segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Os bons resultados dos alunos não surgem por acaso (5)

O que será prioritário na educação?


A revista francesa CAHIERS PÉDAGOGIQUES propõe-se dar resposta a esta questão, com a publicação de diversas reflexões sobre o assunto.

As boas notas dos alunos não surgem por acaso (4)

A refundação da escola francesa sob o ponto de vista finlandês

sábado, 13 de outubro de 2012

Professores sobem de estatuto…


Ricos professores ricos
Os professores portugueses vão subir de ricos professores a professores ricos. O governo assim os quer na proposta de orçamento para 2013.
Não podendo ir para os escalões mais altos da sua carreira há muito congelada passarão a integrar os escalões mais altos de IRS. É mais uma generosa forma de descompensação forçada. Docentes taxados como ricos têm de ser ricos à força. Pedagogicamente é a melhor riqueza. 
Por ora, segundo o relatório da rede Eurydice da Comissão Europeia, divulgado no Dia Mundial do Professor, já estão entre os mais afortunados da Europa ao lado dos espanhóis, gregos e irlandeses. Viram os bolsos dos seus rendimentos aliviados em média 20% entre 2010 e 2012. Coisa pouca.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

E se a austeridade puser em perigo a democracia?

Hollande anuncia uma nova reforma educativa

O que merece um aluno que agride uma professora?

Mardi après-midi, l'enseignante était entrée dans une classe voisine de la sienne, y constatant un important chahut, selon l'inspecteur. Quand le professeur a demandé son carnet de correspondance à l'un des élèves fauteurs de troubles, celui-ci a d'abord refusé d'obéir puis l'a giflée, selon la même source, confirmant partiellement une information du Parisien.fr.

Não há regra sem excepção!...

O que estará em preparação desta vez?...

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

domingo, 7 de outubro de 2012

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Dia Mundial do Professor


Universidade do Minho entre as melhores do Mundo


A Universidade do Minho (UMinho) está entre as 400 melhores academias do Mundo, segundo uma classificação da ‘Times Higher Education’, um suplemento do jornal ‘The Times’, que divulgou esta quinta-feira aquele estabelecimento de ensino superior.

Morreu jornalista que marcou uma época na TV

Se chegassem os discursos para mudar a situação...

Ultimamente, tem-se instalado em alguns setores da sociedade portuguesa a ideia de que a qualificação e a formação escolar de pouco ou nada servem para alcançar sucesso profissional. Reconhecendo embora que existem, de facto, muitos jovens qualificados que enfrentam o flagelo do desemprego, a questão que se coloca é a de saber se, caso não tivessem qualificações, teriam mais êxito profissional ou melhor acesso ao mercado de trabalho. A resposta é claramente negativa.
Nesta fase da vida nacional, é natural que muitos jovens, desiludidos por falta de oportunidades de mostrarem o que valem, decidam partir para outros destinos, em busca do justo reconhecimento do seu mérito.

Uma geração que não tenha futuro no seu país mais dificilmente poderá ajudar a cuidar dos seus pais, mais dificilmente poderá ajudar a inverter a quebra da taxa da natalidade.
A baixa natalidade, e as suas consequências demográficas, sociais e económicas são talvez o maior desafio que Portugal enfrenta no longo prazo, para o qual devo alertar os Portugueses.

Nesta fase, devemos adiar obras vultuosas e grandes realizações. Mas não podemos hipotecar o futuro, comprometendo o investimento na educação das nossas crianças e jovens. Esse investimento terá de ser seletivo, racional, financeiramente rigoroso, orientado por prioridades, concretizado através de uma política coerente que os Portugueses conheçam.
Temos grandes desafios pela frente. Alguns que infelizmente permanecem, como é o caso do combate ao abandono escolar. Segundo os dados publicados no último relatório anual da OCDE sobre Educação, apenas 52 por cento da população portuguesa entre os 25 e os 34 anos concluiu o Ensino Secundário, o que coloca o nosso país no 33º lugar em 36 países.
A extensão da escolaridade obrigatória até ao 12.º ano exigirá, assim, um esforço suplementar por parte dos alunos e das suas famílias, bem como uma adaptação das escolas e dos seus professores.
O desafio da qualidade do ensino renova-se à medida que o número de anos de escolaridade se alarga. Um ensino de qualidade, acessível a todos, é a melhor garantia da igualdade de oportunidades, a chave de um país justo. Ninguém pode ficar para trás.
A Educação continua a ser o melhor investimento que cada um pode fazer no seu futuro, o que é comprovado pelos mais diversos estudos internacionais.
Há que valorizar os aspetos imateriais da Educação. As famílias, as crianças e os jovens têm de perceber que vale sempre a pena estudar, trabalhar com esforço e dedicação, buscar a excelência. Não podemos permitir que se instale a ideia de que o sucesso se alcança por outros meios, de que não valerá a pena estudar, uma vez que as qualificações académicas não são garantia de um melhor futuro profissional.

