terça-feira, 5 de outubro de 2010

800 mil euros em máquinas de venda automática de alimentos

Directores das escolas vêem com bons olhos esta fonte de receitas

Parque Escolar gasta 800 mil em máquinas de alimentos

05.10.2010 - 08:12 Por Graça Barbosa Ribeiro

A Parque Escolar vai despender cerca de 800 mil euros na aquisição de máquinas de venda automática de alimentos destinadas às 104 escolas que estão a ser objecto de modernização.

A direcção do Gabinete da Parque Escolar, através de Catarina Frazão, justifica a compra das máquinas como “um investimento de longa duração (10/15 anos)” “feito no âmbito do Programa Alimentação Saudável” e que “permitirá reforçar as receitas das escolas e, consequentemente, potenciar a sua capacidade de intervenção social e educativa”.

O objectivo é que as máquinas, cuja requisição é facultativa, funcionem como “uma extensão dos bares das escolas”. Isto porque permitem “servir um maior número de utentes nos intervalos”, mas não funcionam como concorrentes, na medida em que são abastecidas pelos próprios serviços de bar (durante o período de aulas), com “os mesmos produtos e ao mesmo preço”, explica Catarina Frazão, através de correio electrónico.

Um investimento que empresários do ramo consideram “desnecessário”, alegando que a instalação daqueles equipamentos não significa qualquer encargo para o Estado; mas que representantes dos directores das escolas aceitam como “interessante”, por admitirem que “não é fácil” assegurar o cumprimento das normas para uma alimentação saudável.

Carlos Pereira e Carlos Alves, da direcção das empresas Bianchi Vending e Digitronic, respectivamente, não escondem que têm interesses no processo. Ambas as empresas se encontram, nesta fase, excluídas dos quatro concursos públicos (dois nacionais e dois internacionais) lançados pela Parque Escolar, a entidade pública empresarial que desenvolve o programa de modernização de escolas com ensino secundário.

O que os dois empresários alegam, contudo, é confirmado pelos directores de escolas. Actualmente, o reforço do serviço de bar é assegurado através de um contrato que cada escola faz com uma empresa externa, que cede as máquinas e as abastece. Isto sem encargos para as escolas, para as quais ainda reverte uma parte dos lucros (que varia, mas ronda os 10 por cento) destinada ao desenvolvimento de projectos pedagógicos.

Continua…

► PÚBLICO

«Carros e educação»

Não tenho um Jaguar, nem um Bentley, nem um Ferrari, nem um... sei lá! Eu não tenho nenhum dos carros que o meu filho reconhece à distância. Por mais bonito que seja o seu design, não me imagino a conduzi-lo. Também não tenho dinheiro para o ter e se tivesse, porque haveria de gastá-lo numa máquina?

E enquanto procuro acompanhar a sua excitação também lhe revelo a minha: “Olha aquele! Aquele!”. “É um Volskwagen...”, diz-me desinteressado. “Não estava a falar do carro mas do condutor, é um dos pais da constituição portuguesa.”, revelo. Olha com mais atenção para o dono do automóvel e pergunta: “E não tem dinheiro para ter um carro melhor?”. “E aquele, aquele?”, interrompo, “é o director de uma grande estação de rádio”. “E conduz um carro velho?”.

► Texto integral

«Descubra as diferenças entre lulismo e socratismo»

“Todavia, a revolução política e cultural que o Brasil precisa, tal como Portugal, é a luta contra a corrupção. A promiscuidade entre o Estado e o partido (o PT), bem como a utilização dos serviços de administração pública para recolher e difundir informações sobre adversários políticos tinha levado, em 21-9-2010, à apresentação de um Manifesto em Defesa da Democracia. Leia o texto, ponto por ponto, e exceptuando os melhores resultados económicos e financeiros do Brasil descubra as diferenças entre o lulismo e o socratismo.”

