Este é um espaço onde poderei dar conta das minhas reflexões, alegrias, inquietações e também das minhas indignações. Deixo claro que não hipotequei a minha liberdade a nenhum partido político. Tal como escreveu o ilustre escritor Miguel Torga, meu comprovinciano, «Não posso ter outro partido senão o da liberdade»...
Si les scientifiques reconnaissent au rire des vertus thérapeutiques, d’autres – détenteurs du pouvoir sous ses formes politiques, religieuses ou économiques – le redoutent aujourd’hui et perçoivent le danger qu’il pourrait représenter pour leur image. Car telle est bien l’ambiguïté sociale du rire. D’un côté, il joue un rôle de catharsis permettant « l’évacuation de la colère, de la frustration ou de la souffrance, et donc des pulsions de violences que nous éprouvons dans certaines circonstances », ce en quoi il désamorce les risques d’affrontements ou de conflits. Mais de l’autre, il ébranle l’autorité, remet en cause le consensus lénifiant et « ruine en peu de mots, de gestes ou de symboles les stratégies de communication manipulatrices et coûteuses des détenteurs du pouvoir. » Ce constat est mis en lumière dans le premier chapitre d’un court essai, Désobéir par le rire (Le Passager clandestin, 64 pages, 5 €), écrit par un collectif (Les Désobéissants) et publié dans une collection dirigée par Xavier Renou.
Nul doute que le rire occupe une place de première importance dans la recherche d’un apaisement social. Il sert, en quelque sorte, de soupape. Rire d’un prince évite à celui-ci d’essuyer des attaques plus vigoureuses qui fissureraient ou renverseraient son trône. Rire d’un prince le rappelle aussi à la mesure, sinon à la raison s’il vient à abuser de son pouvoir ou à se mal conduire en toute impunité. En cela, l’humour se présente comme une version moderne du serviteur placé derrière le général romain lors de son triomphe et lui murmurant « Souviens-toi que tu n’es qu’un homme », ou du fou du roi, autorisé à toutes les insolences. Mais si le général romain et le roi (jusqu’à Louis XIV qui supprima la charge de bouffon) acceptaient, bon gré mal gré, l’humour corrosif attaquant jusqu’à leurs personnes, les princes contemporains (et a fortiori leurs barons…) semblent bien moins enclins à accepter une forme de critique au vitriol ou d’impertinence qui sévit aussi bien sur les ondes qu’au café du Commerce. Les mésaventures de Stéphane Guillon et Didier Porte, remerciés par la radio qui les employait (« lourdés » serait peut-être un terme plus approprié, car leur départ ne se fit pas dans la légèreté), en offrent l’exemple, même si l’on peut penser que l’initiative de ce geste n’était pas partie du Palais, mais avait été prise dans le souci de lui complaire.
Novos agrupamentos não têm suporte legal, acusa ANMP
PorClara Viana
Câmaras e associações de pais ameaçam com providências cautelares para impedir fusão
A fusão de agrupamentos escolares, que o Ministério da Educação (ME) já deu como concluída, foi feita sem que existisse suporte legal para a sua concretização, denunciou ontem a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP). "O Governo precipitou-se", comentou ao PÚBLICO o vice-presidente da ANMP, Fernando Campos, no final de uma reunião da direcção da associação, lembrando que as novas unidades foram criadas antes de ser aprovada a portaria que deveria fixar quais os procedimentos de criação, alteração e extinção dos agrupamentos de escolas e escolas não-agrupadas.
Na semana passada, o ministério respondeu a críticas da ANMP, afirmando que só as mudanças que vierem a ser introduzidas no ano lectivo 2011/12 carecerão de regulamentação em portaria. Segundo o ME, foi enviado um projecto de diploma à ANMP, mas este apenas diz respeito, por isso, ao que vier a ser feito dentro de um ano e não ao que já foi concretizado para o próximo ano lectivo — a constituição de 84 novas unidades de gestão, que juntam escolas de vários níveis de ensino e terão, em média, 1700 alunos.
