São oriundas de famílias carenciadas, abandonaram a escola cedo e têm falta de objectivos profissionais. Para muitas raparigas, a gravidez surge como “um projecto de vida, na ausência de outros”.
Continua…
► PÚBLICO
Este é um espaço onde poderei dar conta das minhas reflexões, alegrias, inquietações e também das minhas indignações. Deixo claro que não hipotequei a minha liberdade a nenhum partido político. Tal como escreveu o ilustre escritor Miguel Torga, meu comprovinciano, «Não posso ter outro partido senão o da liberdade»...
São oriundas de famílias carenciadas, abandonaram a escola cedo e têm falta de objectivos profissionais. Para muitas raparigas, a gravidez surge como “um projecto de vida, na ausência de outros”.
Continua…
► PÚBLICO

Na passada sexta-feira ouvi o primeiro-ministro dizer em Nova Iorque que preferia uma redistribuição fiscal (leia-se aumento de impostos) a cortes na saúde, na educação e no estado social.
Esta declaração é fantástica. Em primeiro lugar diz-nos que os impostos irão aumentar e em segundo que só na citadas três áreas é que há espaço para cortes na despesa. Ficamos a saber que os governos civis não vão fechar, que a imensidão de institutos, fundações e empresas municipais que duplicam a administração pública continuarão como até aqui e que o patrocínio estatal de actividades comerciais como computadores, construção de estradas e demais obras públicas não será contido.
Recorre-se ao medo e fica tudo na mesma. Excepto para os tais 15% que contribuem para 85% da receita fiscal, que sentirão, uma vez mais, os impostos mais pesados e a carteira mais leve.
Fonte: Fliscorno
Jovens acreditam que “coito interrompido” evita gravidez
Um estudo internacional divulgado por ocasião do Dia Mundial da Contracepção, que se celebra no domingo, revela que “quase um terço dos jovens acredita que retirar o pénis antes da ejaculação é eficaz [para evitar uma gravidez], quando na realidade é altamente falível”.
O estudo “Contracepção: Afinal, de quem é a responsabilidade” refere que mais de 80 por cento dos jovens reconhecem a sua responsabilidade em usar um contraceptivo quando fazem sexo, mas 44 por cento dão mais importância à higiene pessoal (incluindo duche, depilação e aplicação de perfume) do que à contracepção quando se preparam para um encontro em que poderão ter relações sexuais.
O estudo multinacional, que abrangeu 25 países de quatro regiões do mundo e mais de 5000 jovens com idades entre os 15 e os 24 anos, concluiu que 45 por cento dos jovens sexualmente activos abrangidos pelo estudo já tiveram relações sem usar contraceptivos, um “aumento considerável de 25 por cento” em relação aos resultados de idêntico estudo realizado em 2009.
Apenas metade (51 por cento) dos jovens considerou estar muito bem informado sobre as opções da contracepção.
A razão mais apontada para a não utilização de contracepção é “não ter um método disponível no momento”.
Contudo, as situações variam de região para a região. Na Tailândia, por exemplo, mais de um terço dos jovens que admitiram ter praticado relações sexuais desprotegidas com um novo parceiro disseram que a razão principal pela qual não usaram um contraceptivo é que “não é fixe”.
No Reino Unido e na Noruega, onde os contraceptivos estão acessíveis a todos, um quinto dos jovens admitiu ter praticado relações sexuais desprotegidas com um novo parceiro porque “tinha bebido álcool e esqueceu-se”.
Na Rússia, mais de metade dos inquiridos acredita que o “método do coito interrompido” é fiável e no Peru um quinto pensa que a prática de relações sexuais durante o período menstrual é uma forma eficaz de contracepção.
Na Turquia, mais de um terço dos jovens acredita que tomar um duche ou banho depois de praticar relações sexuais é uma forma eficaz de prevenir uma gravidez.
O estudo, apoiado por uma coligação de 10 organizações internacionais ligadas à saúde sexual, surge numa altura em que o número de gravidezes não planeadas constitui uma grande preocupação global, particularmente entre jovens. Cerca de um terço dos 205 milhões de gravidezes que se verificam anualmente são não planeadas, sendo as taxas mais elevadas observadas entre jovens dos 15 aos 24 anos.
► Jornal de Notícias [24.09.2010]
Escolha da Microsoft não salvou escola de Várzea
Eduardo Pinto
O primeiro estabelecimento de ensino a integrar o Programa Mundial das Escolas Inovadoras, da responsabilidade da Microsoft, não escapou à onda de encerramentos levantada pelo Ministério da Educação.
A Escola Básica do 1.º Ciclo de Várzea de Abrunhais, em Lamego, já não abriu este ano lectivo. Os mais de 20 alunos foram transferidos para o novo centro escolar construído em Ferreirim (Lamego Sudeste), deixando para trás a escola-modelo que o próprio Governo enalteceu.
A professora responsável por colocar nos píncaros o estabelecimento de ensino, Maria do Carmo Leitão, espera que os meios de que Várzea dispunha, bem como os alunos transferidos para o centro escolar, acabem por “incentivar” outros que não tenham tido acesso a tantos recursos, em qualidade e quantidade.