► Texto integral

5 DE OUTUBRO: DIA MUNDIAL DO PROFESSOR

«100 escolas para os 100 anos da República»

«A escola de cidadãos, uma escola de qualidade, e a escola para todos os cidadãos são ideias da República, que hoje se celebram.»

► Portal da Educação

Centenário da República celebrado com a inauguração de 100 escolas

Ministros, Secretários de Estado, Governadores Civis, Presidentes de Câmara e o Presidente da República inauguraram 100 escolas para celebrar o Centenário da República.


OPINIÃO > Ferreira Fernandes: «Em defesa (e não) do tal deputado»

Sophia Andresen alvo de um Congresso Internacional

Ainda faltam quatro meses, mas vale a pena sublinhar já na agenda de 2011: o acto oficial de doação do espólio de Sophia à Biblioteca Nacional de Portugal está marcado para 26 de Janeiro, dia em que também é inaugurada uma grande exposição sobre a sua vida e obra; no dia seguinte começa o Congresso Internacional Sophia de Mello Breyner Andresen na Fundação Calouste Gulbenkian. Mais informações aqui.

► via LER

Palhaço obtém a maior votação na eleição para deputado

Depois de um comediante ter ganho as eleições na Islândia e de o Pato Donald ter roubado a maioria absoluta ao partido que ganhou as eleições recentemente na Suécia, chega-nos agora a notícia de que um Palhaço — Tiririca — foi eleito deputado federal no Brasil, tendo obtido a maior votação para aquele cargo e a segunda maior de sempre. Aqui as coisas custam mais a chegar, mas, por este andar, não estaremos longe daquilo… Aguardemos!...

Cerca de 130 mil hectares de área ardida este ano

Incêndios

Quase 126 mil hectares de área ardida este ano

por Lusa

Entre Janeiro e 30 de Setembro registaram-se 20.927 ocorrências de fogo (3.638 incêndios florestais e 17.289 fogachos), indica o último relatório provisório de incêndios florestais divulgado hoje pela Autoridade Florestal Nacional (AFN).

A área ardida em Portugal, entre Janeiro e 30 de Setembro deste ano, ascende a 125 852 hectares, indica o último relatório provisório de incêndios florestais divulgado hoje pela Autoridade Florestal Nacional (AFN).

A base de dados nacional de incêndios florestais registou, naquele período, um total de 20.927 ocorrências de fogo (3.638 incêndios florestais e 17.289 fogachos), que resultaram na área ardida de 125.852 hectares, sendo 43.608 hectares de povoamentos florestais e 82.244 hectares de matos (65 por cento).

“O total de área ardida é cerca de 87 por cento da média dos 10 anos anteriores (menos 18 577 hectares). A área ardida, até Setembro de 2010, é inferior, quando comparada com a área de 2000, 2003 e 2005”, refere a AFN, organismo do Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas.

Durante a Fase Charlie (1 de Julho a 30 de Setembro) foram registadas 17 499 ocorrências de fogo (83 por cento do total), de que resultaram 122 336 hectares de área ardida, ou seja, 97 por cento do total contabilizado até 30 de Setembro, adianta a AFN.

Os grandes incêndios (com área ardida superior a 100 hectares) registados na Fase Charlie explicam 80 por cento da área ardida. Durante o mês de Agosto registaram-se 9150 ocorrências de fogo, que resultaram em 97 140 hectares de área ardida.

“As condições meteorológicas adversas registadas durante o Verão (segundo o Instituto de Meteorologia, o Verão de 2010 foi o segundo mais quente desde 1931) foram determinantes para a dimensão da área ardida.

Após um mês de Julho muito quente e seco seguiu-se um mês de Agosto igualmente muito quente e seco, tendo ocorrido durante este período três ondas de calor, duas em Julho e uma no início de Agosto”, refere ainda a AFN.

► Diário de Notícias [04.10.2010]

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Mulheres de Bucos resistem e dão vida ao museu da lã

Ao trabalho junta-se o convívio. Os dois aliam-se no projecto “Mulheres de Bucos” que reaviva a tradição do trabalho com a lã, em Cabeceiras de Basto. Dez mulheres integram um projecto cujo objectivo é preservar a tradição do trabalho com a lã.