Este projecto foi recebido pela ANMP na sexta-feira e analisado ontem pelo seu conselho directivo. “Confirmámos que tínhamos razão. Ao contrário do que disse o Governo, esta proposta de portaria não é só relativa a outras alterações que irão ser feitas, mas sim às que já foram anunciadas para agora. O executivo meteu os pés pelas mãos”, acusa Fernando Campos. No decreto-lei que aprovou o novo regime de gestão das escolas do ensino não-superior estabelece-se que os “requisitos necessários para a constituição de agrupamentos” têm de ser definidos em diploma próprio. Esta disposição é também recordada na resolução de Junho do Conselho de Ministros que aprovou a reorganização da rede escolar entretanto concretizada. Só que o diploma continua por aprovar.
Esta situação poderá levar agora os municípios a optarem por recorrer aos tribunais, admite Fernando Campos. Existem pelo menos duas câmaras que já anunciaram que vão avançar com providências cautelares para impedir a fusão de agrupamentos. Também as associações de pais poderão seguir o mesmo caminho. “Se se mantiver esta indefinição e os pais continuarem a não ter respostas, a partir de 1 de Setembro todos os novos agrupamentos serão alvo de providências cautelares”, indicou Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais.
Para além de contestar os procedimentos adoptados pelo ME, a ANMP também “chumbou” a proposta de diploma que regulamenta a criação de novos agrupamentos. “O nosso parecer é inequivocamente desfavorável, uma vez que esta proposta não tem em consideração acordos já estabelecidos entre o Ministério da Educação e os municípios”, explicitou Fernando Campos. Uma das questões não contempladas diz respeito à obrigatoriedade de os municípios serem ouvidos neste processo, acrescentou.
O PÚBLICO tentou, sem êxito, obter um comentário do Ministério da Educação.
As crianças foram o centro da sua obra, mesmo quando não era para elas que escrevia. Rompeu com os estereótipos impostos pelo Estado Novo e muitos escritores de literatura para a infância seguiram-na nessa ousadia. Chamaram-lhe fada-madrinha. Matilde Rosa Araújo deixou por aí uma varinha de condão. E um inédito
Escolher os livros essenciais de Matilde Rosa Araújo não é fácil. Há sempre mais um que se impõe acrescentar. A Pública pediu ajuda a duas especialistas em literatura para a infância, Fátima Ribeiro de Medeiros e Leonor Riscado, e a um escritor, António Torrado. Todos amigos de Matilde. Era fácil sê-lo.
Não é possível falar da escritora sem falar também de Maria Keil, “as suas ilustrações são a marca de água das obras de Matilde”, diz António Torrado. E tem razão. Muitos dos seus livros foram ilustrados por esta artista plástica e mesmo a obra que sairá em Novembro terá imagens criadas recentemente por Maria Keil, já com 95 anos. “Uma dupla fantástica.”
Também não se pode conhecer o trabalho de Matilde sem se nomear a sua primeira obra dita para crianças: O Livro da Tila, cantigas pequeninas, (Editorial, 1957).
A abrir, pode ler-se “Quadra sozinha: Meninos pobres, tão pobres/ São tão pobres, que ao vê-los/ Meus olhos, que são de cobre/ Têm a luz das estrelas.” Tila era o nome por que a autora era tratada na infância, diminutivo que nem sempre lhe agradou, conta Fátima Ribeiro de Medeiros, professora e investigadora de Literatura para a Infância e Juventude, do Instituto de Estudos de Literatura Tradicional da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa.
A coragem
Seguiu-se O Palhaço Verde, Portugália, 1962 (ainda está disponível). “Foi uma grande surpresa para a literatura”, considera António Torrado. “Estava-se num período em decrescendo da literatura para a infância. Já se tinha passado a fase das borboletas e passarinhos e não havia nada para substituir.”
É então que, com coragem, a autora escreve este livro: “A personagem é mais um arlequim do que um palhaço. Com ele, Matilde rompeu o estereótipo e nós fomos atrás. Mais ou menos…”
O rapaz em que Matilde se inspirou existiu mesmo, diz Fátima de Medeiros, que desenvolve pesquisa sobre esta escritora, alguma de grande profundidade: “Era um rapaz pobre que vendia moinhos de papel na praia.”
