segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Sindicatos e MEC negociam nova ADD
Entre hoje e depois de amanhã passam pelo Ministério da Educação mais de uma dezena de sindicatos.
domingo, 21 de agosto de 2011
«Dúvidas e mais dúvidas»
Dúvidas é, assim, o que os sindicatos mais têm para já em relação ao modelo de avaliação docente, em vésperas de começar a negociação, com as principais organizações a prepararem listas longas de perguntas. “Quanto mais olhamos [para o modelo de avaliação proposto] mais perguntas e menos certezas temos”, ilustrou Mário Nogueira. Para já, a Fenprof não espera “nada” para além de “perceber o que querem dizer, e o que está por trás de aspectos pouco claros” de cuja exequibilidade duvida.
“Não queremos uma avaliação complexa, mas há neste modelo coisas feitas de maneira muito vaga e simplista. Queremos sobretudo perceber como é que as coisas funcionam”, acrescentou. A maneira como serão avaliados os professores destacados para avaliar os outros é uma das principais dúvidas da Fenprof, que quer saber como é que será criada a “bolsa de avaliadores externos”. “São as próprias escolas a que pertencem que os designa? São as outras escolas? E nesse caso quem vai pagar deslocações e que reduções de horário vão ter esses professores avaliadores?”, questionou.
► Texto integral no PÚBLICO
«OS INDEPENDENTES»
No meio da crise financeira, económica e, muito especialmente, de valores que este mundo globalizado enfrenta, está a impor-se crescentemente perante a opinião pública a figura política do chamado ‘independente’.
Não se trata de um personagem novo, mas a sua relevância social e política, tal como atualmente surge aos olhos dos cidadãos, é relativamente recente.
Este facto não deveria deixar ninguém indiferente pelos motivos que estão subjacentes à sua popularidade.
Com efeito, se ‘independente’ significasse apenas não ter filiação partidária, a questão não seria relevante, bem pelo contrário.
O recurso aos independentes é sempre positivo porque, desde que associado à competência, significa o alargamento do campo de recrutamento dos protagonistas políticos, em vez de essa seleção se afunilar aos militantes dos partidos políticos.
Só que a ideia do mérito do ‘independente’ não se limita a este aspeto meramente partidário, mas antes ao facto de ser apresentado como um penhor de isenção perante questões de natureza pública, alguém que por não estar supostamente obrigado a fidelidades partidárias está em melhores condições para decidir de acordo com o interesse coletivo.
Sendo este o mais elementar princípio ético exigível a quem desempenha funções públicas, percebe-se a sua crescente aceitação na opinião pública.
A independência passou a estatuto, uma mais-valia no currículo, um atributo determinante para o desempenho de funções públicas.
Os próprios responsáveis políticos reforçam esta convicção quando sublinham e louvam o apartidarismo dos selecionados, o que é uma forma enviesada de reconhecer que os militantes dos partidos políticos não são os mais isentos na defesa do interesse público porque se deixariam facilmente subjugar por outros interesses em busca de benesses apetecíveis.
Ainda há dias, a sra. Merkel propunha a constituição de um organismo destinado a acompanhar a execução de certas políticas por parte dos países membros da União Europeia, donde decorreria a aplicação de sanções aos países incumpridores, mas exigia como critério que os membros desse organismo fossem independentes!
Infelizmente as reservas ao comportamento dos políticos têm, em muitos casos, o seu fundamento mas como o sistema democrático se baseia em partidos políticos o caminho é regenerá-los, credibilizá-los e enobrecê-los e não estigmatizá-los no discurso oficial.
Convém lembrar que a filiação num partido político não pode ser subestimada porque é a forma mais transparente de atuar perante os cidadãos.
Trata-se de uma opção individual que tem o mérito de o identificar e expor ao debate as principais ideias que se defendem e pelas quais se está disposto a lutar sem ser de forma clandestina ou secreta.
