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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

L’efficacité de l’éducation sexuelle remise en cause

Un rapport remis mardi au ministère de la Santé affirme que la stagnation du nombre d’IVG pratiquées en France est notamment due au manque d’efficacité des politiques d’éducation sexuelle en milieu scolaire.

L'Inspection générale des affaires sociales (Igas) tire la sonnette d'alarme. Dans un rapport remis mardi matin à la ministre de la Santé, l'organisme fait un bilan peu glorieux de la prévention en matière d'interruption volontaire de grossesse (IVG) et de ses résultats. Malgré une diffusion massive de la contraception et les différentes politiques de prévention, le nombre d'avortements se stabilise autour de 200.000 cas par an.

L'Igas pointe en premier lieu la faible application des dispositifs d'éducation sexuelle en milieu scolaire. Il souligne par exemple que les deux tiers des filles inscrites en classe de troisième pensent qu'il n'est pas possible de tomber enceinte lors du premier rapport sexuel. Un constat validé par le Planning familial, dont la présidente a regretté mardi «la non-application de l'information sur la sexualité en milieu scolaire».

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LE FIGARO

Le casse-tête de l’éducation sexuelle à l’école

Les enseignants évitent souvent d’aborder le sujet, par crainte des réactions parentales

Le projet du Baiser de la lune, un court-métrage visant à sensibiliser des classes de primaire à la discrimination homophobe, pose de nouveau la question toujours très sensible de l'éducation sexuelle à l'école. Soutenu par plusieurs associations, le ministre de l'Éducation, Luc Chatel, a indiqué mardi que ce dessin animé, né d'une «initiative privée», n'avait «pas vocation à être projeté en primaire». La polémique intervient alors qu'un rapport de l'Igas, dévoilé cette semaine, met en évidence les lacunes de l'éducation sexuelle au cours de la scolarité. Au point, selon Roselyne Bachelot, que deux tiers des filles de classe de troi­sième pensent encore qu'on ne peut pas devenir enceinte lors d'un premier rapport sexuel.

Pourtant, depuis 2001, les élèves sont censés suivre chaque année trois séquences d'éducation sexuelle de l'école primaire jusqu'au lycée. Pratiquement, beaucoup passent au travers. Selon le rapport de l'Igas, l'organisation et le financement des actions demeurent aléatoires et le suivi fait sérieusement défaut. «Il semble que l'obligation légale soit très inégalement et partiellement appliquée», y est-il affirmé. L'organisation des séances d'éducation à la sexualité se heurte à d'importantes difficultés matérielles : intégration dans le programme et la vie scolaire, disponibilité des salles et créneaux horaires, financement des actions, articulation entre l'équipe éducative et les intervenants extérieurs… Le coût des interventions n'est pas intégré dans les prévisions budgétaires et leur financement est notamment tributaire des collectivités locales.

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LE FIGARO

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

O que importa é fazer de conta

Educação sexual pode não arrancar no início das aulas

O diploma que impõe a educação sexual nas escolas a partir de Setembro foi ontem publicado em Diário da República. Mas o facto de ser vago, remetendo as questões de conteúdo para posterior regulamentação, “põe em causa a entrada em vigor da educação sexual no início do ano lectivo”.

Essa é a interpretação do líder da JSD, Pedro Rodrigues, para quem “vai perder-se mais um ano” e uma oportunidade. “Estamos a um mês do início das aulas, a regulamentação não será aprovada tão cedo e, seja como for, as escolas não terão tempo para construírem os seus projectos educativos”, sublinhou Pedro Rodrigues.

A partir de Setembro, os projectos educativos das escolas devem incluir temas de educação sexual, em moldes definidos pela escola ou agrupamento, depois de ouvidas as associações de estudantes, de pais e os professores.

Todos os estabelecimentos deverão ter em funcionamento gabinetes de informação e apoio que, em articulação com as unidades de saúde, garantam aos alunos o acesso aos meios contraceptivos adequados. Estes gabinetes são assegurados por profissionais com formação nas áreas da educação para a saúde e educação sexual e deverão funcionar “obrigatoriamente pelo menos uma manhã e uma tarde por semana”. O gabinete deve ainda garantir a confidencialidade dos utilizadores e disponibilizar “um espaço na Internet com informação que assegure, prontamente, resposta às questões dos alunos”.

O objectivo da nova lei é “valorizar a sexualidade e afectividade entre as pessoas no desenvolvimento individual, respeitando o pluralismo das concepções existentes na sociedade” e a redução dos comportamentos sexuais de risco, tais como a gravidez indesejada e a transmissão de doenças. A lei diz que, em todos os níveis de ensino e independentemente da transversalidade do tema a outras disciplinas, a educação sexual se integra no âmbito da educação para a saúde, em termos a regulamentar pelo Governo.

C.A.

Fonte: Diário de Notícias [07.08.2009]

Comentário:

O que importa é fazer de conta. Tudo o resto, não tem qualquer importância!...