quinta-feira, 24 de junho de 2010

Petição pública a favor da manutenção do Agrupamento de Escolas do Arco

A extinção do Agrupamento de Escolas do Arco está a gerar uma onda de protestos, estando a decorrer a assinatura de uma petição contra a mesma, a qual está disponível aqui:

http://www.peticaopublica.com/?pi=AEAB2010

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Reordenamento da rede escolar está a motivar protestos em Trás-os-Montes

O reordenamento da rede escolar continua a motivar protestos. Em Trás-os-Montes, está prevista a fusão do agrupamento de Sendim com o de Miranda do Douro, mas os habitantes de Sendim consideram que esta medida é o princípio do fim das escolas da vila.


Educação: Bloco e PCP vão pedir apreciação parlamentar do ECD

O Bloco de Esquerda e o PCP anunciaram hoje que vão pedir a apreciação parlamentar do novo Estatuto da Carreira Docente (ECD), hoje publicado em Diário da República.

Numa declaração política na Assembleia da República, a deputada do BE Ana Drago criticou que o Governo tenha dado “o dito por não dito” nas negociações com os sindicatos a propósito da especificidade do vínculo laboral dos professores, afirmando agora que a lei da administração pública se sobrepõe ao novo ECD, que termina com a divisão da classe entre professores e professores titulares.

“O ministério da Educação negociou o que afinal é da competência do ministério das Finanças. Ora, quem estabelece um acordo sabendo que não pode cumprir as suas cláusulas, engana”, disse Ana Drago, acusando o Governo de “fraude política”.

Diário Digital / Lusa

Sindicatos satisfeitos com o novo ECD

Os sindicatos já admitiram que o novo ECD reflecte as alterações negociadas pelo Ministério da Educação com os sindicatos de Professores…


OPINIÃO > José Matias Alves: «Mega-agrupamentos»

Prosseguem, pelos vistos (ainda que sem a ambição inicial). Numa altura em que os agrupamentos existentes começavam timidamente a existir de facto (e não apenas no papel), dói ver a lógica como, de forma administrativa, se pretende construir a realidade. Não conhecendo a dimensão nem as especificidades do fenómeno, não posso ajuizar de forma fundamentada. Mas um coisa é certa: esta será, sem qualquer dúvida, uma reforma de papel e, mais grave ainda, poderá trazer efeitos muito nefastos à organização da escolaridade. Porque a organização escolar não é uma organização qualquer. Os processos de articulação vertical e horizontal são complexos e caóticos. As dificuldades de comunicação e de coordenação vão crescer de forma considerável. E quem vai perder vão ser os alunos, os professores, as famílias. Num cenário em que todos, regra geral, vão perder. E é isto que espanta!

Fonte

OPINIÃO > Santana Castilho: «O 'gadgetismo'»

PÚBLICO 23.06.2010

Governo altera Estatuto e sistema de Avaliação dos docentes

Foram hoje publicados no Diário da República o Decreto-Lei n.º 75/2010. D.R. n.º 120, Série I de 2010-06-23, que «procede à décima alteração ao Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de Abril» e o Decreto Regulamentar n.º 2/2010. D.R. n.º 120, Série I de 2010-06-23, que «regulamenta o sistema de avaliação do desempenho do pessoal docente da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário e revoga os Decretos Regulamentares n.os 2/2008, de 10 de Janeiro, 11/2008, de 23 de Maio, 1-A/2009, de 5 de Janeiro, e 14/2009, de 21 de Agosto».

Os docentes já têm aqui leitura para férias…

segunda-feira, 21 de junho de 2010

OPINIÃO > Vasco Graça Moura: «A língua de Camões?»

No 10 de Junho comemora-se, entre outras coisas, a obra de Luís de Camões. Não cabe duvidar de que esse seja o propósito formal de Estado e das entidades oficiais envolvidas nos actos comemorativos, nem de que o nome, a figura e a obra do épico sejam automaticamente associados à simples menção daquela data.

