segunda-feira, 12 de julho de 2010

Conselho das Escolas defende a suspensão do processo de criação de mega-agrupamentos

Ministério da Educação é hoje confrontado com possível irregularidade

Conselho de Escolas pede suspensão do processo de reagrupamento

12.07.2010 - 07:30 Por Lusa

O Conselho de Escolas vai defender hoje junto do Governo a suspensão do processo de reagrupamento de escolas, no âmbito da reorganização da rede escolar, alegando que por lei deveria ter sido previamente ouvido.

Vamos expor de viva voz a posição do Conselho de Escolas”, disse o presidente deste órgão consultivo do Ministério da Educação, Álvaro Almeida dos Santos, que se reúne com o secretário de Estado da Educação, João Mata, após o governante ter anunciado que está concluído o processo de reordenamento da rede escolar no que respeita às unidades de gestão para ano letivo 2010/2011, a iniciar em setembro.

O Conselho de Escolas (CE) entende que “deveria ter sido ouvido previamente aos procedimentos de constituição da rede, dando um parecer sobre o assunto”, afirmou Álvaro Santos, manifestando a discordância deste órgão com “a metodologia que foi usada na reorganização”.

Deveriam ter sido ouvidos os conselhos gerais e também os diretores das escolas”, defende.

O presidente do CE frisa que as escolas e as comunidades educativas foram “apanhadas de surpresa” pela decisão do Governo e sublinha que há diretores e conselhos gerais que recentemente “tinham feito um esforço para a eleição” dos respetivos corpos.

Relativamente a este processo e este ano, o processo estará fechado, contudo entendemos que o decreto regulamentar 32/2007, de 29 de março, é muito claro e diz que o conselho deveria ter sido ouvido”, insiste Álvaro Santos.

Agora há aqui um problema. O processo deveria ser suspenso porque nós consideramos que qualquer parecer que seja feito em relação a decisões já tomadas é inútil”, declarou.

A medida tem motivado contestação de responsáveis escolares, pais e organizações sindicais de professores, bem como da oposição parlamentar.

O processo não foi feito com as comunidades educativas. Até percebo que em alguns casos haja vantagens no agrupamento de escolas, os passos é que não foram todos dados na sequência que está estabelecida na própria legislação”, sustenta Álvaro Santos, que espera ainda encontrar abertura do Ministério da Educação.

Segundo o Governo, as novas unidades de gestão serão agora “objeto de acompanhamento, estudo e avaliação”, num processo que “deverá contar com a participação dos diversos parceiros do ministério”.

De acordo com João Mata, o impacto deste processo na rede escolar é de “aproximadamente oito por cento”.

Fonte: PÚBLICO

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