Combater os erros dos partidos políticos através da sua secundarização é não atacar o essencial.
Depois não se queixem.
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Expresso N.º 2025 | 20 AGOSTO 2011
sábado, 20 de agosto de 2011
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Um livro sobre o Ensino, que põe o dedo na ferida
«A Minha Sala de Aula é uma Trincheira»
“Qualquer um vai para professor. Os professores não sabem ensinar, na realidade não se preocupam com os alunos. Têm uma boa vida, estão sempre de férias. Não querem ser avaliados. Os pais indignam-se. Como é possível que haja miúdos a falar ao telemóvel dentro da sala de aula? O meu filho não bateu no professor! Bárbara Wong, jornalista com vários anos dedicados à área da Educação, falou com professores, pais e estudantes de todo o país para conhecer as suas histórias. O resultado é este livro perturbador que nos conta o que verdadeiramente se passa na sala de aula dos nossos filhos. Sem tentar desculpabilizar ou demitir os professores das suas funções, porque, como em todas as profissões, há bons e maus profissionais. Mas pondo o dedo na ferida. Ao longo destas páginas vamos conhecer Jonas, que trabalhou até ao último dia da sua vida com um cancro na língua, depois de várias juntas médicas e recusas de reforma, Adriana, que foi agredida por uma mãe por ter proibido o aluno de atender o telefone na sala, etc.”
Apresentação do livro «A Minha Sala de Aula é uma Trincheira», da Bárbara Wong, no sítio da Bertrand
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Efeito dos ‘rankings’?
A um mês do início das aulas, há alunos que ainda desconhecem onde vão estudar. Os responsáveis das escolas apontam o dedo à divulgação de rankings que fizeram com que as preferências dos pais recaíssem em apenas alguns estabelecimentos.
► PÚBLICO
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
O essencial sobre a Avaliação do Desempenho dos Docentes
O que é preciso saber sobre o projecto de Avaliação do Desempenho dos Docentes proposto por Nuno Crato
1 — Qual é o objectivo da avaliação?
«1 — A avaliação do desempenho do pessoal docente visa a melhoria da qualidade do serviço educativo e das aprendizagens dos alunos, bem como a valorização e o desenvolvimento pessoal e profissional dos docentes.
2 — Para além dos objectivos estabelecidos no n.º 3 do artigo 40.º do ECD, o sistema de avaliação do desempenho visa ainda permitir diagnosticar as necessidades de formação dos docentes, devendo estas ser consideradas no plano de formação de cada agrupamento de escolas ou escola não agrupada.» (Artigo 3.º)
2 – Quais são as dimensões a avaliar?
«1 — A avaliação do desempenho dos docentes incide sobre três dimensões do trabalho docente:
a) Científica e pedagógica;
b) Participação na escola e relação com a comunidade;
c) Formação contínua e desenvolvimento profissional.
2 — Os avaliadores, os coordenadores e os membros dos órgãos de gestão são avaliados pelo Director em função da qualidade do trabalho realizado nas suas funções.» (Artigo 4.º)
3 – Qual é o âmbito temporal da avaliação?
«1 — Professores do quadro:
a) Os ciclos de avaliação coincidem com os escalões da carreira docente;
b) O processo de avaliação do desempenho é concluído no final do ano escolar anterior ao ano da progressão do docente na carreira.
2 — No caso dos Professores contratados, o ciclo de avaliação corresponde à duração do contrato, tendo como limite mínimo 180 dias de serviço lectivo efectivamente prestado.
3 — No caso dos Professores em período probatório, o ciclo de avaliação corresponde a um ano escolar.» (Artigo 5.º)
4 – Quais são os elementos que servirão de referência à avaliação?
Servirão de referência à avaliação os objectivos e as metas fixadas no projecto educativo do agrupamento de escolas ou da escola não agrupada, os parâmetros estabelecidos para cada uma das dimensões aprovados pelo Conselho Pedagógico e os parâmetros estabelecidos a nível nacional para a avaliação externa por órgão a designar.» (Artigo 6.º)
5 – Que tipo de avaliação será efectuada?