Todas as quintas feiras Ilídia, Ana, Maria Teresa, Elisa, Adelaide, Ana Brás, Teresa de Jesus, Maria Simões, Maria Gonçalves e Conceição juntam-se para pôr a conversa em dia e esguedelhar, tecer, urdir, cardar, ensarilhar, dobar, encher canelas e tricotar a lã.

“Somos todas de cá, já nos conhecemos todas” diz Adelaide Fernandes enquanto vai desfiando o monte de lã que está à frente das mulheres. Enquanto duas tecem, as outras desempenham outras tarefas.

O Museu da Lã ganha vida todas as quintas-feiras à tarde, quando as mulheres da aldeia decidem reviver a tradição do trabalho com a lã. “Dantes era quase tudo feito em lã mas agora já não se usa muito”, continua Adelaide sem abandonar a tarefa.

Mas, Ilídia Gomes desde sempre trabalha com a lã, por isso continua a fazer o que lhe pedem. “Há pessoas que me conhecem e costumam vir. Faço muito na altura do Natal”, adianta.

Continua…

► Jornal de Notícias

Novos Programas de Português do Ensino Básico

Afinal já temos as Metas de Aprendizagem e também a confirmação de que no próximo ano lectivo ─ 2011/2012 ─ teremos novos programas, nova ortografia e novos manuais nas escolas. Até lá, os professores de Língua Portuguesa terão nos seus horários uma redução de duas horas na componente não lectiva, a fim de ser preparada a implementação dos novos Programas de Português do Ensino Básico.

Afinal o que muda no Ensino com as Metas de Aprendizagem?

Educação

Metas revelam um ‘ensino facilitista’

por ELISABETE SILVA

Professores consideram que nada vai mudar no ensino e criticam falta de rigor

Os professores mostram-se muito críticos quanto às metas de aprendizagem estabelecidas pelo Ministério da Educação. Consideram que pouco ou nada muda na forma de trabalhar nas escolas em Portugal e que o ensino pretendido pelo ministério mostra ser facilitista. Ou seja, acusam a ministra Isabel Alçada de não promover uma educação mais rigorosa e exigente nas escolas.

Paulo Guinote salientou ao DN que a principal alteração acaba por ser as metas terem sido colocadas num site e de estarem mais facilmente acessíveis para consultar, porque de resto não houve alterações. “O que lá está não acrescentou nada ao que já existia. Só quem não conhece a realidade é que pode pensar que há novidades nestas metas de aprendizagem. Só para essas pessoas é que isto poderá ser útil”, afirmou.

O professor explicou que se “o programa curricular do ensino básico não foi alterado, não havia margem de manobra para que as metas de aprendizagem fossem diferentes”. Considera ainda que as metas do Ministério da Educação são “generalistas”.

“Achei divertido alguns dos objectivos que li, como por exemplo o dos blogues. As crianças têm de saber colocar comentários nos blogues, mas não há qualquer referência que esses comentários têm de estar escritos correctamente”, referiu.

Porém, Paulo Guinote acrescentou que compreende que cada vez mais se aposte nas novas tecnologias, mas alerta que é preciso não esquecer como escrever: “Continuamos a ensinar as crianças a escrever cartas, mas claro que agora o mais relevante são as novas tecnologias. No entanto, há que continuar a saber escrever.”

Octávio Gonçalves, professor e dirigente da Promova, considera que as metas de aprendizagem não são mais do que uma “visão facilitista do ensino”. “São uma definição básica e não de um ensino exigente e rigoroso como se pretende”, realçou ao DN.

As metas de aprendizagem acabaram por desiludir os professores que aguardavam com alguma expectativa a divulgação. No entanto, acabaram por confirmar que o facto de não ter quase nada de novo era o mais expectável, mas também não deixou de desiludir, até porque a ministra Isabel Alçada havia feito bastante promoção a este tema.

