindicatos de professores, afirmando ter pedido um parecer sobre esse calendário às estruturas sindicais e que a Fenprof não tinha dado resposta.

Os sindicatos de professores defendem que o calendário escolar é obrigatoriamente matéria de negociação entre os sindicatos e o Ministério da Educação, mas o ministério não considera ter essa obrigatoriedade.

O próximo ano lectivo começa entre 10 e 15 de Setembro para os alunos do ensino básico e secundário, segundo o calendário escolar 2009/2010 divulgado quinta-feira pelo Ministério da Educação.

Fonte: PÚBLICO

Concedidas cerca de 300 licenças sabáticas

Já está disponível no sítio da Direcção Geral dos Recursos Humanos da Educação (DGRHE) a lista dos docentes a quem foi concedida a licença sabática, autorizada pelo Ministério da Educação, para ser gozada durante o próximo ano lectivo.

A lista com os nomes e as escolas dos professores está disponível aqui.

Para saber mais

Legislação sobre licença sabática

Madoff condenado a passar o resto da vida atrás das grades

O especulador norte-americano Bernard Madoff, que lesou 13 mil pessoas em 50 mil milhões de euros, foi condenado esta segunda-feira a 150 anos de prisão por 11 crimes de fraude e lavagem de dinheiro.
Fonte: SOL

Cabeceiras inaugura aeródromo este Verão

domingo, 28 de junho de 2009

Professora da Gandarela põe alunos a ler jornais

Comentário:

Esta reportagem do Jornal de Notícias encheu-me de alegria e também de orgulho.

Em primeiro lugar, a leitura desta reportagem encheu-me de alegria, porque este projecto prova que os Professores continuam a empenhar-se no ensino-aprendizagem dos jovens, procurando criar condições para que eles se tornem cidadãos críticos, activos e responsáveis.

Em segundo lugar, fiquei também orgulhoso, porque conheço o nome da mentora do projecto: Carminda Andrade. Trata-se de uma minha amiga de longa data e é bom saber que os amigos se empenham em projectos que os distinguem.

Parabéns, Carminda!

Programado para ser uma estrela

Estávamos na tarde de 3 de Março. Mundo fora, milhões de olhos colados aos ecrãs de computador. Na O2 Arena, em Londres, centenas de pessoas acotoveladas. Lá dentro e mundo fora, todos esperavam algo que já se julgava impossível. Michael Jackson, recluso entre o Dubai, a Irlanda e o Reino Unido desde 2005, quando fora acusado, e posteriormente absolvido, de abuso sexual de menores, preparava-se para anunciar o seu regresso. Uma hora e meia depois do marcado, subiu ao palco e acenou à multidão. Os fãs gritaram o seu nome. Ele sorriu e cerrou o punho num gesto de vitória: “This is it!” Publicidade: era esse o nome dado à série de actuações que ali se revelavam. “Estes serão os meus últimos concertos em Londres”, afirmou. “This is it!” repetiu, vezes sem conta. Jackson estava de volta e o simples facto de estar ali era uma revelação.

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PÚBLICO

Tamanho deixa de contar

sábado, 27 de junho de 2009

Avaliação dos professores: Governo decide antes das eleições

O secretário de Estado Adjunto da Educação admite ser “impossível” a aplicação do modelo integral de avaliação docente. Por isso, defendeu ontem ao JN, “o Governo tem de tomar uma decisão a curto prazo”.

“Parece ser consensual a necessidade de introdução de correcções por ser impossível a aplicação integral do modelo”, defendeu Jorge Pedreira após a reunião de ontem de manhã com a Fenprof. O modelo em vigor (decreto-lei 1-A/2009) é o simplificado que só vigora este ciclo avaliativo, cessando até 31 de Dezembro. Ou seja, sublinhou o secretário de Estado, se não forem aprovadas alterações a partir de 1 de Janeiro regressa o decreto-lei n.º 2/2008. Pedreira considera que o Governo deve, por isso, anunciar uma decisão até ao início do ano lectivo.

