terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Professores de EVT e pais do ensino particular manifestam-se em Lisboa

Largas dezenas de professores de EVT e pais do ensino particular manifestam-se junto à AR

08.02.2011 — 15:13 Por Lusa

Largas dezenas de professores de educação visual e tecnológica e pais de alunos do ensino particular e cooperativo estão já concentrados frente ao Parlamento, para protestos distintos, mas que coincidem com a audição da ministra da Educação.

Os pais estão em defesa dos colégios financiados pelo Estado. Os professores de educação visual e tecnológica (EVT) manifestam-se com medo do desemprego, enquanto a ministra da Educação tentará explicar à oposição a justeza das medidas contestadas.

Junto ao Parlamento, os professores de EVT envergam roupa preta e lenços amarelos ao pescoço, empunhando cartazes em defesa da manutenção do par pedagógico (dois professores por sala).

“Um por todos, todos por dois”, é a palavra de ordem gritada ao fundo das escadarias da Assembleia da República.

Os professores improvisaram uma banca com materiais usados nas aulas práticas e um espaço para discursos ao longo da tarde.

Entre os manifestantes ouvem-se desabafos como “é um escândalo” e “uma vergonha”, referindo-se à redução de professores nesta disciplina.

Os manifestantes ocupam já a estrada, sob a vigilância atenta da polícia.

O espaço é dividido com o Movimento SOS Educação, que se manifesta pela manutenção do financiamento público aos colégios com contratos de associação com o Estado.

Os encarregados de educação que protagonizam a manifestação exibem cartazes com capas de livros escritos pela ministra da Educação, Isabel Alçada, e outros em que se lê “Chega de Aventuras, Queremos a Verdade”.

Para as 15h está prevista a chegada de autocarros, tanto da parte dos professores como do SOS Educação.

Os professores de EVT esperam 18 autocarros e acreditam que chegará ao milhar o número de docentes a manifestar-se em São Bento.

O SOS Educação esperava na segunda-feira mais de 600 pessoas para este protesto.

PÚBLICO

Ministério gastará menos 12 por cento por aluno no próximo ano

08.02.2011 — 15:39 Por Clara Viana

No próximo ano lectivo, o custo por aluno na escola pública será de cerca de 3300 euros por ano, enquanto neste ano é de 3735 euros, anunciou Isabel Alçada, ministra da Educação, na Comissão Parlamentar de Educação, onde está a ser ouvida.

Esta quebra de quase 12 por cento deve-se aos cortes previstos no sector. Os custos por turma baixarão dos actuais 85.513 euros para 75.457.

O Ministério propõe que os contratos de associação com os colégios privados se situe nos 80 mil euros por turma no próximo ano, portanto mais cinco mil do que o orçamento previsto para a escola pública. “Não me parece que seja a vossa função, senhores deputados, defender os interesses privados”, disse Isabel Alçada, reagindo assim às críticas feitas sobre os cortes previstos nos contratos de associação.

Face aos anúncios sobre a redução de gastos do Ministério da Educação, Rita Rato, do PCP, acusou: “Se houvesse contenção, iniciava-se já hoje a extinção da Parque Escolar, que é um buraco negro, um sorvedouro de recursos públicos”.

PÚBLICO

Ministra da Educação ‘apertada’ na Comissão Parlamentar de Educação e Ciência

Está a decorrer na Assembleia da República uma audição à Ministra da Educação, Isabel Vilar, na Comissão Parlamentar de Educação e Ciência, relativamente às medidas de reorganização curricular adoptadas...

Neste momento, a ministra da Educação está a ser confrontada, pelo deputado Emídio Guerreiro (PSD, com as discrepâncias existentes entre o estudo tornado público sobre as Escolas com Contrato de Associação e as declarações que têm vindo a ser feitas pelos responsáveis pelo Ministério da Educação e as informações recolhidas pelo referido deputado.

