segunda-feira, 18 de julho de 2011

Por que razão 'fugiu' Nuno Crato da 5 de Outubro?

Educação: Sindicatos de professores começam a ser recebidos

Nuno Crato ‘foge’ da 5 de Outubro

Nuno Crato começa hoje a receber os sindicatos de professores longe da avenida 5 de Outubro, em Lisboa, o edifício-símbolo da máquina ministerial cuja extinção defendeu antes de chegar ao Governo.

“A última a sair da 5 de Outubro foi a ministra Maria do Carmo Seabra, que foi para a avenida 24 de Julho, e só lá esteve seis meses, porque o Governo de Santana Lopes caiu”, graceja Mário Nogueira (Fenprof). Já João Dias da Silva (FNE) diz, entre sorrisos, que o ministro da Educação e Ciência “não quer apanhar com os destroços do edifício que pretende eliminar”.

Já na sexta-feira, Crato dera a sua primeira conferência de imprensa no Palácio das Laranjeiras, ligado ao ensino superior e ciência. A tutela disse ao CM que o ministro vai “trabalhar em ambas as instalações, conforme a necessidade”.

Num ponto, ministro e sindicatos estão de acordo: é preciso reduzir a estrutura ministerial. Até porque os sindicatos querem saber onde Crato irá cortar, depois de ter parado a fusão de escolas e a reforma curricular. Nogueira pede “coragem para reduzir ao essencial a máquina do Ministério”. Dias da Silva propõe “acabar de imediato com as equipas de apoio às escolas e extinguir as direcções regionais nesta legislatura”.

A suspensão do modelo de avaliação de professores volta também a ser prioridade dos sindicatos. “Tem de ficar clara a suspensão do modelo a partir de Setembro, bem como a anulação dos efeitos no concurso. Não basta o ministro dizer, é preciso leis ou o envio de uma circular às escolas”, defende Nogueira, lembrando que “foi o PSD que disse que este modelo é kafkiano”.

Dias da Silva afina pelo mesmo diapasão e acredita que o ministro “vai abrir um espaço de negociação relativamente ao novo modelo de avaliação de desempenho, que se deseja menos burocrático”. Nuno Crato já disse que vai apresentar um novo modelo.

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Correio da Manhã

sábado, 16 de julho de 2011

sexta-feira, 15 de julho de 2011

As mudanças na Educação pela voz do ministro

Conferência de Imprensa de Nuno Crato, Ministro da Educação e Ciência, na qual anuncia o ajustamento curricular, a reorganização da rede escolar e mais horas de trabalho para o Português e a Matemática.



Reforming the Education Reformers

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Why are increasing numbers of reformers relying on inflated examples like these? "Most likely for the same reason that urban educators from an earlier generation made excuses: successfully educating large numbers of low-income kids is very, very hard." If you read Tough's Whatever It Takes carefully, it becomes very clear that there are no shortcuts and no silver bullets.

Tough still defends the current reform agenda: renegotiating teachers' contracts, providing more incentives to bring the best teachers to poor neighborhoods, extending the school day and school year for low-income students. But those measures alone won't do it, Tough argues, and here he makes his strongest point:

Reformers also need to take concrete steps to address the whole range of factors that hold poor students back... It means supplementing classroom strategies with targeted, evidence-based interventions outside the classroom: working intensively with the most disadvantaged families to improve home environments for young children; providing high-quality early-childhood education to children from the neediest families; and, once school begins, providing low-income students with a robust system of emotional and psychological support, as well as academic support... School reformers often portray these efforts as a distraction from their agenda— something for someone else to take care of while they do the real work of wrestling with the teachers' unions. But in fact, these strategies are essential to the success of the school-reform movement. Pretending they are not is just another kind of excuse.