A professora realça a importância do contributo de Matilde para a literatura: “Estávamos numa fase de menorização da criança. Com o Estado Novo, não se podia ter ideias. A censura queria limitar as ideias dos escritores e conduzi-los por um determinado caminho. Mas, sobretudo na década de 1950, houve vários escritores que não seguiram a norma. Matilde foi um deles.”
PCP teme “fortes constrangimentos” orçamentais na Educação
26.07.2010 - 18:05 Por Lusa
O PCP questionou hoje o Governo sobre a constituição de um grupo de trabalho coordenado pelo Ministério das Finanças para acompanhar a política orçamental da Educação, temendo “fortes imposições e constrangimentos” no sector.
Numa pergunta enviada ao Ministério da Educação, o deputado Miguel Tiago começa por citar o despacho de constituição daquele grupo, que será responsável pela produção de relatórios sobre a gestão e a execução orçamental das políticas educativas e por propor e acompanhar medidas adicionais que promovam a eficiência e a eficácia dos serviços prestados nos ensinos básico e secundário, no que respeita à afectação de recursos materiais e humanos, entre outras funções.
“A desfiguração acentuada que a escola pública conheceu nos últimos anos tenderá a agravar-se num quadro de fortes imposições e constrangimentos orçamentais, como é óbvio, mas tenderá a tornar-se potencialmente fatal se forem as políticas de finanças a presidir a questões do âmbito estrito da política educativa”, escreve o deputado comunista.
A equipa agora constituída deve ainda propor medidas e acompanhar a implementação do aprofundamento da reorganização da rede escolar do básico e secundário.
“Se os critérios de reordenamento da rede escolar são estritamente pedagógicos e qualitativos, por que motivos nomeia o Governo um grupo de trabalho coordenado pelo Ministério das Finanças para acompanhar e orientar esse reordenamento?”, questiona o deputado.
O parlamentar comunista quer ainda saber de que forma o grupo de trabalho vai apurar as necessidades de recursos materiais e humanos nas escolas, se a sua composição é “eminentemente técnica e administrativa”.
“A constituição deste grupo de trabalho vem também demonstrar a forma como o Governo desrespeita a Assembleia da República, pois desmente as declarações sistemáticas da ministra da Educação [Isabel Alçada] que afastavam quaisquer suspeitas sobre eventuais pressões economicistas sobre a política de reordenamento da rede” escolar, acusa Miguel Tiago.
Segundo os números finais do Governo, divulgados na sexta-feira, a partir de Setembro já não vão abrir 701 escolas do primeiro ciclo com menos de 21 alunos e foram constituídas 84 novas unidades de gestão, na sequência da fusão de agrupamentos e escolas não agrupadas.
Bombeiros pedem melhor prevenção para não prejudicar bons resultados
Menos 80 por cento de área ardida desde Janeiro em relação a 2009
28.07.2010 - 08:34 Por Marisa Soares
Duração média dos incêndios diminuiu com reforço da primeira intervenção. Altas temperaturas podem inverter actual tendência positiva.
A área ardida em Portugal, entre 1 de Janeiro e 15 de Julho, foi 80 por cento menor do que em igual período de 2009, segundo o mais recente relatório da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC). Porém, o número de incêndios não diminuiu na mesma proporção: foram registados menos 53 por cento do que em 2009. A explicação para esta diferença pode estar num maior sucesso no ataque às chamas, sobretudo na primeira intervenção, o que ajudou a evitar que áreas maiores fossem atingidas, mas nada pode fazer para diminuir o número de fogos florestais.
Esta é também a opinião do presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, Fernando Curto. "Houve um reforço dos meios para a primeira intervenção, o que evita que as chamas alastrem", explica este responsável. Se os números até 15 de Julho podem ser optimistas, a profusão de incêndios ocorridos nos últimos dias pode, porém, mudar tudo no próximo relatório de Agosto.
Anteontem, por exemplo, a ANPC registou 416 ocorrências, o que já não se via desde 2006. O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, reconheceu ontem que este é um número elevado, para o qual estão a contribuir "condições particularmente adversas", como as elevadas temperaturas e a ausência de humidade atmosférica. Ainda assim, o governante garantiu ontem que o dispositivo de combate a incêndios tem capacidade para responder a todas as ocorrências.