Haverá dois tipos de avaliação, que se complementam: interna e externa. A avaliação interna é efectuada pela escola do docente e realizada em todos os escalões, com as excepções previstas A avaliação externa centrada na observação de aulas, é efectuada por avaliadores externos, nas situações previstas. (Artigo 7.º)
6 – Quem intervém no processo de avaliação?
«São intervenientes no processo de avaliação do desempenho docente:
a) O Presidente do Conselho Geral;
b) O Director;
c) O Conselho Pedagógico;
d) A Secção de Avaliação de desempenho docente do Conselho Pedagógico, constituída pelo Director que preside e por quatro docentes de entre os membros do Conselho;
e) Os avaliadores;
f) Os docentes do quadro, contratados e em período probatório.»
(Artigo 8.º)
7 – Quem são os avaliadores?
O Director avalia os avaliadores, os coordenadores e os membros dos órgãos de gestão. No caso da avaliação interna, o coordenador avalia os colegas do seu departamento curricular ou então designa um professor. No que diz respeito à avaliação externa (aulas assistidas), são os professores de outras escolas integrados numa bolsa com docentes de todos os grupos de recrutamento.
8 – Quais são as competências do avaliador interno?
«1 — O avaliador interno é o Coordenador de departamento curricular ou quem ele designar.
2 — Compete ao avaliador interno a avaliação do desenvolvimento das actividades realizadas pelos avaliados nas dimensões previstas no artigo 4.º através:
a) Do registo nos documentos aprovados pelo Conselho Pedagógico para esse efeito;
b) Da análise do Projecto docente;
c) Da apreciação do Relatório de auto-avaliação.» (Artigo 14.º)
9 – Quais são as competências do avaliador externo?
«1 — O avaliador externo integra uma bolsa de avaliadores constituída por docentes de todos os grupos de recrutamento.
2 — Tem como competências proceder à avaliação na dimensão c científica e pedagógica dos docentes sujeitos à avaliação externa.» (Artigo 13.º)
10 – Quais são os documentos de registo do processo de avaliação?
«1 — O processo de avaliação é constituído pelos seguintes documentos:
a) O Projecto docente;
b) Registo de participação nas dimensões previstas no artigo 4.º;
c) Relatório de auto-avaliação e a sua apreciação qualitativa pelo avaliador.» (Artigo 16.º)
11 – Qual é o papel do Conselho Pedagógico na avaliação dos docentes?
O Conselho Pedagógico elege quatro professores que integrarão a Secção de Avaliação e aprova o documento de registo e avaliação do desenvolvimento das actividades realizadas pelos avaliados nas dimensões previstas no artigo 4.º.
12 – Quais são as competências da Secção de Avaliação?
«Compete à Secção de Avaliação do Desempenho Docente do Conselho Pedagógico:
a) Assegurar a aplicação do sistema de avaliação de desempenho tendo em consideração, designadamente o projectivo educativo da escola;
b) Calendarizar os procedimentos de avaliação;
c) Conceber e publicitar o instrumento de registo e avaliação do desenvolvimento das actividades realizadas pelos avaliados nas dimensões previstas no artigo 4.º;
d) Acompanhar e avaliar todo o processo;
e) Aprovar a classificação final integrando e harmonizando as propostas dos avaliadores, garantindo o rigor e a aplicação das percentagens de diferenciação de desempenhos, cabendo-lhe validar as avaliações de desempenho de Muito Bom, Excelente e Insuficiente. » (Artigo 12.º)
13 – Quais são as Competências do Director?
Compete ao Director conduzir o processo de avaliação do desempenho docente, assegurar as condições necessárias ao processo e homologar a decisão final, assim como apreciar e decidir as reclamações.» (Artigo 10.º)
14 – Quais são os efeitos da avaliação?