As negociações com os sindicatos sobre avaliação não devem, no entanto, começar antes de “meados de Julho”, porque o ME ainda espera o parecer da OCDE que primeiro entregará “um rascunho e só depois do ME reagir o relatório final”, embora as negociações comecem só com esse “rascunho” e a decisão do Conselho Científico para a Avaliação dos professores (CCAP) sobre qual dos modelos de avaliação deve vigorar no próximo ano (integral ou simplificado). Sem prazo dado pelo Governo para se pronunciarem, Jorge Pedreira espera que os conselheiros tenham em conta a necessidade de se tomar uma decisão rapidamente.

O concurso extraordinário para professores titulares não deve realizar-se antes das eleições legislativas. O secretário de Estado Adjunto da Educação admitiu, ontem, ao JN, ser já “muito difícil” o Governo aprovar legislação e haver tempo suficiente para os procedimentos durante os três meses que faltam até às legislativas. Depois, na reunião de dia 1 com os sindicatos o ME vai propor alterações às regras de acesso à categoria.

“Querem flexibilizar as regras gerais mas o problema não é regras mais fáceis ou difíceis mas sim a existência de vagas”, defendeu ao JN o secretário-geral da Fenprof, ontem, depois da reunião com Jorge Pedreira. O concurso extraordinário para professores titulares, recorde-se, foi aprovado em Conselho de Ministros, em Abril de 2008 e dirigia-se aos mais de seis [mil] docentes do antigo 10.º escalão que tinham ficado de fora da categoria.

Alexandra Inácio

Fonte: Jornal de Notícias

As crianças estão a ficar mais estúpidas?

The familiar sounds of an early English summer are with us once again. Millions of children sit down to Sats, GCSEs, AS-levels, A-levels and a host of lesser exams, and the argument over educational standards starts. Depending on whom you listen to, we should either be letting up on over-examined pupils by abolishing Sats, and even GCSEs, or else making exams far more rigorous.

The chorus will reach a crescendo when GCSE and A-level results are published in August. If pass rates rise again, commentators will say that standards are falling because exams are getting easier. If pass rates drop, they will say that standards are falling because children are getting lower marks. Parents like myself try to ignore this and base our judgements on what our children are learning. But it’s not easy given how much education has changed since we were at school.

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Prospect

A originalidade do modelo português de avaliação do desempenho dos docentes

O modelo português de avaliação dos professores é o único de entre cinco países europeus que prevê quotas para as melhores classificações, revela um estudo comparativo encomendado pelo Governo.

O relatório “Benchmark (Padrões) de Avaliação de Desempenho”, datado de 2009, foi pedido à consultora Deloitte pelo Ministério da Educação, no âmbito do processo de implementação do Modelo de Avaliação de Desempenho dos Educadores e Professores, e compara as formas de avaliação dos docentes em Portugal, França, Inglaterra, Holanda e Polónia.

“Considerando as características genéricas do modelo de avaliação, deverão destacar-se três componentes relevantes: a obrigatoriedade do processo, o avaliador e o sistema de quotização. Assim, os modelos dos diferentes países são obrigatórios, os avaliadores são elementos internos à escola (com excepção da França em que o processo é externo e não obrigatório) e apenas em Portugal é contemplado um sistema de quotização/harmonização das avaliações”, lê-se no documento.

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PÚBLICO

«A persistência no erro é própria da Sr.ª Ministra da Educação »

Depois da ofensiva sem precedentes que este Governo dirigiu ao Sistema Educativo, depois de ter escolhido como alvos políticos os professores, os estudantes e os funcionários das escolas, de ter empobrecido o papel da Escola Pública, de precariezar as relações laborais na Educação, de remeter para as autarquias um conjunto de competências e assim também lançando o caos em muitas situações, depois de desfigurar profundamente o Sistema Público de Ensino e de agir claramente à margem da Lei de Bases do Sistema Educativo; vem agora o Sr. Primeiro-Ministro em exercício de contorcionismo eleitoralista tentar manifestar o arrependimento para que a redenção lhe surja neste final de mandato por via da conciliação com todos os que rejeitam a arrogância e a prepotência como formas de fazer política.