Assim, todos somos chamados a refletir sobre a escola que queremos. Uma reflexão sobre os modelos de ensino, as competências e os conhecimentos que melhor respondem aos complexos desafios do mundo de hoje e melhor preparam os jovens para os enfrentar. Em suma, como pode a escola contribuir para uma maior empregabilidade dos nossos jovens e para que a educação seja um impulsionador da competitividade e da criação de riqueza no nosso país.
A verdade é que temos de trabalhar mais e melhor na ligação entre o ensino e a vida profissional, na correspondência dos conhecimentos e das competências adquiridas às necessidades da economia e das empresas, sujeitas a uma crescente competição a nível internacional.
Uma maior articulação entre as escolas e as empresas, ao longo dos diversos níveis de ensino, é um caminho que deve ser aprofundado.
Os alunos devem ser preparados ao longo do seu percurso escolar para um ambiente de maior exigência. Mas é essencial que se sedimente entre os alunos uma cultura de liberdade e de responsabilidade. Os jovens devem ter consciência de que ninguém os poderá substituir nos seus deveres e nas suas legítimas aspirações de realização pessoal.
Por sua vez, o papel dos professores tem de ser valorizado e dignificado. O reconhecimento da ação fulcral dos professores não assenta apenas em fatores materiais. Pressupõe, isso sim, a valorização da escola, em articulação com as famílias e as autarquias, como agente privilegiado de construção do futuro. A escola deve ser vista como um espaço de exigência e de oportunidades. Se ambicionamos um futuro melhor, temos de ambicionar ser melhores no futuro.
Para alcançarmos esse objetivo, insisto, o papel dos professores deve ser reconhecido e apoiado. Neste dia 5 de outubro, aniversário de uma República que se distinguiu pela sua matriz pedagógica, quero expressar o meu público reconhecimento aos professores que se dedicam e empenham na sua atividade de construtores do futuro. A todos eles, muito obrigado. Em nome do Portugal de hoje, mas também em nome do Portugal de amanhã.
É certo que várias transformações estruturais da sociedade portuguesa, com destaque para a baixa da natalidade, se irão refletir na dimensão do corpo docente. Trata-se de uma questão quantitativa, que, todavia, não retira importância aos aspetos qualitativos, à necessidade imperiosa de uma aposta consistente na qualidade do ensino.
Sei bem que tempos difíceis são tempos de contenção. Com menos, temos de fazer mais. Mais e melhor.
As funções dos professores ultrapassam em muito a estrita atividade letiva. A rede de professores, disseminada pelo País, permite detetar situações de carência, assinalar casos que necessitam da intervenção e do apoio do Estado.
Os professores têm também um papel fulcral na articulação com a sociedade civil, especialmente com as famílias. O futuro da Educação depende da participação da comunidade na vida da escola e de uma articulação profunda entre família, professores e alunos. Em tempos de crise, essa articulação tem de ser mais forte. Em tempos de crise, são estes laços, os laços mais próximos, mais presentes e mais importantes nas nossas vidas, que devem começar por unir os portugueses.
Por vezes, esquecemos que muitos dos países mais desenvolvidos o são porque as suas comunidades integraram, desde há longos anos, práticas sociais constantes de valorização da Educação e que é isso que sustenta no tempo o seu desenvolvimento.
Num tempo dominado pela pressão do imediato e pelo medo da privação de muitos dos bens materiais a que nos habituámos, não podemos esquecer o valor da educação. Temos, aliás, o imperativo republicano de o lembrar e de o colocar bem alto nas prioridades, não apenas dos responsáveis políticos, mas de Portugal inteiro.
   Extractos do discurso solene do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva
nas Comemorações do 5 de Outubro,
Dia da Implantação da República

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Governo prepara agravamento do IMI

Gravação agora descoberta demonstra que Steve Jobs antevia o futuro

Funcionários públicos assistem à vida a andar para trás...


