Este é um espaço onde poderei dar conta das minhas reflexões, alegrias, inquietações e também das minhas indignações. Deixo claro que não hipotequei a minha liberdade a nenhum partido político. Tal como escreveu o ilustre escritor Miguel Torga, meu comprovinciano, «Não posso ter outro partido senão o da liberdade»...
O escritor e jornalista António Alçada Baptista morreu hoje aos 81 anos.
António Alçada Baptista nasceu em 1927 na Covilhã. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, Alçada Baptista tem uma vasta obra literária publicada. Esteve também ligado ao jornalismo e à edição. Foi ainda cronista.
Identificado por muitos como “o escritor dos afectos” e um defensor da liberdade Alçada Baptista foi um dos fundadores da revista “O tempo e o Modo”, que marcou gerações. Era ainda editor da Moraes Editora.
Alçada Baptista foi condecorado com a Ordem de Santiago, com a Grã Cruz da Ordem Militar de Cristo pelo Presidente Ramalho Eanes e com a Grã Cruz da Ordem do Infante pelo Presidente Mário Soares.
Inês Pedrosa, directora da Casa Fernando Pessoa, lembrou, em declarações à TSF, o “homem de causas”: “Foi um homem de causas, dos direitos do homem e da democracia. Mas temo que seja esquecido enquanto escritor para ser lembrado enquanto pessoa”.
O Governo continua a distribuir Magalhães, na convicção, fingida ou não, de que com tal gesto está a estimular a alfabetização, a cultura, a curiosidade intelectual, o espírito profissional, a capacidade científica e a criatividade nacional. Será que nas áreas do Governo e do partido não há ninguém que explique que isso não acontece assim?
Segundo a OCDE, o abandono escolar na União Europeia foi, em 2007, de cerca de 15 por cento. Portugal, com 36,3 por cento, tem a taxa mais alta. Mais de um terço da população entre 18 e 24 anos não completou a escola e não frequenta cursos de formação profissional. Só 13 por cento da população activa adulta completou o ensino secundário e perto de 57 por cento apenas terminaram o primeiro ciclo do básico. Ainda segundo a OCDE e um estudo de Susana Jesus Santos (do banco BPI), a distribuição dos tempos de aulas nas escolas, para alunos de nove a 11 anos, mostra como a juventude portuguesa está orientada. Em Portugal, a leitura (e o Português) ocupa 11 por cento do tempo de aulas. Na União Europeia, 25. Em Portugal, a Matemática ocupa 12 por cento. Na União Europeia, 17.
Que é que o Magalhães tem a ver com isto? Nada. Absolutamente nada!
Depois da greve de 3 de Dezembro, que os sindicatos do sector rotularam de "histórica", Maria de Lurdes Rodrigues enfrentou uma audição no Parlamento, onde voltou a defender a aplicação simplificada do modelo de avaliação em vigor. Hoje, as acções de protesto continuam.
Enquanto os professores acampavam numa vigília de protesto na Avenida 5 de Outubro, em Lisboa, a ministra dizia no Parlamento estar aberta à discussão de alterações, e até à substituição do actual modelo, mas apenas nos próximos anos lectivos, e na condição de que seja aplicado este ano. Sobre outras propostas de avaliação que possam vir a ser apresentadas, Maria de Lurdes Rodrigues deixa um aviso: "Não me peçam para aceitar um modelo assente na auto-avaliação."
3 de Dezembro: a greve nacional
"Não estamos aqui à chuva, ao frio e a perder dinheiro por capricho!" António Ribeiro, era um dos professores que permaneciam junto à Câmara Municipal na Avenida dos Aliados, no Porto. Lembravam aos mais desatentos que o dia (3 de Dezembro) era de greve nacional de professores.
Aos jornalistas, professores e sindicalistas expressavam a sua indignação pelos contornos do actual braço-de-ferro entre o Ministério da Educação (ME) e a Plataforma Sindical. Enquanto alguns davam entrevistas, outros tentavam abrigar-se do mau tempo. "O limite é este!", sentenciava Paulo Teixeira de Sousa, professor e dirigente sindical. "O ME tem de suspender a avaliação!"