Mas o que parece preocupante é o facto de cada vez menos haver em Portugal qualquer espécie de interesse por Camões e por aquilo que ele representa. O nome do autor de Os Lusíadas tende a ser apenas a marca distintiva de um feriado, ambíguo luxo nos tempos que correm, e pouco mais.

As questões da identidade começam por estar relacionadas com a língua materna e esta deve a Camões a sua dimensão moderna. Mas estão à vista as consequências que, para a identidade, decorrem do actual estado de coisas: a língua materna está cada vez mais deteriorada, tornou-se uma espécie de caixote do lixo onde cabem todos os dejectos e, tal como é utilizada e falada, um dia destes mal conseguirá distinguir-se de um mero conjunto de grunhidos comunicacionais.

Nem sabemos pronunciá-la, nem sabemos escrevê-la ou falá-la com um mínimo de correcção. E nem vale a pena falar da situação catastrófica que virá a ser gerada pelo Acordo Ortográfico se este algum dia se aplicar (para já, não está em vigor: o que acontece é que se começa a macaquear nalgumas publicações uma forma aberrante de grafar a língua).

A escola pouco ou nada tem feito para melhorar a situação. Pelo contrário: durante anos e anos, degradada por teorias pedagógicas e linguísticas absurdas, permissiva e frouxa de saberes, autoridade e disciplina, a escola tratou de substituir o trato com os grandes testemunhos da língua, indispensável para ela ser bem falada e bem escrita, por relatórios, bulas de medicamentos e outras coisas assim.

Vivemos numa época de apoucamento da língua, de empobrecimento do vocabulário, de aviltamento de todas as regras de gramática. É também um tempo em que toda a gama de valores que ela transporta consigo (intelectuais, cognitivos, estéticos, expressivos, afectivos...) deixou de contar. Vemo-la subordinar-se servilmente ao facilitismo e à tecnologia, quando devia contribuir para uma estabilização dos seus paradigmas próprios, procurando equilíbrios permanentes com as tendências que são sinal dos tempos.

É por essas e por outras que os resultados escolares do nosso país, no confronto com as tabelas internacionais, costumam ficar no último lugar de todas as escalas. E em consequência a deficientíssima formação proporcionada por uma escolaridade leviana reflecte-se no geral atraso do país e na sua trágica incapacidade para fazer face aos problemas que tem de enfrentar.

Camões não podia imaginar que a geral incapacidade de aprender e falar correctamente a língua portuguesa explica em grande parte, tanto o insucesso escolar em todas as disciplinas como as restantes maleitas crónicas que nos afectam tão gravemente e não foram erradicadas pela generalização e democratização do ensino. Como explica a terrível ignorância com que os jovens concluem os seus cursos secundários e entram nos cursos superiores. E permite ainda compreender por que razão somos um país que não consegue sair da cepa torta.

Na comunicação intergeracional, também já parece não ocorrer aquela transmissão de um conjunto de princípios, de saberes e de tradições, entre eles os relativos à língua materna, que são elementos integradores da chamada cultura geral e de uma imprescindível visão do mundo transportada e transmitida ao longo do tempo.

Nada disto é novo. Há anos e anos que se discute o que se passa e não se consegue instaurar um conjunto de medidas, a começar pelos programas, que possam reputar-se de eficazes.

Basta trocar umas palavras com qualquer professor universitário para se ver que é assim e que não se sabe de que remédios lançar mão. A doença é muito funda e prolifera desreguladamente. Contribuiu para nos lançar na crise e, o que é pior, não abre perspectivas optimistas para sairmos dela.

O poeta dizia não lhe faltar na vida honesto estudo com uma longa experiência misturado. Hoje, muito poucos podem repetir esta afirmação em causa própria.

A língua de Camões está irreconhecível. Se ele voltasse ao mundo, decerto pensaria em rasgar a sua obra. Deixámos de ser dignos dela.

Fonte: Diário de Notícias

E quando pensávamos que já tínhamos visto tudo…

Mil directores têm lugar em risco com nova reforma

por PEDRO SOUSA TAVARES

Escolas, professores e municípios preocupados com efeitos de fusões.

