Este é um espaço onde poderei dar conta das minhas reflexões, alegrias, inquietações e também das minhas indignações. Deixo claro que não hipotequei a minha liberdade a nenhum partido político. Tal como escreveu o ilustre escritor Miguel Torga, meu comprovinciano, «Não posso ter outro partido senão o da liberdade»...
O folhetim dos exames ainda mal começou, mas os primeiros capítulos prometem um longo e sumarento enredo. A ministra da Educação, Isabel Alçada, está apostada em “acabar com os chumbos” nas escolas, porque (pensa Sua Excelência) “reprovar não serve para ajudar os alunos”. Sabe-se o que inspira esta “ideia”: o triunfo da sociedade do facilitismo e da irresponsabilidade. Sabe-se também o que a impele: a conveniência de, nas estatísticas, o Governo poder exibir um quadro de “sucesso” e de “qualificação”, mesmo que não passe tudo de uma mentira. Só não se sabe é por que razão não propõe a ministra a extinção, pura e simples, das aulas, dos professores e do ensino. Pela sua linha de pensamento, seria mais coerente conceder logo o doutoramento aos recém-nascidos. Poupava dinheiro e obtinha o mesmo resultado.
Possibilidades
O extraordinário alvitre de Isabel Alçada levantou um coro de protestos entre professores e pais, e também entre políticos ainda não completamente rendidos à “lógica” do laxismo. Mas, na emenda, a ministra fez ainda pior do que no soneto: invocando “o progresso, o desenvolvimento e a melhoria das competências dos portugueses”, ameaçou que o fim dos ‘chumbos’ “não será uma medida isolada”. Não tendo desenvolvido esta nova “ideia”, Isabel Alçada deixa caminho aberto a todas as suposições. Por exemplo: será que os alunos mais cábulas vão ser premiados com viagens às Bahamas? Será que pretende criar uma figura de “chumbo excepcional” para os estudantes que realmente estudem? Será que quem mais faltar às aulas terá direito a três mestrados de bónus? Tudo é possível...
“Resultados”
Ainda assim, Sua Excelência concede que “não é intenção acabar imediatamente com os chumbos”, mas sim “abrir um debate público com os professores, os directores das escolas, com os pais e com a sociedade em geral”. Se esse “debate público” for igual àquele a que o Governo de Sócrates nos habituou, estamos conversados. O caminho, seja como for, está apontado pela própria ministra: “Temos maus resultados e precisamos melhorá-los”. Aplicado este lindo “princípio” a outros sectores da vida social, teríamos isto: para acabar com as listas de espera nos hospitais, punha-se fim às operações; e para pôr fim à crise na economia, acabava-se com o Banco de Portugal e o Tribunal de Contas. A realidade não importa: o que conta é a estatística!
Público/ privado
Neste triste universo do ensino estatal terão de ingressar, já no próximo ano lectivo, muitos alunos que até agora estudavam em escolas privadas. É a crise: com o dinheiro contado ao cêntimo, subiram exponencialmente as inscrições nas escolas oficiais. “Há famílias com problemas de desemprego que não conseguem manter os seus filhos no ensino particular e cooperativo”, lembra Rodrigo Queiroz e Melo, director executivo da Associação destes estabelecimentos de ensino. “A subida na procura das escolas públicas fez esgotar as vagas”, informa por seu lado Álvaro Almeida dos Santos, presidente do Conselho de Escolas. Pouco importa, contudo: se é para passar de ano sem nunca fazer exame, para quê gastar dinheiro?
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O Diabo3 de Agosto de 2010 | Ano XXXIII | N.º 1753
A Educação voltou à ribalta, desta vez por causa do fim das reprovações.
Curiosamente, numa altura em que se ficou a saber que os resultados da disciplina de Matemática voltaram a piorar. As análises feitas nos últimos dias revelaram (apenas) uma coisa em comum: a diversidade de diagnósticos… e de soluções para o problema. Se o leitor tiver estado atento a essas opiniões, a esta altura estará a fazer duas perguntas: como é possível reformar a Educação com ideias tão diferentes (em alguns casos diametralmente opostas)? Como é possível reformar a Educação sem rupturas?
As duas perguntas têm resposta óbvia: não é possível. Isto é, não vale a pena os Governos procurarem consensos com todas as forças políticas porque as propostas em jogo são inconciliáveis. O que leva a concluir que não se pode reformar a Educação sem rupturas.
