sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Os Professores também se abatem...


‘Redução de professores é inevitável nos próximos anos’

Na última semana, mais de cinco mil professores ficaram sem colocação. Houve quem falasse do maior despedimento colectivo da História. É uma consequência desse esforço de contenção?
O Ministério da Educação e Ciência (MEC) tem mais de 50% do total de funcionários da administração central. É um Ministério gigantesco e tudo o que se faça nele significa números muito grandes. Agora, é verdade que houve muitos candidatos a professores que não ficaram colocados. Muitos deles já tinham dado aulas em momentos anteriores. Mas não se pode daí concluir que havia aquele número de professores…

Mas há uma redução dos contratados em relação ao ano anterior.
Este ano o sistema absorveu menos. Até ao momento. Mas nada que se pareça com aqueles números fantasiosos de que se falava, as dezenas de milhares. Chegou-se a uma etapa decisiva, mas ainda há uma série de colocações...

Há 1.714 horários por preencher.
Sim. E ainda as contratações das escolas para as necessidades transitórias que existam. Agora, se me está a perguntar se o que se está a passar é algo de   inevitável, infelizmente é. Infelizmente porque é uma situação humanamente preocupante. Eu sou professor, sou de uma família de professores, todos percebemos os problemas humanos de muita gente.

Qual é a explicação para o que se está a passar? A revisão curricular? O aumento do número de alunos por turma?
O que se está a passar é o resultado de várias coisas que são mais fortes do que nós. A primeira delas é a redução da população escolar, em cerca de 200 mil alunos nos últimos anos (cerca de 14%). É uma diminuição brutal. O que temos sempre dito é que os professores do quadro são necessários e que além disso há algumas necessidades mais, mas nós faremos apenas as contratações estritamente necessárias. Nem o contribuinte português poderia entender uma coisa diferente. 

Muitos docentes estão a contrato há 10, 15, 20 anos, muitas vezes com horários completos. E há o compromisso de vincular esses professores. Esse compromisso será mantido? E com que critérios?
O sistema está a evoluir e nós não queríamos iniciar estudo nenhum sobre isso antes deste início de ano lectivo. Vamos agora fazer uma reavaliação do sistema onde se detectem casos de professores que correspondem a        necessidades efectivas do sistema e não a necessidades transitórias, trabalharemos para uma vinculação extraordinária.”



Há alguma esperança de que as coisas possam mudar para quem não foi agora contratado?
Há sempre esperanças, mas no futuro imediato vamos continuar a assistir a necessidades muito limitadas de contratação.

Está a pensar nesta legislatura?
Estou a pensar nesta legislatura e na próxima. A natalidade diminuiu, o número de estudantes diminuiu, daqui a quatro anos vai diminuir ainda mais. E nós temos um sistema que em muitos aspectos é muito pouco eficiente. É interessante olhar para as comparações internacionais, por exemplo para o rácio de número alunos por professor. Nós estamos ao nível dos países ricos, estamos mais do que ricos em relação a muitos países. Temos menos alunos por professor do que a Áustria.

As adaptações que fez a esse nível têm sido muito criticadas por professores, que dizem ter 30 alunos por turma, tendo alunos com necessidades educativas especiais. O que lhes responde?
O que nós fizemos foi apenas mexer no número máximo de alunos por turma, dos 28 para os 30. Em termos de países comparáveis ao nosso é um número perfeitamente normal. Espanha aumentou para 36. E fixar o máximo para 30 não quer dizer que a média fique em 30. Nós tínhamos a média em 20, 21. Finalmente, quando há turmas com alunos com necessidades educativas especiais, o número baixa automaticamente.