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Mother Jones

OPINIÃO > Baptista-Bastos: «Esta ameaça que paira sobre nós»

O documentário grego A Dividocracia, exibido pela SIC, é um requisitório impressionante, por didáctico, contra o capitalismo ultraliberal, que está a destruir, na Europa e no mundo, o resto das sociedades solidárias. O cerco feito às nações periféricas obedece à estratégia que visa a imposição de uma hierarquia do poder económico sobre o poder político. Eis as origens desta nova “guerra fria”.

Não chega dizer-se que a batalha se estabelece entre o dólar e o euro, e que a União Europeia está seriamente ameaçada. O documentário esclarece que a limitação entre as esferas económica e política foi dissolvida, e a sua “legitimação” estabelecida por argumentos fraudulentos. Assistimos, neste momento, em Portugal, à ilustração da tese. O Governo não só se afirma reverente ao memorando da troika (subscrito pelo PS, não o esqueçamos) como declara desejar ir mais além. Neste mundo de regras absurdas, de compressões e de constrangimentos, a democracia está ameaçada e a liberdade corre perigo.

Os abusos do poder encontram os portugueses desprotegidos e debilitados. As margens incertas da “estabilidade” servem para dar a ideia de um equilíbrio institucional inexistente. E o que é dito na imprensa, nas rádios e nas televisões é o mais ignaro compromisso com a leviandade e com a servidão. As coisas têm profundas relações umas com as outras. Quem e que instituições nos fizeram devedores de quantias extraordinárias? A ideia circulante fundamenta-se em que os políticos actuais são medíocres ou corruptos. Serão tudo isso, e as provas e os testemunhos no-lo afiançam. Mas uma nova grelha de leitura e de interpretação dos factos conduz-nos à compreensão de que a ideologia neoliberal não é associável à democracia, pela sua própria natureza totalitária.

Numa entrevista à revista Notícias Magazine, Maria de Belém Roseira, à pergunta: “Considera que o governo financeiro e económico que o mundo tem é condenável?”, respondeu: “É absolutamente destrutivo. Há um sociólogo, Ulrich Beck, que diz mesmo não perceber como é que o neoliberalismo ainda não reflectiu sobre o facto de ele próprio vir dar razão a Karl Marx por o capitalismo poder destruir-se a si próprio.” A relação ávida com o poder e com o lucro ameaça, inclusive, a identidade das nações e afronta a dignidade das pessoas. A questão é tão grave e chegou a tal ponto que Bento XVI (o qual não é, propriamente, um progressista) entendeu vituperar “os excessos demoníacos do capitalismo selvagem”. A ambiguidade consiste em que o capitalismo não é “selvagem” ou “civilizado”; é, simplesmente, capitalismo, com múltiplas e sinistras máscaras.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Governo anuncia reorganização curricular do Ensino Básico

O Governo já aprovou na generalidade no Conselho de Ministros o novo desenho curricular do Ensino Básico para o ano lectivo 2011/2012, aguardando agora para a redacção final os pareceres dos órgãos próprios dos governos regionais da Madeira e dos Açores.

À primeira vista, em relação ao 3.º Ciclo noto uma mudança no que diz respeito à disciplina de Língua Portuguesa, aumentando 45 minutos o tempo que lhe é destinado. Em relação às áreas curriculares não disciplinares, apenas se mantém a de Formação Cívica.

Quando tiver mais vagar, farei uma análise mais detalhada desta proposta.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Também eu tenho medo do Medo de que fala o Luís Costa…

Textura do medo

É inegável: o medo apoderou-se dos professores. Ele está presente nas entranhas conscientes e inconscientes, e condiciona quase todas as suas atitudes. O medo é superior ao poder concedido aos directores e mesmo superior ao texto da Lei. O medo é a própria Lei.

Os professores, nas diversas funções e cargos que desempenham, já não questionam, já não querem saber as razões, os fundamentos, o porquê e o para quê; já não querem saber se isto ou aquilo está consignado num texto legal: aceitam, cumprem, obedecem, acumulam tarefas, responsabilidades… porque têm medo. Têm medo quando pensam, quando executam e quando avaliam a sua acção. Em todos esses momentos, a ideia de se justificarem está omnipresente e é omnipotente. Os professores têm medo das retaliações legais que este novo statu quo permite.

