segunda-feira, 15 de março de 2010

Haja respeito pelos Professores!

Linha SOS

600 professores pediram ajuda por violência em 3 anos

por HÉLDER ROBALO e ELISABETE SILVA

Agressões verbais e físicas reúnem o maior número de queixas, vindas na maioria de mulheres. Alunos do terceiro ciclo, como os da turma de Fitares, são os mais problemáticos.

Desde 2006, ano de abertura do SOS Professores, que cerca de 600 docentes se queixaram à linha por serem vítimas de actos de violência. Às agressões físicas e verbais, juntam-se situações de indisciplina como aquelas que terão estado na origem do suicídio de um professor de Música de uma escola de Fitares.

Os alunos são a principal razão de queixa (58,4%), mas também os encarregados de educação agridem os docentes (25,5%). Da análise aos dados da linha ─ uma iniciativa da Associação Nacional de Professores (ANP) ─, constata-se ainda que são sobretudo as mulheres que procuraram apoio. As faixas etárias dos 40 aos 49 anos e dos 50 aos 59 representam quase metade das chamadas efectuadas.

Segundo Mário Nogueira, da Fenprof, “as mais novas acabam por ter algum receio de fazer queixa, até por estarem há menos tempo na profissão. Já nas professoras com 50 ou mais anos, verifica-se um desgaste físico e psicológico. Podem ter a experiência de como lidar com situações problemáticas, mas o desgaste faz com que recorram a linhas como esta para terem algum tipo de apoio”.

Os dados da linha demonstram também que são os alunos do terceiro ciclo ─ precisamente o nível de escolaridade da turma que alegadamente agredia o professor de Fitares ─, com 50 queixas, e do secundário (46) que motivam mais problemas. Desde 11 de Setembro de 2006 até 19 de Junho de 2009, a linha recebeu 353 contactos, dos quais 184 foram efectuados durante o ano lectivo de 2006/2007, 136 em 2007/2008 e 33 em 2008/ /2009. A estes 353 contactos juntam-se mais dez efectuados entre 10 de Setembro de 2009 e 10 de Janeiro de 2010. Houve ainda o acompanhamento de 228 situações, o que perfaz um total de 581 serviços prestados.

Mário Nogueira não se mostrou surpreendido com o elevado número de pedidos de ajuda e realça a necessidade de se “apostar na prevenção” de actos de violência ou de indisciplina. “Mas, quando a prevenção falha, os professores devem ter meios para que haja uma punição exemplar.”

E é neste ponto que o psiquiatra Manuel Louzã Henriques também se concentra. “É essencial que os professores sejam respeitados, que tenham autoridade e que possam aplicar uma disciplina actuante.” Para o clínico, actualmente os professores não são respeitados, considerando que os alunos vêem os docentes como alguém para “dar marradas”, até porque os próprios encarregados de educação acham que podem “bater e exigir dos professores”.

Louzã Henriques salienta ainda que “fala-se muito de bullying, mas o correcto é chamar-se má criação. A sociedade quer que cada um acorde o selvagem que tem em si. Pessoas vistas como tímidas ou que gostam de reflectir sobre os assuntos são muitas vezes vistas como frouxas”. Firmeza, não enveredar pela hipertolerância, são soluções a adoptar.

Fonte: Diário de Notícias [13.03.2010]

quinta-feira, 11 de março de 2010

DREN manda suspender apreciação intercalar até novas orientações

Socrátes tem fraca memória?

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. A 8 de Setembro de 2009, Sócrates afirmou no debate televisivo com Francisco Louçã que não era a altura para aumentar os impostos e que limitar os benefícios fiscais no IRS prejudicava a classe média.