Até um milhar de directores de escolas e adjuntos — a esmagadora maioria em funções há menos de um ano — arriscam perder os seus postos com a fusão de agrupamentos que o Governo quer promover. Ameaçados estão também muitos professores e funcionários, sobretudo os que têm vínculos precários. E até as autarquias temem ver desperdiçada parte do investimento feito nos últimos anos na requalificação das escolas.

A reforma consta da Resolução 44/2010, do Conselho de Ministros, a mesma que decretou o fecho das escolas primárias com menos de 21 alunos. E está a gerar enorme preocupação a todos os parceiros, que dizem não entender a pressa do Governo e o facto de não terem sido ouvidos no processo.

Na prática, a ordem do Governo é para que acabem os chamados agrupamentos horizontais, constituídos apenas por escolas do mesmo nível de ensino. Uma medida que significa que, até ao próximo ano lectivo, as cerca de 330 escolas secundárias — até hoje separadas da restante rede — vão passar a ser as escolas-sede de agrupamentos que irão do pré-escolar ao 12.º ano. Mas as implicações desse passo vão fazer-se sentir a todos os níveis do sistema.

Desde logo porque as antigas escolas-sede dos agrupamentos vão perder esse estatuto para as secundárias, pondo em causa o emprego das suas direcções: “O que está a ser dito às escolas é que os directores das secundárias vão passar a presidir às CAP [Comissões Administrativas Provisórias] dos novos agrupamentos e os outros, cujos agrupamentos desaparecem, têm 15 dias para deixar funções”, disse ao DN Adalmiro da Fonseca, presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), que considera “razoável” estimar em um milhar os postos de trabalho de directores e adjuntos em risco. A estes há ainda a somar os professores e funcionários alvo destas fusões (ver texto).

Mas as preocupações concentram-se, sobretudo, no impacto da medida na qualidade do ensino. O presidente da ANDAEP ressalva que a associação até “concorda com o princípio” de reunir os vários ciclos de escolaridade num agrupamento, tendo em conta o alargamento da escolaridade obrigatória para 12 anos. Só não aceita a forma “apressada” com que o processo está a ser implementado, reconhecendo que “a única explicação possível” é a vontade governamental de cortar na despesa.

“Em termos pedagógicos, não há benefício nenhum em fazer as coisas desta forma”, diz. “Criar um novo agrupamento implica um conjunto de alterações. Desde logo, é preciso aprovar um novo projecto pedagógico, e não se aprova um projecto pedagógico para um agrupamento do 1.º ciclo ao secundário em alguns meses.”

Opinião idêntica tem António José Ganhão, presidente da Comissão de Educação da Associação Nacional de Municípios. “A nossa reacção, neste momento, é de total surpresa”, diz ao DN. “Este tipo de alterações acarreta a obrigação constitucional de negociar com as autarquias, mas nem sequer fomos consultados sobre o assunto”, critica.

O presidente da Câmara de Benavente questiona também o porquê da medida: “Estes novos agrupamentos terão, em alguns casos mais de 2500 alunos. A anterior equipa ministerial dizia que era indesejável ter mais de 2000 sob a mesma gestão. Não entendo o que mudou”, desabafa. O autarca lembra que, “com o acordo” do último Governo PS, foram aprovadas novas cartas educativas dos municípios, e que estes assumiram “como prioridade”, ao nível da utilização de fundos estruturais, a reabilitação do seu parque escolar. O DN tentou sem sucesso ouvir o Ministério da Educação.

Fonte: Diário de Notícias

Aumenta o número de mulheres doutoradas

domingo, 20 de junho de 2010

Ricardo Araújo Pereira mostra o seu humor em Cabeceiras

Ricardo Araújo Pereira (RAP), um dos elementos do grupo de humoristas mais bem sucedido do nosso País, “Gato Fedorento”, esteve ontem à tarde no auditório do Centro Hípico de Cabeceiras de Basto, à conversa com uma audiência que aprecia o seu trabalho e que se riu com as suas frases carregadas de humor. O humorista esteve ladeado pelo presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Joaquim Barreto, a apresentadora Ana Viriato da RTP, e o vereador da Cultura da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Domingos Machado.