Sinceramente, acho que ainda não sinto esse medo. Mas tenho medo desse medo que leio nas atitudes dos professores deste país. Tenho medo do amanhã que ele anuncia. Gela-me, ensombra-me a alma, faz-me ter vontade de não querer! Enfim, destrói-me!

Nós, todos nós, ensinamos muito mais aquilo que somos do que aquilo que sabemos. Para mim, isto é tão cristalino como água de nascente. Assim sendo, o que pode o amanhã esperar de uma geração de professores vergados à obesidade do medo? Que espécie de educadores poderemos ser? Como poderemos ajudar a formar homens livres, se aprisionámos, se castrámos em nós a liberdade de pensar e de agir? Como poderemos preparar as nossas crianças e os nossos jovens para o exigente tempo que se afigura, se temos a vontade algemada, se temos a consciência oprimida, se… já não sabemos quem somos nem o que andamos a fazer como autómatos?

Mesmo neste silvado de desvalores, a estrela polar de qualquer professor, de qualquer educador, deve permanecer luzente no firmamento da sua postura, pois é nela que, consciente ou inconscientemente, o sextante dos seus alunos se vai fixar. É essa estrela que eles vão seguir para serem. E é essa a raiz do meu medo: que os nossos alunos não consigam ver em nós estrela nenhuma! Apenas um pedaço de noite calada e triste!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Docente despedida explica o desabafo publicado no jornal

Sónia Mano, a docente de Matemática despedida antes de ter acabado o trabalho, cujo desabafo publicado no Diário do Minho (colocado também neste blogue) atraiu as atenções de muitos docentes e de outros jornais, deixou um comentário neste blogue (no post «Desabafos de uma Professora»), revelando mais alguma coisa…

Para que servem tantos chefes?

(…) E nos serviços tutelados pelo Ministério da Educação, o Gabinete de Gestão Financeira bate todos os recordes — quase dois em cada dez funcionários integram quadros directivos. O gabinete tem 56 funcionários, dos quais nove são dirigentes superiores ou intermédios.

A Agência Nacional de Qualificação, tutelada pela Educação e Trabalho também não fica atrás. Os cargos dirigentes representam 16% do total de trabalhadores, à frente do gabinete de Estatística e Planeamento da Educação e do GAVE — Gabinete de Avaliação Educacional —, ambos com 12%.

No Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, o que mais salta à vista são o número de trabalhadores que as entidades tuteladas empregam. No Instituto Nacional de Recursos Biológicos, por exemplo, trabalham mais de mil funcionários, dos quais 22 ocupam cargos de chefia.

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i online

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Portugueses bloqueiam site da Moody’s

O site da agência de notação financeira Moody’s, que na passada semana cortou em quatro níveis o ‘rating’ de Portugal, colocando a dívida do País na categoria de ‘lixo’, não está disponível, confirmou esta segunda-feira a Agência Lusa.

No dia em que circula um e-mail dando conta da existência de “um ataque combinado ao ‘site’ internacional da agência de ‘rating’ Moody’s”, a Lusa não conseguiu aceder à página na Internet, após sucessivas tentativas.

Na rede social Facebook, foi criado um evento, com início marcado para as 15h00, com o tema “Ataque concertado à Moody’s”, como forma de retaliação pela descida do ‘rating’, em que a estratégia é começar pela Internet.

“Um servidor ‘web’ tem uma capacidade máxima de resposta. Não é qualquer servidor que suporta milhares de conexões em simultâneo”, explica a organização do evento, propondo a abertura do endereço à mesma hora, às 15h00, para deixar o servidor inoperacional.

Correio da Manhã

Quase seis mil dias de absentismo nas três principais direcções regionais de educação

Cerca de seis mil dias de ausência ao trabalho foi quanto contabilizaram, no ano passado, as três principais direcções regionais de educação, que empregam 750 pessoas. A informação consta dos relatórios de actividades relativos a 2010 que começaram a ser divulgados.

