segunda-feira, 25 de julho de 2011

Efeitos da ADD nos contratados poderão ser anulados

Educação

Crato pondera anular efeitos da avaliação nos contratados

Ana Petronilho
25/07/11 00:05

Sindicatos dizem que Crato está “receptivo” a cancelar resultados da avaliação.

A avaliação dos docentes, aprovada pelo anterior Governo e ainda em vigor, está em vias de ser neutralizada nos concursos para professores contratados. Esta foi uma das principais reivindicações dos sindicatos de professores durante as primeiras reuniões com o novo ministro da Educação, Nuno Crato, segundo a Federação Nacional de Professores (Fenprof) e a Federação Nacional da Educação (FNE).

Em causa estão cerca de 35 mil professores contratados, que concorreram ao próximo ano lectivo, e que foram avaliados no actual sistema. Este modelo prevê que os professores com um resultado “muito bom” ou “bom”* consigam um lugar à frente na lista nacional, sendo assim mais fácil a colocação numa escola.

“O ministro reconheceu como sendo absurdas” as implicações que os resultados da avaliação docente têm no concurso de colocação dos professores contratados, assegura ao Diário Económico o membro da direcção nacional da Fenprof, António Avelãs. Também a FNE levantou esta questão junto do ministro e assume que quer “diminuir ao máximo as consequências desta avaliação”, ao que Nuno Crato terá sido “receptivo”, acrescenta o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva.

► Diário Económico

domingo, 24 de julho de 2011

sábado, 23 de julho de 2011

Medalha de Ouro para aluno português

Miguel Santos consegue feito inédito

Aluno português conquista medalha de ouro nas Olímpiadas Internacionais da Matemática

Miguel Santos, estudante do 10.º ano em Alcanena, conquistou uma medalha de ouro nas Olimpíadas Internacionais de Matemática, realizadas em Amesterdão, Holanda, um resultado inédito para a selecção portuguesa.

Actualmente com 16 anos, Miguel Santos já tinha arrebatado uma Menção Honrosa nas Olimpíadas Internacionais de Matemática em 2010, e no ano anterior a medalha de ouro na competição portuguesa.

“É fantástico. É o melhor resultado individual”, confessou à agência Lusa Joana Teles, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, que acompanhou a selecção portuguesa.

Na competição conquistaram medalhas de bronze os estudantes do 12.º ano Raul Penaguião, da Escola Secundária Santa Maria, de Sintra, e João Santos, da Escola Secundária da Maia, com 17 e 18 anos, respetivamente.

Luís Duarte, estudante do 10.º ano na Escola Secundária de Alcains, ainda com 15 anos, arrebatou uma menção honrosa.

Dos seis elementos que compunham a selecção portuguesa a estas olimpíadas, apenas dois não receberam qualquer distinção individual.

“Isto é a prova de que, se houver trabalho e empenho, conseguimos ter os melhores resultados. Temos alunos excelentes, e isso é óptimo”, sublinhou Joana Teles, igualmente docente do Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra, que há uma década, com o seu programa Delfos, prepara estes talentos matemáticos.

Na sua perspectiva, o caminho é trabalhar com mais alunos, e mais precocemente, e nesse sentido as olimpíadas portuguesas de matemática já se alargaram aos 6.º e 7.º anos de escolaridade.

“Consigo ver na matemática mais originalidade e mais criatividade do que em muitas outras coisas. E há sempre coisas em aberto que precisam de mais desenvolvimento”, confessou Miguel Santos à agência Lusa, pouco antes de partir para a Holanda, no estágio final realizado na Universidade de Coimbra.

Para esse sucesso, e a conquista agora da medalha de ouro, terá contribuído aquilo que na sua mente está cimentado, que “como em qualquer coisa na vida, para se ter sucesso na matemática é preciso gostar da matemática”.

Também João Santos, “medalha de bronze”, na mesma altura confessara à Lusa o gosto que tinha em resolver problemas de matemática, e o quão “é desafiante um problema novo”.

