sábado, 16 de julho de 2011

sexta-feira, 15 de julho de 2011

As mudanças na Educação pela voz do ministro

Conferência de Imprensa de Nuno Crato, Ministro da Educação e Ciência, na qual anuncia o ajustamento curricular, a reorganização da rede escolar e mais horas de trabalho para o Português e a Matemática.



Reforming the Education Reformers

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Why are increasing numbers of reformers relying on inflated examples like these? "Most likely for the same reason that urban educators from an earlier generation made excuses: successfully educating large numbers of low-income kids is very, very hard." If you read Tough's Whatever It Takes carefully, it becomes very clear that there are no shortcuts and no silver bullets.

Tough still defends the current reform agenda: renegotiating teachers' contracts, providing more incentives to bring the best teachers to poor neighborhoods, extending the school day and school year for low-income students. But those measures alone won't do it, Tough argues, and here he makes his strongest point:

Reformers also need to take concrete steps to address the whole range of factors that hold poor students back... It means supplementing classroom strategies with targeted, evidence-based interventions outside the classroom: working intensively with the most disadvantaged families to improve home environments for young children; providing high-quality early-childhood education to children from the neediest families; and, once school begins, providing low-income students with a robust system of emotional and psychological support, as well as academic support... School reformers often portray these efforts as a distraction from their agenda— something for someone else to take care of while they do the real work of wrestling with the teachers' unions. But in fact, these strategies are essential to the success of the school-reform movement. Pretending they are not is just another kind of excuse.

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Mother Jones

OPINIÃO > Baptista-Bastos: «Esta ameaça que paira sobre nós»

O documentário grego A Dividocracia, exibido pela SIC, é um requisitório impressionante, por didáctico, contra o capitalismo ultraliberal, que está a destruir, na Europa e no mundo, o resto das sociedades solidárias. O cerco feito às nações periféricas obedece à estratégia que visa a imposição de uma hierarquia do poder económico sobre o poder político. Eis as origens desta nova “guerra fria”.

Não chega dizer-se que a batalha se estabelece entre o dólar e o euro, e que a União Europeia está seriamente ameaçada. O documentário esclarece que a limitação entre as esferas económica e política foi dissolvida, e a sua “legitimação” estabelecida por argumentos fraudulentos. Assistimos, neste momento, em Portugal, à ilustração da tese. O Governo não só se afirma reverente ao memorando da troika (subscrito pelo PS, não o esqueçamos) como declara desejar ir mais além. Neste mundo de regras absurdas, de compressões e de constrangimentos, a democracia está ameaçada e a liberdade corre perigo.

Os abusos do poder encontram os portugueses desprotegidos e debilitados. As margens incertas da “estabilidade” servem para dar a ideia de um equilíbrio institucional inexistente. E o que é dito na imprensa, nas rádios e nas televisões é o mais ignaro compromisso com a leviandade e com a servidão. As coisas têm profundas relações umas com as outras. Quem e que instituições nos fizeram devedores de quantias extraordinárias? A ideia circulante fundamenta-se em que os políticos actuais são medíocres ou corruptos. Serão tudo isso, e as provas e os testemunhos no-lo afiançam. Mas uma nova grelha de leitura e de interpretação dos factos conduz-nos à compreensão de que a ideologia neoliberal não é associável à democracia, pela sua própria natureza totalitária.

Numa entrevista à revista Notícias Magazine, Maria de Belém Roseira, à pergunta: “Considera que o governo financeiro e económico que o mundo tem é condenável?”, respondeu: “É absolutamente destrutivo. Há um sociólogo, Ulrich Beck, que diz mesmo não perceber como é que o neoliberalismo ainda não reflectiu sobre o facto de ele próprio vir dar razão a Karl Marx por o capitalismo poder destruir-se a si próprio.” A relação ávida com o poder e com o lucro ameaça, inclusive, a identidade das nações e afronta a dignidade das pessoas. A questão é tão grave e chegou a tal ponto que Bento XVI (o qual não é, propriamente, um progressista) entendeu vituperar “os excessos demoníacos do capitalismo selvagem”. A ambiguidade consiste em que o capitalismo não é “selvagem” ou “civilizado”; é, simplesmente, capitalismo, com múltiplas e sinistras máscaras.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Governo anuncia reorganização curricular do Ensino Básico

O Governo já aprovou na generalidade no Conselho de Ministros o novo desenho curricular do Ensino Básico para o ano lectivo 2011/2012, aguardando agora para a redacção final os pareceres dos órgãos próprios dos governos regionais da Madeira e dos Açores.

À primeira vista, em relação ao 3.º Ciclo noto uma mudança no que diz respeito à disciplina de Língua Portuguesa, aumentando 45 minutos o tempo que lhe é destinado. Em relação às áreas curriculares não disciplinares, apenas se mantém a de Formação Cívica.