PÚBLICO

«Carta aberta de um coordenador aos seus avaliandos»

PÚBLICO 11/07/2011

via Professores Lusos

BE também insiste na suspensão da ADD

O Bloco de Esquerda seguiu o Partido Comunista Português e apresentou também na Assembleia da República um Projecto de Lei visando a suspensão do actual modelo de Avaliação do Desempenho dos Docentes. Como o PS previsivelmente votará contra, só os votos do PSD e do CDS-PP poderão resolver a questão. Esperemos que prevaleça o bom senso nos partidos que constituem a maioria e que não tenham mudado de opinião apenas porque agora podem mesmo mudar as coisas… Aguardemos algum tempo para ver o resultado de tais iniciativas!..

Projecto de Lei do Bloco de Esquerda

O que vai mudar, até ao final do ano

Passos Coelho prometeu que o Governo não teria férias. O caso não é para menos: vem aí um programa de cortes que, segundo a troika, “vai além” do que se esperava. Saiba o que nos espera, mês a mês , até dezembro.

VISÃO

Professor da UM vence prémio mundial

domingo, 10 de julho de 2011

Memória daquele que transformou o sistema de ensino no Brasil

OPINIÃO > Lya Luft: «Intimidades»

Boaventura Sousa Santos: «Não podemos esquecer a responsabilidade do atual Presidente da República»

A sua perceção é a de que cometemos erros crassos quando negociámos a integração na União Europeia... Um dos nossos grandes erros foi termos voltado as costas às ex-colónias. Outro foi o modo como gerimos muito mal os fundos europeus e aceitámos algumas normas que devíamos ter discutido. Não podemos esquecer a responsabilidade do atual Presidente da República: foi ele que mandou abater os barcos, cortar as oliveiras e cortar as vinhas, porque era uma maneira de receber subsídios. E foi ele quem impediu as universidades de gerirem os fundos para cursos de formação para requalificarem a mão de obra portuguesa, o que deu na maior corrupção da história portuguesa, com cursos, professores e diplomas fantasmas.

A que se refere quando fala de “fascismo social”? O fascismo social é um conceito que tenho vindo a desenvolver para tentar mostrar que na situação em que a gente se encontra muitas pessoas pensam que pode haver um regresso ao fascismo. Não vejo a possibilidade de emergência de um fascismo político. Até porque o neoliberalismo teve esse papel de promover uma democracia representativa, o que não é a mesma coisa que uma democracia com políticas sociais. O imaginário democrático entrou no imaginário social e por todo o lado triunfou a exigência de governar por consenso. Só que a democracia restringe cada vez mais o espaço político e deixa todos os outros espaços ao abrigo das relações de poder que uns têm sobre os outros e que não é um poder democrático. É o que está a acontecer no campo do trabalho, em que o trabalhador fica constrangido a aceitar quaisquer condições. É aquilo a que chamamos conciliações repressivas. A isto chamo “fascismo social”: são relações sociais muito desiguais que dão a alguns que têm mais poder um direito de veto sobre a vida das pessoas. Uma das formas de fascismo social é o do poder das agências de rating, que podem destruir todas as nossas expectativas de vida de um dia para o outro, com base em apreciações arbitrárias e subjetivas. Aliás, como é possível que estas agências funcionem depois do falhanço de que deram provas em 2008?

Nota: Extracto da entrevista do sociólogo Boaventura Sousa Santos

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ATUAL | Expresso N.º 2019 | 9 JULHO 2011

Escolas com poucos alunos vão continuar

OPINIÃO > Maria José Morgado: «Fraude fiscal, corrupção e lavagem de dinheiro»

Envelhecimento é uma “ameaça global” de “difícil resolução”

O envelhecimento da população é uma “ameaça global” que atingirá também os países em vias de desenvolvimento, um problema de “difícil resolução” devido à ausência de uma aposta no crescimento sustentável, alertam especialistas.