Possuía nove Magalhães de reserva para o caso de avariar algum dos pertencentes às crianças, oito computadores de secretária e dois portáteis, para além de dois quadros interactivos com a Plataforma Camões que sincronizam com os computadores individuais.
► Jornal de Notícias [23.09.2010]
Não andará por aí a gerir e a mandar nenhum doido? Não será pertinente “fazer queixa” à Protecção de Menores de tantos responsáveis por aí, pelos “maus tratos” que estão a ter para com as nossas crianças? Os mais velhos (avós, tios) teimam em dizer que antigamente era melhor e que até se sabia mais e que todos, professores e alunos, eram mais felizes! E lembram-nos as Festas Escolares na Escola, em que participavam todos: alunos, famílias, Presidente da Junta, o padre, todos! Era uma alegria. E recordam assim os Magustos, o Natal, O Carnaval, etc.... Agora, agora já nada se respeita, nem a tradição, nem a cultura popular, nem mesmo a família! Pois a família, então terminarem as crianças as horas de escola e irem fazer os deveres para casa dos avós, dos tios ou dos vizinhos, fazia mal a alguém? Uma ova! Eram todos mais felizes, alunos, avós, tios e mesmo pais e (melhor ainda!) poupavam-se toneladas da tal... Ritalina! Alguns agouram já um futuro de maior desertificação e de mais fuga para os grandes Centros, fazendo aumentar o caos, a confusão, o crime e a vida-sem-qualidade. É que — dizem eles — doravante não mais vai haver casais que se fixem nas aldeias e ali queiram viver e ali criar os seus filhos!

por ROBERTO DORES
Professores estão a recomendar a crianças entre os seis e os oito anos material de apoio pedagógico com “vulgarismos”. Pais indignados
Há escolas que estão a recomendar um dicionário com palavrões aos alunos do 1.º ciclo. A sugestão é feita através da lista de material enviada aos encarregados de educação, apesar de o dicionário, já com o acordo ortográfico, estar recomendado pela editora apenas para alunos a partir do 3.º ciclo.
O Dicionário Básico de Língua Portuguesa, da Porto Editora (capa azul), que custa 5,5 euros, apresenta palavras como "c..." (órgão sexual masculino), “c...” (órgão sexual feminino) e “f...” (acto sexual). Este já circula entre os alunos que frequentam o 1.º ciclo do Agrupamento Vertical de Escolas Cetóbriga, em Setúbal, originando a indignação dos pais e dividindo os docentes.
Mas há muitas mais onde está a ser usado. Várias livrarias contactadas pelo DN em Lisboa, Almada, Barreiro e Setúbal confirmaram a procura do dicionário e por recomendação dos professores do ensino básico. E a Porto Editora revela que o dicionário em que surgem os “vulgarismos” está a ter mais procura este ano, embora desconheça o motivo. O critério para os dicionários destinados aos alunos dos 1.º e 2.º ciclos do Ensino Básico “é não registar vulgarismos”, pelo que não é recomendada para crianças entre os seis e os dez anos.
Albino Almeida, da Confederação Nacional das Associações de Pais, não entende a opção das escolas. “É uma riqueza típica de um país pobre que as escolas adoptem um dicionário tão completo.” E defende que os estabelecimentos de ensino “deviam manter os tradicionais dicionários escolares”.
A opinião é partilhada pela Associação Sindical dos Professores Licenciados. Maria João Gonçalves refere que a escolha do dicionário pertence às escolas, pelo que deveria ser tomada outra opção que impedisse as crianças de contactarem com os palavrões. “Não podemos encarar isso de boa forma e lamentamos que esteja a ser indicado este dicionário”, diz.
Manuel Grilo, do Sindicato dos Professores do Grande Lisboa, desconhece que as escolas estejam a recomendar dicionários, por não serem de compra obrigatória. “O normal é que a escolha seja dos pais. O professor só indica que o miúdo vai precisar de um dicionário e cada um compra livremente”, sublinha.
Já a Associação de Professores de Português (APP) concorda que os alunos comecem a ter contacto com este tipo vocabulário a partir do 3.º ano. “Uma das regras básicas de um dicionário é incluir palavras desde que estejam consagradas na língua portuguesa. Até mesmo para os miúdos saberem o seu significado. Já Gil Vicente e Camões as escreveram”, admite Edviges Antunes Ferreira, da APP. E acrescenta: “Não percebo porque é que a Porto Editora lança o dicionário azul com essas palavras e um cor de laranja que não as tem.”
Segundo o Ministério da Educação, a escolha das publicações inscreve-se no quadro de “independência das escolas”, sendo que o dicionário “não pode ser censurado porque os vocábulos existem”, remata fonte oficial.
Comentário:
Por que motivo o dicionário regista aquelas palavras que as criancinhas desconhecem, segundo pensam alguns pais?… Algumas até as ouvirão frequentemente aos seus progenitores!...
Só quem não ouve bem achará que as crianças não conhecem tais palavrões!
Ora o que é necessário é explicar às crianças que os palavrões não são palavras utilizadas como outras quaisquer.