“Houve muita pompa no anúncio destas metas de aprendizagem, mas, no fundo, o que se verifica é que não são mais que uma ‘flor’ para alcançar os números que o Ministério da Educação pretende”, criticou Paulo Guinote.

► Diário de Notícias

Aprender compensa?

Num momento em que o País atravessa sérias dificuldades económicas, este anúncio publicitário da responsabilidade do Programa Novas Oportunidades é um insulto aos Portugueses sérios e trabalhadores.

OPINIÃO > Eduardo Dâmaso: «Terra Prometida»

Terra Prometida

O Governo prometeu que dominava a crise. Prometeu este mundo e o outro nas eleições de 2009. Para as ganhar, Sócrates e Teixeira dos Santos distribuíram dinheiro sem olhar a quem. Em todos os dias dos últimos dois anos, o Governo disse que a crise internacional ia brava, mas que por cá a economia reagia bem. Que já estava a recuperar e que em breve estaríamos a sair do vermelho. Primeiro seria em 2010, depois em 2011; agora, num ano qualquer que há-de vir. O Governo recebeu, ao longo dos últimos anos, avisos de toda a gente sobre os desequilíbrios das contas públicas. A uns chamou profetas da desgraça, a outros velhos do Restelo, às oposições, irresponsáveis. Sócrates, verdadeiro homem providencial, prometeu que nos haveria de guiar à Terra Prometida das energias renováveis e das fabulosas tecnologias. Ele e os seus papagaios disseminados por jornais, televisões e internet levar-nos-iam para a modernidade. Hoje, no delírio propagandístico que atravessa este PS irreconhecível, ainda há quem tenha a lata de dizer que a culpa de tudo o que vivemos é do PSD e de Passos Coelho. E há também quem repita esta obscenidade na esfera mediática sem corar. Como se Sócrates não estivesse lá nem nunca tivesse estado. Como se fosse uma espécie de patriota que, coitado, se esfalfa pelo nosso bem. Uma vergonha...

Eduardo Dâmaso

Director-Adjunto

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Correio da Manhã 03/10/2010

OPINIÃO > Vasco Pulido Valente: «Um primeiro-ministro»

PÚBLICO 03/10/2010

Linguistas criticam atraso na aplicação das novas regras ortográficas

domingo, 3 de outubro de 2010

Redução dos salários é uma medida que viola a Constituição

Deputado à beira de passar fome…

Deputado pede jantar na cantina

“Se abrissem a cantina da Assembleia da República à noite, eu ia lá jantar. Eu e muitos outros deputados da província. Quase não temos dinheiro para comer”, afirmou Ricardo Gonçalves ao CM, repetindo o que tinha dito na última reunião do grupo parlamentar do PS, perante as medidas de austeridade do Governo.

Por: Manuela Teixeira

O deputado socialista, que aufere cerca de 3700 euros mensais, reagiu assim ao corte de 5% que será aplicado de forma progressiva na Função Pública a quem recebe mais de 1500 euros. “Tenho 60 euros de ajudas de custos por dia. Temos de pagar viagens, alojamento e comer fora. Acha que dá para tudo? Não dá”, referiu Ricardo Gonçalves para argumentar a sugestão que fez de a Assembleia da República abrir a cantina à hora do jantar.

Ricardo Gonçalves admite que lançou um repto irónico aos colegas de bancada, mas afirma que o assunto é sério, e que a classe política também é muito atingida pelas medidas de austeridade. “Estamos todos a apertar o cinto, e os deputados são de longe os mais atingidos na carteira”, reafirma o socialista Ricardo Gonçalves.

O deputado ousou até discutir o assunto com José Sócrates. “Até foi uma discussão muito forte. Disse-lhe que as medidas já deviam ter sido aplicadas há mais tempo e que ele tem de explicar muito bem aos portugueses porque é que as contas de 2010 ainda não estão certas”. referiu Ricardo Gonçalves.