A conjugação de uma quebra no número de nascimentos com o aumento da esperança de vida nos países mais desenvolvidos resultou na predominância de pessoas com mais idade, uma situação que está no centro das preocupações dos especialistas na área, mas também dos políticos.

As medidas de apoio à natalidade avançadas por alguns países não parecem estar a conseguir resultados e a sociedade mantém a dificuldade em lidar com os seus idosos.

A propósito do Dia Mundial da População, que se assinala na segunda-feira, a presidente da Associação Portuguesa de Demografia, Maria Filomena Mendes, referiu o envelhecimento da população como “uma ameaça global” que já não abrange só os países industrializados.

A transição demográfica dos países em vias de desenvolvimento “tem sido tão rápida e tem mostrado que efectivamente os níveis de envelhecimento vão ser nos próximos anos de grande preocupação”, apontou a especialista.

Para já, “temos uma população muito jovem ainda nestes países, mas que rapidamente tenderá também a atingir idades mais avançadas e a proporção de idosos nessas populações vai aumentar imenso nos próximos anos”.

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Jornal de Notícias

Cantor e compositor argentino morto a tiro na Guatemala

Um dos mais importantes cantores de música popular da América Latina, Facundo Cabral, foi assassinado na capital da Guatemala.

PÚBLICO

Cantor e compositor argentino morto a tiro na Guatemala

Um dos mais importantes cantores de música popular da América Latina, Facundo Cabral, foi assassinado na capital da Guatemala.

PÚBLICO

Qual é a diferença entre um livro novo e um usado?

A resposta está aqui.

O que é que a ADD tem a ver com o Kamasutra?


Descubra-o neste
post cheio de graça, como é costume, do Luís Costa.

sábado, 9 de julho de 2011

sexta-feira, 8 de julho de 2011

A grande diferença entre a escola antiga e a escola actual

► via Blogue do Professor

Avaliação dos Professores volta ao Parlamento pela mão dos comunistas

PCP entrega na segunda-feira projecto de lei para suspender avaliação de professores

08.07.2011 — 18:27 Por Lusa

O PCP vai entregar na próxima segunda-feira na Assembleia da República um projecto de lei que visa a suspensão da avaliação dos professores, anunciou hoje, em Viseu, o deputado comunista Miguel Tiago.

No final das jornadas de trabalho do Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC), Miguel Tiago, num momento em que os professores escutavam deputados convidados para falar sobre a educação, e depois de anunciar que a questão da avaliação de professores voltaria ao Parlamento, desafiou os restantes partidos a votar favoravelmente esta iniciativa do PCP.

A 25 de Março, todos os partidos da oposição ao governo do PS aprovaram a revogação do sistema de avaliação de desempenho dos professores com os votos favoráveis de PSD, PCP, BE, PEV e CDS-PP e contra da bancada do PS e do deputado social-democrata Pacheco Pereira.

Depois da votação no Parlamento, o Presidente da República, Cavaco Silva, requereu a apreciação do diploma pelo Tribunal Constitucional (TC).

“O Presidente da República requereu ao Tribunal Constitucional a fiscalização preventiva da constitucionalidade das normas dos artigos 1.º, 2.º, 3.º e 4.º do Decreto n.º 84/XI da Assembleia da República, que aprovou a “suspensão do actual modelo de avaliação do desempenho de docentes e revogação do Decreto Regulamentar n.º 2/2010, de 23 de Junho”.

A 29 de Abril, foi conhecida a decisão do TC ao declarar a inconstitucionalidade da revogação da avaliação do desempenho docente, cuja fiscalização preventiva tinha sido pedida pelo Presidente da República.

Perante esta cronologia dos acontecimentos, o deputado do PCP Miguel Tiago, a falar para uma plateia de cerca de 150 dirigentes sindicais e professores, anunciou que o seu grupo parlamentar vai entregar na segunda-feira um projecto de lei com os mesmos objectivos do tentado em Março.

