sábado, 14 de novembro de 2009

5 razões para não usar preservativo

Não, caro leitor, não leu mal... o título é mesmo assim!

O spot publicitário português com o nome “Cinco Razões para não usar preservativo” foi considerado o melhor anúncio governamental europeu de prevenção da sida.

Suspeito de que há por aí muita gente a precisar de ver este anúncio…

PS admite viabilizar projecto do PSD sobre avaliação dos docentes

AVALIAÇÃO DOS DOCENTES: Mudar tudo sem falar em suspensão

OPINIÃO > Fernando Madrinha: «Uma questão de palavras»

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Alerta amarelo em 16 distritos até à próxima terça-feira

A Autoridade Nacional de Protecção Civil colocou hoje em alerta amarelo quase todos os distritos de Portugal, à excepção de Beja e Faro.

Segundo as previsões do Instituto de Meteorologia de Portugal, haverá chuva, ventos fortes e agravamento da agitação marítima até à próxima terça-feira em praticamente todo o país.

O comunicado da Protecção Civil aponta para períodos de chuva forte no Minho e Douro Litoral no final do dia, que se prolongam pela madrugada. Nas terras altas das regiões Norte e Centro é previsto vento muito forte, com rajadas na ordem dos 100 km/hora.

Segundo a ANPC, na Costa Ocidental as ondas poderão atingir os seis metros.

Apesar de para amanhã estar prevista uma melhoria do estado meteorológico, o mau tempo deverá regressar no domingo e na segunda-feira, inclusive nas regiões Norte e Centro do país.

A Autoridade Nacional de Protecção Civil recomenda uma especial atenção quanto aos eventuais perigos decorrentes deste agravamento do estado do tempo. As maiores precauções deverão ser tomadas pelos condutores e pelos que pratiquem actividades marítimas.

Fonte: PÚBLICO

Jornalistas podem tratar Fernanda Câncio por “namorada do primeiro-ministro”

O plenário da Comissão da Carteira Profissional dos Jornalistas considerou “improcedentes” os recursos interpostos por Fernanda Câncio onde contestava o facto de ter sido designada como “namorada do primeiro-ministro” por alguns meios de comunicação social.

Em comunicado, o plenário, que tomou a decisão a 21 de Outubro, diz ter sido unânime a considerar que “a matéria em causa era do conhecimento público e de interesse jornalístico, dada a situação de conflito de interesses entretanto gerada”.

E acrescenta: “O conflito de interesses resulta de a autora do texto [Fernanda Câncio], à data dos factos e conforme é público e notório, ser namorada do primeiro-ministro – não se coibiu, todavia, de o defender, sem daquela relação ter dado conhecimento aos seus telespectadores”. Os factos reportam às opiniões que Câncio defendeu no programa “A Torto e a Direito”, transmitido na TVI24.

No relatório completo, que o semanário “Sol” cita, a Comissão da Carteira Profissional dos Jornalistas diz que não se pode falar em “infracção disciplinar” tendo em conta que a relação de Sócrates e Câncio foi “assumida” na biografia autorizada do primeiro-ministro, intitulada “O Menino de Ouro do PS”. Além disso, o plenário entendeu que a queixosa “não podia ignorar a repercussão e as apreciações” que seriam feitas às suas opiniões “coincidentes com as manifestadas pelo chefe de Governo”.

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► PÚBLICO

PSD quer novo modelo de avaliação dos professores

PSD apresenta diploma para novo modelo de avaliação dos professores, mas deixa cair “suspensão”

O PSD entregou hoje no Parlamento um diploma que prevê a criação de um novo modelo de avaliação dos professores, mas deixa cair a palavra “suspensão”, preferindo agora falar em “substituição”.

“Nós não prevemos a suspensão, prevemos a substituição, o que eu diria que ainda é mais e melhor do que aquilo que numa fase inicial chegámos a defender, quando o primeiro ciclo avaliativo ainda estava a meio do campeonato”, afirmou o vice-presidente da bancada social-democrata Pedro Duarte, em declarações aos jornalista no Parlamento.

No projecto de resolução que o PSD entregou hoje na mesa da Assembleia da República a palavra “suspensão” não aparece, com os sociais-democratas a recomendar ao Governo que “no prazo de 30 dias” estabeleça “um novo modelo de avaliação do desempenho docente”.

Um modelo que, segundo os sociais-democratas, deve ser “justo, exequível, que premeie o mérito e a excelência e que contenha uma componente de avaliação orientada para o desenvolvimento profissional e melhoria do desempenho dos docentes e que contribua para a autonomia das escolas”.