Estou certo de que essa conciliação não lhe será entregue de mão beijada por todos os que sabem que a política deste governo não foi dirigida contra os professores apenas. Foi dirigida contra todos os portugueses. A este governo convém porém criar a ilusão pública de que a oposição que dirigiu contra professores foi uma forma de defender direitos de outros grupos profissionais ou sociais. Ora, basta olhar a realidade para perceber que essa ilusão se esfuma no primeiro instante. Na verdade, este governo tudo tem feito para dividir a sociedade portuguesa, tentando fazer-nos crer que os conflitos de interesses estão entre pais e professores. Se isso fosse verdade, então por que ataca o Governo também os direitos dos pais, desregulando-lhes a vida laboral, os horários de trabalho, desvalorizando-lhes salários, retirando-lhes tempo para acompanhar a vida dos filhos e diminuindo drasticamente a sua qualidade de vida?

Ora veio então, em entrevista televisiva, o Sr. Primeiro-Ministro anunciar que tinha errado no que à avaliação de professores diz respeito. Diz mais: lamenta ter permitido que se criasse a ideia de que o governo estava contra alguns grupos profissionais. Lamenta ter permitido ou lamenta ter sido o principal motor dessa ideia, o seu autor e executor mais empenhado? Sócrates e a Sr.ª Ministra da Educação estavam aliás tão convencidos de que essa estratégia de difamação dos professores e portugueses lhes renderia votos que nela depositaram os seus mais esforçados dotes de arrogância e inflexibilidade. A estratégia não veio, porém, a verificar-se assim tão rentável e há que a reconfigurar.

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Passos Perdidos da Educação

sexta-feira, 26 de junho de 2009

CNIPE exige que Magalhães sejam todos entregues até final do mês

A Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) reiterou hoje, em comunicado, que acredita que o computador Magalhães – que baptizam de “Migalhas” seja “uma ferramenta valiosa” na educação das crianças, pelo que exigem que todos os portáteis sejam entregues aos alunos até ao final deste mês.

“É de lamentar a falta de assumpção de responsabilidades por parte do Governo, e a tentativa de deitar culpas para os pais e encarregados de educação por não terem fornecido dados correctos ou por não terem efectuado o pagamento em tempo útil”, diz a nota da CNIPE. E acrescenta: “Quando era suposto o processo estar concluído é que o Governo vem dizer que existem problemas com pagamentos e processos mal preenchidos”.

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PÚBLICO


Comentário:

É um insulto afirmar que o atraso na entrega do computador ‘Magalhães’ se deve aos pais (falta de pagamento ou dados incorrectos).

O que posso garantir é que estou desde o início deste programa à espera do referido computador e ainda não me foi pedido nada! Por outro lado, preenchi eu próprio o formulário do pedido, pelo que os dados estão correctos.

Se quiserem enganar os papalvos, inventem outras desculpas. Estas já não pegam!...


Educação: FNE rejeita proposta de estrutura da carreira

Lisboa, 25 Jun (Lusa) A Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) classificou hoje de “inaceitável” a proposta do Governo de revisão da estrutura da carreira docente, garantindo que a manter-se a divisão em duas categorias não haverá acordo com a tutela.

“Continuamos a defender a abolição da divisão da carreira em professores e professores titulares. Mantendo este pressuposto a proposta é inaceitável. Se não houver alteração não haverá acordo”, afirmou o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva, em declarações à Agência Lusa, depois de reunir com o Ministério da Educação (ME).

