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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Está escrito nos astros…

Reunião no ME confirmou: Medidas do Governo provocarão mais desemprego e dificuldades ao funcionamento das escolas

É forte o ataque que tem sido desferido contra os trabalhadores da Administração Pública, no plano dos direitos sociais, do emprego, das carreiras e dos salários. Os professores são, neste plano, dos que mais sofrem os efeitos destas medidas, que se inserem nos objectivos definidos pelo governo de combate à “crise”. Duro é o golpe na escola pública com as medidas que lhes são dirigidas, seja pela via do próprio orçamento da educação, seja ainda pelo facto de também as autarquias estarem sujeitas a um dos maiores apertos de que há memória.

Um objectivo é claro – o Governo procurará reduzir o défice público por via da redução da despesa com recursos humanos: salários, carreiras, empregos...

Utilizando diversos artifícios, sejam orçamentais, sejam de uma adequada “optimização” dos recursos do sistema educativo, 2011 poderá ser, quanto ao emprego, um dos mais negros anos, com muitos despedimentos e muito precariedade atingindo milhares de docentes dos diversos níveis de ensino.

Esta terça-feira, 14 de Dezembro, pelas 17H30, na sua sede, em conferência de Imprensa, a FENPROF, no final da sua reunião do Secretariado Nacional, fará a análise das consequências das medidas já anunciadas pelo Governo e anunciará as acções em preparação, quer no plano jurídico, quer no plano da acção reivindicativa, para as contrariar.

Tendo em conta a importância desta iniciativa e a sua actualidade, o Secretariado Nacional convida os/as senhores/as jornalistas para esta iniciativa, agradecendo já toda a atenção que lhe venham a dispensar.

O Secretariado Nacional da FENPROF
13/12/2010

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Não há crise, Mário! Em Setembro logo se verá…

Na qualidade do ensino e emprego

Fenprof antevê “consequências desastrosas” com medidas para reduzir despesa nas escolas

05.08.2010 - 16:37 Por Lusa

Em comunicado, a Fenprof alerta para as medidas que têm vindo a ser divulgadas nas últimas semanas, “a conta-gotas”, destinadas a “reduzir despesas em áreas que são fundamentais para garantir o bom funcionamento das escolas, a boa qualidade do ensino e o carácter inclusivo da escola pública”.

Em declarações à agência Lusa, o secretário-geral da federação, Mário Nogueira, referiu-se à redução do número de professores bibliotecários, aos cortes nos apoios às escolas de música privadas, às alterações nos cursos de educação e formação e ao encerramento de escolas do primeiro ciclo, por exemplo.

A intenção é, agora sem disfarçar, ganhar horas, logo horários e, assim, reduzir drasticamente o número de professores. Estas medidas terão o seu primeiro impacto, que será violento, junto dos professores contratados já no próximo mês de Setembro”, acusa a Fenprof.

Mário Nogueira lembrou ainda a criação de um grupo de trabalho coordenado pelo Ministério das Finanças para acompanhar a execução orçamental do sector e apresentar propostas para incluir no próximo Orçamento do Estado, estimando assim mais restrições orçamentais.