Emídio Guerreiro terminou a sua intervenção afirmando que a ministra da Educação «tem uma grande incapacidade para lidar com números», o que acarreta uma grande instabilidade nas escolas.

A ministra reconheceu a preparação do deputado, mas respostas concretas não foi capaz de dar...

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

«O erro de Eça de Queiroz»

Educação: Ministra enfrenta oposição no Parlamento e pais e professores na rua

A ministra da Educação terá na terça-feira duas manifestações à porta da Assembleia da República, enquanto falar aos deputados, com pais e professores a protestar por razões distintas.

Fonte

Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura

Vai recomeçar a coreografia da FENPROF?

Plataforma sindical de professores regressa com mais aliados

Mário Nogueira anuncia quinta-feira o plano de combate dos professores

Por enquanto ainda é cada um por si, mas os nove sindicatos vão estar unidos quando chegar a hora de reerguer um protesto nacional de professores contra os cortes e os despedimentos que temem vir a ser alvos por parte do Ministério da Educação. A Plataforma Sindical dos Professores está de regresso e quer responder na mesma moeda ao governo de José Sócrates, assegura Mário Nogueira, que esta quinta-feira, anuncia ao país em conferência de imprensa as “formas de luta” que a classe irá travar em breve. “A única coisa que posso desde já assegurar é que será uma resposta à dimensão da vergonha desta política educativa que está a ser preparada para o próximo ano lectivo”, promete o secretário-geral da Fenprof e porta-voz da plataforma.

A Plataforma Sindical dos Professores — criada em 2008 para combater as políticas da ex-ministra Maria de Lurdes Rodrigues — está de novo operacional e, desta vez, pretende ser ainda mais ambiciosa. Lutar em duas frentes é o caminho que estão traçar: de um lado, os professores que terão um “momento exclusivo” para demonstrar a sua revolta; do outro, “todos os agentes” envolvidos na educação e que queiram subscrever o manifesto em “defesa da escola pública” da plataforma e aderir a uma “Marcha Lenta pela Educação” em Lisboa — sejam eles pais, alunos, directores ou psicólogos escolares.

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Conhece os "pecados mortais" do PS?

Os sete pecados mortais do PS, segundo Ana Benavente

1. Adoptou “políticas neoliberais e, portanto, abandonou a matriz ideológica socialista”;

2. “Autoritarismo interno e ausência de debate, empobrecendo o papel do PS no país”;

3. “Imposição de medidas governativas como inevitáveis e sem alternativa, o que traduz dependências nacionais e internacionais não assumidas nem clarificadas para o presente e o futuro”;

4. “Marketing político banal e constante, de par com uma superficialidade nas bandeiras de modernização da sociedade portuguesa”;

5. “Falta de ética democrática e republicana na vida pública e na governação”;

6. “Sacrifício de políticas sociais construídas pelo próprio PS em fases anteriores”;

7. “Falta de credibilidade, quer por incompetência quer por hipocrisia, dando o dito por não dito em demasiadas situações de pesadas consequências”.

Fonte: PÚBLICO

Ana Benavente faz críticas violentas ao PS, ao Governo e a José Socrátes

Ana Benavente tece violentas críticas a seis anos de governação

Autoritarismo do PS de Sócrates ultrapassa “centralismo democrático” de Lenine

07.02.2011 — 08:54 Por Nuno Simas

Ana Benavente é cáustica com os anos de governação do primeiro-ministro. E aponta tiques de autoritarismo, de distribuir “lugares e privilégios” e render-se ao neoliberalismo.

É um retrato arrasador do PS, do Governo e de José Sócrates. A ponto de Ana Benavente, secretária de Estado da Educação de António Guterres (1995-2001), dizer que jamais pertenceria a um Governo de José Sócrates com uma pasta idêntica. “Porque, se o fosse, já teria apresentado a minha demissão.” A confissão da ex-dirigente socialista é feita numa entrevista à Revista Lusófona de Educação.