► Correio da Manhã

Comentário:

Conheço pessoalmente o Ricardo Gonçalves há mais de 15 anos. Mas nem isso chegou para me responder a um e-mail, há poucos meses, quando se discutia a questão dos mega-agrupamentos…

Julgo que na altura em que o conheci já não dava aulas, mas preparava a sua ascensão na política… Já era um funcionário do PS e amigo pessoal do actual presidente da Câmara de Cabeceiras de Basto, Joaquim Barreto, que viria a ser o presidente da distrital de Braga do PS. A partir da entrada de Barreto na distrital de Braga, o caminho de Ricardo Gonçalves tornou-se mais largo, tendo integrado a lista de deputados. E a partir dali, foi só aproveitar a onda.

Não me lembro de Ricardo Gonçalves ter tomado posições contra o seu partido, na defesa da região por que foi eleito, ou então na defesa dos docentes, que ele afirma ser também. Levanta agora a sua voz para defender os seus interesses particulares… Não tem juntado o seu voto a outros para ‘castigar’ algumas classes profissionais, sem sequer discutir a justeza das medidas? Pois agora tem ali o pagamento que merece, dando razão ao ditado popular que diz: «Não te rias do mal do vizinho que o teu vem a caminho.»

Se não está de acordo com a situação, tem um caminho: renunciar ao seu mandato e regressar à escola a que pertence, para se aperceber das mudanças introduzidas nas escolas desde aquela altura em que ele era professor e que ele aplaudiu no hemiciclo em S. Bento…

Se quiser continuar e não tiver dinheiro para comer, pode sempre recorrer a uma instituição de caridade… Talvez então crie consciência dos problemas por que passam aqueles que ganham apenas o salário mínimo ou que estão no desemprego!...

OPINIÃO > Luís Marques: «A arte da mentira»

OPINIÃO > Manuela Ferreira Leite: «Estado de choque»

Padre Rui é pai de uma menina

Nasceu no início da semana passada, no Hospital de Braga, a filha do padre Rui Pereira e de Maria de Fátima Silva, o casal cuja história apaixonou o País depois de ele, que era pároco em três freguesias do concelho de Celorico de Basto, ter fugido com uma paroquiana de 18 anos.

Continua…

► Correio da Manhã

sábado, 2 de outubro de 2010

É este o caminho para reduzir o défice?

Governo compra Mercedes de 141 mil euros

02.10.2010 ─ 09:32 Por Maria Lopes

O objectivo do Governo é receber as altas individualidades estrangeiras e os convidados do Estado com dignidade e cumprindo “as obrigações protocolares”. O automóvel utilizado até aqui era já em segunda mão quando foi comprado em 1998 (um BMW 750 iLA), estava “tecnologicamente desactualizado” e apresentava uma factura muito alta em manutenção (desde 2004 já gastara 38.308 euros) e precisava agora de uma intervenção de 23 mil euros. A decisão? Optar por um novo.

A Presidência do Conselho de Ministros (PCM) adquiriu assim, através da ANCP Agência Nacional de Compras Públicas, um Mercedes S450 CDI no valor de pelo menos 140.876 euros. Pelo menos, porque este é o preço de tabela, mas, tendo em conta as personalidades que deverá transportar, terá sofrido adaptações, sendo, por exemplo, blindado. Mas a PCM não esclareceu essa situação ao PÚBLICO e também não especificou se se trata do modelo mais longo (e mais espaçoso, como o era o BMW que estava ao serviço), que custa mais 4000 euros. O contrato de aluguer operacional por quatro anos custa 2807 euros por mês e inclui manutenção e pneus para 160 mil quilómetros, diz a PCM, que não adianta o valor residual que será necessário pagar no fim do contrato.

