segunda-feira, 22 de março de 2010

Jacques Brel: «Au Printemps»


Au Printemps
Au Printemps au Printemps
Et mon cœur et ton cœur
Sont repeints au vin blanc
Au Printemps au Printemps
Les amants vont prier
Notre-Dame du bon temps
Au Printemps
Pour une fleur un sourire un serment
Pour l’ombre d'un regard en riant

Toutes les filles
Vous donneront leurs baisers
Puis tous leurs espoirs
Vois tous ces cœurs
Comme des artichauts
Qui s’effeuillent en battant
Pour s’offrir aux badauds
Vois tous ces cœurs
Comme de gentils mégots
Qui s’enflamment en riant
Pour les filles du métro

Au Printemps au Printemps
Et mon cœur et ton cœur
Sont repeints au vin blanc
Au Printemps au Printemps
Les amants vont prier
Notre-Dame du bon temps
Au Printemps
Pour une fleur un sourire un serment
Pour l’ombre d’un regard en riant

Tout Paris
Se changera en baisers
Parfois même en grand soir
Vois tout Paris
Se change en pâturage
Pour troupeaux d’amoureux
Aux bergères peu sages
Vois tout Paris
Joue la fête au village
Pour bénir au soleil
Ces nouveaux mariages

Au Printemps au Printemps
Et mon cœur et ton cœur
Sont repeints au vin blanc
Au Printemps au Printemps
Les amants vont prier
Notre-Dame du bon temps
Au Printemps
Pour une fleur un sourire un serment
Pour l’ombre d’un regard en riant

Toute la Terre
Se changera en baisers
Qui parleront d’espoir
Vois ce miracle
Car c’est bien le dernier
Qui s’offre encore à nous
Sans avoir à l’appeler
Vois ce miracle
Qui devait arriver
C’est la première chance
La seule de l'année

Au Printemps au Printemps
Et mon cœur et ton cœur
Sont repeints au vin blanc
Au Printemps au Printemps
Les amants vont prier
Notre-Dame du bon temps
Au Printemps

Au Printemps
Au Printemps

Jacques Brel

«Quem não protesta tem o que merece»

Luís Campos e Cunha, antigo ministro das Finanças de José Sócrates, escreveu no jornal Público do passado dia 19 de Março o seguinte sobre o PEC:

“Mas há alguns pecados neste PEC. Antes de mais e que fique claro, há subida de impostos. Não vale a pena escamotear a questão, entrar em linguagem cifrada ou em jogos de semântica: o IRS aumenta, como todos (ou praticamente todos) iremos ver e pagar. Para o mesmo rendimento bruto, uma família que ganhe pouco mais do que o salário mínimo, com as novas regras, vai pagar mais impostos. E a isso chama-se aumentar impostos. Por aumento de taxa ou por menores deduções fiscais de saúde ou educação, é irrelevante, paga-se mais. Dizer o contrário é perder credibilidade.

Segundo pecado: o adiamento de alguns dos grandes investimentos públicos não contempla adiar o TGV para Madrid e a nova ponte sobre o Tejo. Ou seja, o exemplo mais acabado de desperdício não foi cortado. Se há coragem a menos ou casmurrice a mais, não sei, mas é um péssimo exemplo. É natural que os outros ministros das Finanças europeus não se queixem, porque o negócio é bom para alemães ou franceses. Se Portugal, através do seu governo legalmente constituído, deseja fazer asneiras, para quê mais aborrecimentos, tanto mais que os beneficia. Para garantir os pagamentos dos investimentos no TGV-Madrid e os prejuízos de exploração anuais teremos menos despesa social em educação, na saúde e reformas mais baixas. As estradas secundárias ficam numa miséria, mas teremos um comboio de luxo. Quem não protesta, tem o que merece.”

IEFP gasta mais de um milhão com viaturas

sexta-feira, 19 de março de 2010

Cavaco congratula-se com revisão do Estatuto do Aluno

O Presidente da República congratulou-se, esta sexta-feira, com «o facto de agora se ter chegado à conclusão» que é preciso rever o Estatuto do Aluno.

Questionado se está preocupado com os casos de violência nas escolas que têm sido conhecidos, o chefe de Estado disse que o tema não pode deixar de o preocupar e recordou o debate que se estabeleceu em torno do Estatuto do Aluno.