E desafiou os partidos que, na ocasião, votaram a favor e agora estão no governo, PSD e CDS-PP, a serem coerentes e apoiarem esta iniciativa do PCP que visa a suspensão imediata do actual modelo de avaliação de professores.

“Vamos ver como se comportam agora, depois de em Março terem votado a suspensão da avaliação de professores”, disse Miguel Tiago.

PÚBLICO

quinta-feira, 7 de julho de 2011

OPINIÃO > Santana Castilho: «Quanto vale a palavra de Pedro Passos Coelho?»

PÚBLICO 06/07/2011

com a devida vénia ao Octávio V. Gonçalves

Plano Nacional de Leitura – Livros recomendados

Eis a lista de livros recomendados pelo Plano Nacional de Leitura para leitura autónoma.

Desabafo de uma Professora

Professora, até ontem

O meu nome é Sónia Mano, até ontem era professora de Matemática na escola E.B. 2,3 de S. Torcato, em Guimarães (onde me encontrava a trabalhar com contrato a termo incerto). Hoje de manhã, por volta das 9h, recebi um telefonema da Secretaria da referida escola a informar-me de que o meu contrato de trabalho cessara no dia anterior.

Até aqui, poderá pensar-se... é uma coisa natural, mais uma professora dispensada do serviço após mais de seis meses de trabalho árduo com alunos oriundos de meios socioeconómicos muito desfavorecidos: Até eu estava já preparada para a eventualidade de receber a notícia nestes moldes. Mas e o que é feito do prazo legal de três dias para avisar um empregado de que o seu contrato vai terminar? Eu sou apenas mais uma das vítimas do Estado e da actual conjuntura que o país atravessa.

Mas o porquê do meu e-mail vai muito para além das queixas para com o sistema. É mais um grito, uma tentativa de que dêem algum tipo de atenção a certas situações que estão a acontecer neste país. Como eu, fo- mos várias as pessoas dispensadas hoje de manhã, ou melhor, informadas hoje de manhã de que o nosso contrato terminara no dia anterior. Não será isto mais uma vergonha do nosso país? Não há qualquer respeito pelos profissionais, nem pelo seu trabalho e esforço.

Mais acrescento, neste meu desabafo, que iniciei, a meio da semana passada, a correcção de EXAMES NACIONAIS do 9.º Ano! Este trabalho, não está concluído! Termina apenas amanhã, dia 8 de Julho. Entretanto, já amanhã, tenho uma reunião para aferição de critérios de avaliação, reu- nião essa de carácter obrigatório. E agora eu pergunto: O MEU CONTRATO DE TRABALHO E A MINHA LIGAÇÃO AO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO TERMINOU ONTEM. Como vão os alunos ter avaliação no referido exame? Quem vai suportar as despesas de deslocação de Vila Verde (minha residência oficial) até Guimarães?!

Hoje a minha vontade é não entregar os Exames, mas mais forte do que essa vontade é a necessidade de nunca prejudicar os alunos por causa de mais um erro do nosso sistema de ensino. Amanhã, eu irei suportar despesas de deslocação e voltarei a fazê-lo na sexta para entrega dos Exames. Durante esses dois dias, vou fazer uma aplicação criteriosa dos critérios de classificação. Mas precisava de fazer este desabafo: parem de chamar incompetentes aos professores portugueses, aqueles que lutam todos os dias por melhores condições numa escola cada vez mais pobre em valores, tais como a entre-ajuda e a solidariedade. Ajudem-nos a ajudar os vossos/nossos filhos a crescerem como cidadãos e, por favor, na luta pelos meus direitos enquanto trabalhadora/professora/EDUCADORA. Ajudem- -me a divulgar este caso que é apenas mais uma das vergonhas em que o nosso Estado está envolvido!

Tenho provas e documentos oficiais que comprovam cada uma das afirmações que estou a divulgar. Não sei mais onde me dirigir: é preciso que os portugueses saibam o que se está a passar numa escola pública de Portugal.

