sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A avaliaçãos dos Professores no Mundo

Há modelos para todos os gostos. Os países europeus avaliam os seus Professores, mas nenhum com um modelo tão rigoroso e potenciador de injustiças como aquele que foi proposto pelo Governo português. Por isso ele é tão contestado pelos docentes. Vale a pena ver aqui vários modelos.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Quem muito quer ouvir, ouve o que não gosta...

Plataforma Sindical dos Professores lamenta «postura antinegocial e antidemocrática do ME»

A Plataforma Sindical dos Professores reunida hoje, dia 27, em Lisboa, saúda todos os Professores e Educadores que, ao longo da semana, se têm manifestado nas capitais de distrito, destacando o facto de, apenas com a realização das acções previstas para o norte e centro do país, já terem participado cerca de 55.000 docentes. Confirma-se, assim, o elevado grau de mobilização dos professores portugueses que reivindicam um outro rumo para a política educativa, a revisão do estatuto da carreira docente e a suspensão do actual modelo de avaliação.
Entretanto, de norte a sul do país, o Ministério da Educação, através das respectivas DRE's, tem vindo a promover reuniões com órgãos de gestão das escolas e professores avaliadores dando orientações para a aplicação de um diploma legal que ainda não existe e cuja "negociação" apenas se inicia amanhã, sexta-feira, dia 28. É lamentável, embora reincidente, esta postura antinegocial e antidemocrática do ME.
(...)

Plataforma Sindical dos Professores não apresenta alternativa ao modelo de avaliação dos docentes

A Plataforma Sindical dos Professores afirma que não vai avançar com nenhuma alternativa ao modelo de avaliação dos professores, na medida em que considera que só faz sentido apresentar uma proposta quando este modelo for suspenso.
Fonte: TSF

Vem aí um catadupa de Despachos...

Participei hoje numa reunião em que estiveram presentes Presidentes de Conselhos Executivos e Coordenadores de Departamentos/ Conselhos de Docentes. Dirigiu a reunião um elemento da Equipa de Apoio às Escolas que admitiu ter havido «um recuo» do Ministério da Educação em relação à Avaliação do Desempenho dos Docentes, mas sublinhou que o Governo não abdica da avaliação, da produção de efeitos da avaliação e da avaliação efectuada pelos pares. Referiu que as mudanças recentemente anunciadas pelo Governo se ficaram a dever não só às muitas reuniões efectuadas, mas também às moções que foram chegando ao Ministério da Educação e que levantavam os problemas sentidos pelos Professores.

Depois de enumerar as medidas já divulgadas, adiantou que os avaliadores passam a ter uma hora por cada 3 Professores avaliados.

Recomendou aos PCE que calendarizem o processo, verifiquem se os objectivos individuais foram entregues e dêem um prazo para que os mesmos sejam alterados, porque os resultados dos alunos não contam este ano lectivo.

Ficámos a saber que vem aí uma catadupa de Despachos, nomeadamente sobre a questão das quotas, pois o actual está desactualizado, a delegação de competências e as fichas de avaliação. Lá para as férias de Natal haverá novidades!…

Houve ainda questões dos participantes sobre as razões da escolha de um tal modelo de avaliação (punitiva) importado do Chile e aquilo que um Coordenador de Departamento deverá fazer se decidir ser avaliado pelo seu trabalho com os alunos. Mas não houve resposta para tais questões. Apenas foi negado o carácter punitivo da avaliação…

Estas reuniões à pressa parecem ter um objectivo: procurar levar os professores a não aderir à greve nacional marcada para o dia 3 de Dezembro. Penso que se os Professores aderirem em massa o governo tremerá mais uma vez… Alguém julga que o anúncio das medidas de simplificação se ficam a dever às boas intenções da Ministra? Nada de mais errado! A luta organizada dos Professores começa a preocupar aqueles que apreciam as delícias de um Governo com maioria…

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Parecer "chumba" portagens virtuais nas SCUT

A Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) mostrou um "cartão vermelho" ao Governo relativamente à legislação que vai tornar obrigatória a colocação de chips nas matrículas,anunciou o Expresso. Para a comissão, os cidadãos têm de ver assegurado o direito de não deixar rastos electrónicos.

FNE denuncia acções do ME para tentar desmobilizar os Professores

Colegas,

O Ministério da Educação está a utilizar todos os meios para tentar desmobilizar os Professores da justa luta que estão a desenvolver contra este modelo de avaliação.

