Este é um espaço onde poderei dar conta das minhas reflexões, alegrias, inquietações e também das minhas indignações. Deixo claro que não hipotequei a minha liberdade a nenhum partido político. Tal como escreveu o ilustre escritor Miguel Torga, meu comprovinciano, «Não posso ter outro partido senão o da liberdade»...
The tributes for Harold Pinter yesterday said as much about his reputation as a kind and generous man as they did about his status as one of the world’s great playwrights.
Michael Billington, Pinter’s biographer and friend, said that he had been devastated by the news of his death – but would remember the writer “above all as a man of generosity”.
Investigadores ingleses da Universidade de Oxford estão a desenvolver um chip electrónico que estimula a libido no interior do cérebro.
De acordo com o jornal britânico “The Daily Mail”, a tecnologia, criada a partir de choques leves no cérebro, foi inicialmente desenvolvida para o tratamento da doença de Parkinson nos EUA.
Para o desenvolvimento do “sex-chip”, as pesquisas focaram o córtex orbitofrontal, localizado atrás dos globos oculares, que é associado aos sentimentos de prazer causados pela comida e pelo sexo.
Expliquei à exaltada formadora que "outro" tipo de planificação é feito na Ponte. Não aquele que é comum na maior parte das escolas. Mais uma vez, recordei que não advogo o improviso, que as escolas são lugares de esforço, que seja significativo para quem aprende e para quem ensina...
Insistiu, num brado agressivo, que augurava grossa discussão. Tentei o diálogo:
Vamos conversar? Se me explicar porque é que tem na sua escola, explicar-lhe-ei porque não temos na nossa.
Foi peremptória:
Eu acho que deve haver planificação! E pronto! Sempre foi assim...
Respirei fundo, contei até dez e reiterei o convite:
Se me explicar porque acha, eu poderei até rever aquilo em que acredito. Mas peço que fundamente a sua "opinião".
Gorou-se a possibilidade de diálogo porque se quedou furiosa e muda. A formadora estava possuída de forte convicção, mas não permitiu que eu testasse as minhas convicções escutando discordâncias.
O cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, apelou na quarta-feira a sindicatos e Governo para se entendam e resolvam o conflito que se arrasta há meses na Educação, deixando implícita uma crítica ao comportamento de ambas as partes. "Que ninguém ouse transformar este sofrimento em simples arma de luta política, porque na batalha da educação os únicos vencedores têm de ser os vossos filhos", declarou na sua habitual mensagem de Natal.
"Para [os alunos], esta batalha não é a política ou sindical: é a batalha da vida, que eles só vencerão com a generosidade, a competência e a coragem de todos nós", reforçou Policarpo.
Não foi a primeira vez que a Igreja se pronunciou sobre o clima de instabilidade que se vive neste sector, com professores e Ministério da Educação (ME) a travar um braço de ferro que ameaça prolongar-se pelo próximo ano.
Também este mês, a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), depois de ter recebido oito das 11 organizações que integram a plataforma sindical dos professores, lamentou o problema e apelou a que a voz dos docentes fosse ouvida. "Tem havido problemas de audição, de ouvir as vozes que gritaram forte e, certamente, não gritaram tanto contra, mas em favor de um melhor projecto de educação", disse então o porta-voz da CEP, Manuel Morjão, numa referência às duas manifestações que juntaram este ano mais de 100 mil professores.
Ontem, citado pela Lusa, Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), concordou com o diagnóstico de D. José Policarpo, mas rejeitou responsabilidades dos sindicatos. "O cardeal-patriarca tem toda a razão quando diz que os únicos vencedores têm de ser os alunos, mas o problema é que o ME só aceita pôr fim ao conflito se for ele o vencedor, esmagando os professores", defendeu Nogueira, lembrando que a contestação extravasa as organizações sindicais. "É quase a totalidade da classe que se sente afrontada pelo ME." (…)
Há muitos anos, nada menos que em 1993, escrevi nos “Cadernos de Lanzarote” umas quantas palavras que fizeram as delícias de alguns teólogos desta parte da Ibéria, especialmente Juan José Tamayo, que desde aí, generosamente, me deu a sua amizade. Foram elas: “Deus é o silêncio do universo, e o homem o grito que dá sentido a esse silêncio”. Reconheça-se que a ideia não está mal formulada, com o seu “quantum satis” de poesia, a sua intenção levemente provocadora e o subentendido de que os ateus são muito capazes de aventurar-se pelos escabrosos caminhos da teologia, ainda que a mais elementar. (…)
Eduardo Lourenço, o maior ensaísta português, comentou as figuras e os acontecimentos do ano escolhidos pela Redacção da revista VISÃO, nomeadamente os protestos dos Professores. Eis a sua opinião.
O Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, apelou ontem a um entendimento entre professores e tutela, considerando que a educação das crianças e jovens não pode ser alvo de batalhas políticas ou sindicais.
Na sua mensagem de Natal, D. José da Cruz Policarpo classifica a missão dos professores e formadores "como decisiva para o futuro de Portugal" e faz referência aos últimos acontecimentos na área da educação marcados por um conflito entre docentes e Ministério da Educação relativamente ao modelo de avaliação do desempenho.
Um filme, colhido por telemóvel, sobre uma alegada brincadeira, simulando intimidação de uma professora com uma arma de plástico e gestos agressivos, estragou as férias de uma turma do Agrupamento Vertical do Cerco do Porto.
1.No consulado de Sócrates e MLR intensificou-se o processo de mercadorização da educação, com o argumento de que os professores e as escolas públicas estavam a deixar para trás um número demasiado grande de crianças. Em 2005, logo que Jorge Sampaio regressou da Finlândia, e com ele uma comitiva de professores e opinion makers socialistas, MLR lançou uma campanha contra os professores centrada no absentismo docente, nas taxas de insucesso e abandono e na carga horária lectiva. Tenho para mim, embora sem dados comprovativos, de que Jorge Sampaio exerceu um papel importante na campanha. E voltaria a exercer papel importante na viagem que fez ao Chile e de onde o think tank de apoio a MLR trouxe o modelo burocrático de avaliação de desempenho.
A Directora Regional de Educação do Norte, Margarida Moreira, concedeu uma «entrevista exclusiva» ao jornal Correio do Minho, cujas ideias são reproduzidas hoje na edição daquele diário bracarense de orientação socialista.