A tutela formalizou hoje junto dos sindicatos, em forma de articulado, a proposta final de revisão da estrutura da carreira, mantendo a classe dividida em professores e professores titulares, aspecto que divide Governo e sindicatos, e reconhecendo que não será possível chegar a um acordo.

João Dias da Silva lembra que esta divisão tem vindo a provocar nas escolas “um clima de mal-estar e intranquilidade”, tendo ainda “deteriorado as relações entre as pessoas nas escolas”.

Apesar de não abdicar daquela divisão, o Governo procedeu a alterações de forma a que “existam melhores condições de progressão na carreira e para reduzir o impacto dos constrangimentos administrativos que a divisão em duas categorias acarretam”, como a redução do tempo de permanência nos três primeiros escalões e quinto da categoria de professor, num total de cinco anos.

Por outro lado, são introduzidos efeitos positivos para os docentes avaliados com as classificações de mérito, como a aceleração na carreira e prémios de desempenho.

Por exemplo, um professor com “Excelente” durante dois períodos consecutivos terá uma redução de quatro anos no tempo de serviço exigido para aceder a professor titular.

O secretário-geral da FNE reconhece que “há melhorias”, mas que não respondem às preocupações fundamentais dos sindicatos.

“O que nos é oferecido é o mesmo que ‘vão morrer, mas escolham se querem ser afogados ou enforcados’”, afirmou o sindicalista.

“A questão continua centrada, do ponto de vista dos sindicatos, na existência das duas categorias. Para os sindicatos, tudo o que não seja a abolição das categorias não é valorizado. Esta apreciação não é justa porque existe, de facto, um esforço significativo para melhorar as condições de progressão”, reiterou hoje à tarde o secretário de Estado Adjunto e da Educação, em conferência de imprensa, em Lisboa.

Segundo Jorge Pedreira, que reconheceu não estar à espera de um acordo com os sindicatos, a revisão do Estatuto da Carreira Docente deverá estar concluída durante o mês de Julho, seguindo depois as propostas para aprovação em Conselho de Ministros, “mesmo sem o acordo dos sindicatos”.

MLS.

Lusa/Fim

Fonte: Expresso

OPINIÃO > Ricardo Araújo Pereira: «As criancinhas explicadas a José Sócrates»

Roberto Carneiro: «A maneira como se aprende tem de ser mais atractiva e apelativa»

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Sindicatos dos Professores voltam a reunir-se com o Ministério da Educação

A FENPROF reúne[-se] na próxima sexta-feira, dia 26, pelas 11 horas, com o Ministério da Educação. Um dos pontos agendados refere-se à revisão do ECD onde se inclui, obrigatoriamente, a avaliação de desempenho.

Caso o ME não apresente, nesta reunião, uma proposta concreta com vista à alteração do actual modelo de avaliação, a FENPROF considerará estar a ser desrespeitado um compromisso formal e politicamente assumido pelos responsáveis daquele ministério.

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“Os ministros, os pais e os alunos não devem ser tolerantes com a mediocridade”

Confessa que não sabe falar da matemática como um matemático. Nem podia, Maria Dulce Gonçalves é professora e investigadora na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, na Universidade de Lisboa e trabalha com crianças e jovens com dificuldades de aprendizagem no Centro de Psicologia Clínica Educacional de Lisboa. Sobre os problemas dos estudantes com a matemática defende que a família pode ajudar, transmitindo confiança e ensinando os filhos a lidar com a frustração. Na escola, é preciso trabalhar de maneira diferenciada. Por vezes, os problemas a matemática ultrapassam a disciplina e têm a ver com a auto-estima do aluno, defende.

Onde é que começam os problemas com a matemática?

