segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
EDUCAÇÃO Agravam-se as desigualdades entre as autarquias
O Tribunal de Contas francês divulgou recentemente um relatório intitulado “Les Communes et l’École de la République”, no qual é feita uma análise exaustiva dos variados aspectos relacionados com as escolas. Um relatório que deve ser lido atentamente, sobretudo por aqueles que anseiam entregar-se à tutela das autarquias…
domingo, 28 de dezembro de 2008
E Camus obteve finalmente o Prémio Nobel
7 medidas de simplificação do modelo de avaliação para iludir os docentes
O Governo decidiu sete medidas de simplificação do modelo de avaliação do desempenho dos docentes:
1. Garantir que os professores são avaliados por avaliadores da mesma área disciplinar;
2. Dispensar, neste ano lectivo, o critério dos resultados escolares e das taxas de abandono, considerando as dificuldades identificadas pelo Conselho Científico da Avaliação dos Professores;
3. Rever e simplificar as fichas de avaliação e auto-avaliação, bem como os instrumentos de registo.
4. Dispensar as reuniões entre avaliadores e avaliados (quer sobre os objectivos individuais, quer sobre a classificação proposta) sempre que exista acordo tácito;
5. A observação de aulas fica dependente de requerimento dos interessados e é condição necessária para a obtenção da classificação de Muito Bom ou Excelente.
6. Reduzir de três para duas o número das aulas a observar, ficando a terceira dependente de requerimento do professor avaliado;
7. Simplificar o regime de avaliação dos professores avaliadores e compensar nos respectivos horários a sua sobrecarga de trabalho.
Apesar disso, os Professores continuam a recusar este modelo de avaliação imposto pelo Governo. Saiba porquê aqui.
José Gil: «Há realmente uma nova tendência para o autoritarismo»
ARF – Referiu que um dos aspectos positivos em Portugal nestes últimos anos era as pessoas conhecerem melhor a democracia e estarem a viver melhor a democracia. Mas isto está a incomodar o poder político?
― Claro que está.
ARF – A incomodar muito?
―Esse é o aspecto, se falarmos unicamente no plano político. Portugal não é o plano político. Não é. Felizmente é muito mais do que isso. Não vale a pena bater no ceguinho, toda a gente fala nisso, eu também. Há realmente uma nova tendência para o autoritarismo, para uma nova forma de autoritarismo.
EP – Arrogância?
―Arrogância, autoritarismo. Quer dizer, desprezo da democracia em nome da vontade autocrática de um governante ou dois.
ARF – É o que se passa no caso dos professores? Nomeadamente neste momento em que os professores estão na rua, manifestações imensas. Refere-se muito à não-inscrição. A não-inscrição neste caso é o Governo ignorar isso tudo?
― Totalmente. É um exemplo típico de não-inscrição. Totalmente. Não só não-inscrição. Há pior do que isso. Eu ouvi o secretário de Estado, como milhões de pessoas ouviram na televisão, o secretário de Estado Pedreira dizer, depois das assinaturas, isto foi há três dias.
ARF – O abaixo-assinado.
― O abaixo-assinado apresentado no Ministério da Educação. Dizendo, mas isso podia ser forjado. Quer dizer. Eu fiquei com vergonha.
ARF – Porque não era preciso apresentar a escola.
― Não era preciso apresentar. Poder-se-ia forjar.
ARF – As assinaturas.
― Quer dizer. Não são as 60 mil assinaturas. É o facto de forjar. Percebe?
Entrevista completa no Correio da Manhã
50 agressões em escolas acabam no hospital
Segundo dados do Ministério da Educação e do Observatório de Segurança em Meio Escolar já publicados, no ano lectivo 2006/2007 existiram 1424 agressões ou tentativas de agressões nas escolas, sendo a violência entre alunos a mais recorrente (1092 dos casos identificados). Quanto aos professores e funcionários, foram as vítimas em 332 dos casos.
Dário Prates, da Divisão de Investigação Criminal da Polícia de Segurança Pública, reconhece que este tipo de crime é o mais comum nas escolas portuguesas. A Grande Lisboa, o Grande Porto e Setúbal são os locais com mais ocorrências.
“E é preciso ter a noção que muito casos são abafados pelas escolas, que tentam apresentar números de sucesso e preferem não atacar os problemas de frente”, conta uma outra fonte policial contactada pelo DN. “Muitas das situações são relatadas às autoridades apenas por interposta pessoa, ou então quando surgem na internet ou na comunicação social, o que torna muito difícil o nosso trabalho”, continua.
João Grancho, presidente da Associação Nacional de Professores, também critica a postura das entidades que desvalorizam incidentes como o ocorrido na escola do Cerco, onde um grupo de alunos ameaçou a professora com uma pistola falsa. “Aligeirar os problemas não é a melhor solução. Temos isso sim de pensar que escola queremos e que comportamento queremos na sala de aula”, alerta o professor, comentando as declarações da directora da Direcção Regional de Educação do Norte, Manuela Moreira, que qualificou o caso do Cerco como uma “brincadeira de mau gosto”.