Quando tiver mais vagar, farei uma análise mais detalhada desta proposta.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Também eu tenho medo do Medo de que fala o Luís Costa…

Textura do medo

É inegável: o medo apoderou-se dos professores. Ele está presente nas entranhas conscientes e inconscientes, e condiciona quase todas as suas atitudes. O medo é superior ao poder concedido aos directores e mesmo superior ao texto da Lei. O medo é a própria Lei.

Os professores, nas diversas funções e cargos que desempenham, já não questionam, já não querem saber as razões, os fundamentos, o porquê e o para quê; já não querem saber se isto ou aquilo está consignado num texto legal: aceitam, cumprem, obedecem, acumulam tarefas, responsabilidades… porque têm medo. Têm medo quando pensam, quando executam e quando avaliam a sua acção. Em todos esses momentos, a ideia de se justificarem está omnipresente e é omnipotente. Os professores têm medo das retaliações legais que este novo statu quo permite.

Sinceramente, acho que ainda não sinto esse medo. Mas tenho medo desse medo que leio nas atitudes dos professores deste país. Tenho medo do amanhã que ele anuncia. Gela-me, ensombra-me a alma, faz-me ter vontade de não querer! Enfim, destrói-me!

Nós, todos nós, ensinamos muito mais aquilo que somos do que aquilo que sabemos. Para mim, isto é tão cristalino como água de nascente. Assim sendo, o que pode o amanhã esperar de uma geração de professores vergados à obesidade do medo? Que espécie de educadores poderemos ser? Como poderemos ajudar a formar homens livres, se aprisionámos, se castrámos em nós a liberdade de pensar e de agir? Como poderemos preparar as nossas crianças e os nossos jovens para o exigente tempo que se afigura, se temos a vontade algemada, se temos a consciência oprimida, se… já não sabemos quem somos nem o que andamos a fazer como autómatos?

Mesmo neste silvado de desvalores, a estrela polar de qualquer professor, de qualquer educador, deve permanecer luzente no firmamento da sua postura, pois é nela que, consciente ou inconscientemente, o sextante dos seus alunos se vai fixar. É essa estrela que eles vão seguir para serem. E é essa a raiz do meu medo: que os nossos alunos não consigam ver em nós estrela nenhuma! Apenas um pedaço de noite calada e triste!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Docente despedida explica o desabafo publicado no jornal

Sónia Mano, a docente de Matemática despedida antes de ter acabado o trabalho, cujo desabafo publicado no Diário do Minho (colocado também neste blogue) atraiu as atenções de muitos docentes e de outros jornais, deixou um comentário neste blogue (no post «Desabafos de uma Professora»), revelando mais alguma coisa…

Para que servem tantos chefes?

(…) E nos serviços tutelados pelo Ministério da Educação, o Gabinete de Gestão Financeira bate todos os recordes — quase dois em cada dez funcionários integram quadros directivos. O gabinete tem 56 funcionários, dos quais nove são dirigentes superiores ou intermédios.

A Agência Nacional de Qualificação, tutelada pela Educação e Trabalho também não fica atrás. Os cargos dirigentes representam 16% do total de trabalhadores, à frente do gabinete de Estatística e Planeamento da Educação e do GAVE — Gabinete de Avaliação Educacional —, ambos com 12%.

No Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, o que mais salta à vista são o número de trabalhadores que as entidades tuteladas empregam. No Instituto Nacional de Recursos Biológicos, por exemplo, trabalham mais de mil funcionários, dos quais 22 ocupam cargos de chefia.

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i online

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Portugueses bloqueiam site da Moody’s

O site da agência de notação financeira Moody’s, que na passada semana cortou em quatro níveis o ‘rating’ de Portugal, colocando a dívida do País na categoria de ‘lixo’, não está disponível, confirmou esta segunda-feira a Agência Lusa.

No dia em que circula um e-mail dando conta da existência de “um ataque combinado ao ‘site’ internacional da agência de ‘rating’ Moody’s”, a Lusa não conseguiu aceder à página na Internet, após sucessivas tentativas.

Na rede social Facebook, foi criado um evento, com início marcado para as 15h00, com o tema “Ataque concertado à Moody’s”, como forma de retaliação pela descida do ‘rating’, em que a estratégia é começar pela Internet.

“Um servidor ‘web’ tem uma capacidade máxima de resposta. Não é qualquer servidor que suporta milhares de conexões em simultâneo”, explica a organização do evento, propondo a abertura do endereço à mesma hora, às 15h00, para deixar o servidor inoperacional.

Correio da Manhã

Quase seis mil dias de absentismo nas três principais direcções regionais de educação

Cerca de seis mil dias de ausência ao trabalho foi quanto contabilizaram, no ano passado, as três principais direcções regionais de educação, que empregam 750 pessoas. A informação consta dos relatórios de actividades relativos a 2010 que começaram a ser divulgados.