Acaba de anunciar que o Conselho das Escolas já terá concordado com simplificação simplificada.

Até parece que anda a dizer que os Sindicatos na sexta-feira vão concordar com as propostas do Governo.

Têm também sido utilizadas outras técnicas de desmobilização, como fazer reuniões separadas quer de membros de Órgãos de Gestão, quer de Coordenadores de Departamento curricular.

Tudo isto são manobras de divisão.

Na sexta-feira, os Sindicatos vão continuar a exigir a substituição do modelo de avaliação, o fim da divisão dos professores em categorias, o fim das quotas.

É preciso reforçar a mobilização para a greve do dia 3 de Dezembro.

Porto, 26 de Novembro 2009

Saudações do

João Dias da Silva

(Secretário-Geral da FNE)

CUIDADO COM A LÍNGUA ! [24.11.2008]

Conhece o significado das palavras "Abacadabra", "Cabala", "Sabatina", "Sínodo" e a origem da palavra "SÁBADO"? Então veja o programa CUIDADO COM A LÍNGUA! do passado dia 24 de Novembro.

"Corredor do Poder" discute avaliação dos docentes

“Corredor do Poder” é um programa semanal de debate político da responsabilidade da RTP1, no qual discutidas todas as situações relevantes do espaço público nacional, moderado pela jornalista Sandra Sousa. Participam nele cinco comentadores permanentes: Ana Drago (BE), Margarida Botelho (PCP), Nuno Melo (CDS), Marcos Perestrello (PS) e Marco António Costa (PSD).
O programa do passado dia 20 de Novembro centrou-se na Avaliação do Desempenho dos Docentes e nas implicações das simplificações anunciadas pelo Governo, tendo participado nele como convidado Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof e porta-voz da Plataforma Sindical dos Professores.

Educação: ministra reuniu-se com o Conselho das Escolas

A ministra da Educação explicou esta terça-feira aos membros do Conselho das Escolas as alterações que pretende introduzir ao modelo de avaliação dos professores, não tendo sido levantada a questão da suspensão do processo durante o encontro, segundo o secretário de Estado Jorge Pedreira, noticia a Lusa

«A reunião correu muito bem, a senhora ministra explicou as medidas [anunciadas pelo Governo na semana passada para simplificar o modelo de avaliação dos professores] e os conselheiros pronunciaram-se sobre essas medidas», disse à Lusa o secretário de Estado Adjunto e da Educação, garantindo que «a larguíssima maioria dos conselheiros disseram que as medidas eram necessárias e suficientes para que o processo se possa desenvolver».

(…)

Fonte: Portugal Diário

A posição dos sindicatos sobre o 'Simplex'

Professores enfrentam o frio para protestar contra o modelo de avaliação

terça-feira, 25 de novembro de 2008

DREN convoca PCE e Coordenadores de Departamento

A Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) fez chegar às escolas desta região um documento a convocar os Presidentes do Conselhos Executivos e os Coordenadores de Departamento/ Conselhos de Docentes, para uma reunião a realizar na próxima quinta-feira (27/11), pelas 15 horas, na Casa da Cultura, em Fafe. A ordem de trabalhos de tal reunião tem um ponto único: Avaliação de Desempenho.

OPINIÃO > Rui Moreira: «Já se auto-avaliavam qualquer coisinha»

OPINIÃO > Armindo Oliveira: «Quem semeia ventos, colhe tempestades»

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

OPINIÃO > Mário Silva: «Aspectos perversos e subjectivos do ECD»

A ser verdade que na próxima 2ª-feira (24/11) realiza-se um debate sobre a avaliação dos professores, importa referir que esse é apenas um dos motivos da revolta que surgiu; como disse John Steinbeck, “a injustiça é a mãe de todas as revoltas”, pelo que o verdadeiro problema começou com o estatuto da carreira docente (ECD) e a divisão artificial da carreira em duas categorias: titular e não titular (suplente). Também era pertinente ouvir um professor avaliado (não titular), que efectivamente demonstrasse os múltiplos aspectos perversos e subjectivos do ECD e do qual se construiu este modelo de avaliação. Permita-me enumerar alguns desses aspectos:

(…)