No final desta iniciativa, organizada pela EMUNIBASTO, uma empresa dependente da Câmara Municipal, Ricardo Araújo Pereira deu um autógrafo a quem se apresentava com um dos seus livros, os quais reúnem as crónicas que têm vindo a ser publicadas na revista «VISÃO».

Autarcas que se sentam ao lado de um humorista que escreveu aquilo que se segue, revelam pelo menos ter capacidade de encaixe…

«Por falar nisso, dizem-me que se aproximam as eleições autárquicas. Deixem ver se eu percebo: vamos eleger autarcas, é isso? Mesmo sabendo nós o que é um autarca, vamos ter de votar num. Pela minha parte, tenho um plano de acção montado. Vou votar no candidato que declarar: «Votem em mim, porque eu vou falhar rotundamente.» Terá o meu voto o autarca cujo cartaz disser: «Vou conluiar-me com os empresários da construção civil e com a malta do futebol.» Apoio a lista do político que garantir: «Vou ter um saco azul, e depois fujo para o Brasil.»

Todos sabemos que esta gente nunca cumpre nada do que promete.»

Crónica «Vamos fazer implodir Portugal inteiro», 1.º Volume, pág. 140

Fátima Marinho apresenta «À procura de um lugar»


Fátima Marinho apresentou ontem no auditório do Centro Hípico de Cabeceiras de Basto a sua obra «À procura de um lugar», que narra a história segundo a perspectiva de uma criança que nasce com trissomia 21. É um livro que nos leva a reflectir sobre a diferença, sobre aqueles que o destino quis que nascessem diferentes e que nós consideramos “deficientes”. Uma história estruturada por quem tem uma sensibilidade especial para escrever sobre este assunto tão sensível. Registe-se que parte da verba respeitante à venda desta obra reverte para a APPT21 (Associação Portuguesa de Portadores de Trissomia 21).

Na badana do livro lê-se o seguinte: «O nascimento do Vicente transformou tudo e todos à sua volta. Chovia no dia 25 de Abril de 2000. Portugal parou para lembrar o valor da liberdade e, logo após o seu nascimento, também a família de Vicente parou debruçada sobre o abismo. Fora concebido numa viagem aos Alpes suíços e a sua vinda preparada com detalhe. Mas Vicente trazia consigo uma revelação esmagadora. Tinha trissomia 21. O dia do seu nascimento foi o acto inaugural de mil desafios, mas também o início de vidas maiores que se escondiam no conforto e na previsibilidade dos dias. As vezes a felicidade veste-se de breu, só para que o sol brilhe mais quando rompe a alva.»

O livro vem acompanhado por um CD áudio.

«Os professores e os processos de mudança»

1. O professor desempenha um papel central na transformação das práticas educativas e na melhoria dos processos e resultados do ensino.

2. As condições de trabalho são um factor determinante em qualquer processo de mudança. Uma mudança efectiva das práticas passa necessariamente pela melhoria dessas condições: ratio professor/alunos, espaços físicos lectivos, espaços para trabalho colaborativo, recursos didácticos, sistemas de escuta/comunicação, dispositivos de implicação/valorização, tempo para trabalho colectivo são algumas condições de trabalho que urge equacionar.

3. Qualquer projecto de mudança é objecto de uma interpretação por parte de cada professor. O sentido que o professor lhe atribui (e que determina, em grande parte, a sua postura — e disposição — face à mudança) decorre de três critérios básicos: instrumentalidade, congruência e custo. (Vandenberghe):

3.1. Critério de instrumentalidade: a mudança proposta/decretada explica claramente os princípios, os processos e os resultados? O projecto mostra claramente o que o professor deverá fazer e é praticável?

3.2. Critério de congruência: a mudança proposta/decretada responde parcialmente a uma necessidade? Os alunos estarão interessados? Vão aprender mais? O projecto ajusta-se às condições estruturais de trabalho? É compatível com a imagem que o professor tem de si mesmo?

