Mostrando postagens com marcador ENSINO; METAS DE APRENDIZAGEM. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ENSINO; METAS DE APRENDIZAGEM. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Afinal o que muda no Ensino com as Metas de Aprendizagem?

Educação

Metas revelam um ‘ensino facilitista’

por ELISABETE SILVA

Professores consideram que nada vai mudar no ensino e criticam falta de rigor

Os professores mostram-se muito críticos quanto às metas de aprendizagem estabelecidas pelo Ministério da Educação. Consideram que pouco ou nada muda na forma de trabalhar nas escolas em Portugal e que o ensino pretendido pelo ministério mostra ser facilitista. Ou seja, acusam a ministra Isabel Alçada de não promover uma educação mais rigorosa e exigente nas escolas.

Paulo Guinote salientou ao DN que a principal alteração acaba por ser as metas terem sido colocadas num site e de estarem mais facilmente acessíveis para consultar, porque de resto não houve alterações. “O que lá está não acrescentou nada ao que já existia. Só quem não conhece a realidade é que pode pensar que há novidades nestas metas de aprendizagem. Só para essas pessoas é que isto poderá ser útil”, afirmou.

O professor explicou que se “o programa curricular do ensino básico não foi alterado, não havia margem de manobra para que as metas de aprendizagem fossem diferentes”. Considera ainda que as metas do Ministério da Educação são “generalistas”.

“Achei divertido alguns dos objectivos que li, como por exemplo o dos blogues. As crianças têm de saber colocar comentários nos blogues, mas não há qualquer referência que esses comentários têm de estar escritos correctamente”, referiu.

Porém, Paulo Guinote acrescentou que compreende que cada vez mais se aposte nas novas tecnologias, mas alerta que é preciso não esquecer como escrever: “Continuamos a ensinar as crianças a escrever cartas, mas claro que agora o mais relevante são as novas tecnologias. No entanto, há que continuar a saber escrever.”

Octávio Gonçalves, professor e dirigente da Promova, considera que as metas de aprendizagem não são mais do que uma “visão facilitista do ensino”. “São uma definição básica e não de um ensino exigente e rigoroso como se pretende”, realçou ao DN.

As metas de aprendizagem acabaram por desiludir os professores que aguardavam com alguma expectativa a divulgação. No entanto, acabaram por confirmar que o facto de não ter quase nada de novo era o mais expectável, mas também não deixou de desiludir, até porque a ministra Isabel Alçada havia feito bastante promoção a este tema.

“Houve muita pompa no anúncio destas metas de aprendizagem, mas, no fundo, o que se verifica é que não são mais que uma ‘flor’ para alcançar os números que o Ministério da Educação pretende”, criticou Paulo Guinote.

► Diário de Notícias

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Vem aí a a cura de todos os males do Ensino…

Do pré-escolar ao 3.º ciclo

Metas disponíveis a partir de dia 15

Por Bárbara Wong

A partir de dia 15, os educadores de infância e os professores terão acesso às metas de aprendizagem de todas as áreas e disciplinas previstas no currículo, do pré-escolar ao 3.º ciclo. Toda a informação estará na Internet, na página da Direcção-Geral da Inovação e Desenvolvimento Curricular.

Paralelamente, os conhecimentos que os alunos devem ter no final de cada ciclo, as chamadas “metas de aprendizagem”, vão começar a ser aplicados em dez agrupamentos de escolas, no ensino pré-escolar e no 1.º ciclo, a partir de Outubro.

Essa aplicação será acompanhada, de maneira a que o documento possa ser “aperfeiçoado”, explica Natércio Afonso, coordenador do grupo de trabalho que está a definir as metas de aprendizagem. O investigador do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa previa que estas pudessem ser experimentadas em 30 a 50 estabelecimentos de ensino, mas a contenção financeira levou a diminuir o número de escolas a acompanhar. Para já, o ministério está ainda a estudar o custo deste projecto.

As metas que estarão disponíveis podem ser vistas por nível de ensino, ou seja, o que está previsto saber em cada final de ciclo; ou por disciplina. A intenção é que os professores que queiram possam começar a adoptar as metas na sua disciplina ou área.

Natércio Afonso defende que este instrumento deve ser utilizado de maneira voluntária, uma ideia que teve o apoio da ministra da Educação, Isabel Alçada. O objectivo é fornecer aos professores, pais e alunos um referencial sobre as aprendizagens que são consideradas essenciais em cada nível de ensino.

A intenção do ministério é disponibilizar alguns exemplos da execução das metas. Por exemplo: na Língua Portuguesa, os alunos no final do 1.º ciclo terão que saber “identificar as sílabas que estão antes ou depois da sílaba tónica” e a Matemática “usar o sistema de numeração decimal, incluindo o valor posicional de um algarismo”.

As metas para 12 áreas curriculares do ensino secundário serão elaboradas entre Outubro de 2010 e Junho de 2011.

► PÚBLICO