Os carteiros da Dinamarca calçam sapatos portugueses. A marca pertence a uma empresa de Guimarães que fabrica calçado de segurança. No ano passado a fábrica faturou cinco milhões de euros. Nos próximos dois anos, espera chegar aos catorze milhões.
sábado, 12 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Vale a pena pensar nisto
O texto que se segue encontrei-o aqui e recomendo a sua leitura.
«Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma turma inteira.
Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e ‘justo’. O professor então disse: “Ok, vamos fazer um experiência socialista nesta turma. Ao invés de dinheiro, usaremos as suas notas nas provas.”
Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam ‘justas’. Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um “A”...
Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam “B”. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado. Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos ─ eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Com um resultado, a segunda média das provas foi “D”.
Ninguém gostou.
Depois da terceira prova, a média geral foi um “F”.
As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela turma. A busca por ‘justiça’ dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala.
Portanto, todos os alunos repetiram o ano... Para sua total surpresa.
O professor explicou que a experiência socialista tinha falhado porque ela foi baseada no menor esforço possível da parte de seus participantes.
Preguiça e mágoas foi o seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual a experiência tinha começado.“Quando a recompensa é grande”, disse ele, “o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem o seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável.”
“É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar a alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a ideia de que não precisa de trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a.”»
Adrian Rogers (1931)
segunda-feira, 10 de maio de 2010
A mentira institucionalizada
Ministro das Finanças admite aumento dos impostos
O Ministro das Finanças português admitiu, em Bruxelas, a possibilidade de aumentar os impostos se a medida for necessária para assegurar a consolidação orçamental e a confiança em Portugal nos mercados financeiros.
► VISÃO
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Quem tem razão?
Simon Johnson, antigo economista chefe do FMI, disse que Portugal “corre risco de falência económica”.
Imprensa
NY Times: “Portugal é o próximo”
O jornal norte-americano NY Times dedica um extenso artigo ao país que considera ser o próximo problema a resolver na zona euro: Portugal.
No texto, intitulado ‘Debt Worries Shift to Portugal’ e assinado por Landon Thomas, correspondente do jornal em Londres, recupera-se a comparação entre Portugal e Grécia que tanto tem indignado o Governo português e Cavaco Silva.
O NY Times fala ainda numa “combinação tóxica” partilhada pelos dois países: “baixas reservas de capital numa altura em que o custo de dívida se agrava, ao mesmo tempo que a sua capacidade de aumentar impostos se torna escassa devido às medidas de austeridade adoptadas”.
Segundo o artigo, Portugal e Grécia partilham ainda taxas de poupança reduzidas, défices persistentes, baixa competitividade e fraco crescimento económico. Mas com uma diferença nesta altura: à Grécia está prometido um pacote de ajudas de Bruxelas e do FMI e o Governo de Atenas já deu o primeiro passo para que esse auxílio seja activado, ao pedir uma reunião com a Comissão, o Fundo e também com o BCE.
Neste cenário, escreve o NY Times, “em vez de tranquilizar os mercados, o plano de ajuda à Grécia pode levar os investidores a testarem a tolerância europeia ─ e especialmente da Alemanha ─ para resgatar Portugal”.
Por isso, continua o jornal, esse possível ‘bailout’ “incentiva o governo português, que já tomou algumas medidas difíceis, a adoptar políticas mais ligeiras, sabendo que um resgate europeu e do FMI está mesmo ali ao lado”.
Para sustentar o artigo, o NY Times cita um especialista da consultora pi Economics e também um economista do Deutsche Bank. Ambos sublinham que Portugal enfrenta sérios problemas.
FONTE: Diário Económico
quarta-feira, 31 de março de 2010
Olha a grande novidade!
Boletim Económico
Constâncio alerta para a descida do nível de vida
Luís Reis Pires e Vítor Costa
31/03/10 00:05
Banco de Portugal prevê que o rendimento real disponível diminua devido à moderação salarial e à subidas dos impostos.
São duas das várias notícias negativas deixadas pelo Banco de Portugal: o rendimento disponível dos consumidores vai diminuir em 2010 e 2011 e as condições do mercado de trabalho vão deteriorar-se.
Para justificar a primeira previsão, a instituição liderada por Vítor Constâncio aponta quatro razões: o anunciado congelamento dos salários reais, quer para os trabalhadores da administração pública, quer para os do sector privado; o também previsto aumento dos impostos que consta do Programa de Estabilidade e Crescimento; a previsível subida das taxas de juro; e a pressão que os elevados números do desempregados fazem sobre quem está empregado. Razões que levam o Banco a antecipar “uma queda do rendimento disponível real no horizonte de projecção”.
Mas as notícias negativas estendem-se ao mercado de trabalho. Segundo a instituição liderada por Vítor Constâncio, “o ritmo limitado de crescimento da actividade económica permite antecipar que a destruição líquida de emprego deva perdurar durante
Fonte: Diário Económico
segunda-feira, 8 de março de 2010
A quem convence este Governo?