Fonte: A Educação do meu Umbigo

Contra o ECD - Concentrações/ Manifestações

Prémio Nacional de Professores distingue cinco docentes

Na segunda edição do Prémio Nacional de Professores, que decorreu em 2008, foram premiados cinco docentes, um na categoria Prémio Nacional de Professores e os restantes nas quatro categorias de mérito: Carreira, Inovação, Liderança e Integração.
A cerimónia de atribuição e de divulgação dos prémios realizou-se hoje [24 de Novembro], às 10 horas, na Casa da Música, no Porto.
O Prémio Nacional de Professores foi atribuído a Jacinta Moreira, professora de Biologia e Geologia na Escola Secundária Carolina Michaëlis, no Porto. O objectivo deste prémio é reconhecer e galardoar os docentes que contribuam de forma excepcional para a qualidade do sistema de ensino, quer no exercício da actividade docente, em contacto directo com alunos, quer na defesa de boas práticas com impacto na valorização da escola.

OPINIÃO > António Barreto: «Por exemplo»

OPINIÃO > António Ribeiro Ferreira: «Senhores Doutores»

Vamos a factos. O sítio apresenta os piores resultados da Europa no Ensino Básico e no Secundário. É evidente que a culpa pode ser do gato, do cão, do piriquito, [sic] dos Governos, dos ministros, da democracia.

É evidente que a culpa nunca pode ser dos professores, muitas vezes licenciados em universidades da treta, com cursos da treta, com diplomas da treta, que arranjaram emprego na escola pública. É evidente que a culpa nunca pode ser dos professores que sem saber ler, escrever e fazer contas arranjaram um modo de vida no ensino do Estado. É evidente também que os pais que colocam os filhos no ensino público, por falta de dinheiro ou de vagas nas boas escolas privadas, não têm o direito de apontar o dedo aos muitos maus professores que o Estado deixou entrar no ensino público e ainda por cima são obviamente culpados por não terem tempo ou conhecimentos para ensinar as criancinhas em casa.

Por culpa de ministros, Governos e talvez mesmo da democracia acontece que o ensino público chegou à desgraça que todos conhecem. Acontece que por medo, omissão ou demissão de muitos responsáveis políticos, o Ministério da Educação e as escolas ficaram entregues exclusivamente aos professores e seus sindicatos, que fizeram até agora o que queriam e bem entendiam no ensino público. Acontece que em 2005 chegou à 5 de Outubro uma professora universitária, mulher de esquerda com muito mau feitio, que arregaçou as mangas e se dispôs a salvar o ensino público do descalabro.

Contra ventos e marés da esquerda e de alguma direita, obrigou os professores a estar mais tempo nas escolas, obrigou-os a dar aulas de substituição, mudou um escandaloso estatuto da carreira docente cheio de privilégios e mordomias e, desaforo dos desaforos, quer saber quem é quem no sistema de ensino, isto é, quer saber quem são os maus, os medíocres, os bons e os excelentes professores que preparam as gerações futuras deste sítio pobre, infeliz, manhoso, hipócrita, corrupto e cada vez mais mal frequentado.

A reacção não se fez esperar com protestos, vigílias, mentiras, sofismas e as sucessivas tentativas de destruir o que uma senhora professora universitária, uma mulher de esquerda com muito mau feitio quer construir na Educação. Mas a verdade está à vista e só não a vê quem não quer. Podem ser 100, 120 ou 150 mil aos gritos nas ruas de Lisboa. Muitos professores têm medo de ser avaliados e não querem trabalhar. Ponto.

António Ribeiro Ferreira, Jornalista

Fonte: Correio da Manhã

[24/11/2008]

Comentário:

Não é a primeira vez que este tipo tenta fazer humor com os professores, acabando por alinhavar umas ideias preconceituosas e sem qualquer fundamento sobre aqueles que lhe deveriam merecer mais respeito, até pelo facto de se intitular jornalista.

O fulano resolve discorrer sobre aquilo que não conhece ou então ouviu falar vagamente nos encontros que manteve com a ministra da Educação... Terá comido alguma bolacha oferecida pela governante?

Onde é que o idiota viu «um escandaloso estatuto da carreira docente cheio de privilégios e mordomias»? Saberá o significado de «privilégios» e «mordomias»? Conhece algum professor que tenha viatura da escola onde lecciona ou a quem sejam pagos os quilómetros que é obrigado a deslocar-se para chegar ao local de trabalho? Conhece algum professor a quem sejam pagos os livros que compra para procurar saber cada vez mais?...

O homem parece não estar nada bem!...

Já não há paciência para tão pouca inteligência!...

Tal como diz a canção: «Não vás ao médico não, vais ver onde vais parar!...»