Por outro lado, lê-se ainda no diploma, devem também ser "”riadas condições para que no primeiro ciclo de avaliação não resultem penalizações aos professores, designadamente para efeitos de progressão na carreira, derivadas de interpretações contraditórias da sua aplicação”.

Questionado sobre se esta recomendação do PSD ─ que chegou a defender a suspensão do actual modelo de avaliação dos professores ─ não representa um recuo, Pedro Duarte rejeitou a ideia, sublinhando que o partido pretende “é que se esqueça o modelo de avaliação que vigorou até hoje e que foi muito mau em todos os aspectos para a dignidade dos professores e para o funcionamento das escolas”.

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► PÚBLICO

O material escolar mais barato

Jô Soares, a propósito da profissão de professor:

O material escolar mais barato

É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia".
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta, é um "Adesivo".
Precisa faltar, é um "turista".
Conversa com os outros professores, está "malhando" nos alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não se sabe impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as hipóteses do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala correctamente, ninguém entende.
Fala a "língua" do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.
O aluno é retido, é perseguição.
O aluno é aprovado, deitou "água-benta".
É! O professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até
aqui,
agradeça a ele.

O material escolar mais barato que existe na praça é

o professor!

Ministra da Educação promete novo modelo de avaliação dos docentes

A ministra da Educação, Isabel Alçada, promete apresentar um esboço de um novo modelo de avaliação dos professores na próxima semana, revelou em entrevista à RTP. Isabel Alçada garantiu que os professores e os sindicatos serão os primeiros a tomar conhecimento das novas propostas do Executivo.

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►TSF

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

«Há muito a fazer pela educação em Portugal», afirma Paulo Guinote

Paulo Guinote, professor de História do 2.º ciclo e autor de um blogue muito popular chamado “A Educação do Meu Umbigo”, escreveu, a propósito dos últimos desenvolvimentos nas conversas da ministra da Educação com os sindicatos, uma nota que intitulou “nem carne nem peixe, mas bacalhau também é comestível”.

À TSF, o blogger explicou que houve uma tentativa de chegar a um consenso, mas alertou para o modo com o 1.º ciclo do modelo de avaliação está a terminar (…).

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► TSF

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

terça-feira, 10 de novembro de 2009

OPINIÃO > José Vítor Malheiros: «O degredo dos tempos modernos»

O Conselho Europeu e o Parlamento Europeu alcançaram na semana passada um acordo que visa reduzir o download através da Internet de obras sujeitas a direitos de autor sem que sejam pagos os respectivos royalties.

A directiva ainda tem de ser confirmada pelo Parlamento Europeu, mas ela deverá permitir que um utilizador possa vir a ser impedido de aceder à Internet como sanção. Os termos em que isso acontecerá ainda não são claros. De facto, ainda que o acordo estipule que o corte do acesso à Internet “respeitará os direitos individuais”, não é ainda claro que ele passe obrigatoriamente por um juiz.

Que o corte do acesso só tenha lugar após uma decisão judicial que prove a responsabilidade do autor do acto, parece uma obrigação elementar. Mas é significativo dos tempos que vivemos e do ataque aos direitos individuais que haja quem defenda que a sanção seja aplicada pelos fornecedores de acesso à Internet (ISP), sem mais considerações, a todos os que possam parecer estar a infringir a lei.

Que a nova norma será difícil de aplicar é evidente. Basta pensar num computador doméstico, usado por todos os membros de uma família. Se o corte do acesso for decidido unilateralmente pelo ISP, sem processo e sem direito a defesa nem exigência de prova, tratar-se-á de uma prepotência inaceitável que justificará as mais violentas reacções de rejeição por parte dos utilizadores.

Mas mesmo que haja um processo judicial, como se tentará provar a responsabilidade de um dado membro da família? Para isso ser levado a cabo não podemos senão imaginar uma profunda devassa da vida privada de todos os elementos da família - interrogatórios separados com acareação? Estímulos à delação? Interrogatórios aos amigos para confirmar as preferências musicais de cada membro da família?

Ou será que se prescindirá da responsabilização individual e se criará a nova figura de "responsabilidade familiar", condenando todos os membros da família ao exílio da Internet?

E isto para além de uma questão prévia não menos importante: como sabem os ISP que alguém, através daquele computador, está a fazer download de um dado filme ou de um dado CD senão através de uma devassa da sua vida privada? Não se perceberá que, em nome da defesa dos direitos de autor, se estão a destruir princípios que não são menos importantes?

