segunda-feira, 26 de agosto de 2013
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
A propósito de fogos florestais
Aqui fica um interessante estudo a propósito de fogos florestais, intitulado “Os fogos florestais em Portugal: o planeamento do espaço no interface urbano-florestal e a segurança das populações”, da autoria de Jorge Filipe Baptista Duarte.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Temos os meios necessários, mas o País arde, arde…
O fumo que se vê ao longe é consequência do fogo
que lavra em Alvadia, concelho de Ribeira de Pena
Os vários incêndios no País, e sobretudo a dificuldade em combatê-los, como é o caso do de Marzagão, no concelho de Carrazeda de Ansiães, distrito de Bragança, que já lavra há dois dias, e o de Alvadia, concelho de Ribeira de Pena, distrito de Vila Real, contrariam o optimismo do ministro da Administração Interna, Rui Pereira, que declarou recentemente que o País estava preparado e tinha meios suficientes para combater os incêndios. Então por que não extinguem as chamas logo que elas surgem? É todos os anos a mesma coisa, o ministro é um optimista, porque não é ele que vai combater as chamas, a maior parte das vezes em locais quase inacessíveis.
Uma calamidade a que assistimos ano após ano. Com tantos avanços técnicos, os incêndios continuam a ser combatidos da forma mais tradicional, com a utilização de água. Tenho dúvidas que nalgumas situações seja a melhor forma de combater um incêndio, mas isso é tarefa para os especialistas que estudam o assunto.
O que eu tenho é a experiência de já ter ajudado a combater um incêndio e de ter sentido o sufoco que é estar no meio do fumo… Confesso que não fiquei com vontade de repetir a experiência!
As imagens que vejo nas várias estações de televisão mostram-me Bombeiros que necessitariam de mais protecção para actuarem nos incêndios florestais… Enfim, vão tentando debelar as chamas como podem, mas pondo em risco a própria vida. Pobres Bombeiros!
terça-feira, 27 de julho de 2010
Pirómanos muito activos
Ao fim da tarde de hoje, a linha do horizonte na vila de Cabeceiras de Basto estava encoberta por uma camada de fumo (conforme a foto documenta), proveniente dos vários incêndios que lavravam nesta região, embora não se visse nenhum foco de incêndio em particular. Mas o fumo não engana. Não há fumo sem fogo, como diz o Povo.
É todos os anos o mesmo castigo: mal o calor aperta, liberta-se o pirómano que há nalgumas pessoas. Não sei que prazer pode advir do facto de ver arder a Natureza e pôr a vida de pessoas em perigo, incluindo a dos Bombeiros. Só quem nunca viu de perto os efeitos de um fogo pode ter uma mente tão perversa!
O ministro da Administração Interna sublinha que os meios são suficientes para combater este flagelo, mais parecendo um ministro iraquiano a negar aquilo que toda a gente vê. E o que se vê é que por mais meios que o Estado possua, não é fácil lutar contra o fogo. Ainda nos lembramos da altura em que foram criadas aquelas brigadas de intervenção rápida, com a promessa de acabar com os fogos florestais… A cada passo me cruzo com algumas dessas brigadas, mas o que me parece é que nada foi resolvido. Só fica tudo resolvido quando o S. Pedro resolve abrir as comportas do Céu… E como isso não acontece quando nós queremos, temos de nos sujeitar aquilo que nos mandam. Mas que o Governo podia fazer melhor neste campo, lá isso podia. Em vez de andar a fazer propaganda, podiam dedicar-se a apagar uns fogozitos. Talvez assim tivessem a noção do que custa suportar este elemento estival.
Parece que alguém manda que não constem todos os fogos na página da Protecção Civil. Isso mesmo foi dito hoje no “Fórum” da Antena 1 por um Bombeiro profissonal, o qual irá correr o risco de ser chamuscado por ter dito a verdade… Posso testemunhar que tenho por vezes conhecimento de fogos que não constam nas estatísticas. Mas não é por não constarem nas estatísticas que esses fogos deixam de fazer estragos…
A função dos políticos é apagar os fogos, e eles desempenham-na lendo todos na mesma cartilha. O que puder ser omitido, não deverá escurecer as estatísticas!...



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