PÚBLICO

«Carta aberta de um coordenador aos seus avaliandos»

PÚBLICO 11/07/2011

via Professores Lusos

BE também insiste na suspensão da ADD

O Bloco de Esquerda seguiu o Partido Comunista Português e apresentou também na Assembleia da República um Projecto de Lei visando a suspensão do actual modelo de Avaliação do Desempenho dos Docentes. Como o PS previsivelmente votará contra, só os votos do PSD e do CDS-PP poderão resolver a questão. Esperemos que prevaleça o bom senso nos partidos que constituem a maioria e que não tenham mudado de opinião apenas porque agora podem mesmo mudar as coisas… Aguardemos algum tempo para ver o resultado de tais iniciativas!..

Projecto de Lei do Bloco de Esquerda

O que vai mudar, até ao final do ano

Passos Coelho prometeu que o Governo não teria férias. O caso não é para menos: vem aí um programa de cortes que, segundo a troika, “vai além” do que se esperava. Saiba o que nos espera, mês a mês , até dezembro.

VISÃO

Professor da UM vence prémio mundial

domingo, 10 de julho de 2011

Memória daquele que transformou o sistema de ensino no Brasil

OPINIÃO > Lya Luft: «Intimidades»

Boaventura Sousa Santos: «Não podemos esquecer a responsabilidade do atual Presidente da República»

A sua perceção é a de que cometemos erros crassos quando negociámos a integração na União Europeia... Um dos nossos grandes erros foi termos voltado as costas às ex-colónias. Outro foi o modo como gerimos muito mal os fundos europeus e aceitámos algumas normas que devíamos ter discutido. Não podemos esquecer a responsabilidade do atual Presidente da República: foi ele que mandou abater os barcos, cortar as oliveiras e cortar as vinhas, porque era uma maneira de receber subsídios. E foi ele quem impediu as universidades de gerirem os fundos para cursos de formação para requalificarem a mão de obra portuguesa, o que deu na maior corrupção da história portuguesa, com cursos, professores e diplomas fantasmas.

A que se refere quando fala de “fascismo social”? O fascismo social é um conceito que tenho vindo a desenvolver para tentar mostrar que na situação em que a gente se encontra muitas pessoas pensam que pode haver um regresso ao fascismo. Não vejo a possibilidade de emergência de um fascismo político. Até porque o neoliberalismo teve esse papel de promover uma democracia representativa, o que não é a mesma coisa que uma democracia com políticas sociais. O imaginário democrático entrou no imaginário social e por todo o lado triunfou a exigência de governar por consenso. Só que a democracia restringe cada vez mais o espaço político e deixa todos os outros espaços ao abrigo das relações de poder que uns têm sobre os outros e que não é um poder democrático. É o que está a acontecer no campo do trabalho, em que o trabalhador fica constrangido a aceitar quaisquer condições. É aquilo a que chamamos conciliações repressivas. A isto chamo “fascismo social”: são relações sociais muito desiguais que dão a alguns que têm mais poder um direito de veto sobre a vida das pessoas. Uma das formas de fascismo social é o do poder das agências de rating, que podem destruir todas as nossas expectativas de vida de um dia para o outro, com base em apreciações arbitrárias e subjetivas. Aliás, como é possível que estas agências funcionem depois do falhanço de que deram provas em 2008?

Nota: Extracto da entrevista do sociólogo Boaventura Sousa Santos

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ATUAL | Expresso N.º 2019 | 9 JULHO 2011

Escolas com poucos alunos vão continuar

OPINIÃO > Maria José Morgado: «Fraude fiscal, corrupção e lavagem de dinheiro»

Envelhecimento é uma “ameaça global” de “difícil resolução”

O envelhecimento da população é uma “ameaça global” que atingirá também os países em vias de desenvolvimento, um problema de “difícil resolução” devido à ausência de uma aposta no crescimento sustentável, alertam especialistas.

A conjugação de uma quebra no número de nascimentos com o aumento da esperança de vida nos países mais desenvolvidos resultou na predominância de pessoas com mais idade, uma situação que está no centro das preocupações dos especialistas na área, mas também dos políticos.

As medidas de apoio à natalidade avançadas por alguns países não parecem estar a conseguir resultados e a sociedade mantém a dificuldade em lidar com os seus idosos.

A propósito do Dia Mundial da População, que se assinala na segunda-feira, a presidente da Associação Portuguesa de Demografia, Maria Filomena Mendes, referiu o envelhecimento da população como “uma ameaça global” que já não abrange só os países industrializados.

A transição demográfica dos países em vias de desenvolvimento “tem sido tão rápida e tem mostrado que efectivamente os níveis de envelhecimento vão ser nos próximos anos de grande preocupação”, apontou a especialista.

Para já, “temos uma população muito jovem ainda nestes países, mas que rapidamente tenderá também a atingir idades mais avançadas e a proporção de idosos nessas populações vai aumentar imenso nos próximos anos”.

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Jornal de Notícias