Quando os ISP (e outras empresas) nos diziam que, de vez em quando, davam uma olhadela ao nosso tráfego sempre nos juraram pela sua saúde que apenas o faziam para obter estatísticas e para detectar problemas técnicos e sempre nos garantiram que nunca tentariam saber o que fazia cada utilizador individual. A nova directiva vem provar que todas essas promessas e protestos eram falsos. Se não o fossem, os ISP estariam na primeira linha da recusa da nova norma europeia.

Que a nova norma se vai revelar inútil todos o sabemos. Há mais de uma maneira de esfolar um gato - ou de aceder a música e filmes com direitos sem pagar um tostão. A lei será, quando muito, um incentivo a formas mais sofisticadas de pirataria. Que a nova norma é injusta (e insensata) também sabemos. Os piratas que a indústria estupidamente persegue constituem o grosso dos compradores das obras de autor.

Mas o que a nova norma não esconde é o conceito que permeia de forma cada vez mais violenta as nossas sociedades: em nome da defesa dos direitos das empresas, todos os atropelos aos direitos individuais são permitidos.

A Internet não é hoje uma forma de entretenimento. É o meio através do qual se exerce uma parte fundamental da cidadania. Amputar um cidadão dessa ferramenta constitui uma punição semelhante a um degredo, uma negação do exercício de direitos cívicos fundamentais.

Agora estão a levar os nossos vizinhos e não ligamos. Um dia virão buscar-nos a nós e será tarde.

Fonte: PÚBLICO

«Estrangeirismos na rádio»

Língua rápida

Ouvi e não queria acreditar: Adelino Gomes, provedor do ouvinte da RDP, defende que se usem estrangeirismos, porque «toda a gente diz isso, hoje, na Academia…». Estou mesmo a ver um «académico» desses que andam com uma enxada nas mãos e penduram um radiozinho na cerca enquanto cavam entender must e case study… Mas — preparem-se! — o provedor tem um argumento que ele julga imbatível: «o must é mais rápido» de pronunciar e «mais impactante». Bem, se quisermos uma língua sintética, o melhor é regressarmos ao latim, não ao inglês. Mas isto não ficou assim. O provedor, que debatia a questão do uso dos estrangeirismos com a linguista Regina Rocha, contra-atacou: «Mas deixe-me fazer aqui uma adversativa. E esta adversativa que eu queria trazer é a seguinte: quando nós dizemos must — “é um must” — toda a gente pode utilizar essa palavra e toda a gente compreenderá rapidamente o que se diz…» Tem um vasto programa: quer pôr-nos a todos a falar inglês, porque a língua portuguesa é manifestamente insuficiente para nos exprimirmos. Em suma, para o provedor, os jornalistas só pecam por defeito, deviam usar mais estrangeirismos. «Culpam excusare altera culpa est» (desculpar uma culpa é outra culpa), já diziam os Romanos. No próximo programa, ameaçou, vai voltar aos estrangeirismos. Ai, ai...

Fonte: Assim Mesmo

Ir ao encontro das necessidades dos alunos

Agora que o professor deu atenção ao currículo e às actividades de aprendizagem sob a óptica do estí­mulo e da variedade, poderá estar a perguntar a si mesmo: Como é que eu organizo a minha sala de aula de forma a acomodar alunos com necessidades de aprendizagem diferentes? Como será que um ensino diferenciado realmente se manifesta na sala de aula, dia após dia?

Dediquemos algum tempo a rever os exemplos de sala de aula do capítulo 1 (páginas 10-11). Iremos verificar que a característica mais importante que distinguia as salas de aula de Larry Kimmer e de Marie Fuentes era o uso que faziam dos grupos. Sem chamar a atenção para os alunos que trabalha­vam em conjunto, Larry e Marie construíam peque­nos grupos com necessidades de aprendizagem semelhantes. Em outras alturas, talvez servindo-se de informação recolhida a partir do formulário de Projectos, apresentações e desempenhos, das pági­nas 40-43, agruparam os alunos de acordo com as suas preferências de aprendizagem. Ou, usando as fichas geradas pelo Inventário de interesses, das páginas 37-39, criaram grupos de aprendizagem colaborativos. Este uso flexível dos grupos de alu­nos é a essência do ensino diferenciado.

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► Terrear

Falhas graves no Programa Nacional de Barragens

Portugal mete água
O Programa Nacional de Barragens pode estar em causa. A Comissão Europeia encomendou um estudo a uma entidade independente e os resultados revelam que o Estado Português avaliou mal os impactos e a verdadeira necessidade destas barragens. Só que, entretanto, o Governo já adjudicou grande parte das barragens e arrecadou mil 383 milhões de euros.