O tema é a educação na luta contra a exclusão e pela democracia, mas a conversa vai até à política pura e dura e o actual estado do Governo do PS e da liderança de José Sócrates. Aí, mais uma vez, Benavente é dura. Muito dura. O PS tornou-se “neoliberal” — “fazer do capital financeiro o dono e árbitro do desenvolvimento económico é uma capitulação face ao neoliberalismo que não é digna de um partido socialista”. Mas há mais. No PS, há falta de debate interno e Ana Benavente critica “o autoritarismo da actual liderança”. “Tornou-se autocrata, distribuindo lugares e privilégios, ultrapassando até o “centralismo democrático” de Lenine. Alimentando promiscuidades que recuso”, lê-se na entrevista.

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PÚBLICO

domingo, 6 de fevereiro de 2011

«O modo burocrático de inovar»

A organização burocrática mostra-se incapaz de se corrigir em função dos seus erros e, se “a sua principal característica é a rigidez, não pode naturalmente adaptar-se facilmente à mudança e tenderá a resistir a qualquer transformação” (Crozier, 1963:239). Para contrariar as disfunções que, permanentemente, segrega (Merton), ela autocorrige-se pelo círculo vicioso burocrático (Gouldner, 1954 e Crozier, 1963).

No entanto, a mudança acaba por ser inevitável. Contudo, ela só é possível como mudança de crise, concebida por um quadro qualificado da máquina administrativa ou por ela cooptado, conduzi da de cima para baixo, e deve ter aplicação universal de modo uniforme em todas as escolas. Na verdade, num sistema centralizado e burocrático, a introdução de mudanças na pedagogia da escola — seja essa alteração no conteúdo ou na forma, na estrutura pedagógica ou na prática pedagógica, diga respeito aos alunos, aos professores ou aos processos — só é possível através da produção de regulamentos administrativos: decretos-leis, decretos simples, portarias, despachos normativos, despachos, circulares, ordens de serviço, instruções, esclarecimentos, etc.

A inovação aplica-se de forma (pretensamente) uniforme a todas as escolas, legitimando a concepção que identifica uma inovação com a legislação que a introduz, de modo que “a inovação que é um acto que ocorre nas escolas é diluído num acto que ocorre nas secretarias dos departamentos centrais; a inovação que por natureza é lenta, ou pelo menos, leva certo tempo a introduzir, é transferida para um acto por natureza rápido e instantâneo” (Formosinho, 1999:19).

Este tipo de inovação por decreto, cujo modelo se baseia na filosofia de que no topo se inova e na base apenas se executa, é caracterizado por Lima (1988:58-59) como um paradigma normativo-taylorista. Com efeito, as reformas produzidas por iniciativa do poder político e da sua administração central visam introduzir mudanças estruturais, sejam elas derivadas da pressão das críticas da sociedade e/ou da evolução dos saberes educacionais ou, apenas, motivadas por razões de estratégia de afirmação pessoal ou partidária. Elas “correspondem, normalmente, a respostas globais (decididas centralmente sem terem em conta a diversidade dos contextos) para problemas locais que são os que, em cada escola e sala de aula concretas, afligem, de maneira e por razões diferentes, cada responsável escolar, cada professor e cada aluno” (Barroso, 2001). Mesmo quando se apropriam de inovações produzidas por iniciativa de “minorias activas” de professores ou movimentos pedagógicos que parecem desfazer a uniformidade que constitui a “imagem de marca” da pedagogia colectiva, a lógica de generalização das “boas práticas” pelo processo burocrático não belisca o “núcleo duro” da organização da classe que “permanece, nos horários, na constituição das turmas, na divisão das disciplinas, na transmissão do saber, no processo de classificação dos alunos, na relação pedagógica” (Barroso, 2001 :80). Este é também o diagnóstico realizado nos Estados Unidos por David Tyack & Larry Cuban após um século de reformas:

“As bases da gramática da escola, como a própria configuração da classe, têm permanecido estáveis ao longo das últimas décadas. Poucas têm sido as mudanças na maneira como as escolas dividem o tempo e o espaço, classificam os alunos e os distribuem pelas classes, agrupam os conhecimentos em disciplinas e concedem graus e créditos como evidências de aprendizagem. (...) A continuidade da gramática da instrução frustrou gerações de reformadores que sonharam alterar estas formas estandardi-zadas” (cit. in Barroso, 2001 :80-81).

