As crises económicas tendem a ser pérfidas para a liberdade. Muitas pessoas, guiadas pelos políticos profissionais, acabam por crer que a sua liberdade é um luxo, como um adereço, bonito mas supérfluo. Mas a liberdade tem o jeito de um músculo: se exercitada, torna-se ágil, quase fácil; mas se a deixamos desamparada e não nos treinamos na sua alma, a liberdade perde o ânimo, esquece-se de si mesma e de nós também. E fica difícil de encontrar. Até porque a maior ilusão que a liberdade costuma dar aos que dela andam esquecidos é fazer-se fácil e sossegada. Mas não o é.
Os que não se importam que o Estado vasculhe as contas bancárias de qualquer um com pretextos frágeis e vagos mais cedo do que tarde perceberão que a crise não é a que julgam.
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