Este aluno há um ano também conquistou para Portugal uma menção honrosa na Olimpíadas Internacionais de Matemática, depois da medalha de bronze nas Olimpíadas Ibero-Americanas de 2009.

Raul Penaguião, agora também “medalha de bronze”, arrebatara duas menções honrosas em anteriores olimpíadas internacionais.

As melhores classificações da selecção portuguesa foram alcançadas em 2010 nas Ibero-Americanas, com todos os alunos medalhados (uma medalha de prata e três de bronze), e no ano anterior nas “internacionais”, com uma medalha de prata e três de bronze.

► PÚBLICO

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Cabeceiras investe em nova Unidade de Cuidados Continuados

Características observáveis num verdadeiro Professor

Para que servem as aulas assistidas?

«Aulas assistidas: para que servem e o que devem avaliar? Devem ter pré-aviso?»

Que nome têm os que mudam de opinião de acordo com os seus interesses?

PSD e CDS mantêm a avaliação dos professores este ano

Partidos do governo vão inviabilizar projectos do PCP e BE que revogam avaliação dos professores

PSD e CDS-PP vão inviabilizar os projectos do PCP e BE que pretendem revogar a avaliação dos professores.

Os partidos do governo, que na anterior legislatura apresentaram projectos para anular este modelo de avaliação de desempenho docente, não querem agora suspender o processo, garantiram ao i fontes da maioria política. A justificação é que o ano lectivo está a terminar e que o novo sistema de avaliação estará pronto a tempo do início do novo ano lectivo, em Setembro.

O governo está a estudar a possibilidade de alargar para quatro anos os ciclos avaliativos. A medida está em sintonia com o programa do governo, que defende que a avaliação de desempenho deverá obedecer a intervalos mais longos. Actualmente, os professores são avaliados de dois em dois anos.

O facto de a progressão das carreiras dos docentes estar congelada até 2013, por imposição da troika, é outra das justificações apontadas para manter o actual modelo até ao fim deste ano, confirmou o i junto de fonte parlamentar do PSD.

O CDS-PP junta-se aos sociais-democratas nesta matéria. “O processo de avaliação este ano está terminado. Já está em fase de recurso. Quando o CDS votou a favor da suspensão ainda estava a meio”, afirma o deputado centrista, Michael Seufert.

A revogação da avaliação dos professores foi um caso de coligação negativa na anterior legislatura. Os partidos da oposição uniram-se para revogar o modelo imposto pelo governo de José Sócrates. A revogação, contudo, nunca entrou em vigor. O Presidente da República teve dúvidas sobre a decisão parlamentar e o Tribunal Constitucional acabou por considerar “inconstitucional” a revogação do modelo de avaliação: era uma intromissão nos poderes do governo.

O projecto de lei do PCP, que “revoga o actual regime de avaliação de desempenho dos docentes e anula a produção dos efeitos resultantes do ciclo 2009/2011”, e o projecto de resolução do Bloco de Esquerda, que “recomenda ao governo que proceda à suspensão do actual modelo”, serão discutidos em plenário na próxima quarta-feira.

Os sindicatos dos professores, que foram recebidos pelo ministro da Educação, Nuno Crato, saíram das reuniões com a promessa de receber na próxima semana o novo modelo de avaliação para discussão e análise.

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► i online

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Reforma só aos 70?

Isto será verdade?

A propósito das notas de exame dos alunos do Ensino Secundário

Fosso no português e na matemática aumentou

Notas dos alunos nos exames são piores do que nas escolas

20.07.2011 — 20:30 Por Clara Viana

A disciplina de Português foi a segunda em que se registou uma maior diferença entre a classificação final obtida pelos alunos nas suas escolas e os resultados que obtiveram no exame do 12.º ano. A média dos alunos internos a Português foi de 13,5. No exame nacional, o resultado médio destes mesmos alunos foi de 9,6.