Deste modo, torna-se claro que o sistema burocrático centralizado é intrinsecamente inadequado à gestão escolar pedagógica:

“Sendo a relação pedagógica uma relação pessoal não pode ser sujeita a sistemas que se baseiam na impessoalidade. Sendo a relação pedagógica uma relação de pessoas concretas dificilmente se sujeita a esquemas que se baseiam na abstracção. Sendo a relação pedagógica uma relação que se destina a transmitir conhecimentos, valores, normas e atitudes a crianças e adolescentes que diferem grandemente entre si por diferenças de tempera-mento, de origem social, meio ambiente, aptidões, interesses, necessidades e motivações, transmissão feita por pessoas também diferentes, dificilmente aceita soluções pedagógicas baseadas na uniformidade. Devendo a relação pedagógica ser uma relação pessoal próxima não se compadece com sistemas que se baseiam na distância e afastamento entre quem decide e as pessoas interessadas na decisão. Podendo a relação pedagógica ocorrer entre pessoas muito diferentes em contextos muito diferentes não é facilmente enquadrável no princípio da ‘pedagogia óptima’” (Formosinho, 1999:18).

Contudo, o sistema burocrático perpassa por todo o currículo escolar, reservando aos serviços centrais os poderes de decisão substantiva e aos professores tarefas de execução.

(...) Deste modo, as reformas falham porque se limitam a aperfeiçoar o que já existe, sem abalar os princípios, modelos de referência e modos de organização; elas falham “não tanto por causa do seu conteúdo, mas pela sua forma e pela estratégia de execução”, por estarem imbuídas de uma concepção normativa de mudança que não considera a especificidade dos contextos, o carácter construído das situações educativas e a autonomia relativa dos actores escolares (Barroso, 2001 :82 e 83).

Formosinho, João, Machado, Joaquim, Oliveira-Formosinho, Júlia (2010). Formação, Desempenho e Avaliação de Professores.

via Terrear

Como sobreviver num mundo de nove mil milhões

Em 2050 a população mundial vai atingir novo marco. Seremos nove mil milhões à procura de alimentos, água, habitação e energia. Com conflitos, migrações e o efeito das alterações climáticas para gerir. Soluções, procuram-se.

Gente, gente, gente

O contador não pára. Em Portugal a população está a envelhecer, mas olha-se para lá do país e da Europa e a ideia deixa de ser um número: tudo indica que 2011 é o ano em que chegamos aos sete mil milhões de pessoas. Um artigo no diário britânico Guardian dizia que a comemoração seria a 31 de Outubro, com o nascimento de uma criança no estado de Uttar Pradesh, um dos mais populosos da Índia, com cerca de 194 milhões de habitantes.

A escalada continuará pelo menos até 2050, quando, segundo as previsões demográficas, formos nove mil milhões. As Nações Unidas estão a fazer um levantamento extenso das populações dos países para apurar melhor os números de hoje e corrigir previsões. Mas é esta rapidez que assusta.

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PÚBLICO

OPINIÃO > Manuela Ferreira Leite: «UM TROFÉU AO ABSURDO»

A decisão de construir a linha de TGV Poceirão-Caia só não faz parte do anedotário nacional porque a questão é demasiado grave para que possa fazer rir alguém minimamente consciente e preocupado com o futuro do país.

O que está em causa é transformar em facto consumado, a qualquer preço, aquilo que é rejeitado pela gravíssima situação de endividamento do país, pelo interesse nacional e, muito especialmente, pelo respeito que devemos às próximas gerações.