Continua…

► Expresso

quarta-feira, 10 de março de 2010

O estado da Democracia no Mundo

Obras de engenharia ultramodernas…

A ministra da Educação, Isabel Alçada, foi ontem surpreendida durante a visita à Escola D. Manuel I, em Beja, com uma situação inesperada: o pavilhão polivalente coberto, acabado de construir ─ ao abrigo do projecto de requalificação do edifício escolar ─, deixa entrar água a ponto de interditar o espaço às aulas de Educação Física. A governante, que disse ter sido informada da situação ontem de manhã, não escondeu o incómodo quando os jornalistas a confrontaram com o problema. E argumentou com uma insólita explicação. “Foi-me dito que o miniclima de Beja está relativamente diferente, graças ao Alqueva, que refrescou a cidade, e que tornou um pouco mais húmida esta zona.”

Não é conhecida nenhuma interpretação científica que demonstre estar o clima alentejano a ficar mais temperado por causa de Alqueva, embora se especule sobre esta eventualidade.

Continua…

► PÚBLICO

terça-feira, 9 de março de 2010

OPINIÃO > Rui Ramos: «Não somos os mesmos»

Estará a solução na liderança?

Building a New Structure for School Leadership

Administration in education, then, has come to mean not the management of instruction but the management of the structures and processes around instruction. That which cannot be directly managed must, in this view, be protected from external scrutiny. Buffering consists of creating structures and procedures around the technical core of teaching that, at the same time, (1) protect teachers from outside intrusions in their highly uncertain and murky work, and (2) create the appearance of rational management of the technical core, so as to allay the uncertainties of the public about the actual quality or legitimacy of what is happening in the technical core. This buffering creates what institutional theorists call a “logic of confidence” between public schools and their constituents.

Local board members, system-level administrators, and school administrators perform the ritualistic tasks of organizing, budgeting, managing, and dealing with disruptions inside and outside the system, all in the name of creating and maintaining public confidence in the institutions of public education.

Teachers, working in isolated classrooms, under highly uncertain conditions, manage the technical core. This division of labor has been amazingly constant over the past century. The institutional theory of loose-coupling explains a great deal about the strengths and pathologies of the existing structure of public education. It explains why, for example, most innovation in schools, and the most durable innovations, occur in the structures that surround teaching and learning, and only weakly and idiosyncratically in the actual processes of teaching and learning. Most innovation is about maintaining the logic of confidence between the public and the schools, not about changing the conditions of teaching and learning for actual teachers and students. The theory of loose-coupling explains why schools continue to promote structures and to engage in practices that research and experience suggest are manifestly not productive for the learning of certain students. They include extraordinarily large high schools that create anonymous and disengaging environments for learning; rigid tracking systems that exclude large numbers of students from serious academic work; athletic programs that keep large numbers of students from participation in extracurricular activities; grouping practices in elementary school classrooms that provide less stimulation for struggling learners; special programs that remove students from regular instruction in the name of remediation, instructional aide programs that are sometimes little more than public employment programs for community members; and site-based governance structures that engage in decision making about everything except the conditions of teaching and learning.

R. Elmore

Texto integral

segunda-feira, 8 de março de 2010

Uma data que não deve ser esquecida

O dia comemorado hoje (Dia Internacional da Mulher) tem uma longa história, que não deve ser ignorada pelas novas gerações…


A quem convence este Governo?

O Governo apresentou hoje o Plano de Encantamento dos Camelos, vulgarmente conhecido como Plano de Estabilidade e Crescimento. Alguém acha que com estas medidas previstas será conseguida alguma estabilidade? A ver vamos…

Por outro lado, não basta contratar o flautista de Harmelim para que a economia cresça por magia…

Há por aí alguém que me explique como é que as pessoas ganhando menos irão fazer crescer a economia? Alguém não ser que o Governo tenha uma fada madrinha que faça magia…

Mesmo assim, são cada vez menos aqueles que se deixam iludir…

Tempos difíceis para quem trabalha e tem gastos mensais que não pode deixar de pagar…

Ainda não percebi como é que os impostos não aumentam, mas a maior parte dos contribuintes chegará ao fim do ano com menos dinheiro… Esta matemática governamental é de facto engraçada!...