Os alunos internos são aqueles que frequentam as aulas o ano inteiro. Para irem a exame têm de ter, no mínimo, um 10 numa escala de 0 a 20. Tradicionalmente, as maiores diferenças a favor da classificação interna registavam-se nas disciplinas de Biologia e Geologia e Física e Química A, com exames no 11.º ano. Em 2010, por comparação à média obtida nos exames, esta diferença foi superior a quatro pontos. Este ano foi de 2,6 em ambas as disciplinas, o que se deve em grande parte a um melhor desempenho nos exames recompensado com uma média positiva, o que já não sucedia há vários anos.

Saltar partes do programa

Para os professores ouvidos pelo PÚBLICO, a diferença de médias justifica-se sobretudo pelo facto de as notas da escola reflectirem outras componentes para além dos resultados dos testes. Também são tidos em conta, entre outros factores, o trabalho desenvolvido pelos alunos ao longo do ano e as suas atitudes.

Mas os novos itens introduzidos este ano no exame de Português, no grupo do funcionamento da língua, poderão ser a principal causa da diferença de quatro pontos (no ano passado foi de três) entre a média que resulta da nota dada pelos professores e aquela que foi obtida no exame. Segundo a presidente da Associação de Professores de Português, Edviges Ferreira, a extensão do programa em vigor leva a que muitos professores se vejam obrigados a saltar algumas partes.

Por norma privilegia-se o estudo dos autores (Fernando Pessoa e os seus heterónimos, José Saramago e Luís Sttau Monteiro) em detrimento do treino do funcionamento da língua, onde se integra a gramática.

No exame deste ano pediu-se aos alunos que identificassem classes de palavras, funções sintácticas e que classificassem orações. E o resultado terá sido um desastre. Estes conteúdos são leccionados nos 10.º e 11.º anos. O exame do 12.º só incide sobre a matéria do programa deste último ano. Mas deste faz parte a consolidação dos itens de funcionamento da língua explorados nos dois anos anteriores.

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► PÚBLICO

quarta-feira, 20 de julho de 2011

OPINIÃO > Vasco Graça Moura: «As grandes responsabilidades»

Já toda a gente sabia que a preparação dos alunos do básico e do secundário nas disciplinas de Português e Matemática é absolutamente calamitosa. Ao longo dos anos, as advertências e os alertas a esse respeito têm vindo de todos os lados. Com mais ou menos impressionismo ou maior ou menor rigor estatístico, todas as observações, análises e estudos, nacionais ou internacionais, convergem na mesma conclusão.

A estupidez dos programas adoptados, a permissividade, a indiferença das famílias, a incompetência dos políticos, são alguns dos vários factores que se vieram acumulando por mal dos pecados deste país, falido em tudo, a começar pelo sistema de ensino. A falta de preparação de muitos docentes também se explica pelo facto de serem produtos desse mesmo sistema.

Desde há décadas que as idiotias pedagógicas se articularam a uma concepção do aluno como “bom selvagem” e ancoraram na consagração da lei do menor esforço como regra de conduta escolar e condição de aproveitamento. Muita gente (entre outros, Maria Filomena Mónica, Maria de Fátima Bonifácio, Helena Matos ou Nuno Crato) se tem pronunciado sobre estes aspectos.

A língua portuguesa foi assassinada na escola. Parece que, no coração do Ministério da Educação, certas estruturas superiores ou intermédias têm tido mais poder do que o próprio titular da pasta e conseguem impor as suas concepções, a sua vontade programática ou a sua tremenda propensão para a inércia e para a inépcia.

No que toca ao português, os alunos desabituaram-se de tirar significados, não sabem consultar capazmente um dicionário, não se habituaram a ler autores significativos e muito menos a gostar deles. Não conseguem interpretar em condições um qualquer texto literário e exprimem-se cada vez com mais problemas e deficiências no tocante à extensão e propriedade do léxico, à articulação sintáctica, ao respeito de regras gramaticais elementares, à correcção da ortografia e até da pronúncia de muitos vocábulos. Tanto quanto sei, na área das matemáticas e da simples aritmética, passam-se coisas que, mutatis mutandis, acabam por ser de sinal muito semelhante.