Mas o jogo do empurra está para durar. Apesar do anúncio do ME de que estaria disponível para prolongar a aplicação do modelo simplificado de avaliação, a Plataforma Sindical não recua nos protestos. Neste momento está uma tenda montada na Avenida 5 de Outubro, em Lisboa, e os sindicatos organizam-se por turnos para a vigília de dois dias (4 e 5 de Dezembro). "Percebemos porque o Ministério está a fazer ‘finca-pé', a partir do momento em que suspender a avaliação, tudo o resto fica em causa", diz Paulo Teixeira de Sousa.
Esse "resto" refere-se às alterações introduzidas pelo, agora já não novo, Estatuto de Carreira Docente (ECD). E remonta a muito antes de o modelo de avaliação de desempenho docente se ter tornado a parte mais mediática de uma série de medidas e diplomas problemáticos decorrentes do ECD actualmente em vigor.
Aprovado em Conselho de Ministros a 9 de Janeiro de 2007, o ECD alterou a carreira dos educadores de infância, dos professores do Ensino Básico e Secundário, e também o regime jurídico da formação contínua de professores. Entre as mudanças mais contestadas pelas organizações sindicais: a divisão da carreira docente em professores titulares e restantes.
Sobre as reivindicações, o site da Federação Nacional de Professores (FENPROF) é claro: uma só categoria de professores, contagem integral do tempo de serviço, valorização da componente lectiva e fim das tarefas burocráticas, eliminação da prova de ingresso e, "um modelo de avaliação pedagogicamente construído".
Este é o cerne de toda a questão. "É fácil criticar os professores e dizer que não querem ser avaliados", comenta António Ribeiro, professor de Educação Visual e Tecnológica. "Mas não é assim!" A prová-lo o facto de existirem alternativas a este modelo de avaliação pensadas pelos sindicatos, garante Paulo Teixeira de Sousa. "A Plataforma Sindical tem uma proposta que quer ver discutida, mas não a apresenta enquanto este modelo de avaliação não for suspenso", diz o dirigente questionando-se: "Apresentar para quê, se este modelo continua em vigor?"
4 de Dezembro: a ministra vai ao Parlamento
"Não me peçam para aceitar um modelo que assenta na auto-avaliação, porque isso é apenas um modo disfarçado de nada propor." O apelo da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, aconteceu no debate realizado ontem de urgência no Parlamento ao fim da tarde, um dia depois da greve nacional. Ainda que os números da adesão divirjam bastante: cerca de 94% para as organizações sindicais, 61% para o ME, o braço-de-ferro está a preocupar os partidos da oposição.
Durante a audiência, Maria de Lurdes Rodrigues admitiu estar apenas disponível para alterar e até substituir o actual modelo de avaliação nos anos seguintes à sua aplicação. Contudo, a ministra da Educação deixou claro ser "intransigente" não em relação ao modelo em vigor, mas na "defesa do princípio de uma avaliação séria e com consequências". Um ponto que parece chave em toda a discussão.
5 de Dezembro: último dia da vigília
"Nós sabemos o que andamos a fazer!" O comentário de Isabel Hortas, professora de Matemática, é esclarecedor da persistência que leva os professores de protesto em protesto por todo o país. (…) Do conflito entre sindicatos e ME "alguém há-de ser vencido pelo cansaço, faz parte do processo de confronto", reflecte Paulo Teixeira de Sousa.
Entretanto, o pulsar de Isabel Hortas talvez ilustre o dos colegas que fazem questão de continuar a participar em futuras acções de protesto. Diz sentir-se "incomodada" pelo "insulto sistemático" que o ME dirige aos professores. Acusa a ministra da Educação de "fazer de conta que os professores não existem". E, para ilustrar a sua afirmação, alude a uma passagem da entrevista concedida por Maria de Lurdes Rodrigues à jornalista Judite de Sousa. "Quando a ministra manifestou a intenção de fazer algumas alterações ao modelo, disse que para isso tinha falado com ‘várias pessoas', mas não usou a palavra professores."