«Lembro-me do debate que foi estabelecido à volta do Estatuto do Aluno e congratulo-me com o facto de agora se ter chegado à conclusão que é preciso revê-lo», afirmou Cavaco Silva, que falava aos jornalistas no final de uma visita ao Sport Grupo Sacavenense, que comemora este ano o seu 100.º aniversário.

Por outro lado, acrescentou, é preciso aprender com as «experiências negativas» que de vez em quando são conhecidas sobre violência nas escolas, nomeadamente entre estudantes e de estudantes em relação a professores. «Eu penso que alguma coisa terá que ser feita para combater esta situação», defendeu.

Questionado se concorda com a possibilidade de expulsão dos alunos envolvidos em casos de violência, Cavaco Silva escusou-se a responder, alegando que se trata de uma matéria que terá de ser discutida no «local próprio», ou seja, na Assembleia da República.

«Não quero adiantar absolutamente nada sobre isso», disse, argumentando que se trata de «uma matéria delicada» e que «há quem tenha competência para decidir».

Fonte: TSF [19.03.2010]

Comentário:

Eu também me lembro de que o actual Estatuto do Aluno foi promulgado por Cavaco Silva, assim como outras medidas polémicas e muito contestadas pelos Professores.

Mas ainda bem que Cavaco Silva muda de opinião!…

Depois da aceitação, sem pestanejar, de tudo o que propôs a anterior ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, até causa estranheza esta posição…

José Lello protesta contra falta de privacidade no Parlamento

O deputado socialista José Lello protestou, esta sexta-feira, contra a falta de privacidade perante as objectivas dos fotógrafos que, na sua opinião, ultrapassam o limite do razoável.

«O senhor jornalista que aqui está a fotografar-me pode fotografar-me quando quiser, mas não pode fotografar o que tenho aqui, porque isso respeita a minha privacidade. Isso não admito, senão eu fecho», disse o parlamentar, que a seguir fechou o seu computador.

Na resposta, enquanto outros deputados repetiam o gesto, o presidente da Assembleia da República lembrou a José Lello que o Parlamento é uma «espaço público e as regras na Assembleia da República estão aprovadas por todos os senhores deputados».

Estas «facultam aos meios de comunicação social a cobertura de toda a sessão legislativa e todos nós sabemos que os computadores que os senhores deputados utilizam não são pessoais, são computadores de serviço público», acrescentou.

Fonte: TSF

Comentário:

A atitude de alguns deputados socialistas, incluindo a de José Lello, revela, acima de tudo, má educação. O mesmo revela o acto grosseiro de fechar o computador como se se tratasse de um balde do lixo. Podem os deputados tratar os computadores que têm em casa como quiserem, mas fica-lhes muito mal fazê-lo em público, com computadores que na realidade não lhes pertencem…

Depois não se queixem que há cada vez menos respeito pelos deputados…

O que terá feito recuar o Governo?

quarta-feira, 17 de março de 2010

Como formar um delinquente

Sem o saber, a família e a sociedade vão formando delinquentes. A solidão e a correria, o predomínio do ter sobre o ser, a crença de que o Mundo é um brinquedo, a difusão de referências éticas, o consumismo febril, o império das marcas… são alguns dos sinais do nosso tempo.

E a escola é que paga. É que tem de salvar as famílias, regenerar a sociedade, tornar possível o laço social. Numa missão impossível e num processo de destruição psicológica dos professores.

Também por isso é preciso acabar com o mito de uma escola ao serviço da sociedade (como há dias aqui diziam as palavras de António Nóvoa); e mobilizar a sociedade para estar ao serviço da escola.

Eis as práticas eficazes de uma formação para a delinquência:

1. Comece desde a infância a dar ao seu filho tudo o que ele pede. Assim este crescerá convencido de que o mundo inteiro lhe pertence. E que a missão dos pais é satisfazer-lhe os desejos de consumo.

2. Não lhe dê qualquer educação moral. Espere que seja de maior idade para que possa decidir livremente.

3. Quando disser palavrões, ache graça, ria-se. Isto anima-lo-á a fazer coisas ainda mais graciosas.

4. Não o confronte, não lhe diga que errou, que está mal algo que faz, pois poderia criar-lhe um complexo de culpa.

5. Apanhe tudo o que ele tiver espalhado: livros, sapatos, roupa, jogos... Assim, ele habituar-se-á a deixar os outros assumir as responsabilidades.

6. Deixe-o ler tudo o que lhe caia nas mãos e ver todos os programas que lhe apetecer. Tome cuidado para que os seus pratos, copos e talheres estejam bem esterilizados, mas deixe que a sua mente se encha de imundície, para que ele aprenda a considerar valioso aquilo que é lixo.