Sobre essas falhas básicas, o actual ministro tem tido o desassombro de dizer verdades como punhos. É portanto de esperar que ponha em prática uma série de medidas para contrariar o presente estado de coisas.

Esse estado de coisas só poderá agravar-se com a aplicação nas escolas de uma barbaridade chamada Acordo Ortográfico. Se o ministro da Educação tem dúvidas a este respeito, basta-lhe convocar alguns especialistas, ou pedir para ver o parecer da Comissão Nacional da Língua Portuguesa, ou o dos seus próprios serviços (ao tempo da assinatura do AO, a Direcção-Geral do Ensino Básico e Secundário). Pode mandar analisar por gente competente não apenas as burricadas que o documento consagra, mas as consequências que ele vai ter ao nível da escola: facultatividades que redundarão na desortografia, confusões e equívocos, incertezas e flutuações permanentes na aprendizagem e na maneira de escrever, pronúncias desfiguradas, lesões na própria utilização escorreita da língua, custos astronómicos directos e indirectos na criação e aplicação do sistema.

O Programa de Governo é, a este respeito, de uma insensibilidade chocante, para não dizer de uma obtusidade clamorosa. Pode-se apostar dobrado contra singelo que nenhum dos seus autores leu jamais o texto do Acordo Ortográfico. Nenhum dos seus autores sabe do que fala ou escreve quando inclui nesse programa o propósito de “implementar” a aplicação da coisa. Nenhum dos seus autores ponderou, nem de perto nem de longe, as consequências dessa aplicação.

De boas intenções estão sempre os programas cheios. Mas este é um dos pontos em que o voluntarismo de natureza política deve ceder perante as objecções científicas e técnicas que foram suscitadas e a que nunca foi dada resposta convincente. É tempo de reexaminar essas objecções sem preconceitos nem chavões estéreis.

Suspender o Acordo Ortográfico (que, de resto, não pode considerar-se em vigor) e promover a sua revisão não é apenas uma questão de bom senso. É um imperativo nacional no tocante à defesa da língua e da cultura do nosso país. E essa hoje é uma das grandes responsabilidades de Nuno Crato.

► Diário de Notícias

Cão corajoso

«Cão ataca tubarão
à dentada
»

OPINIÃO > Santana Castilho: «Não se pode fazer política sem ludibriar o eleitor?

PÚBLICO 20/07/2011

APEDE levanta questões pertinentes sobre a reorganização curricular

«Reorganização curricular: a verdade “escondida” e as oportunidades perdidas»

Não é preciso saber ler ou escrever para ir passando de ano...

terça-feira, 19 de julho de 2011

Dirigente da FNE sai satisfeito da reunião com MEC

O Secretário-geral da Federação Nacional da Educação (FNE), João Dias da Silva, disse nesta terça-feira estar “convicto de que a partir do dia 1 de Setembro os professores terão um novo modelo de avaliação de desempenho

► Diário de Notícias

Haverá um novo modelo de avaliação dos docentes em Setembro?

Após reunião com ministro Nuno Crato

FNE acredita em novo modelo de avaliação em Setembro

19.07.2011 — 19:59 Por Graça Barbosa Ribeiro

O secretário-geral da Federação Nacional da Educação (FNE), João Dias da Silva, disse-se nesta terça-feira “convicto de que a partir do dia 1 de Setembro os professores terão um novo modelo de avaliação de desempenho”.

“O ministro da Educação não disse nada nesse sentido, mas o facto de já estar a trabalhar numa nova proposta, que começará a ser discutida na próxima semana ou na seguinte, permite-nos depreender que é isso que vai acontecer”, esclareceu, depois de uma reunião de duas horas com a nova equipa ministerial.