Se algumas destas pessoas ficam escandalizadas com a inclusão no dicionário de palavras grosseiras, não faço ideia como reagiriam ao ouvir crianças de tenra idade a soltar palavrões a torto e a direito…
Governo quer pais a fazer matrículas online já no próximo ano
O secretário de Estado da Educação, João Mata, garante que a aposta do Governo no Plano Tecnológico da Educação é para continuar e que no próximo ano lectivo os pais poderão fazer as matrículas online.
O governante falava à Agência Lusa na sequência da escolha de duas escolas portuguesas (em Lousada e nos Açores) para integrarem a rede mundial de escolas mais inovadoras, no âmbito de um programa desenvolvido pela Microsoft.
“Esta rede é formada por um pequeno conjunto de escolas e portanto constitui uma grande satisfação para todos nós este facto”, disse o secretário de Estado, manifestando esperança de que, no próximo ano, Portugal possa ter três ou mais escolas nesta rede, depois de no ano passado ter entrado uma escola (Lamego).
As escolas que integram a rede podem partilhar conhecimento e experiências em matéria de integração das tecnologias de informação e comunicação nos processos de ensino e aprendizagem, “naquilo que são as práticas de ensino, as práticas em sala de aula”, referiu.
Continua…
Educação: «Sem ambição não há evolução», diz Isabel Alçada
A ministra da Educação, Isabel Alçada, afirmou hoje a propósito das metas educativas para 2015 que «sem ambição não há evolução», sublinhando que os objetivos do Governo foram definidos tendo em conta a evolução das tendências.
«Acho que sem ambição não há evolução e nós precisamos de ter ambição. Esta proposta de metas nacionais para 2015 foi feita com base numa projeção de tendência. Cada agrupamento fará a sua própria meta e será da convergência das metas de cada agrupamento e de cada escola que poderemos obter um resultado melhor a nível nacional», afirmou Isabel Alçada.
A titular da pasta da Educação falava aos jornalistas à margem da apresentação do Festival Europeu de Música e Aventura para Crianças Big Bang, que decorreu hoje à tarde no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, depois de questionada sobre se as metas definidas não são demasiado ambiciosas.
► Diário Digital / Lusa
Ministério quer rever modelo de avaliação externa das escolas
Alexandra Inácio
O Ministério da Educação (ME) pretende rever o modelo de avaliação externa das escolas. A partir de 2011, arranca novo ciclo avaliativo e a tutela pretende que o novo programa assente “num conceito de avaliação externa que se articule com a auto-avaliação, com a avaliação dos alunos”, professores e pessoal não docente, explicou ontem o secretário de Estado Adjunto da Educação.
Num seminário sobre avaliação externa das escolas, promovido pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), em Lisboa, Alexandre Ventura sublinhou que o objectivo do Governo é o de prosseguir o programa de modo a “desenvolver” os contratos de autonomia das escolas. Este ano lectivo vão ser avaliados mais 147 agrupamentos; desde 2006 — quando iniciou o ciclo avaliativo — a Inspecção-Geral de Educação avaliou 984 escolas, garantiu.
O CNE emitirá “brevemente” uma recomendação sobre a “globalidade do primeiro ciclo avaliativo”.
Maria Emília Bettencourt defendeu, ontem, que “um dos principais problemas do nosso sistema” é a “acumulação, por um número muito significativo de alunos, de dificuldades ao longo dos percursos educativos”. Pelo que dois dos “desafios” para o próximo modelo — considera a presidente da CNE — deviam ser a definição de um “sistema de acompanhamento das escolas que decorra da avaliação externa e vise ajudar a resolver os problemas identificados”; e a forma como esse processo deve relacionar-se com a qualidade das aprendizagens.
Disponibilizado pelo autor do blogue “ad duo”, aqui fica o Programa Educação 2015, as metas que o Governo se comprometeu a atingir.
O Programa Educação 2015 pretende:
● Elevar as competências básicas dos alunos portugueses;
● Assegurar o cumprimento da escolaridade obrigatória de 12 anos;
● Reforçar o papel das Escolas.
O Programa Educação 2015, a lançar a partir do ano lectivo 2010-2011, pretende aprofundar o envolvimento das escolas e das comunidades educativas na concretização dos compromissos nacionais e internacionais em matéria de política educativa.
Preparemo-nos, pois, já que as pressões sobre os docentes irão necessariamente surgir… E os resultados terão de aparecer, nem que seja à força!…
Ao contrário do que se comprometera, o ME não alterou a legislação referente aos horários de trabalho. Recorda-se que Isabel Alçada havia reconhecido a inadequação dos horários de trabalho que, afirmava, dificultavam a actividade dos docentes no que é essencial: o trabalho com os seus alunos. Contudo, a ministra não foi além das palavras, deixando tudo na mesma.
(…)
► FENPROF
Este texto é uma crítica ao vídeo da ministra da Educação,
Trailer Cinema "Pare, Escute, Olhe" from Pare, Escute, Olhe on Vimeo.
Ana Drago avisa os mais distraídos Mirem-se no exemplo! Um país que reconhece o valor dos seus docentes