O que responde a quem vê motivos economicistas nas suas políticas?
A nossa política é uma política para o essencial. O que é essencial é o conhecimento e nós estamos a trabalhar em várias frentes nesse sentido. Independentemente da crise orçamental. Primeiro aspecto: nós percebemos que há uma série de dificuldades básicas no Português e na Matemática. Em vez de nos dispersarmos mais – nós éramos até há pouco tempo os campeões da dispersão curricular –, chegámos à conclusão de que era necessário concentrar a aprendizagem nestas disciplinas fundamentais. Depois verificámos também que era necessário acompanhar o sistema e introduzimos progressivamente mais avaliações externas. Este ano, tivemos o 6.º ano, correu bem. Agora vamos introduzir no 4.º ano de escolaridade. Estamos a introduzir medidas para reforçar o conhecimento.
Não é por o país estar mais pobre que a Educação empobrece?
Isto não tem que ver com o país estar mais pobre, tem que ver com a necessidade de melhorar a Educação. Durante muitos anos pensámos que resolver os problemas na Educação era pôr mais recursos no sistema, dar mais dinheiro, dar mais professores, dar melhores salas de aula. Também é dar mais recursos, com critérios. Mas, sobretudo, é dar objectivos mais claros. Temos de rever e dar mais ambição a currículos que existem.
Isso quer dizer o quê?
Ter objectivos curriculares mais exigentes. Os alunos têm de saber mais. Não é por simplificar as coisas que os resultados melhoram ou os alunos se motivam. Temos verificado que simplificação atrás de simplificação, cedência atrás de cedência, não traz objectivos ambiciosos e nós temos de os ter. Estamos, portanto, a trabalhar no que se refere às metas curriculares, que concretizam ano a ano as matérias que achamos que os alunos devem saber: Isto é fundamental para os professores, pais, alunos e também para os avaliadores. E até para quem faz os manuais escolares.
Estava a falar-nos do 4.º ano e das avaliações externas. Houve quase uma caricatura do regresso ao velhinho exame da 4.ª classe, à ideia de que os maus alunos podem ser encaminhados para um sistema profissional...
Ou seja, complexos intelectuais de politicamente correcto.
A ideia de que vamos voltar a uma escola de discriminação social.
Mas deixe-me começar pelo 4.º ano. O que a psicopedagogia moderna defende e o que os países pelo mundo começam, pouco a pouco, a perceber é que a avaliação externa é fundamental para dar incentivos aos alunos e exigência a todo o sistema. O que estamos a fazer no 4.º ano é paradigmático e é algo que queremos estender depois ao 6.º ano. Vamos fazer a prova final a Português e Matemática no princípio do terceiro período. Antes disso, os professores devem ter indicado quais são os alunos que podem ter dificuldades em completar de forma bem sucedida o 4.º ano, que vão começar a ter logo apoio especial. Mas é natural que alguma percentagem dos alunos não consiga ter sucesso nas provas nacionais. O que vamos fazer é dar mais tempo de escola para que esses alunos possam rever as matérias, concentrar-se nos aspectos essenciais e possa ser feita, no fim disso, uma reavaliação do estado em que esses alunos estão.
E como?
Através de uma outra prova.
E esse modelo será estendido ao sexto ano?
Sim, não já neste ano lectivo, mas no próximo.
Extractos da entrevista de David Dinis e Margarida Davim
ao Ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato,
publicada pelo semanário SOL
(N.º 314, de 7 de Setembro de 2012)

«Ministro tenta implodir Escola pública»

Ainda falta muito?


domingo, 2 de setembro de 2012

Matemática perde docentes


Novo ano lectivo com menos professores

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Finanças colocam docente nas ruas da amargura



Ficou sem casa por 1235 euros

António Veríssimo, de 45 anos, professor de Electrotecnia, perdeu em Junho o seu apartamento em Vila Nova de Gaia, após uma penhora das Finanças por causa de uma dívida de 1235 euros à Escola Secundária José Régio, em Vila do Conde. Mas as Finanças acabaram por não recuperar a dívida, pois tiveram de entregar o valor da venda ao banco onde foi feito o empréstimo.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Um assunto em que sou parte interessada

Aproxima-se a hora da verdade

Sabe como lidar com «pessoas tóxicas»?


Quem nunca se cruzou com uma pessoa queixinhas, intriguista, medíocre, manipuladora, agressiva ou invejosa, nem imagina a sorte que tem… Estes tipos de pessoas podem ser classificados, segundo psicólogos e psiquiatras, como «gente tóxica», pois «são como vampiros que se alimentam das energias alheias, parasitas sociais que procuram dominar as vítimas para as humilhar, anular ou destruir». A revista SUPER interessante (N.º 173 – Setembro 2012) publica um interessante artigo sobre o assunto, intitulado «Toma lá veneno!», advertindo-nos de que «os comportamentos doentios que manifestam enfurecem o ser mais equilibrado e as suas emanações negativas envenenam os sítios por onde passam»…
Se nunca lidou com tal tipo de pessoas ou se já lhe aconteceu, mas não soube como enfrentar a situação, a leitura do referido artigo é fundamental. Nunca é demais reforçarmos as nossas defesas contra aquilo que o futuro nos reserva!...

sábado, 25 de agosto de 2012

Até parecemos um país rico!...


sábado, 18 de agosto de 2012

Alguém anda a ver muito mal!...