Em declarações ao PÚBLICO, João Dias da Silva frisou que na reunião não lhe foi dada qualquer indicação de que o modelo em vigor será suspenso, pelo que “o mais provável é que o actual ciclo de avaliação termine, como previsto, no fim de Dezembro”. “De qualquer forma, entre 1 de Setembro e 31 de Dezembro decorre a parte administrativa da avaliação — como a leitura e classificação dos relatórios por parte dos avaliadores. A 1 de Setembro, os professores já estarão a trabalhar para o ciclo seguinte, ao que tudo indica com um novo modelo”, congratulou-se.

A pressa do ministro na resolução deste e de outros assuntos havia sido realçada já na véspera com agrado por Mário Nogueira, da Federação Nacional de Professores (Fenprof). Apesar “de quase se limitar a ouvir”, Nuno Crato mostrou nesta primeira ronda de reuniões com representantes sindicais não querer perder tempo, ao marcar novos encontros para a próxima semana.

O tema mais quente, por alegadamente estar na origem “de um clima de intranquilidade e conflitualidade nas escolas”, é precisamente a avaliação, concordam Mário Nogueira e Dias da Silva. O dirigente da FNE fez saber ao ministro que defende uma “avaliação formativa”, feita “em ciclos de mais de dois anos” e em que esteja “garantido o reconhecimento da competência do avaliador por parte do avaliado”. Mário Nogueira preferiu destacar a necessidade de suspender de imediato o modelo em vigor e de “anular todos os efeitos produzidos pela avaliação já realizada”.

À semelhança do que acontecera com o dirigente da Fenprof, Dias da Silva saiu da reunião satisfeito com a garantia de que medidas como o encerramento das 266 escolas e a criação de novos agrupamentos só serão concretizadas com o acordo das populações e dos respectivos municípios.

Mas quem serão os culpados?

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Apoiado, Paulo Guinote!

Por que razão 'fugiu' Nuno Crato da 5 de Outubro?

Educação: Sindicatos de professores começam a ser recebidos

Nuno Crato ‘foge’ da 5 de Outubro

Nuno Crato começa hoje a receber os sindicatos de professores longe da avenida 5 de Outubro, em Lisboa, o edifício-símbolo da máquina ministerial cuja extinção defendeu antes de chegar ao Governo.

“A última a sair da 5 de Outubro foi a ministra Maria do Carmo Seabra, que foi para a avenida 24 de Julho, e só lá esteve seis meses, porque o Governo de Santana Lopes caiu”, graceja Mário Nogueira (Fenprof). Já João Dias da Silva (FNE) diz, entre sorrisos, que o ministro da Educação e Ciência “não quer apanhar com os destroços do edifício que pretende eliminar”.

Já na sexta-feira, Crato dera a sua primeira conferência de imprensa no Palácio das Laranjeiras, ligado ao ensino superior e ciência. A tutela disse ao CM que o ministro vai “trabalhar em ambas as instalações, conforme a necessidade”.

Num ponto, ministro e sindicatos estão de acordo: é preciso reduzir a estrutura ministerial. Até porque os sindicatos querem saber onde Crato irá cortar, depois de ter parado a fusão de escolas e a reforma curricular. Nogueira pede “coragem para reduzir ao essencial a máquina do Ministério”. Dias da Silva propõe “acabar de imediato com as equipas de apoio às escolas e extinguir as direcções regionais nesta legislatura”.

A suspensão do modelo de avaliação de professores volta também a ser prioridade dos sindicatos. “Tem de ficar clara a suspensão do modelo a partir de Setembro, bem como a anulação dos efeitos no concurso. Não basta o ministro dizer, é preciso leis ou o envio de uma circular às escolas”, defende Nogueira, lembrando que “foi o PSD que disse que este modelo é kafkiano”.

Dias da Silva afina pelo mesmo diapasão e acredita que o ministro “vai abrir um espaço de negociação relativamente ao novo modelo de avaliação de desempenho, que se deseja menos burocrático”. Nuno Crato já disse que vai apresentar um novo modelo.

(…)

► Correio da Manhã