Como se costuma dizer, na primeira qualquer um cai, na segunda cai quem quer, na terceira cai quem for burro!...

domingo, 7 de março de 2010

Marinho Pinto insiste: «O poder judicial quer derrubar o Primeiro-Ministro»

Marinho Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados, veio a Cabeceiras de Basto, no passado dia 5 de Março, falar do actual estado da Justiça e reafirmou uma denúncia: «o poder judicial quer derrubar o Primeiro-Ministro.»

Marinho Pinto foi o orador de uma palestra subordinada ao tema “Pensar a Justiça para Acreditar no Futuro”, organizada pela associação cabeceirense CEDHRUS (Centro de Desenvolvimento Hermígio Romarigues) e realizada em Cabeceiras de Basto, no Auditório Ilídio dos Santos.

Marinho Pinto começou por referir que um dos problemas da nossa Justiça é haver «pessoas demasiado jovens» a administrá-la, observando que «não se pode ser juiz aos 26 anos», assim como quando não se entende o que as pessoas dizem.

Criticou o Centro de Formação de Magistrados, considerando-o um «Centro de Reprodução de Magistrados», observou que nos tribunais «tudo está organizado em função de quem lá trabalha e não de quem lá tem de ir» e apontou a incapacidade da Justiça de se adaptar à modernidade e ao desenvolvimento.

O Bastonário sublinhou que se uma pessoa da época do Marquês de Pombal visitasse o nosso País, ficaria estupefacto com as mudanças, e que os únicos locais que reconheceria seriam os tribunais, pois «no essencial a Justiça não mudou», nomeadamente «as vestes e o jargão» utilizado, apesar de haver um toque de modernidade com os computadores.

Criticou o poder absoluto dos magistrados, considerando-o «um acto exibicionista, jactante» e observou que aqueles têm «privilégios inadmissíveis e subsídios escandalosos», apontando como exemplo os 9 500 euros anuais para habitação.

Marinho Pinto realçou que «cada vez se decide mais nos tribunais portugueses em desacordo com a verdade», observando que «o julgamento feito na praça pública conduz sempre à injustiça» e que «andamos muito longe da Justiça».

O Bastonário da Ordem dos Advogados sublinhou que «devemos falar a verdade e não ter medo da verdade». Referindo que «só incomodamos quando falamos a verdade», advertiu: «Nunca se pode dizer toda a verdade, mas o que se disser deve ser verdade.»

Criticando a Comunicação Social, a qual acusou de dever «muito à isenção e à imparcialidade», Marinho Pinto referiu que «a nossa Justiça é muito boa a perseguir quem não sabe defender-se», admitindo que há uma para os pobres e outra para os ricos, pois estes nunca vão parar à prisão, apesar dos crimes cometidos.

O debate que se seguiu foi moderado por Luís Castro, Jornalista da RTP, que observou que «o Jornalismo já não é o quarto poder», como acontecia noutras épocas, pois «dorme no quarto com o poder».


Crise? Qual crise?

José Penedos recebeu prémio de 244 mil euros da REN

Apesar de já ter deixado a presidência da REN, cargo agora ocupado por Rui Cartaxo, José Penedos teve direito a prémio na empresa pública. O arguido no processo “Face Oculta” recebeu 243 750 euros de bónus no final do ano passado. A este valor soma-se ainda um salário de quase 27 mil euros por mês na companhia, o que totaliza 621 mil euros de remuneração.

No total, a REN atribuiu quase 3,2 milhões de euros em salários e prémios aos seus administradores, quer executivos quer não executivos, embora estes últimos não tenham direito a bónus. Só em prémios, os gestores receberam, na totalidade, mais de um milhão de euros.

No entanto, para o próximo ano, os gestores da empresa não vão receber qualquer tipo de remuneração variável, já que na sexta-feira foi aprovado no Parlamento o fim dos prémios para os gestores públicos no ano de 2010.

A REN é uma das empresas que será abrangida por esta medida, já que é detida em 46% pela Capitalpor, que por sua vez pertence à Parpública. Já companhias como a EDP ou a Portugal Telecom não serão afectadas pela nova regra, uma vez que a participação do Estado é minoritária.