Dir-se-á que foi isso que fez Maria de Lurdes de Rodrigues, com o apoio de José Sócrates, de 2005 a 2008. Não foi. Porque o PS falhou num ponto: não partilhou o seu projecto com o outro partido de Poder, o PSD. Enquanto não houver um acordo sobre cinco ou seis princípios (basta esses!) que devem nortear a Educação em Portugal, nada vai mudar. Continuaremos a assistir a propostas avulsas (como o salto do 8.º para o 10.º ano e, agora, a questão das reprovações), que não resolvem nada. Mais: as propostas avulsas, pelo "ruído" que provocam, são o melhor aliado dos "lobbies" instalados, mais preocupados com os seus interesses do que com a qualidade da Educação. Isabel Alçada ainda não percebeu isso?
Chumbo é uma palavra pesada. É um sentimento tóxico.
É heavy-metal para os ouvidos elegantes do Ministério da Educação, cujas mãos doces se têm entretido, nas últimas décadas, a destruir qualquer vestígio de exigência no nosso ensino. O facilitismo nacional nasce do ovo chocado pelo Ministério da Educação. O epílogo foi agora anunciado pela ministra, como um milagre esperado: nasceu uma nova era em que não é preciso estudar e apreender para se passar e, para, no futuro se ser licenciado. Na realidade, chumbo é uma palavra que já foi proscrita há muito em nome das estatísticas. Em seu lugar surgiu, abençoada, a palavra retenção. Chumbo significa exigência na educação e é contra isto que este Ministério luta há anos. A educação é hoje, por aqui, uma actividade bacana. Afinal, para os seus dirigentes, a educação é um acampamento hippie, sem hierarquias, sem regras e sem objectivos. O problema é que esta mentalidade bacana tem fiéis seguidores neste País, a começar por quem grita "revolução!" quando Isabel Alçada acendeu o fogo de artifício da possibilidade do fim dos chumbos no ensino obrigatório. Para ver se pega. O fim dos chumbos é o último prego no caixão daquilo a que chamávamos educação em Portugal. É mostrar aos jovens que não vale a pena o esforço, porque o facilitismo é uma forma de vida. A ministra Isabel Alçada decretou a retenção da educação. Anunciou o chumbo do bom-senso. É uma acção de graças: a ministra quer tornar Portugal uma comunidade de orgulhosos iletrados que vive em festa permanente.
É um Despacho Conjunto assinado pelo Secretário de Estado do Emprego e Formação Profissional e pela Ministra da Educação. Representa o regresso de Valter Lemos às lides da Educação. O diploma tem a marca de Valter Lemos. Vejam o ridículo da quantidade de legislação revogada. Ler e interpretar este despacho é um martírio. Chega em Agosto quando os docentes estão de férias. Objectivo: aumentar a carga horária de trabalho dos docentes que coordenam Cursos de Educação e Formação e racionalizar a oferta de CEF.
Isabel Alçada lançou debate sobre eliminação de chumbos, que Conselho de Escolas também propôs.
À primeira reprovação de um aluno, seguem-se muitas vezes novas retenções ou até o abandono escolar. A constatação é de Álvaro dos Santos, presidente cessante do Conselho de Escolas, e é um dos argumentos que levou este órgão consultivo do Ministério da Educação a defender, antes mesmo da ministra lançar o debate, que “em regra não deve haver retenção de alunos” no ensino primário nem secundário geral. Com excepção para os 6.º e 8.º anos, mas apenas quando “se verifique uma atraso significativo nos domínios considerados essenciais” e sempre com a “concordância do encarregado de educação”.
A proposta do Conselho de Escolas para a revisão curricular deverá ser entregue em breve à ministra da Educação, mas antes disso Isabel Alçada decidiu lançar o debate que promete dividir todos os envolvidos, com sindicatos, partidos políticos e associações de país a mostrarem muitas reservas quanto à eliminação das reprovações.
As retenções “não têm contribuído para a qualidade do sistema” educativo defendeu, em entrevista ao Expresso, Isabel Alçada, dando como exemplo os países nórdicos que implementaram esta política (ver caixa) e salientando que o objectivo será sempre o de “melhorar o desempenho dos alunos” e encontrar “novas formas de combater o insucesso escolar”.
No mesmo sentido, Álvaro dos Santos explicou ao Diário Económico que, através de um estudo realizado no concelho de Vila Nova de Gaia sobre o abandono precoce no ensino secundário, concluiu que “na origem do abandono estava sempre uma desvinculação cognitiva, que muitas vezes acontecia numa reprovação. E depois da primeira seguiam-se outras”.