Os problemas começam precisamente por não haver problemas! A matemática é um conteúdo que pode ser abordado de forma mais activa e problematizadora ou de forma simplista. Em si mesma, a matemática faz apelo à estimulação cognitiva. Falamos dos problemas da matemática para fazer diagnósticos negativos, como se houvesse alunos livres de problemas e que a matemática é um problema só para alguns. Mas não há nenhum aluno que a estudar matemática não lide com problemas, a forma como se confronta com os mesmos é que é diferente. Devíamos gerar, desde a mais tenra idade, uma atitude de curiosidade, de questionação, perante a matemática.

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PÚBLICO

OPINIÃO > Alberto Gonçalves: «Fim de aulas»

Numa perspectiva racional, de facto não há motivo para que a escola preste serviços não requisitados pela sociedade em que se insere. Se quase ninguém o deseja, o ensino tradicional perdeu a razão de ser, e por isso até estranhei ver o eng. Sócrates, na entrevista à SIC, todo orgulhoso por oferecer às crianças “competências informáticas” e fluência em Inglês. Logo a seguir, porém, lembrei-me [de] que a informática corresponde aos joguinhos do Magalhães e que o Inglês é provavelmente técnico. A notável carreira do eng. Sócrates mostra que não é preciso muito mais.”

Alberto Gonçalves, Sociólogo

quarta-feira, 24 de junho de 2009

OPINIÃO > Baptista-Bastos: «O fado de todos nós»

José Sócrates continua o “animal feroz” que disse ser, ou é o “português suave”, agora investido? O comoventíssimo problema tem queimado as meninges dos augustos comentadores da política nacional. Está mais sereno, está mais humilde, está mais modesto e menos arrogante disse-se e escreveu-se. Há duas semanas que esta gente tem agido segundo os princípios de um pensamento feito de frivolidades e de absurdos; e o próprio primeiro-ministro, tão reservado em assuntos realmente graves, não resistiu à tentação da irresponsabilidade e respondeu-lhes. Não há prova histórica da mudança: “Eu sou o mesmo” e “não mudo de rumo”. Parece um fado e, se calhar – “Chorai guitarras, chorai” , é o nosso próprio e redondo destino.

Estas minudências são o retrato oval de uma democracia de superfície, que nos incita à renúncia de pensar. Eis o que nos sussurram: as coisas são como são, e deixem a política para os políticos. Não é bem assim. Há muitos anos, conversando com o saudoso prof. Pereira de Moura, disse-lhe, a páginas tantas, que não percebia nada de economia. Respondeu-me: “Mas sabe a tua mulher quando vai à praça.”

A três meses de eleições fulcrais vivemos numa farsa sem graça e numa história aos quadradinhos. Pacheco Pereira demonstra a calamitosa ausência de humor que o caracteriza, e espirra-canivetes quando Luís Filipe Menezes lhe chama “a loira do PSD”, numa analogia (ou metáfora?) experimental e divertida. Menezes tem sido o alvo privilegiado do Pacheco, mas aquele é muito melhor, mais inteligente e culto do que a maioria dos que este tem apoiado e incensado.

Fogo-de-artifício. É só. Nada do que é importante tem sido debatido, porque a estratégia é impedir-nos de pensar e de agir. Quando a dr.ª Manuela Ferreira Leite aplaude o “manifesto” de 28 economistas (alguns não o são, nem coisa que se pareça), reivindicando o conteúdo do documento como se de ideias suas e antigas se tratasse, a natureza profunda da iniciativa fica destapada. É um texto de abolição, uma birra de gente, certamente estimável, mas com pouco para dizer. De qualquer das formas, o documento não corporiza o antagonismo que pretende representar, além de não indicar, não sugerir, não propor: somente protesta. Para protestar, os 28 são inúteis. Para isso, cá estamos nós. Vamos à praça e contamos os tostões. Não me parece que os signatários estejam em baixo de fundos, e muito menos que foram, unânime e piedosamente, movidos por um escaldante amor ao povo.

Todo este folclore não é cândido. O que está em causa é irresumível nessa espécie de competição de caracteres entre Sócrates e Manuela.

Fonte: Diário de Notícias [24.06.2009]