Estiveram presentes professores oriundos de uma centena de escolas. Foi em Leiria, hoje, durante todo o dia, numa iniciativa da APEDE e do MUP. Mais de um centena de professores de vários pontos do país tiraram o sábado para discutir e aprovar novas formas de luta. Alguns vieram de muito longe e nem a chuva os demoveu. O encontro foi muito animado e a motivação e entusiasmo grandes. (...)
O Governo está completamente equivocado na forma como está a gerir o conflito com os docentes. Na verdade, o entendimento necessário não é com os sindicatos, mas com os professores. Bem pode o presidente da FENPROF acentuar que são os sindicatos que representam os professores, é verdade, mas só representam alguns e já há muito tempo que a dinâmica de rejeição das políticas e da atitude do ME para com toda a classe ultrapassa largamente a acção dos sindicatos.
Se o Governo quer pacificar o campo educativo, e só admito que o faça pelo diálogo, tem de perceber que o obstáculo não são os sindicatos nem os professores, mas a própria equipa do ME. Se o Primeiro-Ministro quiser ser parte da solução e não do problema tem de demitir rapidamente a equipa que dirige o ME, por uma razão simples e que é do domínio das teorias da liderança e se fundamenta nos princípios da inteligência emocional. (...)
Numa atitude arrogante, Jorge Pedreira, secretário de Estado da Educação, veio hoje a terreiro defender o modelo de avaliação, sublinhando que o mesmo não é negociável. Depois de ter sido admitido pela ministra que o mesmo poderia ser alterado ou até substituído, vem este agora afirmar o contrário. Ontem, citado pelo PÚBLICO, afirmava: «Para já, houve uma questão que foi ultrapassada: regressar à mesa das negociações e sem condições». Hoje afirma o que se pode ler no artigo do «Correio da Manhã». Afinal quem está a impor condições? Até parece que eu já adivinhava isto ontem num 'post' a propósito da informação que me fora remetida pela DGRHE!...
Havia, pois, uma possibilidade de o PS ter ficado ferido nesta história da avaliação dos professores. No Parlamento, o CDS apresentou um projecto que propunha a suspensão da avaliação. Como se esperava que poderia haver alguns deputados socialistas que não alinhariam com o seu próprio partido (e, de facto, houve: seis que votaram a favor do adversário, uma que se absteve e 13 que faltaram), compreende-se que a oposição se tenha preparado para a votação: "A bancada foi toda mobilizada", disse dos seus Paulo Rangel, chefe dos deputados do PSD. Porém, a moção da oposição perdeu. E lá se gorou uma oportunidade de se beliscar o Governo... E que sucedeu, o que foi? 30 em 75 deputados (40%, um quinhão enorme!) do PSD faltaram ao rebate. Cito Rangel, outra vez: "A bancada foi mobilizada. Depois, cada um assume a sua responsabilidade." Está aí o busílis: a auto-avaliação não funciona. E o que fez a líder do PSD, o que foi? Chamou Paulo Rangel para lhe pedir explicações. Isto é, fez exactamente aquilo que é preciso nas escolas: pedir explicações aos directores quando os professores não funcionam.
Num artigo do jornal chileno El Clarín, publicado a 19 de Novembro do corrente ano, são citadas opiniões do sociólogo francês Dominique Wolton durante uma conferência na qual participou e é sublinhada a sua defesa do papel do professor na educação. No final da conferência, o mesmo jornal conversou com o referido sociólogo, tendo reproduzido a conversa com ele. Aqui fica o artigo do citado jornal.
AULA VIRTUAL
«Ninguna PC reemplaza al profesor»
Dominique Wolton defiende el rol del maestro en la educación.