Fonte: Diário de Notícias
OPINIÃO > Anselmo Borges: «Declaração dos Direitos do Homem»
Há 60 anos, exactamente no dia 10 de Dezembro de
Havia precedentes. Por exemplo, a famosa Charta Magna libertatum - a Magna Carta -, de 1215. Mas ela começa assim: "Estas são as demandas que os barões solicitam e o senhor rei concede", acabando, portanto, por abranger apenas os "homens livres".
A Declaração de Direitos (Bill of Rights) do Bom Povo de Virgínia, de 1776, já reconhecia os direitos dos indivíduos enquanto pessoas, mas não se estendia a todos, pois não incluía os negros, considerados "uma espécie inferior".
Em
Na Declaração Universal dos Direitos do Homem, proclama-se, pela primeira vez, que toda a pessoa humana, independentemente do sexo, condição social, raça, religião, nacionalidade, é detentora de direitos fundamentais, que devem ser respeitados por todos, pois são universais e valem em todo o tempo e lugar.
Fonte: Diário de Notícias
OPINIÃO > Manuel Maria Carrilho: «2009 em perspectiva»
Em Portugal, o ano de 2009, com o seu triplo momento eleitoral (europeu, autárquico e legislativo) em contexto de crise aguda, é ainda uma enorme incógnita. Continuamos hoje a enfrentar os mesmos problemas de há dez, 15 anos: deficiências gravíssimas de qualificação, múltiplas fragilidades no domínio da competitividade, desvitalização da nossa democracia, pobreza persistente e muitas desigualdades. Alguns destes problemas põem- -se, é certo, numa escala e em contextos diferentes, mas não se alteraram quanto à sua natureza e causas mais profundas.
Um ano eleitoral como o que aí vem é um ano de incontornável balanço. E deste ponto de vista, há no essencial duas tendências que neste momento parecem já estar bem identificadas e consolidadas: uma parte importante da direita está contente demais com o Governo do PS para arriscar outras apostas. E uma parte significativa da esquerda está zangada demais com o Governo do PS para não as arriscar.
Fonte: Diário de Notícias
sábado, 27 de dezembro de 2008
Frutos secos aumentam benefícios da dieta mediterrânica
Acrescentar nozes à dieta mediterrânica tradicional, rica em frutas e vegetais, pode originar benefícios extra para a saúde, afirmam investigadores espanhóis num estudo publicado em “Archives of Internal Medicine”, que descobriram este efeito no controlo da síndrome metabólica.
Faleceu autor do ensaio «Choque de Civilizações»
O politólogo norte-americano Samuel Huntington, autor do conhecido ensaio «Choque de Civilizações», morreu na véspera de Natal, aos 81 anos, anunciou hoje a Universidade de Harvard, na sua página oficial.
Antigo professor desta prestigiada universidade da Ivy League, Samuel Huntington leccionou até 2007, abandonando o ensino “após 58 anos de bons e leais serviços”, lê-se no comunicado divulgado hoje.
Huntington, que faleceu na sua residência em Vineyard, no estado do Massachusetts, foi autor, co-autor e editor de 17 obras e 90 artigos científicos sobre política norte-americana, democratização, política militar, estratégia e ainda sobre política de desenvolvimento.
Fonte: PÚBLICO
Os professores aceitam cada vez mais o calão dos alunos na sala de aulas
Nearly two-thirds of teachers know what pupils mean when they use slang in the classroom.
A survey for the television station Teachers TV found that teachers have to put up with phrases such as innit and mobile phone text slang such as Gr8 regularly littering exam papers and essays.
One teacher said that the worst example of the use of slang he had ever come across was: "Hitler was majorly bad."
But perhaps the most revealing part of the survey is that teachers feel increasingly well versed in the use of slang; 58.5 per cent of those questioned say they understand what pupils are saying when they use such language.
Fonte: TES connect
Ministra da Educação não cumpre promessa
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
FRANÇA A evolução dos progressos escolares vista pelo INSEE ao longo de 40 anos
C'est un petit cadeau que nous fait l'Insee. L'Institut calcule le pourcentage de diplômés dans la population française par tranche d'âge. On obtient ainsi un tableau très instructif des progrès de la scolarisation.
Quel était le pourcentage de diplômés dans la population ces 40 dernières années ? Si les sans diplômes sont nettement plus nombreux que les bacheliers (34% des hommes et 41% des femmes contre 29 et 28%) chez les 55-64 ans, le pourcentage a totalement changé chez les 25-34 ans : 60 et 69% pour les bacheliers, 12 et 11% pour les sans diplôme. En deux générations, le pourcentage de bacheliers a plus que doublé. Celui des sans diplôme a été divisé par 4.
Ces quelques chiffres ne doivent pas nous faire oublier les insuffisances du système éducatif français, les jeunes qui sortent sans qualification reconnue, les milliers d'adolescents qui quittent l'Ecole blessés et humiliés, tous ceux dont le parcours, une étude du Céreq en témoigne aussi aujourd'hui, n'est pas jugé satisfaisant. Mais ils coupent court aux accusations de décadence.
L'autre information intéressante donnée par ce tableau renvoie à la parité. Chez les 55 ans et plus ce sont les hommes qui sont bacheliers davantage que les femmes. C'est le contraire pour les 25-34 ans où les femmes l'emportent nettement. Sur ce terrain-là l'École a sans doute fait beaucoup mieux que certains de ces critiques.
Fonte: Le Café Pédagogique












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