Apesar de acreditar que com as reprovações “são maiores as perdas do que os ganhos”, o presidente do Conselho de Escolas — que será substituído por uma nova direcção já em Setembro — reconhece que é preciso uma escola mais flexível para “desenvolver os conhecimentos e as capacidade” de cada aluno. Também Albino Almeida, presidente da Confederação das Associações de Pais, defende que a aplicação deste modelo “implica um outro conceito de escola, uma escola que dá condições ao professores e aos alunos”. Já a Fenprof alerta para a necessidade de “mais apoios para os alunos e programas adaptados”.
Maria do Rosário Gama, directora da Escola Secundária Infanta D. Maria (Coimbra) e membro da futura direcção do Conselho de Escolas discorda da proposta, distinguindo os vários casos de reprovação: “Há os alunos que têm dificuldades e que em vez de reprovarem devem ser acompanhados. E há os que não se esforçam e que não devem ser premiados”.
Modelo nórdico é o exemplo de Alçada
Na Finlândia, Suécia, Noruega e Dinamarca, as reprovações ficam-se pelos 1% e, quando acontecem resultam normalmente de ausências prolongadas, por exemplo, devido a doença. A ministra da Educação quer comparar os resultados do actual modelo português com os resultados obtidos por outros países que nunca tiveram uma linha orientada para a reprovação e elogiou o exemplo nórdico, que quer debater com pais e professores. Na Finlândia — onde em vez de chumbar, os alunos com mais dificuldade têm apoio extra — só 1% dos alunos de 15 anos não têm competências básicas de leitura, o valor mais baixo da OCDE. Já em França — país da OCDE com mais reprovações, onde 25% dos alunos de 15 anos já chumbaram pelo menos uma vez — metade dos retidos no 1.º ciclo abandona a escola sem nenhuma qualificação ou só com o básico concluído.
O antigo chefe da polícia sul-africana e ex-presidente da INTERPOL Jackie Selebi foi hoje, terça-feira, sentenciado a 15 anos de prisão por corrupção pelo tribunal de Joanesburgo, que seguiu os pedidos da acusação.
Disponibilizo aqui a minha crónica, já editada no secção “Opinião Demarcada”, do jornal “O BASTO”.
http://www.jornalobasto.com/
Mudar de direcção
Periodicamente, o Ministério da Educação resolve marcar a agenda dos meios de Comunicação Social, sendo feitas declarações bombásticas. Ora a Ministra da Educação, Isabel Vilar, deu uma entrevista ao semanário Expresso, publicada na edição do passado dia 31 de Julho, na qual afirmava que a fórmula do chumbo “não tem contribuído para a qualidade do sistema”. “A alternativa é ter outras formas de apoio, que devem ser potenciadas para ajudar os que têm um ritmo diferenciado”, sublinhava a governante, acrescentando que pondera alterar as regras de avaliação durante o seu mandato, apesar de pretender um consenso e um debate alargado no sector.
Todos os partidos da Oposição reagiram às declarações da ministra. O PSD através de Jorge Moreira da Silva, seu vice-presidente, considerou a intenção da governante “errada” e capaz de “basear o processo de aprendizagem no facilitismo”. O CDS-PP considerou-a um “disparate” e uma “injustiça”, opondo-se de forma “tenaz” à medida e sustentando que “Portugal necessita de valorizar a cultura do mérito”. O Partido Comunista Português considerou a proposta da ministra da Educação uma medida “facilitista” e que “desqualifica completamente o ensino”, sublinhando que a intenção não resolve nenhum problema. Ana Drago, deputada do Bloco de Esquerda, embora reconheça que a maior parte dos estudos demonstram que a retenção não é a melhor forma de recuperar os alunos, observou que, no Norte da Europa, onde o chumbo deixou de ser a regra, “existem um conjunto de condições que as nossas escolas não têm”. A deputada do Bloco de Esquerda afirmou que aí a “estrutura curricular é muito menos pesada”, o tamanho das turmas anda à volta dos 18 alunos, por oposição à média de 28 em Portugal, e existem “equipas multidisciplinares que em Portugal nunca mais vêem a luz do dia”.
Logo no dia seguinte os jornais publicaram novas declarações de Isabel Vilar, procurando ‘interpretar’ aquilo que dissera ao Expresso. Desta vez, a ministra esclareceu que a medida será aprovada de forma “gradual” e “moderada”, enfatizando que “nunca será uma medida isolada”, nem “aprovada sem debate”.