Fonte: Diário de Notícias

Vigiar, educar e responsabilizar crianças é preciso

O que fazer com os nossos filhos quando estes evidenciam, com a tortura reiterada dos seus pares, o lado mais negro do ser humano?

Meio acordado, em choque, o país enfrenta a dura verdade que amiúde nega de que as crianças, os pré-adolescentes, os adolescentes não são anjinhos, desprovidos da dimensão mais negra do ser-se humano. Enfrenta, a medo, que a crueza e a crueldade serão tão naturais no animal humano como a compaixão e a empatia. E que numa criança tudo isto está em evidência de forma mais intensa, porque a auto-regulação aprende-se com o tempo, com a vida, com os exemplos. Com a Educação, enfim. Então, o que falhou aqui? Em Mirandela, e no Mundo inteiro onde haja um recreio com crianças?

Vigilância. “São precisos mais vigilantes nos recreios. O recreio de uma escola é tão importante como a sala de aula. É nos recreios que estas coisas acontecem. E depois são precisos mais psicólogos nas escolas”, avançou o psiquiatra Daniel Sampaio. Resolverá este problema toda a vigilância do Mundo? “É necessário que a escola, a partir dos alunos, desenhe um programa de actuação para evitar a violência entre pares. É sensibilizar, é responsabilizar, é educar. Estas situações evitam-se através das testemunhas que não podem permitir, não podem silenciar”, continuou.

Texto completo

► Jornal de Notícias [07.03.2009]


Comentário:

Um artigo que toda a gente deve ler com toda a atenção, para que sejam tomadas medidas, no sentido de evitar casos como o do miúdo que teve de recorrer ao suicídio para pôr termo ao inferno que o atormentava.

Há muito tempo que se tem chamado à atenção para os casos de bullying, sem grandes resultados, pois quando era conhecido algum, os responsáveis governamentais declaravam sempre tratar-se de um “caso residual”. O que aconteceu em Mirandela demonstra não se tratar de algo que deva ser ignorado. Esperemos que o Governo olhe o problema de frente e o procure resolver. É o futuro das novas gerações que está em causa.

Nenhuma criança poderá ser maltratada, apenas porque cumpre a determinação do Estado de a obrigar a ir à Escola. E esse mesmo Estado tem a obrigação de cuidar da sua segurança!


OPINIÃO > Henrique Raposo: «Ruptura com o ‘eduquês’»

P

aulo Rangel tem razão num ponto: a educação precisa de uma ruptura. Aliás, a polémica suscitada pelas ideias 'pedagógicas' de Rangel tem sido a parte mais interessante da campanha interna do PSD. Rangel, ao contrário de Passos Coelho, não tem medo de pisar o risco desenhado pela esquerda; não tem receio de romper o cerco do politicamente correcto. Por isso, este candidato a líder do PSD tem enfrentado, de forma desempoeirada, os dogmas do generalíssimo ‘eduquês’. No fundo, Rangel tem defendido que o aluno não é o centro da escola. O centro da escola é, isso sim, o conhecimento que o aluno deve assimilar. Com uma previsibilidade pavloviana, os fiscais do antifascismo já soltaram os cães. Para estes profissionais da indignação, Rangel não passa de um defensor malévolo do ‘antigamente’. O próprio Passos Coelho, sempre muito sensível às alergias da esquerda, também fez soar este alarme antifascista contra a ‘escola’ de Paulo Rangel.