Para cumprir a regra estipulada no PEC de que o Estado só pode comprar um veículo por cada três abatidos, a PCM abateu à sua frota o BMW 750 iLA que o Mercedes substitui, mas também um BMW 525 tds (em Abril) e um BMW 740 iA (que fora apreendido e que foi restituído ao proprietário).

O Mercedes, matriculado na segunda quinzena de Agosto, será usado na cimeira da NATO, mas poderá ser já usado pelo rei de Espanha, que estará em Lisboa na próxima semana (dias 6 e 7). Ou ir até ao Porto com o Presidente italiano, que estará no encontro da COTEC com Juan Carlos.

A secretaria-geral da PCM diz que a ANCP escolheu a “proposta economicamente mais vantajosa para o Estado”, mas fica por explicar a razão pela qual o Governo não optou por um veículo híbrido, cuja oferta é já ampla no mercado. A marca alemã tem modelos muito próximos do adquirido, que até são mais baratos.

► PÚBLICO


Ciberescola foi desactivado temporariamente

O site escola.ciberduvidas.pt, uma plataforma interactiva para ‘testar’ gramática, escrita ou vocabulário que foi lançada no início da semana, foi desactivado temporariamente devido a erros informáticos.

A Ciberescola da Língua Portuguesa passou a estar acessível a alunos e professores na terça-feira, mas José Matias, um dos coordenadores do projecto, disse à Agência lusa que foi detectada “uma anomalia informática” e por isso a plataforma foi desactivada e “não vai estar nos próximos dias em linha”.

Entre os erros informáticos detectados, José Matias salientou a dificuldade de acesso aos exercícios de Português como língua não materna.

O responsável garantiu que assim que os problemas técnicos estejam resolvidos, a Ciberescola ficará acessível através do Portal das Escolas do Ministério da Educação.

No site escola.ciberduvidas.pt estavam já disponíveis cerca de 250 exercícios para os estudantes treinarem vários domínios da língua portuguesa, mas também para os docentes trabalharem em contexto de sala de aula, utilizando os quadros interactivos.

José Matias disse desconhecer o número exacto de pessoas que já se registaram no portal, dizendo apenas que “houve uma grande afluência” após a divulgação deste serviço gratuito.

Os exercícios disponíveis abordam a gramática, a escrita, a leitura, a compreensão oral e o vocabulário, recorrendo a ficheiros de imagens, sons e vídeos, explicou.

Após cada exercício, o servidor classifica a prova e se o aluno ultrapassar os 75% é indicado o exercício seguinte. Ao mesmo tempo são indicadas as resoluções das respostas erradas.

A plataforma está ainda preparada para acolher os alunos que têm a língua portuguesa como língua não materna, como os residentes no estrangeiro ou os estudantes de Erasmus.

A base de dados está calculada para um milhão de utilizadores e durante os próximos meses vai decorrer uma campanha de divulgação junto de escolas, professores e alunos.

A Ciberescola da Língua Portuguesa é uma das medidas da Agenda Digital 2015 para o sector da Educação.

► Jornal de Notícias [30.09.2010]

O que está a pedir este Governo?

Função Pública: avaliações continuam mas sem dar direitos a aumentos

Os trabalhadores da função pública vão continuar a ser avaliados, mas todos os aumentos estão congelados até ao final de 2011, de acordo com a proposta decorrente das medidas de austeridade anunciadas pelo Governo entregue aos sindicatos.

De acordo com o documento, no período compreendido entre a entrada em vigor da presente lei e 31 de Dezembro de 2011, está vedada a prática de quaisquer actos que consubstanciem valorizações remuneratórias dos trabalhadores que exercem funções públicas das administrações central, regional e local, em qualquer modalidade de relação jurídica de emprego público.

O pessoal que exerce funções nos gabinetes de apoio dos membros do Governo, magistrados judiciais e do Ministério Público, militares das Forças Armadas e da Guarda Nacional Republicana, trabalhadores das empresas públicas de capital exclusivamente público, das entidades públicas empresariais e das entidades que integram o sector empresarial regional e municipal são também abrangidos pelo congelamento salarial.