Isabel Vilar foi entrevistada, no passado dia 1 de Agosto, no “Jornal da Noite” da SIC, tendo sido ‘apertada’ pelas questões pertinentes do pivô Bento Rodrigues, o que demonstra a boa preparação deste, levando a entrevistada a mostrar algum embaraço perante algumas questões. Colocada perante a evidência de a ideia da ministra colher pouco apoio, Isabel Vilar sublinhou que aquelas pessoas que criticam a ideia “reagem porque não conhecem alternativa”, acrescentando que estão “arreigadas a um modelo”.
A ministra aponta como exemplo a seguir os países do Norte da Europa, o que levou o pivô da SIC a observar que as escolas portuguesas «não têm as mesmas condições das do Norte da Europa», e que «nem os alunos têm a mesma atitude dos alunos do Norte da Europa…»
Questionada se não será uma utopia querer atingir o sucesso para todos, a governante não admitiu isso, observando “nos outros países não é” e que nós também «temos condições para fazer melhor».
Em primeiro lugar, deixo um reparo: a ministra utiliza uma linguagem desusada, como “reprovar” e “chumbos”, pois o termo actual para essa situação é “ser retido” e “retenção”, o que não lhe fica bem. Ao mesmo tempo critica aqueles que não acreditam na bondade da proposta da ministra como não conhecendo alternativa, o que me parece uma dificuldade da governante em aceitar críticas e vendo a sua equipa como incapaz de errar. Aliás, só assim se compreende a afirmação de Isabel Vilar a determinado momento da entrevista: «Nós temos uma política educativa séria!»
Se este Governo quiser efectivamente mudar alguma coisa na Educação, e eu concordo que alguma coisa tem de ser feita, para que o sistema educativo seja efectivamente sério, deverá:
1.Centrar a sua acção nos resultados conseguidos pelas escolas e não na avaliação individual dos docentes;
2.Deixar liberdade às escolas de organizarem o apoio aos alunos que revelem mais dificuldades e não impor-lhes um modelo;
3.Criar equipas multidisciplinares nas escolas, para apoiar os alunos com mais dificuldades;
4.Diminuir o número de alunos por Turma;
5.Rever a estrutura curricular;
6.Alterar as regras de avaliação e não permitir que o aluno passe com qualquer nível inferior a três;
Actualmente o nível de alunos retidos é muito menor do que era há alguns anos. Mas é muito maior do que era há pouco mais de duas décadas quando eu comecei a leccionar. E a diferença está na atitude dos alunos. Dantes, havia empenho dos alunos em conseguir bons resultados, mas agora a maior parte deles não se esforça minimamente nesse sentido, pois verificam que muitos atingem as coisas sem qualquer esforço. A este propósito, há casos de alunos que chegam ao último Período do nono ano com níveis inferiores a três, nomeadamente a Língua Portuguesa e a Matemática, mas há uns professores ‘modernaços’ que conseguem a alteração do nível nos Conselhos de Turma, de modo a que os alunos possam ir a Exame com a certeza de serem aprovados, mesmo com nível negativo naquele, o que infelizmente se vem tornando cada vez mais habitual. O que torna isto mais espantoso é que tal situação ocorra com alunos mandriões, que se recusam a fazer qualquer esforço. Querer ensinar seja o que for a um aluno que se recusa a aprender é como meter uma pedra numa gaiola e ordenar-lhe que cante: é um acto falhado! Ora “premiar” este tipo de aluno, é o pior sinal que uma escola pode dar.
Nestas últimas décadas mudou a forma como é encarada a escola. Noutros tempos, a escola era vista como um local de aprendizagem, onde era preciso dedicação e esforço para serem atingidas as metas, o que dava satisfação aos alunos e aos seus pais. Era também um meio de ascensão social, pois os pais proporcionavam aos seus filhos mais estudos do que eles próprios tinham obtido, no sentido de lhes permitirem uma vida melhor. Nessa época, a escola era encarada como um motor da sociedade.
Mas o tempo encarrega-se de transformar tudo!... A escola é agora encarada por um grande número de alunos como uma “prisão”. Muitos pais vêem a escola como uma bênção, porque os filhos estão guardados e são alimentados durante o dia, não se preocupando com o comportamento e o aproveitamento dos seus educandos. É neste contexto que se movimentam os Professores que, além de tratarem os assuntos que dizem respeito às suas disciplinas, têm ainda de ensinar regras até de convivência e fazer relatórios infindáveis sobre as dificuldades de alunos que se agravam de ano para ano.