7. Discuta e brigue com o seu cônjuge na sua presença. Deste modo ele não se surpreenderá nem sofrerá demasiado quando a família se separar.

8. Dê-lhe todo o dinheiro que ele quiser gastar, para que ele não suspeite que para dispor de dinheiro é preciso esforçar-se e trabalhar.

9. Satisfaça todos os seus desejos, apetites, comodidades e prazeres. O sacrifício e a austeridade poderiam frustrá-lo.

10.Ponha-se do seu lado em qualquer conflito que ele mantenha com os professores, vizinhos e amigos. Acredite que todos eles têm preconceitos contra o seu filho e, na verdade, só querem prejudicá-lo.

(a partir de Miguel Ángel Santos Guerra)

Fonte: Terrear

Governo altera regras de contratação de professores

segunda-feira, 15 de março de 2010

Haja respeito pelos Professores!

Linha SOS

600 professores pediram ajuda por violência em 3 anos

por HÉLDER ROBALO e ELISABETE SILVA

Agressões verbais e físicas reúnem o maior número de queixas, vindas na maioria de mulheres. Alunos do terceiro ciclo, como os da turma de Fitares, são os mais problemáticos.

Desde 2006, ano de abertura do SOS Professores, que cerca de 600 docentes se queixaram à linha por serem vítimas de actos de violência. Às agressões físicas e verbais, juntam-se situações de indisciplina como aquelas que terão estado na origem do suicídio de um professor de Música de uma escola de Fitares.

Os alunos são a principal razão de queixa (58,4%), mas também os encarregados de educação agridem os docentes (25,5%). Da análise aos dados da linha ─ uma iniciativa da Associação Nacional de Professores (ANP) ─, constata-se ainda que são sobretudo as mulheres que procuraram apoio. As faixas etárias dos 40 aos 49 anos e dos 50 aos 59 representam quase metade das chamadas efectuadas.

Segundo Mário Nogueira, da Fenprof, “as mais novas acabam por ter algum receio de fazer queixa, até por estarem há menos tempo na profissão. Já nas professoras com 50 ou mais anos, verifica-se um desgaste físico e psicológico. Podem ter a experiência de como lidar com situações problemáticas, mas o desgaste faz com que recorram a linhas como esta para terem algum tipo de apoio”.

Os dados da linha demonstram também que são os alunos do terceiro ciclo ─ precisamente o nível de escolaridade da turma que alegadamente agredia o professor de Fitares ─, com 50 queixas, e do secundário (46) que motivam mais problemas. Desde 11 de Setembro de 2006 até 19 de Junho de 2009, a linha recebeu 353 contactos, dos quais 184 foram efectuados durante o ano lectivo de 2006/2007, 136 em 2007/2008 e 33 em 2008/ /2009. A estes 353 contactos juntam-se mais dez efectuados entre 10 de Setembro de 2009 e 10 de Janeiro de 2010. Houve ainda o acompanhamento de 228 situações, o que perfaz um total de 581 serviços prestados.

Mário Nogueira não se mostrou surpreendido com o elevado número de pedidos de ajuda e realça a necessidade de se “apostar na prevenção” de actos de violência ou de indisciplina. “Mas, quando a prevenção falha, os professores devem ter meios para que haja uma punição exemplar.”

E é neste ponto que o psiquiatra Manuel Louzã Henriques também se concentra. “É essencial que os professores sejam respeitados, que tenham autoridade e que possam aplicar uma disciplina actuante.” Para o clínico, actualmente os professores não são respeitados, considerando que os alunos vêem os docentes como alguém para “dar marradas”, até porque os próprios encarregados de educação acham que podem “bater e exigir dos professores”.

Louzã Henriques salienta ainda que “fala-se muito de bullying, mas o correcto é chamar-se má criação. A sociedade quer que cada um acorde o selvagem que tem em si. Pessoas vistas como tímidas ou que gostam de reflectir sobre os assuntos são muitas vezes vistas como frouxas”. Firmeza, não enveredar pela hipertolerância, são soluções a adoptar.

Fonte: Diário de Notícias [13.03.2010]

quinta-feira, 11 de março de 2010

DREN manda suspender apreciação intercalar até novas orientações

Socrátes tem fraca memória?