● Excelente — permite uma bonificação de um ano na progressão da carreira, produzindo efeitos no escalão seguinte;
● Muito bom — bonificação de seis meses na progressão na carreira docente, a usufruir no escalão seguinte;
● Excelente ou Muito Bom nos 4.º e 6.º escalões — permite, respectivamente, a progressão aos 5.º 7.º escalões sem estar dependente de vagas;
● Bom ou mais — é considerado o período de tempo a que respeita para efeitos de progressão na carreira;
● Insuficiente ou Regular — determina a obrigatoriedade de um plano de formação do docente a realizar no ciclo avaliativo seguinte. As duas notas não permitem avançar na carreira, sendo que no caso dos professores de quadro que obtiverem insuficiente por duas vezes, será instaurado um processo de averiguações. Para os contratados, duas menções de Insuficiente, determinam a sua exclusão dos concursos.
15 – Todos os docentes estão sujeitos à avaliação?
Não. Os professores no oitavo escalão da carreira, desde que, em todas as avaliações, tenham obtido, no mínimo, a classificação de Bom, estão isentos da avaliação. Os docentes dos 9.º e 10.º escalões estão também isentos da avaliação, assim como aqueles que reúnam as condições de aposentação.
Nota: Neste momento, não há nenhum docente no 10.º escalão, pois estavam congeladas as progressões quando saiu o Estatuto da Carreira Docente que criou este novo escalão, o que ainda se verifica.
Nuno Crato sublinha que “o problema central das escolas não é a avaliação dos professores”
O ministro da Educação e da Ciência, Nuno Crato, defendeu hoje, em Gouveia, que, “mais que computadores ou quadros interactivos, o que mais falta faz nas escolas é empenho”.
Nuno Crato afirmou que é “necessário fazer melhor com menos meios” e que isso obriga ao “empenho” de todos — professores, alunos e pais.
Em Gouveia, no discurso proferido nos paços do concelho, o ministro salientou a necessidade de “haver mais disciplina e respeito pelos professores”, tanto da parte dos alunos como dos educadores.
“O problema central das escolas não é a avaliação dos professores”, considerou também Nuno Crato, adiantando que está a trabalhar para que este modelo de avaliação seja “o mais justo possível”.
O ministro quer dar maior autonomia às escolas, às autarquias e às populações para que sejam elas as protagonistas nas mudanças e afirmou que o seu ministério dará todo o apoio.
(…)
► PÚBLICO
Ministro admite alterações à Avaliação de Professores
O ministro da Educação e da Ciência (MEC), Nuno Crato, realçou hoje, segunda-feira, que o novo modelo de avaliação de professores proposto pelo Governo na passada sexta-feira “é uma proposta aberta” e que “pode ser sujeita a alterações”.
“É uma proposta aberta, que ainda está em discussão e pode ser sujeita a alterações”, disse Nuno Crato durante uma visita a Gouveia.
O ministro reconheceu que existem entre 20 a 40 mil professores que não vão ser avaliados.
Questionado sobre porque é que os professores mais velhos vão ficar de fora do processo de avaliação, Nuno Crato disse que considera que é sobre os outros, que estão a iniciar ou no meio da carreira, que é necessário fazer a avaliação.
domingo, 14 de agosto de 2011
sábado, 13 de agosto de 2011
ADD: Governo propõe novo modelo, mas sindicatos mostram algumas reservas
Governo propõe novo modelo de avaliação de professores mas sindicatos com reservas a quotas
A FNE e a FENPROF não concordam com a existência de quotas, mas aceitam ciclos de avaliação mais longos. Os professores no topo da carreira ficam isentos de avaliação. O novo modelo de avaliação de professores vai ser negociado a partir do próximo dia 22.