3.3. Critério de custo: de que modo a mudança afectará pessoalmente o professor, em termos de tempo, energia, novas qualificações, exigências acrescidas? Que esforços acrescidos serão necessários? Que tipo de recompensa (material, simbólica...) receberá o professor?

4. A mudança é realizada pelas pessoas. As suas satisfações, frustações, preocupações, motivações e percepções pessoais desempenham um papel central no sucesso/insucesso das inovações que se querem instituir. Daqui decorre que a pessoa do professor deve estar no centro das preocupações/ intervenções, sendo aconselhável trabalhar pessoalmente com os professores para os fazer compreender o seu papel no processo de transformação.

5. Neste contexto, só uma prática de escuta, de proximidade, de apoio efectivo, de reconhecimento, de valorização, de criação de melhores condições de trabalho pode augurar o sucesso das ‘mudanças’ (sempre) re-anunciadas.

José Matias Alves

(Blogue Terrear)

Conselhos Gerais dos Agrupamentos desafiados a erguer a voz

Paulo Guinote lança no seu blogue um desafio aos Conselhos Gerais dos Agrupamentos, para que tomem posição acerca da onda de extinção de muitos Agrupamentos e de criação de mega-agrupamentos.

Maria do Carmo Vieira: «Urge que ponhamos fim a este ciclo de decadência»

Epílogo

Obedecer é como confessar que nada valho.

HENRI THOREAU

A situação do ensino da disciplina de Português, decorrente da execução da nova reforma, e excluindo as suas especificidades próprias, não difere substancialmente daquela em que se encontram as restantes disciplinas, tratando-se, pois, de um problema geral do sistema de ensino.

Historicamente, a «mudança» iniciou-se no pós-25 de Abril, com a preocupação em destruir tudo o que se relacionasse com a ditadura, numa atitude irreflectida, a que se juntaram algumas situações ditadas por mero oportunismo. Sabemos, por experiência de estudante, que no ensino universitário se banalizou a passagem administrativa, se limitou a avaliação, durante algum tempo, a Apto/Não Apto, e quando as classificações surgiram de novo, apareceram inflacionadas, factos que prejudicaram profundamente a formação académica e, em particular, os que viriam a ingressar na actividade docente.

Adicionando a estas circunstâncias, próprias de um momento de vivência revolucionária, quase impossíveis de controlar, a entrada em cena de teorias pedagógicas, decorrentes das Ciências de Educação, já contestadas e analisadas nos seus efeitos nefastos, nos anos 50 e 60 nos EUA, estavam criadas as condições para a instalação dessa «mudança», que nos vários capítulos demos a conhecer, aplicada à disciplina de Português. No mesmo sentido se veio a revelar o programa «Educação e Formação 2010», elaborado pela Direcção-Geral de Educação e Cultura da Comissão Europeia.

Para tentar inverter o actual estado do ensino, cremos ser indispensável, e parafraseando Henri Thoreau,95 que os professores não sirvam o Estado como máquinas, mas como seres conscientes que fazem uso livre da inteligência e opõem resistência quando necessário. Requerer-se-á igualmente uma maior exigência na formação de professores, com realce para os primeiros ciclos do Ensino Básico, porquanto constituem os fundamentos imprescindíveis à construção harmoniosa do «edifício educativo». Com sabedoria diz a tradição popular — «O que nasce torto, tarde ou nunca se endireita». Na verdade, só com professores conscientes do significado de ensinar e solidamente formados, a nível científico e pedagógico, com programas adequados às exigências crescentes de cada nível de ensino e conteúdos valorizados será possível devolver à escola a sua função histórica de espaço de conhecimento, de cultura e de formação, fruto de um trabalho contínuo e empenhado de múltiplas gerações que a Inércia não pode interromper.