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. A 8 de Setembro de 2009, Sócrates afirmou no debate televisivo com Francisco Louçã que não era a altura para aumentar os impostos e que limitar os benefícios fiscais no IRS prejudicava a classe média.

Continua…

► Expresso

quarta-feira, 10 de março de 2010

O estado da Democracia no Mundo

Obras de engenharia ultramodernas…

A ministra da Educação, Isabel Alçada, foi ontem surpreendida durante a visita à Escola D. Manuel I, em Beja, com uma situação inesperada: o pavilhão polivalente coberto, acabado de construir ─ ao abrigo do projecto de requalificação do edifício escolar ─, deixa entrar água a ponto de interditar o espaço às aulas de Educação Física. A governante, que disse ter sido informada da situação ontem de manhã, não escondeu o incómodo quando os jornalistas a confrontaram com o problema. E argumentou com uma insólita explicação. “Foi-me dito que o miniclima de Beja está relativamente diferente, graças ao Alqueva, que refrescou a cidade, e que tornou um pouco mais húmida esta zona.”

Não é conhecida nenhuma interpretação científica que demonstre estar o clima alentejano a ficar mais temperado por causa de Alqueva, embora se especule sobre esta eventualidade.

Continua…

► PÚBLICO

terça-feira, 9 de março de 2010

OPINIÃO > Rui Ramos: «Não somos os mesmos»

Estará a solução na liderança?

Building a New Structure for School Leadership

Administration in education, then, has come to mean not the management of instruction but the management of the structures and processes around instruction. That which cannot be directly managed must, in this view, be protected from external scrutiny. Buffering consists of creating structures and procedures around the technical core of teaching that, at the same time, (1) protect teachers from outside intrusions in their highly uncertain and murky work, and (2) create the appearance of rational management of the technical core, so as to allay the uncertainties of the public about the actual quality or legitimacy of what is happening in the technical core. This buffering creates what institutional theorists call a “logic of confidence” between public schools and their constituents.

Local board members, system-level administrators, and school administrators perform the ritualistic tasks of organizing, budgeting, managing, and dealing with disruptions inside and outside the system, all in the name of creating and maintaining public confidence in the institutions of public education.

Teachers, working in isolated classrooms, under highly uncertain conditions, manage the technical core. This division of labor has been amazingly constant over the past century. The institutional theory of loose-coupling explains a great deal about the strengths and pathologies of the existing structure of public education. It explains why, for example, most innovation in schools, and the most durable innovations, occur in the structures that surround teaching and learning, and only weakly and idiosyncratically in the actual processes of teaching and learning. Most innovation is about maintaining the logic of confidence between the public and the schools, not about changing the conditions of teaching and learning for actual teachers and students. The theory of loose-coupling explains why schools continue to promote structures and to engage in practices that research and experience suggest are manifestly not productive for the learning of certain students. They include extraordinarily large high schools that create anonymous and disengaging environments for learning; rigid tracking systems that exclude large numbers of students from serious academic work; athletic programs that keep large numbers of students from participation in extracurricular activities; grouping practices in elementary school classrooms that provide less stimulation for struggling learners; special programs that remove students from regular instruction in the name of remediation, instructional aide programs that are sometimes little more than public employment programs for community members; and site-based governance structures that engage in decision making about everything except the conditions of teaching and learning.

R. Elmore

Texto integral

segunda-feira, 8 de março de 2010

Uma data que não deve ser esquecida

O dia comemorado hoje (Dia Internacional da Mulher) tem uma longa história, que não deve ser ignorada pelas novas gerações…


A quem convence este Governo?

O Governo apresentou hoje o Plano de Encantamento dos Camelos, vulgarmente conhecido como Plano de Estabilidade e Crescimento. Alguém acha que com estas medidas previstas será conseguida alguma estabilidade? A ver vamos…

Por outro lado, não basta contratar o flautista de Harmelim para que a economia cresça por magia…

Há por aí alguém que me explique como é que as pessoas ganhando menos irão fazer crescer a economia? Alguém não ser que o Governo tenha uma fada madrinha que faça magia…

Mesmo assim, são cada vez menos aqueles que se deixam iludir…

Tempos difíceis para quem trabalha e tem gastos mensais que não pode deixar de pagar…

Ainda não percebi como é que os impostos não aumentam, mas a maior parte dos contribuintes chegará ao fim do ano com menos dinheiro… Esta matemática governamental é de facto engraçada!...

Como se costuma dizer, na primeira qualquer um cai, na segunda cai quem quer, na terceira cai quem for burro!...