Neste contexto, o Tribunal de Contas levantou sérias reservas quando lhe foi solicitado o visto prévio ao contrato de concessão entre o Estado e as empresas em causa. Em resultado da revisão efetuada, só poderia esperar-se uma melhoria para os contribuintes das suas condições.

Afinal, sabe-se agora que dessa revisão resulta um agravamento dos encargos para o Estado no valor de 195 milhões de euros.

É preciso reler várias vezes a notícia para acreditar nela.

Na verdade, este troço é um absurdo, cuja utilidade dependerá de uma ponte que não surgirá porque não há crédito e de um comboio sem recursos para se manter a circular.

Se esta iniciativa não for politicamente travada, ficará como um troféu à obsessão do primeiro-ministro.

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Expresso 5 de Fevereiro de 2011 | N.º 1997

OPINIÃO > Nuno Crato: «O milagre da recuperação»

sábado, 5 de fevereiro de 2011

OPINIÃO > Freitas do Amaral: «Cortar no mais fácil?»

OPINIÃO > Luís Campos e Cunha: «Crise da política»

PÚBLICO 04/02/2011

E se todos recusarem trabalho de escravo?

2.ª fase

Escolas receiam ficar sem professores para corrigir exames

O atraso da segunda fase dos exames nacionais — que este ano foi marcada para o final de Julho — está a preocupar os directores das escolas, que já adivinham grandes dificuldades para recrutar professores correctores. É que naquela altura do mês é normal muitos já estarem de férias. “Temo não ter pessoas disponíveis”, alerta Rosário Gama, directora da Escola Infanta D. Maria, em Coimbra. Por um lado, diz, vai ter de mexer nas férias dos correctores, por outro, admite que não ficará surpreendida se muitos apresentarem justificações médicas.

“Vai ser complicado. Depois de um ano de aulas, não fico surpreendida se chegarmos a essa altura e muitos estiverem de baixa”, explica a professora. Um receio partilhado por outros directores, ao comentarem as datas fixadas esta semana pelo Governo.

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Diário de Notícias

Quando uma pessoa escreve sobre o que conhece mal, sai isto!...

O regresso da canção de protesto


Será isto o começo de uma revolta?

«Professores. Começou a revolta que ainda não faz barulho»

Professores estão ansiosos por gritar nas ruas contra os cortes na escola pública e nem querem esperar pela convocação dos sindicatos

O apelo circula nos emails, nos corredores das escolas, nos encontros marcados ao fim-de-semana, nos plenários organizados ao final da tarde ou à mesa dos restaurantes. Os professores conspiram quando e onde é possível, sem esperar pelos sindicatos para preparar os protestos contra a vaga de despedimentos e os cortes anunciados para o próximo ano lectivo. Querem ir para a rua depressa e a falta da logística das organizações sindicais não os impede de acreditar que vão conseguir mobilizar milhares de colegas nas praças ou nas avenidas de Lisboa. O comboio já está em movimento e a cada dia ganha mais velocidade.

Nas escolas de Setúbal ou de Oeiras são os professores que saem das aulas com vontade de se reunirem em vez de irem para casa ruminar sobre as desgraças que julgam virem aí. “A facilidade com que os professores se juntaram espontaneamente há poucos dias na Escola Básica Luísa Todi foi surpreendente”, conta Jaime Pinho, do Movimento Escola Pública (MEP). Foi o princípio de uma corrente que em poucas horas contagiou a escola onde dá aulas mesmo ali ao lado — a Secundária D. João II — e estará prestes a entrar noutros agrupamentos de Setúbal ou de Palmela.

Na minha escola, por exemplo, há uma grande vontade por parte dos professores de começarem a fazer qualquer coisa para travar o Ministério da Educação”, explica Jaime Pinho. Os contactos já começaram — professor a professor, escola a escola, até entrarem em todas e conseguirem organizar um plenário com os docentes de todo o concelho de Setúbal. E depois logo se vê: “O que fazer com este movimento que está agora a germinar é ainda uma incógnita. Sentimos que o mínimo que podemos fazer é gritar alto numa praça da capital.