Silvia Bacher, desde Biarritz. ESPECIAL PARA CLARÍN
Está anunciado en el programa del Foro de Biarritz, un encuentro anual de especialistas y funcionarios de altísimo nivel que trata la agenda pendiente de América latina y Europa. Aquí todos esperan su participación pero, comenzado el debate, su silla continúa vacía. Largos minutos después, se abre la puerta del auditorio y un hombre de mediana estatura, entra con paso agitado y se ubica en el sitio con su nombre: Dominique Wolton.
Este sociólogo francés es uno de los pensadores más destacados sobre el tema de las nuevas tecnologías y su incidencia en la construcción de ciudadanía. En su ponencia se refirió a la importancia de construir confianza entre los ciudadanos y a los riesgos que las nuevas tecnologías traen a las democracias al generar la ilusión de la participación directa de las personas sin reconocer el sentido de la representación parlamentaria. La escuela, dice, tiene la llave que resguarda esa democracia.
Terminada la conferencia, el autor de libros como Después de Internet, qué o Salvemos la Comunicación, aceptó gustoso hablar con Next.
– Internet hace creer a la gente que pueden hacerlo todo por sí misma. ¿Se está construyendo un nuevo modo de ciudadanía?
– Pienso que es una ilusión técnica. Hay algo demagógico en la idea de que en Internet uno no tiene ningún intermediario. La fuerza de la democracia reside en valorar a los intermediarios de la sociedad y en poder criticarlos.
– Los jóvenes se están formando con estas nuevas tecnologías. ¿Cómo será entonces su participación en las democracias del futuro?
– A los jóvenes hay que decirles que Internet es un excelente sistema de comunicación, pero no reemplaza la participación política. Participar no es mandar mensajes a otros, si bien pueden existir acciones por Internet. Lo grande de la política es hombres y mujeres que se hablan.
– ¿Cómo ve a la escuela en este contexto?
– Los profesores no le tienen mucha simpatía a Internet, esto pasa en todo el mundo. Y no porque le tengan miedo, sino porque saben que lo esencial de la educación es la transmisión de confianza entre seres humanos. La educación tiene que pasar por el profesor. Por eso, si se suprimen profesores para reemplazarlos por computadoras va a ser una catástrofe antropológica. Lo esencial del conocimiento pasa por la transmisión entre profesores y alumnos. Si uno reemplaza el diálogo humano por un diálogo con máquinas, la educación se vuelve muy pobre.
– ¿Cómo será, para usted, la escuela en el futuro?
– Esta es una sociedad donde todo va a ir muy rápido, donde va a haber técnicas en todas partes. Pienso que la escuela podrá ser un lugar un poco más lento, más humano. Aparentemente un poco fuera de la realidad, que va a valorar otra visión de la sociedad. Para comparar: hay televisión, DVD, cine, pero también está el teatro. Este último siempre deja algo fundamental. Y la escuela es como el teatro, que está afuera; un poco lejos y con otros valores.
– Si tuviera que decirle algo a los maestros que desconfían de Internet y a los jóvenes que confían demasiado, ¿qué les diría?
– A los jóvenes, que van a progresar gracias a la relación con los profesores. Que la transmisión del conocimiento pasa por esa comunicación humana primero. Al profesor: "usen Internet pero con moderación." Porque la virtud de los profesores – desde los principios de la humanidad – es la capacidad de transmitir conocimientos y dictar confianza a los alumnos, algo que ninguna PC podrá hacer. Una computadora puede transmitir conocimientos, pero no puede dar confianza, porque la confianza es una evaluación humana.
Seis deputados do Partido Socialista (PS) votaram, esta sexta-feira, ao lado da oposição, a favor de projectos para a suspensão do modelo de avaliação dos professores. Um dos diplomas da autoria do CDS-PP, poderia ter sido aprovado se não fossem as ausências de vários deputados nas bancadas da oposição.
Recebi hoje, perto das 22 horas, um e-mail proveniente da Direcção Geral dos Recursos Humanos da Educação, um serviço muito activo ultimamente. Mas parece-me que procuram desinformar-me... Então só a Plataforma Sindical dos professores é que deixou de pôr pré-condições? O Ministério da Educação continuará a sentar-se à mesa negocial com pré-condições? Acho tudo isto muito estranho!... Aviso já que sou um osso duro de roer...