«Ministério da Educação é secretaria de Estado de Sócrates»
Mário Nogueira diz que falta «personalidade política» à equipa de Isabel Alçada
Mário Nogueira diz que quem manda na Educação em Portugal é José Sócrates, mesmo que o ministério da tutela mostre «incomodidade» com a política seguida.
«O ministério da Educação é uma espécie de secretaria de Estado para a Educação do gabinete do primeiro-ministro», sustentou o líder da FENPROF em entrevista à Edição das Dez do TVI24.
Para Nogueira, a equipa liderada por Isabel Alçada tem «falta de personalidade política», já que não tem «grandes ideias» e não apresenta «nada de novo». Esta falta de «criatividade» é uma «política de continuidade pura», ataca o dirigente sindical.
No entanto, Mário Nogueira reconhece que a equipa do ministério da Educação revela, por vezes, «incomodidade» com as soluções que apresenta nas reuniões com as estruturas de professores, mas que as defendem porque são «uma imposição política».
Mário Nogueira estranha que Isabel Alçada tenha tomado esta decisão, já que, recorda, há um ano a actual ministra era responsável pelo Plano Nacional de Leitura. E acrescenta que há um mês o mesmo ministério elogiou o «papel dos bibliotecários».
«O ministério corta a torto e a direito sem olhar a consequências», queixa-se o dirigente da estrutura sindical.
Quanto à relação entre os professores e a tutela, Nogueira reconhece que houve um primeiro momento de «atenuar de tensões», quando Isabel Alçada decidiu o fim da divisão de carreiras.
Estudo conclui que há um ou dois hiperactivos em cada sala de aula, com problemas cognitivos
27.07.2010 - 14:19 Por Lusa
Em cada sala de aula há uma ou duas crianças com hiperactividade, um problema que não é apenas comportamental, mas também cognitivo, a exigir uma intervenção precoce para evitar “efeitos devastadores” no seu percurso pessoal.
Numa investigação desenvolvida na Faculdade de Psicologia e Ciências de Educação da Universidade de Coimbra Cláudia Alfaiate concluiu que as crianças que padecem desse problema têm associados défices cognitivos de natureza diversa.
A minimização do problema passa pela identificação o mais cedo possível, com a adopção conjugada de terapias comportamental e medicamentosa e de estratégias específicas na sala de aula, bem como pela intervenção concertada dos “agentes escolar e familiar”.
A psicóloga referiu à agência Lusa que este tipo de problemas, que se estima afecte entre 3 a 7 por cento das crianças (média de 1 a 2 em cada sala de aula) em idade escolar, segundo dados internacionais, não tem apenas implicações na carreira académica, mas também no seu relacionamento no dia-a-dia.
A pedido da FENPROF, realiza-se esta quarta-feira, dia 28 de Julho, pelas 16 horas, uma reunião com responsáveis do Ministério da Educação na qual serão debatidos os seguintes assuntos:
— Formação Contínua: apresentação do estudo efectuado pela FENPROF junto dos Centros de Formação e proposta de abertura de negociações com vista à alteração dos actuais regimes jurídico e de financiamento da FC;
— Educação Especial: apresentação de propostas com vista à alteração do actual regime de Educação especial que impõe a CIF como único instrumento de avaliação das necessidades educativas especiais das crianças e jovens;
— Estatuto da Carreira Docente: apresentação de problemas que estão a surgir em escolas que, através de interpretações diversas, estão a ser impedidos de progredir ao abrigo das normas previstas no novo ECD.
Nesta reunião, em que participarão o Secretário de Estado Adjunto e da Educação, o Director-Geral da DGRHE e a Presidente da DGIDC, serão ainda colocadas questões relacionadas com outras situações, tais como a inesperada redução do número de professores bibliotecários nas escolas, assim como serão solicitadas, mais uma vez, as listas de novos agrupamentos constituídos e de escolas do 1.º Ciclo encerradas.