O Governo apresentou hoje o Plano de Encantamento dos Camelos, vulgarmente conhecido como Plano de Estabilidade e Crescimento. Alguém acha que com estas medidas previstas será conseguida alguma estabilidade? A ver vamos…
Por outro lado, não basta contratar o flautista de Harmelim para que a economia cresça por magia…
Há por aí alguém que me explique como é que as pessoas ganhando menos irão fazer crescer a economia? Alguém não ser que o Governo tenha uma fada madrinha que faça magia…
Mesmo assim, são cada vez menos aqueles que se deixam iludir…
Tempos difíceis para quem trabalha e tem gastos mensais que não pode deixar de pagar…
Ainda não percebi como é que os impostos não aumentam, mas a maior parte dos contribuintes chegará ao fim do ano com menos dinheiro… Esta matemática governamental é de facto engraçada!...
Como se costuma dizer, na primeira qualquer um cai, na segunda cai quem quer, na terceira cai quem for burro!...
domingo, 7 de março de 2010
Crise? Qual crise?
José Penedos recebeu prémio de 244 mil euros da REN
Apesar de já ter deixado a presidência da REN, cargo agora ocupado por Rui Cartaxo, José Penedos teve direito a prémio na empresa pública. O arguido no processo “Face Oculta” recebeu 243 750 euros de bónus no final do ano passado. A este valor soma-se ainda um salário de quase 27 mil euros por mês na companhia, o que totaliza 621 mil euros de remuneração.
No total, a REN atribuiu quase 3,2 milhões de euros em salários e prémios aos seus administradores, quer executivos quer não executivos, embora estes últimos não tenham direito a bónus. Só em prémios, os gestores receberam, na totalidade, mais de um milhão de euros.
No entanto, para o próximo ano, os gestores da empresa não vão receber qualquer tipo de remuneração variável, já que na sexta-feira foi aprovado no Parlamento o fim dos prémios para os gestores públicos no ano de 2010.
A REN é uma das empresas que será abrangida por esta medida, já que é detida em 46% pela Capitalpor, que por sua vez pertence à Parpública. Já companhias como a EDP ou a Portugal Telecom não serão afectadas pela nova regra, uma vez que a participação do Estado é minoritária.
Fonte: Diário de Notícias
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Governo de Sócrates bate recorde
O segundo Governo de José Sócrates já nomeou 1361 pessoas desde que assumiu funções no final de Outubro.
Só para os gabinetes ministeriais já foram recrutadas 997 pessoas, 323 sem qualquer vínculo à Administração Pública. Estas são as principais conclusões que se podem retirar da pesquisa efectuada pelo PÚBLICO aos despachos publicados em Diário da República até à última sexta-feira.
Estes números significam que o Governo de José Sócrates já nomeou mais pessoas do que os de Santana Lopes e Durão Barroso. Após cinco meses em funções ─ data em que foi feito o primeiro balanço das nomeações do primeiro executivo PSD/PP ─ Durão Barroso e os seus 18 ministros e 34 secretários de Estado tinham efectuado 1260 nomeações, das quais 940 para os gabinetes (250 sem vínculo à Administração Pública).
Continua…
► PÚBLICO
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Uns são mais iguais do que outros
Estado vai poder recrutar dirigentes mais caros
Chefias intermédias vão poder auferir salários do privado. Actuais dirigentes mantêm progressão automática.
O Estado vai passar a ter mais margem para recrutar dirigentes intermédios ao sector privado. Isto porque os profissionais sem vínculo à administração pública vão passar a poder optar por manter o vencimento que recebiam.
Num documento enviado aos sindicatos, a que o DN teve acesso, o Governo elimina a norma que proibia os titulares de cargos de direcção intermédia de optarem pelo vencimento ou retribuição base do seu cargo de origem.
Os dirigentes intermédios ― como directores de serviço ou chefes de divisão ― passam, assim, a poder escolher se mantêm o vencimento que tinham, tal como hoje já acontece com os dirigentes superiores. O salário não pode, em todo o caso, exceder o do primeiro-ministro (7412 euros por mês).
“Se para o exercício de uma qualquer função, eventualmente até correspondente a uma carreira geral, se admite a opção pela remuneração de origem, por maioria de razão se deve admitir que, para o exercício de funções mais exigentes, se preveja a opção pela remuneração de origem”, justifica o Ministério das Finanças, em resposta às questões do DN.
O Governo admite que a alteração possa vir a criar novas disparidades nas remunerações dos 5100 dirigentes intermédios, mas sublinha que as diferenças já existem.
Fonte oficial acrescentou ao DN que o recrutamento de trabalhadores dirigentes não vinculados à administração pública é “excepcional”, só podendo suceder “quando se esgote a possibilidade de ocupar os cargos com trabalhadores vinculados” e mediante autorização expressa do ministro das Finanças.
Continua…



+%5B16.08.2008%5D.jpg)