Sónia Mano

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Diário do Minho

QUINTA-FEIRA | 7 de Julho de 2011 | Ano XCII | N.º 29 277

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Docentes sem observação de aulas poderão atingir o Muito bom?

“Docentes sem Observação de Aulas sempre podem

ter pontuação acima de 7,9”

OPINIÃO > Vasco Graça Moura: «Caros senhores da 'troika'»

As ideias de Marçal Grilo no que diz respeito à Educação

Marçal Grilo fala como se não tivesse sido ministro da Educação. Nesse cargo, teve oportunidade de aplicar o que defende. Ou então só lhe terão surgido as ideias depois de deixar o cargo…


terça-feira, 5 de julho de 2011

Lá se vai o PIT…

Insucesso escolar. Plano para salvar alunos faltosos foi um fracasso.

A tentativa foi “bem-intencionada” e a medida cheia de “boa vontade”. É pena ter sido um fracasso. Na anterior legislatura, os deputados do PS e do CDS/PP decidiram dar uma oportunidade a quem não aparece nas aulas. As escolas passaram a ser obrigadas a fazer um plano individual de trabalho (PIT) para os alunos que ultrapassam o limite de faltas injustificadas. A regra consta do novo Estatuto do Aluno e foi testada no ano lectivo que agora terminou. Chegou o momento de conhecer os resultados: “Não foi de modo algum eficaz”, explica Agostinho Guedes, director da Escola Secundária Inês de Castro, em Gaia. Que é o mesmo que dizer que esses planos são “inócuos e só serviram para aumentar a burocracia e o trabalho dos professores”, acrescenta Teresa Lopes, do Agrupamento Ibn Mucana, em Alcabideche (Cascais).

A maioria das escolas está agora a fazer a avaliação destes alunos, mas no agrupamento de Alcabideche Teresa Lopes já consegue fazer um primeiro balanço: “Fizemos mais de duas dezenas de planos individuais de trabalho, mas, se tivermos um ou dois com efeitos reais sobre o rendimento dos alunos, será uma enorme surpresa.” Na Secundária de Gaia são pelo menos 30 planos que vão agora ser avaliados: “A esmagadora maioria dos alunos não tem nada para ser avaliado porque não cumpriu esses planos”, conta Agostinho Guedes.

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i-online

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Cabeceirense é Campeão Nacional na categoria MX2 Júnior

Na última corrida pontuável para a classe de MX2 Juniores, Ivo Fernandes conseguiu, através de um grande esforço, revalidar o título nesta classe. A prova realizou-se na Glória do Ribatejo e era composta por duas mangas de MX2 Júnior cruciais para a decisão da classificação geral.

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«Não podemos adiar a mudança», sublinha Nuno Crato

Nuno Crato, Ministro da Educação, apresentou na Assembleia da República as linhas gerais do programa do Governo para a Educação, observando que «o sucesso não é inimigo da exigência». Rematou o seu discurso com uma frase emblemática: «Não podemos falhar!»

O que quer dizer “muito rapidamente”?

AR/ Governo: Passos Coelho promete rever “muito rapidamente” regras do atual modelo de avaliação de professores

Lisboa, 30 jun (Lusa) — O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, comprometeu-se hoje a “muito rapidamente” reformular as regras do atual sistema de avaliação de professores, afirmando o princípio da distinção entre a progressão na carreira e a avaliação de desempenho.

“Quero deixar aqui bem vincado (...) que reformaremos rapidamente as regras que este modelo tem, de modo a retirar a carga absurdamente burocrática que o modelo em vigor encerra. Em segundo lugar, para corrigir o absurdo de ter processos de avaliação interna nas escolas que são feitas por colegas de profissão na mesma escola em áreas disciplinares diferentes. Esse compromisso mantém-se”, indicou, no debate parlamentar sobre o Programa do Governo.

Em resposta a uma pergunta da deputada socialista Odete João, Passos Coelho apontou: “Não deixaremos muito rapidamente de reformular o sistema que está em vigor de modo a retirar a carga burocrática e a injustiça que ele encerrava”.

VISÃO