Enquanto os pais não encararem a escola como um meio que permitirá a formação adequada dos seus educandos e os alunos um trampolim que lhes proporcionará um futuro melhor, as coisas não mudarão tanto quanto seria desejável.
É positivo ouvirmos a ministra da Educação falar de «exigência» e de «expectativas elevadas», mas a experiência que os docentes têm é que vai ser difícil inverter a situação. Décadas de laxismo, por parte dos Governos, deram o resultado que todos verificamos. Agora vai ser um trabalho hercúleo mudar de direcção. Mas reconheço que não temos alternativa! Se quisermos aproximar-nos da realidade existente nos países do Norte da Europa…
O mito do “macho latino” já não produz efeito entre as turistas estrangeiras que visitam Itália, segundo uma sondagem hoje divulgada, que mostra o “declínio” do charme italiano.
A revista de turismo e gastronomia Vie del Gusto realizou uma sondagem a mil turistas e quase 80 por cento afirmam que as investidas e piropos dos italianos já não surtem efeito, fazendo cair a reputação de sedutores atribuída a estes homens.
A partir de hoje, a maior parte dos medicamentos genéricos vai ficar mais barata. Em média, a descida será de 4,45 euros. A redução de preços determinada pelo Governo abrange 2681 apresentações (formas farmacêuticas e embalagens com dosagens diferentes) que correspondem a 111 substâncias activas (do total das cerca de 180 disponíveis no mercado), adiantou ao PÚBLICO a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed).
Ministra da Educação esclarece que não pretende fim imediato dos chumbos
A ministra da Educação esclarece que não pretende o fim imediato dos chumbos no ensino obrigatório, mas apenas lançar um debate nacional sobre o assunto. Estas declarações foram feitas à Antena 1 depois da entrevista dada por Isabel Alçada ao semanário Expresso, na qual a governante considerava que a actual forma do chumbo nos alunos não contribuiu para melhorar a qualidade do sistema educativo.
Um trabalho da jornalista Andreia Brito.
Antena 1[31.07.2010]
Vários jornais publicaram hoje artigos explicando o alcance da proposta de Isabel Vilar, como é o caso do Jornal de Notícias, cuja cópia do artigo aqui deixo. E se Isabel Vilar estivesse a brincar, apenas querendo avaliar a reacção àquela ideia e entretendo toda a gente com isto enquanto as Comissões Administrativas Provisórias entram efectivamente em funções e, assim, as atenções estarão provisoriamente desviadas do assunto? Já pensaram nisto?
Quando o auxílio estrangeiro se tornou mais importante devido à importação daquilo que faltava e à exportação do que havia em excesso, o uso da moeda tornou-se uma necessidade. De facto, é difícil transportar todos os produtos de que se tem naturalmente necessidade para as trocas; assim os homens decidiram passar a usar para seus negócios, para dar e receber reciprocamente, uma matéria que, útil em si mesma, fácil de manusear para as necessidades correntes — ferro, prata e qualquer outra matéria semelhante, cujo valor começou por ser definido unicamente pelas dimensões e pelo peso, e por fim pela aposição de um cunho para evitar o embaraço de medidas constantes; o cunho foi posto como signo da quantidade de metal. Uma vez inventada a moeda devido às necessidades de troca, apareceu a outra forma da arte de compra, o comércio a retalho, inicialmente praticado de uma maneira muito simples, e depois, graças à experiência, com uma técnica já mais sofisticada que procurava as fontes e os modos de troca com vista a obter maiores lucros.
Estoy comprobando que, cada día que pasa, se hacen más estrictos y minuciosos los controles sobre el dinero público. Pero, curiosamente, sólo con carácter descendente. Es decir, que a los ciudadanos de a pie que manejamos cantidades casi ridículas se nos mira con lupa. A mí me parece muy bien que se vigile estrechamente el dinero de todos. Pero claro, uno se pregunta: ¿cómo es posible que esos controles tan finos permitan la evasión de miles de millones?
El dinero público se ha gastado muchas veces con excesiva alegría: comidas, viajes en primera clase, coches oficiales, regalos, fiestas, protocolo… No se pide lo mismo en un restaurante cuando uno paga de su bolsillo que cuando se paga con dinero ajeno. Basta ver el distinto consumo que se produce en un avión cuando invita la compañía o cuando paga el pasajero. Si la azafata sirve un refresco gratuito casi todos los pasajeros tienen sed. Si hay que pagarlo, ya beberemos lo que sea cuando lleguemos a casa. Es así de sencillo.