O programa Sociedade Civil da RTP2, apresentado por Fernanda Freitas, foi dedicado, no passado dia 4 de Dezembro do corrente ano, ao tema O que vai mudar nas escolas, sendo tratado o assunto da Avaliação do Desempenho dos Docentes. O programa contou com a presença do presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP), Albino Almeida. http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=23283&idpod=19783&formato=wmv&pag=recentes&escolha
O Ministério da Educação já divulgou os dois despachos mais recentes. O primeiro é sobre a delegação de competências e o segundo sobre a organização do ano lectivo, pois são alteradas algumas das regras que estavam em vigor.
Uma avaliação que queira estar ao serviço da aprendizagem e do efectivo desenvolvimento profissional; que queira ajudar os professores e educadores a compreenderem as dificuldades da acção e a encontrarem as respostas para os problemas do dia-a-dia só pode situar-se a nível interno da organização. Porque uma avaliação externa nunca terá condições de perceber e compreender todos os contextos da acção, será sempre superficial, situar-se-á sempre nas margens das actividades profissionais. Será sobretudo uma avaliação ao serviço do controlo e da regulação das progressões na carreira. (...)
A Plataforma Sindical dos Professores suspendeu, esta sexta-feira, as greves regionais agendadas para a próxima semana, por considerar que, pela primeira vez, o Ministério da Educação aceitou negociar uma eventual suspensão do modelo de avaliação de desempenho dos docentes.
Em entrevista concedida à Revista Brasileira de Educação em Setembro de 1996, durante um breve estada no Brasil, o sociólogo francês FrançoisDubet reflecte sobre a sua experiência de um ano como professor de História e Geografia numa escola da periferia de Bordéus, na França. Conhecido pelas suas pesquisas sobre a juventude marginalizada na França, FrançoisDubet quis vivenciar, directamente como professor, os dilemas da escola francesa contemporânea.
Os partidos da oposição criticaram a posição do Ministério da Educação, apontaram contradições, e sublinharam que a ministra está isolada e fragilizada.
Jorge Sampaio, antigo Presidente da República, pronunciou-se sobre a polémica avaliação dos professores, tendo afirmado que a legitimidade do voto deve prevalecer sobre a legitimidade dos sectores. Mas este gesto é compreensível... Quem é que não ajuda a família quando a vê em dificuldades ?!...
Entrevista a François Dubet, um sociólogo francês que tem realizado estudos sobre a juventude, a Educação e as transformações da instituições, que responde a questões sobre a Escola, formulando hipóteses sobre as dificuldades de a reformar.
Vous voulez dire qu’au cours des années 1980-1990, on a changé de système?
Oui. On a ouvert les portes du lycée non plus à 12 ou 15% mais à 70 ou 80% d’une classe d’âge. On a donc changé d’école. Mais dans notre imaginaire, celui des enseignants et de nos hommes politiques, c’est toujours la même école républicaine, qu’il faudrait simplement adapter. D’où beaucoup de souffrance chez les élèves et les enseignants, parce que l’on est dans une forme et des objectifs scolaires qui ne sont plus ceux qui conviennent.
L’école républicaine a fonctionné sur des principes assez simples. D’abord, chaque catégorie avait son école: aux classes populaires, l’école élémentaire, aux catégories intermédiaires, le collège, aux bourgeois, le lycée. Ensuite, ne faisaient des études longues que les héritiers ou les boursiers, c’est-à-dire des élèves «croyants», disposés à jouer le jeu scolaire. Enfin, c’était une école dont tous les gens n’attendaient pas qu’elle leur donne une position dans la société, qui restait largement déterminée en amont par la naissance.
La massification a transformé l’école républicaine en école méritocratique, en disant aux élèves: vous deviendrez ce que vous avez fait à l’école. Cela change complètement la règle du jeu, qui se tend et devient beaucoup plus cruelle. Car l’échec scolaire ne signifie plus seulement «je ne suis pas doué pour l’école», mais «je vais rater ma vie». D’où des comportements utilitaristes chez les élèves, qui passent leur temps à calculer ce qu’il est rentable de faire ou pas: ils ne travaillent pas la physique par amour du savoir mais pour aller en terminale scientifique.