► RTP
«Governo quer avaliação interna e externa para ‘profs’»
A proposta de novo modelo de avaliação de professores prevê uma avaliação interna, feita em todos os escalões e na escola do docente, e uma externa, centrada na observação das aulas e realizada por avaliadores externos.
O projecto de avaliação de desempenho docente, entregue na sexta-feira aos sindicatos, prevê isenção de avaliação para os professores no oitavo escalão da carreira, desde que, em todas as avaliações, tenham obtido, no mínimo, a classificação de Bom, estejam no nono e décimo escalões ou reúnam as condições de aposentação.
Segundo a proposta de regulamentação, divulgada pelo Ministério da Educação, será constituída, para os casos de avaliação externa, uma bolsa de avaliadores formada por docentes de todos os grupos de recrutamento.
A observação das aulas exigida para o efeito será feita no último ano do ciclo de avaliação docente, sendo obrigatória para os professores em período probatório e nos segundo e quarto escalões da carreira. Poderá ser requerida, em qualquer escalão, para atribuição da menção Excelente.
A primeira ronda negocial entre Governo e sindicatos está agendada para dias 22 e 23.
De acordo com o documento, compete ainda ao avaliador externo aferir a dimensão científica e pedagógica dos professores.
Nas situações de avaliação interna, o avaliador é o coordenador de departamento curricular ou quem ele designar.
(…)
E que tal uma avaliação interna e externa dos docentes?
Novo modelo prevê avaliações de professores interna e externa
A proposta de novo modelo de avaliação de professores prevê uma avaliação interna, feita na escola do docente, e uma externa, centrada na observação das aulas e realizada por avaliadores externos.
► PÚBLICO
Leitura rápida do novo projecto de ADD
- Embora não esteja bem explícito, parecem existir quotas;
- Não parecem existir efeitos para concurso, apenas bonificações na progressão.
- Não há avaliação para quem esteja nos 8.º, 9.º e 10.º escalões;
- As aulas assistidas existem apenas no último ano de cada ciclo avaliativo que será realizado no último ano de mudança de escalão, excepto para os contratados. Haverá uma avaliação interna e outra externa, esta a cargo de avaliadores vindos de outras escolas. As aulas assistidas são obrigatórias em período probatório, nos 2.º e 4.º escalões e para ser atingida a menção qualitativa de Excelente.
- Os Objectivos Individuais transformam-se em Projecto Docente, mas a sua apresentação continua opcional.
- O Relatório de Auto-Avaliação é anual, mas com o limite de 3 páginas;
- A Secção de Avaliação de Desempenho é nomeada pelo Conselho Pedagógico.
MEC apresenta projecto de Avaliação do Desempenho dos Docentes
O Ministério da Educação e Ciência acabou por cumprir a sua promessa de apresentar um novo projecto de Avaliação do Desempenho dos Docentes no dia 12 de Agosto, pois a FENPROF afirma ter recebido a referida proposta às 23h30.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Quem não se sente…
Carlos Reis, coordenador dos novos Programas de Português do Ensino Básico escreve hoje no jornal PÚBLICO sobre a formação inicial dos professores de Língua Portuguesa e Português, os programas, a terminologia linguística e a avaliação dos professores... Às tantas, pergunta: “Com o devido respeito, formulo uma pergunta que talvez pareça provocatória: os professores de Português sabem português com a profundidade que se exige a quem ensina? Estudaram devidamente o idioma, a sua história, os seus cambiantes socioletais e as suas variações geolinguísticas? Dominam a gramática da língua e a sua terminologia? Conhecem os escritores que têm feito do português um grande idioma de cultura? Leram Sá de Miranda, Herculano, Camilo, Cesário Verde, Machado de Assis, Carlos de Oliveira, Agustina ou Luandino Vieira? Distinguem-nos dos pífios escritores da moda “consagrados” em livros escolares pouco criteriosos? Dispõem de instrumentos e de disposição para indagações linguísticas e literárias que vão além das banais ferramentas da Internet? As perguntas são embaraçosas, mas têm que ser feitas, mesmo sabendo-se que há exceções ao que temo seja a regra.”