A pedido da FENPROF, realiza-se esta quarta-feira, dia 28 de Julho, pelas 16 horas, uma reunião com responsáveis do Ministério da Educação na qual serão debatidos os seguintes assuntos:
— Formação Contínua: apresentação do estudo efectuado pela FENPROF junto dos Centros de Formação e proposta de abertura de negociações com vista à alteração dos actuais regimes jurídico e de financiamento da FC;
— Educação Especial: apresentação de propostas com vista à alteração do actual regime de Educação especial que impõe a CIF como único instrumento de avaliação das necessidades educativas especiais das crianças e jovens;
— Estatuto da Carreira Docente: apresentação de problemas que estão a surgir em escolas que, através de interpretações diversas, estão a ser impedidos de progredir ao abrigo das normas previstas no novo ECD.
Nesta reunião, em que participarão o Secretário de Estado Adjunto e da Educação, o Director-Geral da DGRHE e a Presidente da DGIDC, serão ainda colocadas questões relacionadas com outras situações, tais como a inesperada redução do número de professores bibliotecários nas escolas, assim como serão solicitadas, mais uma vez, as listas de novos agrupamentos constituídos e de escolas do 1.º Ciclo encerradas.
Ao fim da tarde de hoje, a linha do horizonte na vila de Cabeceiras de Basto estava encoberta por uma camada de fumo (conforme a foto documenta), proveniente dos vários incêndios que lavravam nesta região, embora não se visse nenhum foco de incêndio em particular. Mas o fumo não engana. Não há fumo sem fogo, como diz o Povo.
É todos os anos o mesmo castigo: mal o calor aperta, liberta-se o pirómano que há nalgumas pessoas. Não sei que prazer pode advir do facto de ver arder a Natureza e pôr a vida de pessoas em perigo, incluindo a dos Bombeiros. Só quem nunca viu de perto os efeitos de um fogo pode ter uma mente tão perversa!
O ministro da Administração Interna sublinha que os meios são suficientes para combater este flagelo, mais parecendo um ministro iraquiano a negar aquilo que toda a gente vê. E o que se vê é que por mais meios que o Estado possua, não é fácil lutar contra o fogo. Ainda nos lembramos da altura em que foram criadas aquelas brigadas de intervenção rápida, com a promessa de acabar com os fogos florestais… A cada passo me cruzo com algumas dessas brigadas, mas o que me parece é que nada foi resolvido. Só fica tudo resolvido quando o S. Pedro resolve abrir as comportas do Céu… E como isso não acontece quando nós queremos, temos de nos sujeitar aquilo que nos mandam. Mas que o Governo podia fazer melhor neste campo, lá isso podia. Em vez de andar a fazer propaganda, podiam dedicar-se a apagar uns fogozitos. Talvez assim tivessem a noção do que custa suportar este elemento estival.
Parece que alguém manda que não constem todos os fogos na página da Protecção Civil. Isso mesmo foi dito hoje no “Fórum” da Antena 1 por um Bombeiro profissonal, o qual irá correr o risco de ser chamuscado por ter dito a verdade… Posso testemunhar que tenho por vezes conhecimento de fogos que não constam nas estatísticas. Mas não é por não constarem nas estatísticas que esses fogos deixam de fazer estragos…
A função dos políticos é apagar os fogos, e eles desempenham-na lendo todos na mesma cartilha. O que puder ser omitido, não deverá escurecer as estatísticas!...
Videojogos levam à alienação de adolescentes na escola
por CATARINA CRISTÃO25 Julho 2010
Estudo americano diz que consolas aumentam em 67% o risco de défice de atenção. Especialistas nacionais falam em vício. Nas férias há carta branca, mas sob vigilância dos pais.
A meio do ano lectivo passado, as notas de Física e de Matemática de quase metade da turma do 11.º ano do Liceu Francês, em Lisboa, começaram a descer, sem razão aparente. Mas os indícios de que algo de estranho se passava revelavam-se no comportamento diário nas aulas: pouca atenção, sonolência, falta de produtividade.
“Acabámos por descobrir que havia um grupo de rapazes que jogava em rede durante horas a fio, até de madrugada", explica o professor e psicólogo Pedro Hubert, acrescentando: “A situação estava a ficar problemática, ao ponto de um deles, quando confrontado pela mãe sobre o excesso de horas a jogar, lhe atirar com o teclado.”