Discurso Directo

“Funcionários públicos ficam pior do que antes”

Bettencourt Picanço, Presidente do STE, sobre as mais recentes medidas de austeridade anunciadas pelo Governo.
Correio da Manhã – Como vê a devolução de apenas um subsídio aos funcionários públicos?
Bettencourt Picanço – Esta decisão não respeita o princípio da equidade que esteve por trás da decisão do Tribunal Constitucional, por isso não nos contentamos. Mesmo a devolução de um só subsídio a partir de um certo montante entra no bolso do trabalhador apenas para ser levado pelos aumentos anunciados em sede de IRS.
Então a questão da devolução dos subsídios não fica assim encerrada para o STE?
Este problema não está arrumado. Queremos que o Governo cumpra o acórdão do Tribunal Constitucional e devolva os dois subsídios aos funcionários do Estado via o 13.º e 14.º mês. E que não dilua os montantes pelo vencimento mensal. Tem sido sempre esta a posição do STE e não iremos recuar até que o objectivo seja cumprido.
Como ficam os funcionários públicos depois deste anúncio de mais medidas de austeridade por parte do Governo?
Os funcionários públicos ficam pior do que aquilo que já estavam. Não só a devolução do subsídio não se concretiza, por causa do IRS, mas o próprio aumento da carga fiscal, que afecta todos os portugueses, deixa os trabalhadores numa situação mais complicada no próximo ano do que em 2012.
O que podem os trabalhadores do Estado fazer para evitar estas medidas de austeridade?
O Governo tem de ouvir as estruturas sindicais e negociar com os representantes dos trabalhadores do Estado. Perante mais medidas de austeridade, como as anunciadas, não pomos de parte a realização de uma greve geral. A contestação social tem vindo a subir de forma geral contra os sacrifícios exigidos.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Mais uma carga de trabalhos para os alunos do 12.º Ano

ENSINO SECUNDÁRIO

Informa-se os professores, os alunos, os encarregados de educação e o público em geral que, de acordo com a Portaria n.º 243/2012, de 10 de agosto, conforme expresso no n.º 5 do art.º 13.º - «Os exames finais nacionais realizam-se nos termos definidos no n.º 3 do artigo 29.º do Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho, e incidem sobre os programas e metas curriculares relativos à totalidade dos anos de escolaridade em que a disciplina é lecionada».
Com a alteração legislativa atrás referida, os exames nacionais das disciplinas de Português (639), Matemática A (635), História A (623) e Desenho A (706), a realizar em 2013, têm por referência os programas dos 10.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade.
Informações adicionais podem ser consultadas nas Informações-Exame, a publicar oportunamente.
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Nota: Informação disponibilizada no sítio do GAVE

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

sábado, 29 de setembro de 2012

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

OPINIÃO > Santana Castilho: «A OCDE põe a nu afirmações falsas do ministro»