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E o sonho torna-se realidade?

Ciência: Luso-americano revela fórmula da juventude

Alterar os genes pode atrasar velhice

Afinal, a fonte da juventude existe e está dentro de nós. A descoberta pertence a uma equipa de cientistas liderada pelo luso-americano Ronald dePinho, que conseguiu inverter o processo de envelhecimento através da manipulação genética.

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Correio da Manhã

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Mais de 30 mil professores obrigados a mudar de vida

Mais de 30 mil professores ficam sem emprego no próximo ano lectivo

Mais de 30 mil postos de trabalho vão ser eliminados nas escolas no próximo ano lectivo, com os mega-agrupamentos, as alterações curriculares e a organização do ano escolar, afirmou hoje, quinta-feira, o secretário-geral da Fenprof.

No final de uma reunião com o secretário de Estado adjunto e da Educação, Mário Nogueira afirmou que as contas da Fenprof e que “o Ministério da Educação não conseguiu negar” apontam para uma redução de 30 a 40 mil horários, o que significa que “quase o mesmo número de postos de trabalho vão ser eliminados”.

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Jornal de Notícias

Manuel Maria Carrilho: «A aposta no ‘betão escolar’ não salva a política ruinosa destes seis anos»

Foi desafiado por dirigentes socialistas a avançar com uma candidatura contra José Sócrates nas directas de Março, mas neste momento não responde, sequer, se pensa ir ao congresso. Nesta entrevista, feita por escrito, responde aos reptos com críticas a Sócrates e ao partido.

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PÚBLICO

Tribulações dos megagrupamentos de escolas

Novo modelo é ainda um quebra-cabeças para as direcções que dirigem agrupamentos com o triplo da dimensão

Os agrupamentos que neste ano lectivo fundiram as escolas do pré-escolar ao secundário ganharam uma escala tão grande que, por vezes, se tornam ingovernáveis. As direcções ainda estão a aprender a lidar com a frustração dos professores que perderam autonomia e agora se sentem ignorados. Cinco meses depois de as comissões administrativas provisórias (CAP) assumirem a gestão deste novo modelo, há ainda carências de meios ou de docentes que se tornaram mais evidentes após a fusão. “A sobrecarga burocrática aumentou uma vez que as escolas estão distantes umas das outras. As rotinas de trabalho também são outras com implicações na qualidade dos serviços prestados, o que tem gerado um clima de escola agastado e desgastado”, conta Ana Clara Almeida, que dirige o agrupamento de Penacova.

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Agrupamento de Escolas de Cabeceiras de Basto elege Conselho Geral Transitório

O pessoal docente e não docente do Agrupamento de Escolas de Cabeceiras de Basto, criado pela fusão dos antigos Agrupamentos de Refojos de Basto e do Arco de Baúlhe foi ontem chamado às urnas para eleger os seus representantes no Conselho Geral Transitório.

No que diz respeito ao pessoal docente, havia duas listas em confronto, uma liderada por Susana Pavão, docente de Ciências Físico-Químicas da Escola Básica e Secundária de Cabeceiras de Basto, e outra por Maria Senhorinha Pires, ex-directora do antigo Agrupamento de Escolas do Arco e actual coordenadora da escola Básica do Arco do Arco de Baúlhe, tendo saído vencedora esta última, pelo que terá 4 elementos no referido órgão, enquanto a outra conseguiu eleger 3 elementos.

Em relação aos não docentes, havia igualmente duas listas, tendo sido eleito um elemento de cada uma das listas.