Foi publicado no passado dia 17 de Agosto o Despacho normativo n.º 19/2012, o qual «estabelece os critérios para aplicação do suprimento de avaliação através da ponderação curricular previsto no n.º 9 do artigo 40.º» do Estatuto da Carreira Docente.
Este diploma tem a particularidade de ter como data de assinatura do Secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar o dia «9 de setembro de 2012»!... Quem andará a precisar de uma consulta de oftalmologia?



domingo, 12 de agosto de 2012

Gostos não se discutem!...

Mentir não compensa…


Estudo
Mentira não dá saúde
Um estudo internacional revelou que quem mente menos é mais feliz e saudável. A pesquisa envolveu 110 pessoas, dos 18 aos 71 anos. Após dez semanas, as conclusões revelaram que a quantidade de mentiras que um indivíduo diz tem relação directa com o seu estado de saúde, pois os menos mentirosos apresentavam quatro vezes menos queixas relacionadas com a saúde mental (nomeadamente sentir-se tenso ou deprimido) e menos três queixas ligadas a problemas físicos (como dores de cabeça ou de garganta).
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Correio da Manhã  12/08/2012

«A Educação Proibida»


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

MEC explica a sua política…


O Ministro da Educação e Ciência explicou ontem na SIC NOTÍCIAS a política do seu ministério, não tendo deixado os docentes convencidos da bondade das suas medidas…

Não terão acordado tarde para estas questões?


Alguns só se lembram de protestar quando os problemas lhes batem à porta… É como os que só se lembram de Santa Bárbara quando troveja!...


sexta-feira, 3 de agosto de 2012

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Resultados dos Exames Nacionais do Ensino Secundário não mudam muito da 1.ª para a 2.ª fase


“Médias negativas em quase todas as disciplinas na segunda fase dos exames nacionais”

Ensino Público 'versus' Ensino Privado


When education journalist Janet Murray became a mother, her views on private schools changed. Here she explains why.
John O'Farrell explains why he chose a state school to give his children the very best education.
The Guardian

terça-feira, 31 de julho de 2012

Não lhes ofereciam protector solar?


RSI: 22 recusaram trabalhos propostos pela Câmara do Porto

A Câmara do Porto revelou esta segunda-feira ter comunicado à Segurança Social, para efeitos de corte do Rendimento Social de Inserção (RSI), que 22 beneficiários daquele apoio recusaram os trabalhos propostos pela autarquia, no âmbito do programa Contrato-Emprego-Inserção+.

sábado, 28 de julho de 2012

Contestação dos docentes não preocupa MEC...

O ministro da Educação desvalorizou a contestação dos professores, apontando que “não é tão grande assim” e que é a normal no seio de um processo de negociação, salvaguardando estar a trabalhar para resolver os problemas.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Qual será melhor: comer menos ou fazer mais exercício físico?


Investigadores usaram uma tribo de caçadores da Tanzânia para perceber a obesidade e concluiram que “a grande razão pela qual os ocidentais estão a ficar gordos é porque comem demasiado – não tanto porque se exercitam de menos”.

O drama de adormecer professor efectivo e acordar sem horário


Não ficam desempregados, como os professores contratados, mas não sabem o que farão em Setembro. Mudanças como a revisão dos currículos e o aumento do número de alunos por turma deixaram milhares com horários zero, ou seja, sem aulas para dar. Tinham uma situação que julgavam estável e uma escola que consideravam sua. Do ministério dizem que muitos serão “repescados”; eles aprendem a viver com a incerteza. 

«Motivação dos professores diminuiu nos últimos três anos»


Estudo da Universidade do Minho revela que o excesso de burocracia, a falta de reconhecimento da profissão, as constantes alterações legislativas e o congelamento da carreira têm contribuído para uma diminuição da realização profissional da classe docente.
Fonte: Educare.pt

quarta-feira, 25 de julho de 2012

«O Polvo»

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Tentativa de anestesiar o sofrimento já causado?


De: Direção (DREN) <direcao@dren.min-edu.pt>
Data: 18 de Julho de 2012 23:04
Assunto: ORIENTAÇÕES PARA DISTRIBUIÇÃO DE SERVIÇO LETIVO – VERSÃO RETIFICADA
Para:
(...)
Exmo.(a) Senhor(a)
Diretor(a) / Presidente de CAP 
Para os devidos efeitos, envio a V. Exa., em anexo, o documento “ORIENTAÇÕES PARA A DISTRIBUIÇÃO DE SERVIÇO LETIVO – VERSÃO RETIFICADA”, da Secretaria de Estado do Ensino e da Administração Escolar.
Nestes termos deverá considerar sem efeito a versão anteriormente enviada.
Com os melhores cumprimentos,
João Grancho
Diretor Regional

domingo, 15 de julho de 2012