Em Março de 2008, numa das primeiras crónicas aqui do Expresso, afirmei que a escola pública não ensina as crianças a desenvolver as capacidades básicas: ler e escrever. Isto porque o ‘menino’ é rei e senhor. O professor não pode repreender o ‘menino’, porque isso é fascismo travestido. E esta hiperprotecção do ‘menino’ acaba por ter um efeito ridículo, quase cómico: muitos alunos acabam o curso superior sem saberem escrever em condições. Ora, ainda hoje recebo e-mails de pessoas que me felicitam por “ter a coragem de dizer isto”. Ao mesmo tempo, esta boa gente (quase sempre professores) diz-me que tem medo de falar deste assunto em público. Ou seja, em privado, e só em privado, as pes- soas já dizem que os miúdos não aprendem nada na escola. No recato do seu e-mail, e só nesse recato, os portugueses consideram que ‘ir à escola’ é apenas um hábito social, que não contribui para o desenvolvimento de capacidades e de conhecimentos (são os pais, em casa, que ensinam as crianças). Mas, em público, toda a gente tem ainda medo de criticar esta farsa. Eu percebo: se afrontarem o ‘eduquês’, as pessoas são, de imediato, rotuladas de ‘salazaristas’. Portanto, neste ambiente malsão, Rangel fez a ruptura necessária, porque trouxe para a superfície um debate subterrâneo.

Os pedagogos podem não apreciar as ideias de Rangel, mas o português normalíssimo sabe que este jovem político tem razão. O português ali do 3.º direito vê, todos os dias, a escola primária a falhar na tarefa de ensinar o seu filho a escrever e a fazer cálculos matemáticos. O português do 5.º esquerdo vê, todas as semanas, a escola secundária a não preparar a sua filha para a faculdade. Aliás, todos os portugueses vêem o ensino secundário a transformar-se, sob a complacência do poder político, numa linha de montagem de preguiça e de desonestidade intelectual. Há dias, descobri que os miúdos completam os trabalhos de casa com um mero copy/paste da Internet. E, pior ainda, descobri que os professores, quando recebem estes copy/paste, não podem chumbar os alunos prevaricadores. Perante esta farsa, só podemos dizer que Rangel tem toda a razão. A escola pública não está a formar cidadãos com capacidade para subir na vida. A escola pública está a formar digitadores de SMS destinados a permanecer na prisão, do seu ‘contexto sociofamiliar’ (para usar uma expressão muito querida do ‘eduquês’).

Henrique Raposo

henrique.raposo79@gmail.com

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Expresso n.º 1949 | 6 de Março de 2010

Conselho das escolas questiona Governo sobre apreciação intercalar

O Conselho das Escolas aprovou, na reunião realizada no passado dia 22 de Fevereiro, um documento no qual questiona o secretário de Estado adjunto e da Educação sobre a apreciação intercalar.

Conselho das Escolas apresenta sugestões ao Governo

O Conselho das Escolas (CE) aprovou, na reunião realizada no passado dia 22 de Fevereiro, um documento no qual solicita esclarecimentos ao secretário de Estado adjunto e da Educação sobre o Horário de trabalho dos docentes e o Estatuto do Aluno.

No primeiro caso, o CE pretende uma maior autonomia das escolas na gestão das horas de estabelecimento e de redução da componente lectiva e sugere que as horas de trabalho com alunos, nomeadamente apoios educativos e tutorias, sejam integradas na componente lectiva. Exige ainda que, no 1.º CEB, a componente de apoio ao estudo seja retirada dos professores titulares de turma.

No segundo caso, o CE solicita a clarificação do conceito de falta e as suas consequências, a extinção das provas de recuperação, a simplificação dos procedimentos disciplinares e a responsabilização das famílias pelo não cumprimento dos deveres escolares dos filhos.

Quem fez as contas?

sábado, 6 de março de 2010

quarta-feira, 3 de março de 2010

Acordo Ortográfico: Professores concordam com novo calendário, mas reclamam materiais de apoio

Os professores de português e a Fenprof concordam com o novo calendário proposto pela ministra da Educação para introduzir o acordo ortográfico nas escolas, mas defendem a necessidade de materiais de apoio para a adaptação dos docentes.

Isabel Alçada confirmou na semana passada o adiamento da entrada em vigor do acordo ortográfico nas escolas para o ano letivo 2011-2012 e considerou não haver necessidade de investir na formação de professores para esta adaptação.