Segundo a proposta do Governo entregue aos sindicatos, estão também suspensas as valorizações remuneratórias como resultado “de posicionamento remuneratório, progressões, promoções, nomeações ou graduações em categoria ou posto superior à detida, da atribuição de prémios de desempenho ou outras prestações pecuniárias de natureza afim”.

Ainda assim, realça o documento, o congelamento dos salários não prejudica a avaliação do desempenho dos trabalhadores, sendo que os resultados dessa avaliação “susceptíveis de originar alterações do posicionamento remuneratório” podem ser considerados em 2012.

Até ao final de 2011, “o tempo de serviço prestado pelo pessoal ali referido não é contado para efeitos de progressão, em todas as carreiras, cargos e, ou, categorias, incluindo as integradas em corpos especiais, bem como para efeitos de mudanças de posição remuneratória ou categoria nos casos em que estas apenas dependam do decurso de determinado período de prestação de serviço legalmente estabelecido para o efeito”.

Diário Digital / Lusa

Discurso de Sócrates em «Bad English»

Meus Senhores e minhas Senhoras, finalmente as tão ansiadas Metas de Aprendizagem...

Depois de vários anúncios e de um compasso de espera, foram paridas as denominadas “Metas de Aprendizagem” que, a acreditar na discurso que escorre vaidade de algumas pessoas, irão curar todos os males que grassam no ensino.

Até têm direito a um sítio próprio na Internet: http://www.metasdeaprendizagem.min-edu.pt/

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

«Avaliação dos professores: de farsa a passatempo inútil»

Já sabíamos que avaliação do desempenho dos professores imposta pelo génio reformista de Sócrates, mesmo que as suas decisões e práticas de (des)governação não sejam objecto de nenhuma avaliação e de nenhuma consequência, era e é uma farsa de cabo a rabo, com dimensões subjectivas e absurdas, com avaliadores destituídos de formação, competência acrescida e imparcialidade, com uma gestão artificial (quando não amistosa) de classificações e com efeitos contraproducentes no investimento dos professores nas aprendizagens dos alunos.
A partir do PEC3, acresce a tudo isto a dimensão de passatempo inútil, pois, se em termos pedagógicos e científicos a avaliação do desempenho não contribui para a melhoria das práticas lectivas e dos resultados dos alunos (basta analisar as descidas nas médias das classificações obtidas em exames nacionais, por parte dos alunos oriundos de escolas que implementaram o modelo), restava a consequência de diferenciação (arbitrária) dos professores para efeitos de progressão e de concursos.
Na iminência de não haver concursos tão cedo e na certeza de que ninguém vai progredir, a conclusão sobre a relevância da avaliação é óbvia:
— a avaliação do desempenho não serve para nada, excepto para perturbar a vida escolar.

► Octávio Gonçalves

Bancarrota Sócrates e o Estado Social(ista)

Como estava escrito nas estrelas, há muito, o céu caiu sobre as nossas cabeças.

Já aqui escrevi, e afirmei noutros locais, que era iminente este cenário.

Mesmo não sendo economista, podia adivinhar a situação, tais eram os sinais da crise. Tais eram e continuam a ser os tiques despesistas de quem nos governa. Tais eram os cenários fictícios que nos propunham à consideração.

Ontem, chegou, enfim, o veredicto.

Cortes drásticos nos que estavam mais à mão: os funcionários públicos, os pensionistas, mais todos os cidadãos, através do aumento do IVA.

É este agora o discurso do nosso primeiro. Daquele que, ao longo de 2009, prometeu benesses, prometeu o paraíso. O que distribuiu subsídios, Magalhães, aumentos, negociou a revalorização das carreiras, lançou as megas obras públicas. Daquele que, durante o ano de 2010, se congratulou com os êxitos da nossa economia, que criticava todos quantos punham em causa o estado da nação, que assegurava o cumprimento das medidas orçamentais.

Continua…

► Blogue do Professor