Ministra da Educação reuniu-se hoje com 12 estruturas sindicais

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Porto Editora lança «Vocabulário da Língua Portuguesa»

A Porto Editora acaba de lançar no mercado a obra Vocabulário da Língua Portuguesa, sob a orientação científica do Professor Malaca Casteleiro. Na apresentação da referida obra, a editora nortenha refere o seguinte, escrevendo segundo as normas do novo Acordo Ortográfico:

«O Vocabulário da Língua Portuguesa, editado pela Porto Editora, é uma obra lexicográfica de referência, única no panorama nacional, que constituirá certamente um instrumento indispensável de consulta e de esclarecimento das dúvidas levantadas pela aplicação do novo Acordo Ortográfico. O trabalho que permitiu a elaboração deste Vocabulário é fruto do grandioso esforço de uma dedicada equipa de lexicógrafos e especialistas, que contou com excepcionais meios técnicos e humanos e foi possível graças a uma qualificada nomenclatura, reunida ao longo de anos de investigação da língua portuguesa.

Para a realização deste projeto arrojado, a Porto Editora contou com a assessoria do Sr. Prof. Doutor João Malaca Casteleiro, nas mãos de quem tem estado, desde o início, a concretização dos aspetos conceptuais e operativos do novo Acordo Ortográfico.

Com a publicação do Vocabulário da Língua Portuguesa a Porto Editora dá assim o seu contributo para a criação de um vocabulário ortográfico da variedade europeia e assume, uma vez mais, o papel determinante que tem desempenhado ao longo dos anos na área da investigação linguística e da publicação de obras de carácter lexicográfico em Portugal.»

Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa

orientação científica de João Malaca Casteleiro

Preço de Capa: EUR 69,00
Preço Especial Professor: EUR 62,10

Em síntese, o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da Porto Editora apresenta:

● mais de 180 000 vocábulos representativos do vasto património lexical da língua portuguesa

● mais de 5000 vocábulos próprios do português do Brasil, bem como africanismos e asiaticismos

● mais de 800 palavras da norma galega do português

● mais de 12 500 nomes próprios de pessoas portuguesas e lusófonas

● cerca de 8500 topónimos, incluindo termos geográficos relevantes da história mundial

● anexo com cerca de 2000 palavras estrangeiras de uso corrente não adaptadas ao português com identificação da língua de origem

● mais de 1500 abreviaturas e símbolos mais usados na língua portuguesa

● mais de 2500 elementos de formação de palavras.

domingo, 8 de novembro de 2009

Debate na Assembleia da República sobre Educação

O Grupo Parlamentar do PSD promoveu recentemente na Assembleia da República um debate no qual participaram todas as principais organizações da classe (ANP, FENPROF, FNE, ANDE, MUP, PROMOVA, APEDE, SINDEP, SIE, SPLEU, SPZL, SINAPE), vários professores a título individual, o Sindicato dos Inspectores do Ensino, a CONFAP e uma representação dos Estabelecimentos do Ensino Particular e Cooperativo.

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► Blogue do Professor

As práticas pedagógicas podem ser reformadas?

Resposta a esta questão por Vincent Dupriez, da Universidade de Louvain.

De nombreux chercheurs se sont penchés sur les processus de changement au sein des systèmes et des établissements scolaires. Dans le cadre de telles recherches, il est d’usage de différencier deux types de changement : les réformes et les innovations. Les premières renvoient à un changement planifié, décidé à partir d’une autorité centrale et adressé à tous les professionnels dépendant de cette autorité. On parle à ce titre d’une réforme des programmes, d’une réforme des structures scolaires (l’enseignement par cycles, par exemple) ou encore d’une réforme pédagogique. Les innovations, par contre, renvoient à des initiatives plus locales. Bonami et Garant (1996) définissent l’innovation comme le fait d’introduire de façon volontaire, dans un établissement par exemple, une pratique en vue d’une meilleure efficacité dans la réponse à un problème perçu ou en vue d’une utilisation plus efficiente des ressources disponibles. Précisons également que l’innovation n’est pas une novation. Elle ne correspond pas nécessairement à une action fondamentalement nouvelle. Elle est par contre nouvelle pour les acteurs concernés et dans leur espace de référence. L’innovation renvoie donc à une initiative décentralisée et le plus souvent à un processus collectif de recherche d’amélioration de la qualité du travail. A vrai dire, ces deux types de changement peuvent également cohabiter et le succès d’une réforme passe probablement par sa capacité à susciter des innovations locales.

► Fonte