Aos riscos da utilização repetida dos videojogos no dia-a-dia, um estudo norte-americano, publicado na edição deste mês da revista Pediatrics, junta agora o défice de atenção e a hiperactividade, um problema que, em Portugal, afecta 50 mil adultos e crianças e é considerado pelos especialistas uma das principais causas para o insucesso escolar e a difícil integração social.
O estudo mostra que esta utilização abusiva faz subir para 67% o risco de a criança ou o adolescente vir a sofrer de défice de atenção e de hiperactividade. Na investigação participaram 1323 adolescentes, de 10 colégios dos vários estados norte-americanos, que foram acompanhados durante um ano.
As opiniões dos especialistas portugueses dividem-se quanto aos malefícios dos videojogos, mas todos estão de acordo ao considerarem um exagero a sua associação ao défice de atenção e à hiperactividade, que tem sobretudo razões genéticas.
“São coisas diferentes e que não têm relação de causa-efeito. Já havia défice de atenção antes do tempo das consolas”, contrapõe a pediatra Ana Vasconcelos. “São até uma forma de os deixar calmos e concentrados”, diz ainda Linda Serrão, presidente da Associação Portuguesa da Criança Hiperactiva, que tem em casa três casos, com 11, 14 e 18 anos.
Ainda assim, os perigos existem. “Os grandes problemas têm a ver com a falta de produtividade, cansaço, falta de concentração”, sublinha Pedro Hubert, garantindo comprovar estes comportamentos no seu dia-a-dia como professor. “Quando estão a jogar, estão completamente desligados da realidade que os rodeia, e, ao contrário das aulas, aqui a necessidade de concentração é mínima, a tarefa é feita automaticamente. Quando chegam às aulas estão muito desconcentrados”, constata o psicólogo clínico.
“Muitas horas a jogar transtorna as crianças”, concorda Ana Vasconcelos. “Ficam completamente fora do mundo real e não é importante o que eles aprendem através dos jogos”.
Os especialistas alertam ainda para o risco de adição. “O que está em causa é a competição muito forte nestes jogos, que os torna muito atractivos e absorventes. Desempenham a função de alheamento, de evasão, de adrenalina, de acção, de euforia e de risco, que os miúdos adoram”, explica Pedro Hubert, que lida com muitos casos destes no consultório (ver caixa).
É aos pais que cabe impor regras e limites ao tempo que os filhos dedicam aos jogos. Nas férias, há carta branca, mas no regresso às aulas é preciso apertar a vigilância. Foi o que aconteceu com a turma do Liceu francês: “As notas da turma começaram de novo a subir porque houve um trabalho entre pais e professores.”
Associação de pais de Vidago vai avançar com providência cautelar contra fusão com secundária de Chaves
26.07.2010 — 17:59 Por Lusa
A presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas de Vidago (APEAEV), Cláudia Machado, anunciou hoje que o organismo vai avançar com uma providência cautelar para evitar a fusão daquela escola com a secundária de Chaves.
A fusão de escolas imposta pelo Governo, disse à Lusa Cláudia Machado, “está a gerardescontentamento no seio da comunidade escolar de Vidago que pretende a suspensão do processo de fusão da escola”.
O Agrupamento de Escolas de Vidago vai formar um novo agrupamento com a Escola Secundária doutor Júlio Martins, em Chaves, com oferta desde o pré-primário ao 12.º ano.
“Estamos contra esta fusão, que não tem lógica alguma, até porque estamos a 20 quilómetros de distância do agrupamento sede”, acrescentou Cláudia Machado.
A responsável adiantou que a associação vai interpor uma providência cautelar no tribunal “para travar a fusão”.
Os pais e encarregados de educação reclamam ainda o facto de não terem sido avisados.
A Associação de Pais acredita que havendo uma direcção centralizada não haverá conhecimento “da realidade social e económica dos alunos que frequentam a escola de Vidago”.
“Temos problemas sociais dos quais eles não têm qualquer noção”, frisou.