Nota: Tive conhecimento deste extracto do artigo de opinião de Carlos Reis através do blogue Educar em Português.
Comentário:
Se Carlos Reis temia ser regra a ideia que faz dos Professores de Língua Portuguesa/ Português, por que razão aceitou coordenar os novos Programas de Português do Ensino Básico? Se tivermos em conta as suas dúvidas, os docentes serão incapazes de aplicar os novos programas, pelo que terá andado a perder o seu tempo… Triste figura faz este Professor Universitário ao colocar-se num nível superior a toda esta “ralé” que existe nas escolas portuguesas!...
Um Professor de tanto gabarito deveria saber que quando o verbo ter exprime o sentido de “dever”, “obrigação” a preposição que o rege é de (“As perguntas são embaraçosas, mas têm que ser feitas…”). Qualquer gramática modesta ensina isto…
Um Professor de Língua Portuguesa
O prometido não é devido?
Onde está o novo modelo de Avaliação do Desempenho dos Docentes?
O Ministro da Educação e Ciência anunciara o dia 12 de Agosto como a data de apresentação de um novo modelo de Avaliação do Desempenho dos Docentes. Até esta hora (23:18), nada foi apresentado nem sequer foi dada qualquer desculpa. Terá havido alguma falha informática?
Pais compreendem medidas tomadas pelo Governo
Reacção às medidas anunciadas pela tutela
Associações de Pais compreendem medidas do Governo para o Ensino Básico
12.08.2011 — 12:17 Por Lusa
A Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) compreende o encerramento de escolas do 1.º ciclo do Ensino Básico e o aumento de 24 para 26 do número de alunos por turma anunciados pelo Governo.
Albino Almeida disse que estas são medidas que a Confap “compreende” apesar de não serem o “ideal”. Relativamente ao movimento da rede escolar, o representante da confederação entende que o encerramento das escolas “decorre do decréscimo do número de alunos” e é uma “situação que se vai agravar”.
O Ministério da Educação e Ciência anunciou na quarta-feira o encerramento de 297 escolas do primeiro ciclo do Ensino Básico no próximo ano lectivo, a maior parte no norte do país. Em comunicado, a tutela afirma que os alunos das escolas que não vão abrir no próximo ano lectivo serão mudados para “centros escolares ou escolas com infra-estruturas e recursos que permitem melhores condições de ensino”.
“É preciso juntar crianças em centros escolares para que possamos lá ter tudo aquilo que essas crianças necessitam”, defendeu Albino Almeida que entende a “desconfiança” das famílias e reconhece os problemas do acréscimo do custo dos transportes para as autarquias.
“Percebo a ansiedade dos pais, que vêem os alunos mudar para longe da zona de residência, percebo também as dificuldades de algumas autarquias para garantir o transporte, mas o superior interesse das crianças tem de prevalecer. Nós não podemos pensar que uma criança socializa numa escola onde tem cinco, 10 ou menos de 20 alunos”, disse.
O Ministério anunciou igualmente o aumento de 24 para 26 do número máximo de alunos por turma no primeiro ciclo do ensino básico. Albino Almeida afirmou que a Confap já tinha mantido conversas com o anterior Governo “sobre a eventualidade de alargar o número de alunos no 1.º ciclo quando isso pudesse resolver o problema dos alunos estarem todos no mesmo ano de escolaridade”. “Quando há poucas crianças há tendência para agrupar quatro anos de escolaridade numa turma. Isto é brutal”, reconheceu Albino Almeida.
Numa nota publicada quarta-feira no seu portal, a Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular justifica a redefinição do limite máximo de alunos por turma com a “procura excepcional de matrículas” e as “dificuldades sentidas pelas famílias, escolas e agrupamentos de escolas na colocação dos alunos”.
► PÚBLICO













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