Urge, pois, que ponhamos fim a este ciclo de decadência, que constitui um entrave ao desenvolvimento sustentado do país e hipoteca o seu futuro por uma ou mais gerações. E porque a mudança depende de nós e de uma acção séria e esforçada, não podemos esperar que «outros remedeiem o mal e ponham fim aos [nossos] lamentos» .96

95 Desobediência Civil. Lisboa: Antígona, 2005

96 Idem.

Maria do Carmo Vieira, O Ensino do Português, Fundação Francisco Manuel dos Santos, Lisboa, 2010, pp. 104-105

Jovem cabeceirense vence Concurso e Festival Internacional de Música

A portuguesa Adriana Ferreira, de 19 anos, venceu o Concurso e Festival Internacional de Música Carl Nielsen, na Dinamarca. A jovem destacou-se na competição dedicada aos executantes de flauta, cujo desafio era interpretar um reportório diverso de grandes compositores clássicos. Além do primeiro prémio, foi ainda distinguida com o Prémio do Júri Young People e o Prémio da Orquestra Sinfónica de Odense.

Esta jovem que se destaca no mundo musical é natural de Cabeceiras de Basto.

Mais informações aqui

Isabel Vilar: «Temos uma população insuficientemente escolarizada»

sexta-feira, 18 de junho de 2010

«Educação nomeia dirigentes a dobrar»

A propósito da extinção de Agrupamentos em Cabeceiras

Inesperadamente, o Governo extinguiu os dois Agrupamentos de escolas existentes neste concelho, fundindo-os num, sendo adoptada a denominação Agrupamentos de Escolas de Cabeceiras de Basto. Ninguém estaria à espera desta reorganização nesta altura, até porque havia a possibilidade de isto acontecer no próximo ano.

Consta-se que como o presidente da Câmara Municipal deste concelho gosta de ser pioneiro, deu o seu aval para que isto se verificasse já este ano.

Segundo apurei, a Directora do Agrupamento, Senhorinha Pires, foi informada telefonicamente do facto consumado e convidada a integrar a Comissão Administrativa Provisória (CAP), o que recusou liminarmente. No entanto, aceitou desempenhar as funções de Coordenadora de estabelecimento.

Recordo que o concelho de Cabeceiras de Basto foi também pioneiro na criação de agrupamentos de escolas. Na época, foi tido como guia o estudo elaborado por Jorge Machado, que integra actualmente a vereação da Câmara Municipal eleito nas listas do PS, que apontava como ideal a criação de quatro agrupamentos: Refojos, Arco de Baúlhe, S. Nicolau e Cavez.

Ao fim de poucos anos, o de S. Nicolau foi extinto, dizendo alguns que os motivos para isso residiam no facto de o director do mesmo ser muito crítico em relação a Joaquim Barreto e exigente no cumprimento das competências que à autarquia diziam respeito.

Por razões políticas, manteve-se o de Cavez mais alguns anos. Agora termina também o de Arco de Baúlhe, a quem alguns apelidavam jocosamente ‘O último reduto gaulês’…

Pergunta-se então: qual foi a utilidade de andar a fazer experiências? Quanto dinheiro foi gasto no cumprimento de caprichos pessoais?

Mas o caso agora é mais grave… Esta situação afectará irremediavelmente a vida de muitas pessoas. Os primeiros a senti-lo serão os Professores Contratados, alguns a leccionar ali há já alguns anos, que estão apreensivos com tal situação, e que já dizem que irão ter muita pena de sair daquela escola, caso não haja vaga para ali continuarem. Mas esta mudança também atinge os funcionários.

Nos tempos que correm, a governação socialista apenas vê números onde outros vêem pessoas…

Extintos os dois Agrupamentos de Escolas do concelho de Cabeceiras

Inesperadamente, o Governo extinguiu os dois Agrupamentos de escolas existentes neste concelho, fundindo-os num, sendo adoptada a denominação de Agrupamentos de Escolas de Cabeceiras de Basto. Ninguém estaria à espera desta reorganização nesta altura, até porque havia a possibilidade de isto acontecer apenas no próximo ano.

Mais logo, darei mais informações sobre este tema.


Comportamentos obsessivos

Vale a pena ver este pequeno filme e meditar na sua mensagem...

via blogue Anabela Magalhães