Para Paulo Feytor Pinto, presidente da Associação dos Professores de Português (APP), a decisão da ministra merece concordância na medida em que também os novos programas de ensino básico só vão entrar em vigor na mesma altura.

“A nossa opinião de base é que o acordo deve entrar com os novos programas, que eram para 2010, mas como passaram para o ano seguinte, concordamos”, disse à Lusa.

Relativamente à decisão de não investir em formação para os professores, Paulo Feytor Pinto considera que de facto não é necessária, uma vez que “não há muitas alterações de fundo” e por isso um “conhecedor da língua portuguesa não precisa de nova formação”.

No entanto, sublinha a importância de disponibilizar na Internet, no site do ministério ou da APP, materiais que permitam a auto-formação dos docentes.

O secretário geral da Fenprof, Mário Nogueira, afirma por seu lado que, “em relação às questões que têm a ver com formação, [não se pode esperar] que as pessoas vão lendo e resolvendo os problemas”.

Embora não defenda uma formação aprofundada, o sindicalista é da opinião de que deve haver cadernos ou textos de apoio, e não ficar à espera que o corretor do computador assinale a vermelho a palavra errada.

Relativamente ao calendário para introdução do acordo ortográfico, o sindicato mostra-se favorável, considerando que é positivo estabelecer um prazo que não seja imediato e que dê tempo às pessoas para se adaptarem.

Sobre o acordo ortográfico em si, o responsável da Fenprof lembra que “a dinâmica da língua é assim mesmo” e que “sempre houve alterações”, salientando que “o importante é criar condições para que aos poucos seja introduzido”.

LUSA

► via Correio do Minho

O adiamento dos novos Programas e o ensino do Português: em que ficamos?

O adiamento dos Novos Programas de Português, que já não entram em vigor no próximo ano lectivo, espelha indubitavelmente as vicissitudes das intermináveis reformas do sistema educativo nacional. Com efeito, o actual momento do ensino do Português configura contornos particularmente insólitos e desprovidos dos mais elementares propósitos didáctico-pedagógicos, como a seguir procurarei demonstrar.

A implementação dos novos programas da língua materna surgiu de um modo abrupto, sem a necessária reflexão decorrente da sua experimentação nalgumas escolas-piloto, nem a exigida formação dos docentes, o que justifica, em grande parte, a medida agora tomada. Faltou, de facto, o bom senso da entrada gradual do programa a partir do primeiro ano de escolaridade com os previsíveis ajustamentos provenientes da prática pedagógica realizada. Assim, neste processo repleto de inúmeras incoerências afiguram-se inadmissíveis determinadas opções metodológicas. Entre elas, registe-se que não existe nos programas uma orientação esclarecedora sobre planificações ou sequências didácticas (os conteúdos não estão sequer distribuídos por anos…), bem como não há ─ imagine-se ! ─ uma explicitação sobre a avaliação das aprendizagens. Surge, na realidade, um emaranhado de descritores de desempenho, conteúdos e metas de aprendizagem que as escolas a seu bel-prazer deverão anualizar, isto é, repartir por cada ano, simulando uma pretensa autonomia pedagógica.

Outra área crítica dos programas suspensos prende-se com a aplicação do Dicionário Terminológico, estranha designação para questões gramaticais que a maioria dos professores não domina. Herdeiro da TLEBS, o Dicionário é, como facilmente se observa, um mero índex imposto por decreto sem um amplo enquadramento pedagógico nem um alargado consenso científico, comprovado pelas severas críticas que têm vindo a lume de reputados linguistas. Recordo que a “Nova Gramática do Espanhol”, saída em Dezembro do ano findo, contou com 11 anos (sic) de trabalho das 22 Academias de Língua Espanhola …

Não menos candente neste processo de aprendizagem da língua portuguesa é o famigerado Acordo Ortográfico, cuja entrada em vigor foi sucessivamente protelada na legislatura passada e, mais recentemente, pela actual Ministra da Educação. Fruto de meros interesses políticos, a uniformização da escrita deveria proporcionar um amplo debate multidisciplinar pela importância de que se reveste a ortografia do português. No entanto, esta matéria tem passado ao lado das escolas; os professores de língua materna não tiveram (nem vão ter, segundo declarou Isabel Alçada) qualquer sensibilização ou formação sobre a sua aplicação concreta.