Boa sorte a todos os elementos que integram agora aquele órgão do Agrupamento e que tenham a lucidez suficiente para defender o interesse geral…

O Ministério da Educação remendão

Foi hoje publicado no Diário da República o Decreto-Lei n.º 18/2011, da responsabilidade do Ministério da Educação, o qual «permite a organização dos tempos lectivos dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico em períodos de 45 ou 90 minutos e elimina a área de projecto do elenco das áreas curriculares não disciplinares, procedendo à quarta alteração ao Decreto-Lei n.º 6/2001, de 18 de Janeiro.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

«Humor negro na AR»

É provável que a maioria dos portugueses se tenha já apercebido de que Sócrates e o Governo PS estão inocentes de grande parte das decisões políticas que têm tomado, pois que, como o outro, “apenas cumpriram ordens”, na circunstância dos “mercados” ou outra qualquer entidade a quem ninguém pode pedir responsabilidades.

Na verdade, os governos que elegemos são hoje, nas matérias decisivas de economia e finanças (e não só) que importam, meros feitores mais ou menos respeitadores e obrigados de interesses alheios, de direito e de facto, externos e internos. Por isso, promessas que façam aos eleitores em tais matérias (como a de Sócrates ainda há um mês, garantindo que “o Governo manterá ‘inalteradas’ as normas que enquadram os despedimentos”) são necessariamente ou ingénuas ou fraudulentas

O Governo apenas cumpre, pois, ordens. Mas, já que pouco tem que pensar e decidir, exigir-se-lhe-ia talvez um pouco mais de competência e convicção na parte que lhe toca, a da justificação política das medidas que a mão invisível que governa o país lhe manda que tome.

Dizer, como Sócrates na AR, que incentivar os despedimentos diminuirá o desemprego, pois despedindo facilmente os seus trabalhadores, as empresas abrirão postos de trabalho para... outros trabalhadores, é uma solução tipicamente “marxista” (facção Groucho). Infelizmente, para muitos milhares de portugueses, será uma tragédia e não uma comédia.

Jornal de Notícias

«Do oportunismo»

A avaliação de professores, o estatuto da carreira docente e a gestão escolar dilaceraram o clima relacional das nossas escolas. Se é uma queda irreversível só o tempo o dirá. Que vai levar anos a recompor, isso é seguro. Quanto mais tarde caírem os comprovados disparates, mais difícil se tornará a reposição de um metabolismo oxigenado.

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Paulo T. Prudêncio

Exames Nacionais do Ensino Básico e do Ensino Secundário

Despacho n.º 2237/2011. D.R. n.º 21, Série II de 2011-01-31

Ministério da Educação — Gabinete do Secretário de Estado Adjunto e da Educação

Estabelece o calendário dos exames nacionais para o ano de 2011

PSD quer fazer emagrecer o Ministério da Educação

O PSD quer um Ministério da Educação (ME) limitado ao papel de regulador do ensino sem funções de gestão das escolas. Depois de, nas jornadas parlamentares do PSD, ontem em Braga, Joaquim Azevedo, ex-secretário do governo de Cavaco Silva, ter defendido que o “Ministério da Educação pode ser implodido sem nenhum problema”, ao i, o vice-presidente da bancada parlamentar, Pedro Duarte, explica que o PSD quer “reduzir o monstro burocrático do ME”. De acordo com o deputado, o sistema intermédio, “como as direcções regionais”, gera “entropia na educação”. Estas estruturas, esclarece, levada a cabo a “redução das competências” defendida pelos sociais-democratas, “extinguem-se por si próprias”. A visão da educação do PSD passa por remeter a tutela a apenas “uma função de regulação e avaliação do sistema” mas “não a de dirigir as escolas”. “Uma verdadeira autonomia das escolas”, diz o Pedro Duarte, que concorda com uma avaliação dos professores feita por uma agência independente.

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“O Ministério da Educação pode ser implodido sem nenhum problema”, diz Joaquim Azevedo

A ideia foi defendida durante as jornadas parlamentares do PSD que estão a decorrer em Braga. O professor universitário Joaquim Azevedo defendeu a criação de uma agência para apoiar e avaliar as escolas, afirmando que “o Ministério da Educação pode ser implodido sem nenhum problema”.

Antena 1


A história da crise com burros