Face à cela, une tendance réactionnaire s’est affirmée dans l’école, qui estime qu’il faudrait retrouver la culture d’avant, les élèves d’avant, les professeurs d’avant. Ce qui me paraît tout à fait raisonnable, à condition d’exclure 70% des élèves… Et pourquoi pas de rétablir un examen d’entrée en sixième!
O pardal montês, a calhandrinha comum e o picanço barreteiro são algumas das aves comuns que estão a deixar de o ser, tornando-se cada vez mais raras, devido à intensificação agrícola. Portugal, ainda que com menor gravidade, segue a tendência do que se passa nos campos europeus, onde as aves comuns diminuíram para metade desde 1980, segundo um estudo divulgado esta semana pela Birdlife e European Bird Census Council (EBCC).
Uma ave comum é, por definição, aquela que tem populações abundantes e bem distribuídas. Mas os campos agrícolas dos quais dependem estão a mudar, causando um declínio para o qual não se prevê "qualquer tipo de recuperação", segundo o estudo.
“Para aumentar a produção agrícola são destruídas linhas de árvores, sebes, bosquetes e matas ribeirinhas que serviam de locais de refúgio, alimentação e reprodução para várias espécies”, explicou ao PÚBLICO Domingos Leitão, coordenador do Programa Rural da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (Spea).
A área da Educação já não aguenta mais desmandos e mais birras.
Agora, e já é tarde, é o momento de acção, de pro-acção para tentar minimizar o mal que por aí se tem feito.
Quem manda, o nosso ‘primeiro', tem de assumir os custos de correcção de alguns procedimentos.
Se existir vontade de mudança, conservando o que deve servir para unir, a tarefa, difícil, é exequível.
Atente-se a três dimensões a considerar na resolução deste aparente imbróglio a que se chegou:
― competência, reconhecendo a quem a tem a capacidade para ensinar;
― exigência, traçando objectivos claros, mensuráveis e susceptíveis de controlo.
― profissionalismo, que deve ser condição sine qua non para o exercício de todos os misteres.
Se assumirmos que os docentes têm competência reconhecida por quem os licenciou para o exercício da sua profissão podemos e devemos, enquanto socie- dade que tende para uma realização melhor, exigir que cumpram o seu desiderato fundamental: ensinar. Que é diferente de educar, porque o ensino recorre a um sa- ber mais técnico, enforma de aspectos que se podem mensurar e avaliar!
Quanto ao profissionalismo, como filho de uma professora condecorada, como antigo aluno, como pai de uma aluna do ensino secundário, a minha doce Maria, como professor que já fui e agora em outras funções, também elas ligadas à Educação, posso afirmar, sem correr o risco de ser contraditado, que não encontro melhores profissionais que os Professores.
Mesmo no ambiente mais adverso, grosso modo, os Professores são capazes do melhor: ensinam-nos a sermos melhores.
En présentant son plan de relance budgétaire, jeudi 4 décembre, Nicolas Sarkozy a expliqué comment il comptait utiliser une enveloppe de 26 milliards d'euros, soit 1,3 % du produit intérieur brut, pour financer à un certain nombre de mesures censées contrer la récession et freiner l'envolée du chômage.
A ministra da educação chilena foi agredida por uma aluna. Sabia que os professores chilenos travam uma greve por tempo indeterminado contra as políticas neoliberais do Governo chileno? Os professores chilenos travam uma luta, há várias semanas, contra uma avaliação de desempenho que é igual à que o Governo de Sócrates quer impor aos professores portugueses. (...)
No programa «Corredor do Poder» da RTP está a ser discutido o braço-de-ferro na Educação entre os Professores e o Ministério da Educação. Dá pena ver o representante do PS procurar defender o indefensável. Contra os factos, ainda há argumentos?