Neste inquietante e confuso contexto em torno do ensino do nosso idioma, acrescente-se ainda uma revisão curricular do ensino básico…

Pelo que fica dito, as dificuldades a ultrapassar são muitas, como revelam os baixos índices de literacia dos jovens portugueses apresentados no Pisa 2007, estudos internacionais realizados pela OCDE. No entanto, este assunto não mereceu na altura própria a devida atenção da tutela, dos agentes educativos e dos meios de comunicação. A imprensa europeia deu conta desses resultados que, a título de exemplo, mereceram chamada à primeira página do “La Stampa” e nota editorial no “El País”.

Neste mar tempestuoso, onde os escolhos espreitam a cada instante, é necessário encontrar rumos que levem a bom porto uma cabal política de língua. Os sucessivos equívocos e dislates da mais variada ordem testemunham as desastrosas políticas educativas que tem vigorado em Portugal, pelo que fica a esperança que é possível fazer melhor …

Afonso de Albuquerque

via ProfBlog

segunda-feira, 1 de março de 2010

Uma energia limpa e mais barata do que as outras conhecidas

Há quem esteja a investigar e desenvolver tecnologias energéticas em vez de importar ventoinhas e painéis solares.

Saiba tudo sobre esta empresa inovadora, a BloomBox. E espreite o vídeo. Vale a pena.

via Fliscorno

http://www.cbsnews.com/video/watch/?id=6228923n&tag=api

Sócrates no "Sinais de Fogo"

Miguel Sousa Tavares entrevistou José Sócrates, no seu programa “Sinais de Fogo”, que começou na passada segunda-feira.

Sócrates assegura que Educação é «questão central»

José Sócrates lembrou que a Educação «garante igualdade de oportunidades» e assinalou o êxito alcançado pela ministra da Educação na «negociação com os sindicatos».

O secretário-geral do PS reiterou, este sábado, que a «questão da Educação é e sempre foi uma questão vital da agenda política», que «garante igualdade de oportunidades e o sucesso económico» do país.

Num encontro com professores militantes do seu partido e com estruturas sectoriais de educação do PS, José Sócrates falou do apreço do partido pela ministra da Educação e assinalou o «êxito político notável da negociação com os sindicatos» feita por Isabel Alçada.

No Porto, Sócrates falou ainda sobre a recuperação do ensino profissional, a alteração do modelo de gestão de escolas, a melhoria da acção social escolar, a modernização tecnológica, o alargamento da escolaridade até ao 12.º ano e a requalificação das escolas.

Perante os docentes, o líder socialista mostrou-se orgulhoso de recuperar «com êxito» o ensino profissional e de Portugal se encontrar «na linha da frente» dos países modernizados tecnologicamente ao nível do Ensino.

Sócrates notou ainda «o maior investimento de sempre na educação desde as últimas décadas» feito com as obras de recuperação e renovação do parque escolar.

Outro dos anúncios que foi feito refere-se ao aumento para 80 por cento da comparticipação comunitária na construção de centros escolares «para que as autarquias os construam mais depressa».

O primeiro-ministro garantiu ainda que irá «bonificar esses custos cada vez que uma autarquia introduzir painéis fotovoltaicos para a produção de energia».

Desta forma, Sócrates pretende que «de uma vez por todas Portugal possa ter uma escola do 1.º Ciclo do Básico à altura daquelas que são as responsabilidades de um país desenvolvido».

«O triunfo de Portugal está ligado à educação e à aceitação de que esta é uma prioridade indiscutível para o desenvolvimento económico», concluiu o primeiro-ministro, numa reunião que contou com a presença da ministra da Educação, Isabel Alçada.

► Fonte: TSF [27.02.2010]