A OCDE põe a nu afirmações falsas do ministro 
por Santana Castilho *
PÚBLICO, 26/09/2012
A OCDE publicou o seu habitual relatório Education at a Glance, com o qual pretende influenciar as políticas seguidas pelos países membros, em obediência aos dogmas da economia de livre mercado. Se é certo que a educação não pode ignorar as realidades económicas, não menos certo é que a sua missão primeira é desenvolver pessoas, que não mercados. Eis a razão por que olho com reserva o que a OCDE conclui sobre os sistemas educativos. Porém, é de estudos da OCDE, adulterados ou parcialmente lidos, que os detractores dos professores e da escola pública se socorrem muitas vezes para envenenar a opinião pública. Por isso, faz sentido trazer a público alguns dados que desmentem as últimas atoardas propaladas.
São as escolas mais autónomas? Não! 78 por cento das decisões são tomadas a nível central e 22 por cento a nível das escolas (dados de 2011, gráfico D6.1, publicação em análise). A autonomia das escolas melhorou, como diz o discurso oficial? Não! Foi reduzida para metade! Em 2007, as escolas tomavam 43 por cento das decisões (gráfico D6.6). 
Nuno Crato disse na TVI que a população escolar tinha diminuído em 200 mil alunos nos últimos três anos. Não é verdade. A população escolar teve um crescimento de 71.883 alunos, como fundamentei no meu artigo de 12.9.12. Ao “Sol” (7.9.12) disse o ministro: “… A natalidade diminuiu, o número de estudantes diminuiu, daqui a quatro anos vai diminuir ainda mais …”. Falso, diz também a OCDE! Nas projecções que estabelece para 2015 (gráfico C1.3) consta um decréscimo de alunos (dois por cento) na faixa etária dos cinco aos 14 anos, largamente compensado com o acréscimo (10 por cento ou mais) para a classe dos 15 aos 19 anos. A OCDE, comentando o quadro citado, refere como excepção aos reflexos da demografia no número de alunos matriculados os casos da Dinamarca, Noruega, Israel, Luxemburgo, México, Portugal e Turquia. Nuno Crato ignorou que acabaram de chegar ao sistema os primeiros alunos atingidos pela extensão do ensino obrigatório até aos 18 anos. E ignorou que cerca de 50 por cento da população jovem ainda não completa o ensino secundário. É grave, seja qual for a razão por que o fez. 
A frase malévola “temos menos alunos por professor do que a Áustria”, deixada cair por Nuno Crato na entrevista ao “Sol”, é esclarecida pela OCDE, no que importa. O tamanho médio das turmas portuguesas em 2010, antes portanto das alterações determinadas por Nuno Crato, é superior, portanto pior, à média da OCDE e ao tamanho das turmas na Áustria (gráfico D2.2). Se nos ativermos ao ensino básico, a posição da Áustria é mais favorável (10 níveis de diferença) que a de Portugal (gráfico D2.1). Com o aumento do número de alunos decretado por Nuno Crato, sairemos do meio para a cauda da tabela. Que pretendeu o ministro, que não tem carência de conhecimento para interpretar indicadores estatísticos, quando se alistou no grupo dos que confundem a dimensão das turmas, com que os professores realmente trabalham, com uma relação descontextualizada entre os números totais de professores e alunos? Confundir, deliberada e maliciosamente, a opinião pública? Essa relação directa só permitiria comparações quando corrigida por variáveis que Nuno Crato não pode ignorar, a saber, entre outras: número de disciplinas por aluno (uma só turma pode ter uma dezena de professores); professores absorvidos pela infernal máquina administrativa do ministério; professores destacados em sindicatos; professores afastados do sistema, por desempenho de outras funções públicas não relacionadas com a educação; professores com horários exíguos, contabilizados como se tivessem horários completos; professores com redução da componente lectiva, por problemas de doença; professores envolvidos no Programa Integrado de Educação e Formação (último recurso para jovens problemáticos, que supõe turmas muito pequenas e tutorias especiais); professores que suprem necessidades educativas especiais (cegos, surdos, deficientes motores ou mentais, por exemplo) e número de horas consumidas pelos professores em tarefas burocráticas, grotescamente inúteis. 
Observada no conjunto dos indicadores, a fotografia do país não é boa. Mas quando os gráficos reflectirem as inevitáveis consequências sobre os alunos da degradação da actividade profissional dos docentes e da precariedade e insegurança que Nuno Crato lhes vem impondo, ficará bem pior. Portugal tem, pelo menos, três talibans no Governo: Gaspar, Passos e Crato. Vivem obcecados por um problema circunstancial, financeiro, sem entenderem que os cortes cegos em áreas estratégicas, como é a educação, comprometem o futuro e pioram o imediato. Do seu consulado vão resultar jovens menos autónomos e felizes e adultos mais pobres e desesperados. É inaceitável para Portugal. 
            * Professor do ensino superior (s.castilho@netcabo.pt)

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Espanhóis manifestam-se contra os políticos

Manifesto PARA A EDUCAÇÃO DA REPÚBLICA

Influência da TV?


O que vestir no local de trabalho?

Dia Europeu das Línguas


Dia Europeu das Línguas: uma magia multilingue, dos encontros e cocktails poliglotas a uma divertida imersão total nas bibliotecas
Ninguém se poderá queixar de falta de celebrações: a cerimónia de entrega do prémio de tradução científica e técnica da União Latina, na Faculdade de Letras de Lisboa, uma sessão de encontros poliglotas, em Praga, um café multilingue, em Sofia, um desafio de rap, em Åarhus, um cocktail-bar das línguas europeias em Budapeste, uma soirée de poesia estrangeira, em Cardiff, e uma imersão linguística em 30 bibliotecas de Berlim, são alguns dos principais acontecimentos do Dia Europeu das Línguas que terão lugar em toda a Europa, amanhã, 26 de setembro.
 (Desenvolvimento em IP/12/1005, MEMO/12/703)

sábado, 22 de setembro de 2012

Já não faz falta?

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Processo para o reconhecimento foi iniciado há 14 anos

Anunciadas metas curriculares para mais disciplinas


O Ministro da Educação e Ciência anunciou ontem a intenção de serem apresentadas metas curriculares respeitantes às disciplinas de História, Geografia, Ciências Naturais, Físico-Química e Inglês.
O desejável é que as metas tenham em conta o programa em vigor e sejam apresentadas às respectivas associações de professores, antes de serem tornadas públicas, de modo a que as mesmas não se transformem num novo programa…

Ministro da Educação e Ciência na Assembleia da República



quarta-feira, 19 de setembro de 2012